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Blog de Raphael Perret, jornalista, carioca, rubro-negro, em constante aprendizado
  

Comunicação bidirecional e desintermediada revela quem as pessoas são

08/04/2013 - 09:50 - por Raphael Perret

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A internet é inclemente com jornalistas. Antes dela, eles podiam dizer ou publicar qualquer coisa que a resposta vinha lentamente e, às vezes, só ganhava visibilidade se o veículo em que o profissional trabalhava abrisse espaço. A web aproximou o jornalista do público, que agora denuncia as “barrigas”, critica falhas de apuração e replica insinuações de colunistas. Alguns jornalistas, elegantes, conseguem dialogar com o público, defendem suas publicações e reconhecem seus erros. Outros apenas se constrangem diante das falhas apontadas. Mas a maioria dos jornalistas, arrogantes, preferem desqualificar quem os criticam, isso quando não os ignoram. Nesses casos, expõem-se ao ridículo.

(Parêntese: quando falo de críticas aos jornalistas, refiro-me às críticas inteligentes e fundamentadas, que existem, e aos montes. Muitos comentários são mesmo ignoráveis. Fecha parêntese.)

Rafinha Bastos conseguiu a proeza de trazer essa nova dinâmica ao universo dos humoristas. Ao fazer duas piadas (ruins) sobre uma rede de hotéis, levou duas respostas bem-humoradas, elegantes e de fina ironia. Desconcertado com uma reação tão inteligente (humoristas como ele gostam de ver transtornada a vítima da piada) e com o apoio da plateia das redes sociais a essa reação, Rafinha apelou, saiu da esfera do bom humor e atacou grosseiramente a empresa hoteleira. E, tal qual o jornalista que bate boca com seus críticos, expôs-se ao ridículo.

Viva a comunicação bidirecional e desintermediada, capaz de revelar quem as pessoas realmente são.

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Milton Nascimento: a travessia de 70 anos

26/10/2012 - 09:59 - por Raphael Perret

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Foto de Milton Nascimento tocando violão

“Solto a voz nas estradas, já não quero parar. Meu caminho é de pedras, como posso sonhar?”

Até quem conhece muito pouco de Milton Nascimento arriscaria dizer que o verso acima faz parte de uma canção sua. Afinal, o refrão de Travessia carrega vários elementos da obra do cantor/compositor carioca criado em Três Pontas (MG). A música que lhe rendeu o segundo lugar no festival internacional da canção de 1967 foi seu cartão de visitas para o mundo e para mim.

Na adolescência, já conhecia Milton de grandes sucessos como Coração de estudante, Canção da América e Maria, Maria. Porém, até ali, ele apenas era, pra este incauto, um cantor da MPB. Quando escutei Travessia, primeira música de uma coletânea emprestada por uma prima, senti que estava diante de algo muito diferente. E impressionante.

Nas faixas seguintes, o mesmo estilo, a mesma – magnífica – voz, a mesma emoção. Lembro que a coletânea trazia as canções de que já falei, mas também Cravo e Canela, Paula e Bebeto, Para Lennon & McCartney, Nos bailes da vida… Olhando vinte anos depois, é curioso entender como aquilo me tocou. Na época, preferia o rock, o pop, a música mais fácil para um jovem com ansiosos hormônios em ebulição. Mas Milton Nascimento era bem diferente daquilo tudo que eu gostava. E, mesmo assim, gostei.

Gostei mais ainda quando, anos depois, uma linda menina – com quem vivo até hoje – me apresentou o disco duplo Clube da Esquina. Desde então, ouço o CD pelo menos uma vez a cada quinze dias (eu disse “pelo menos”). Se Travessia é uma síntese do trabalho de Bituca, Clube da Esquina é sua expansão. Elaborado em parceria com uma  geração de músicos e compositores alinhados com o estilo de Milton, o disco somou todas as qualidades de quem o fez – gente como Lô Borges, Márcio Borges, Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Beto Guedes, Toninho Horta, Wagner Tiso – e não podia ter um resultado diferente de ”sensacional”. Também, pudera: Nada será como antes, Tudo que você podia ser, Cais, Um girassol da cor do seu cabelo, Paisagem da janela, O trem azul… Se apenas “gostava” de Milton Nascimento, a partir da primeira
audição de Clube da Esquina tornei-me seu fã.

Com uma sensibilidade incomum impregnada em cada verso e em cada nota de suas canções, o cancioneiro de Milton supera compreensão de idioma e ressoa em todo o
planeta. Não surpreende nem um pouco seu reconhecimento internacional.

Compositor de letra e de música, mas sempre generoso em formar parcerias, Milton apresenta um estilo e uma qualidade iguais em qualquer uma de suas produções.

Cantor inigualável, interpreta com afinco o que já é seu e recria canções escritas por outros compositores, tornando-as suas. Pense em O que será (as duas versões), Cálice, Chega de saudade

O repertório de Milton raramente fala de substantivos concretos ou conta histórias. Em compensação, traz, antes de qualquer coisa, emoção. Esse material, tão
rico em sentimentos, valor poético, metáforas, é diverso e, ao mesmo tempo, único. Suas canções constroem uma grande obra sobre a exaltação da liberdade, o prazer da arte e a força do amor (menos o amor romântico e mais o amor à vida, às pessoas, a tudo que é belo, e a todos os sentimentos dele derivados).

Milton Nascimento faz, hoje, 70 anos. De respeito a seu público. De tradução de sua alma em primorosas canções. De despertar todo tipo de emoção no Brasil e no mundo.

Parabéns, Bituca! E obrigado.

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Setenta músicas de Caetano Veloso

07/08/2012 - 23:49 - por Raphael Perret

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Listar as minhas 70 canções de Caetano Veloso é a homenagem que faço ao 70º aniversário do cantor e compositor baiano. São músicas relevantes para a nossa história ou importantes para a minha vida. Fazê-las serem ouvidas ou até mesmo conhecidas é a minha humilde contribuição para a permanência da obra de Caetano – se é que ela precisava dessa contribuição.

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Cem anos de futebol do Flamengo: comemorações no campo de treino

03/05/2012 - 10:39 - por Raphael Perret

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Flamengo no Maracanã - Fonte: Flickr de tmlvngs

Flamengo no Maracanã – Fonte: Flickr de tmlvngs

Parabéns, Flamengo, pelos 100 anos de seu futebol. Agora vai explicar a todos que construíram sua bonita e vitoriosa história que o próximo jogo oficial, que poderia ser comemorativo, será daqui a 17 dias. E sem estarmos em dezembro ou janeiro.

Congratulações à “gestão” e ao “comando” do clube.

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Nunca diga que um Fla-Flu não vale nada

11/03/2012 - 17:10 - por Raphael Perret

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No ano do centenário do clássico, segue minha pequena homenagem.

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