Ponto de virada
Dia 17 de agosto, 14 horas.
Já posso chegar em casa e, se sentir sono, dormir.
Já posso sair do trabalho e, se sentir vontade, sair com os amigos.
Já posso encontrar a namorada e ficar com ela sem pensar em nada.
Já posso navegar na internet sem me preocupar em pesquisar artigos acadêmicos.
Já posso escolher qualquer livro para ler, e não apenas os teóricos e científicos.
Já posso colocar um CD no som e deitar na cama para ouvi-lo, com a luz apagada e prestando atenção na letra.
Já posso declarar minha liberdade a um dos senhores de escravo mais cruéis que existem: o tempo.
A missão está cumprida!
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