08/03/2010 - 23:02 - por Raphael Perret
Os dirigentes culpam a quantidade de times, o horário dos jogos e o preço dos ingressos (como se não fosse com eles, aliás…). Mas estas não são as únicas razões que afastam a torcida dos estádios no Campeonato Carioca de 2010. Tem também a preferência por outros campeonatos e a proibição das partidas dos grandes clubes em campos nos quais Fla, Flu, Bota e Vasco sempre jogaram. Enfim, que tal repensarmos o Estadual?
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Tags: futebol, rio de janeiro
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21/02/2010 - 12:45 - por Raphael Perret
A polêmica do carnaval carioca foi o combate aos mijões: quem era pego urinando a céu aberto era encaminhado à delegacia. Para evitar o constrangimento, os foliões só tinham como opção os banheiros químicos, que se revelaram poucos e insalubres. Como, então, satisfazer a necessidade sem precisar cometer a barbaridade de fazer xixi na rua?
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Tags: carnaval, rio de janeiro
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23/01/2010 - 12:28 - por Raphael Perret
Políticos migram ao Twitter, mas poucos o usam direito: notinha interessante da Folha Online revela que a ferramenta de microblogging poderá ser a grande novidade da campanha eleitoral de 2010, mas está sendo usada de forma inadequada pelos pré-candidatos a presidente, governadores, deputados e senadores. Dentre os maiores pecados, estão o fracionamento de longas mensagens em vários “tuítes”, excesso de autopropaganda e, óbvio, a falta de interação com os outros usuários.
Na boa, a grande dica para os políticos é que sejam apenas eles mesmos. Conversem no Twitter. Esclareçam dúvidas. Digam o que acham da vida. Repassem links que julguem interessantes. Evitem falar somente de política. Vocês poderão até não conseguir votos. Mas conseguirão respeito.
Hão de dizer que os políticos ainda estão aprendendo a mergulhar neste novo (novo?) mundo. Ok, pode ser. Mas é bom que aprendam depressa, pois o preço é a pagação de mico.
Soube pelo Alexandre Sena.
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Tags: eleições, internet, política, redes sociais
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14/01/2010 - 22:21 - por Raphael Perret

Ex-crítico de cinema, David Gilmour (que não é o guitarrista do Pink Floyd) está desempregado e, como se não bastasse, vê seu filho Jesse, de 15 anos, ter tanta afinidade com a escola quanto tem um ateu com a igreja. O pai propõe ao jovem que, sim, ele pode abandonar as aulas, desde que assistam, juntos, três filmes por semana. Jesse aceita. O desenrolar das sessões é contado por David em O clube do filme.
O autor admite, em tom franco, que não sabia aonde chegaria essa tática de descabelar os pais mais ortodoxos. E o livro é conduzido de tal forma que o leitor não tem a menor ideia no que o “clube” vai se desdobrar. Será que Jesse se tornará um crítico de cinema (se fosse um filme, este talvez fosse o desfecho mais óbvio)? Um bandidão? Um PhD em Astrofísica? Só se descobre seu futuro na última página.
Mas no que Jesse se transforma após o “clube do filme” é secundário. O mais importante é o relacionamento entre pai e filho no período da experiência, que se torna profundo de uma maneira que seria impossível se David estivesse empregado e se Jesse frequentasse a escola diariamente.
O cinema foi a aliança que uniu pai e filho em época tão difícil da vida de ambos. Porém, menos pelos filmes em si, mais pelos momentos em que passaram juntos.
Foi graças ao “clube” que David descobriu as questões que afligiam Jesse, fontes de recordação de sua própria juventude e que lhe possibilitaram se aproximar tanto de seu filho. As angústias do jovem são bem semelhantes às de qualquer adolescente, e é isso que torna O clube do filme bem prazeroso: o livro trata de um pai e um filho adolescente que conseguem se entender, trocar ideias, serem respeitoso um com o outro… serem amigos. São duas pessoas comuns vivendo uma relação que é tão incomum hoje em dia mas, ao mesmo tempo, tão genuína.
Ah, e subjacente a tudo, um passeio pelo cinema, com comentários técnicos e afetivos de David Gilmour sobre os filmes exibidos. Para quem curte, as observações funcionam como cimento entre os tijolos que compõem a verdadeira história de O clube do filme.
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Tags: literatura, livros
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02/01/2010 - 12:14 - por Raphael Perret
O ano de 2010 começou quente no mundo da mídia. Na verdade, a chama esteve acesa antes mesmo da meia-noite de 1º de janeiro: no último dia de 2009, Boris Casoy, apresentando o Jornal da Band, deixou escapar comentários ultrapreconceituosos contra garis que desejavam feliz ano novo. Veja abaixo:
O apresentador, no dia seguinte e no mesmo telejornal, pediu – tímida e rapidamente – desculpas “aos garis e aos telespectadores”, confira:
O vazamento da “brincadeirinha” de Casoy foi assunto recorrente no Twitter e em e-mails que recebi no primeiro dia de 2010. Está mais do que claro que a repercussão só foi grande porque o vídeo se espalhou depressa pela internet, via YouTube e redes sociais. Sem essa difusão, jamais o apresentador teria que passar pelo constrangimento de pedir desculpas no ar por seus comentários.
Pergunto-me se as piadinhas de Boris Casoy tivessem sido proferidas há dez anos. Elas se transformariam em mais uma dessas lendas da TV brasileira, assistidas por alguns poucos “sortudos”, que jurariam ter ouvido as frases, mas jamais poderiam confirmar que elas realmente foram ditas. Algo parecido com a lenda de que Lobão teria discutido de forma chula com Clodovil no antigo programa de entrevistas dele: muita gente diz que viu, mas as cenas nunca apareceram e Lobão já afirmou que nunca teria sido tão grosseiro (veja o final da página 20 desta entrevista do cantor à Playboy em 2000).
Enfim, tudo isso pra dizer que, se ainda não sabemos pra onde vai esse mundo com a explosão das redes sociais, a certeza é que, hoje, é impossível ser dissimulado: tudo está registrado. A responsabilidade sobre o que é dito, no ar ou não, é cada vez maior. Se os sites da WWW são as cidades onde residem os dados, as redes sociais são as estradas que fazem a informação circular e se difundir.
Atualização (03/01, às 12:05): caros visitantes, comentem à vontade, mas evitem usar palavras ofensivas ou racistas. Sou o responsável por este espaço e não quero ter problemas judiciais por conta de declarações irresponsáveis. Qualquer comentário com ofensas pessoais será excluído.
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Tags: comunicação, internet, jornalismo, redes sociais, TV
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