"Ih, foi mal, te confundi…"
Polícia prende mais um acusado de agredir doméstica na Barra. Um grupo de delinqüentes de classe média voltavam de uma festa, viram a moça no ponto de ônibus e começaram a chutá-la como se disputassem uma partida de futebol. Depois, admitiram que pensavam tratar-se de uma prostituta (?!?!?!). Semelhança com outro caso, ocorrido há 10 anos em Brasília, não é mera coincidência.
Se me fosse dada uma chance de agir neste caso, eu só pediria uma coisa ao delegado que encarcera os primatas: perguntar-lhes o porquê da agressão e tentar saber o que, na concepção deles, alguém (uma mulher!) precisa ter feito para merecer chutes violentos seguidos na cabeça.
Não sei o que eu faria com a resposta. Não consigo imaginar nada que justifique tamanha crueldade. A motivação do grupelho de marginais só serviria de material para psicólogos tentarem entender o que se passa na cabeça de gente anormal.
Mas sei o que esse tipo de notícia causa em mim: uma tristeza profunda e um desconforto imenso com este mundo reservado para os meus filhos.
Atualização (00:21): “- Eu queria dizer para a sociedade que nós, pais, não temos culpa disso. Eles cometeram erro? Cometeram. Mas não vai ser justo manter crianças que estão na faculdade, estão estudando, trabalham, presos. Botar eles numa Polinter? Desnecessário! – protestou o pai de Rubens [um dos agressores], Ludovico Ramalho.” Civilidade? Cidadania? Ética? Bom senso? Deus, estão todos enlouquecendo…
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