Novas maneiras de disseminar vírus
Recebi nas últimas semanas uma penca de e-mails simulando remetentes e que, na verdade, tinham como objetivo apenas convencê-lo a clicar num link que executava um vírus.
Acho que consegui escapar de todos. As mensagens costumam ser bandeirosas e não é complicado notar que elas são falsas. A Serasa, por exemplo, nunca ia mandar um e-mail institucional com um texto repleto de exclamações, incluindo no campo “De:” da mensagem.
Só que o tempo passa e os bandidos, muitas vezes analfabetos, costumam se sofisticar. E o golpe está evoluindo.
Acabei de receber um e-mail que seria aquela confirmação do Antispam UOL. É igualzinho e, como mando muitas mensagens para listas de discussão que têm usuários do UOL e esquecem de liberar automaticamente os e-mails enviados pros grupos dos quais participam (isso é outra história), recebo diversos pedidos de autenticação do sisteminha. Logo, eu poderia instantaneamente clicar no link que autorizaria o envio de uma suposta mensagem anterior minha. Só desconfiei porque, embora o texto estivesse bem escrito, o nome do software era “Tirateima”, que, creio eu, não é o nome da ferramenta Antispam do UOL. Além disso, o subject do e-mail era “…”. O alerta ligou e deletei o e-mail.
Outro dia também chegou à minha caixa postal um e-mail me avisando que alguém me mandou um cartão virtual Terra. O link apontava para uma página hospedada no provedor… e mesmo com o mouse em cima o browser indicava a mesma página (em geral, o texto do link aponta para uma página aparentemente inofensiva, mas clicar nele leva o usuário a um executável ou a outra página maliciosa), e em HTML, sem arquivos! Ainda encucado, já que o texto era meio fraquinho e o design ruim, resolvi salvar a página indicada sem abri-la e, depois, investigar o código-fonte. Batata: lá dentro, o incauto era levado a abrir um vírus.
Por isso, galera, cuidado. Promoções, avisos de pendências de débito, webcards podem significar uma dor de cabeça futura. Se o texto é ruim, o layout parece ter sido feito nas coxas, o link aponta para um arquivo ou para uma página obscura, de um domínio esquisito ou, ainda, se o remetente, do qual você nunca ouviu falar, lhe manda um arquivo em anexo, não pestaneje: apague no ato.
Atualização (11:41): Ho ho ho, furei o Plantão da InfoExame.

