A verdadeira geração de prata
O que aconteceu hoje no Maracanãzinho foi a prova de que a seleção feminina de vôlei de Sheila, Paula Pequeno etc. nasceu para ser vice-campeã. É a geração de prata de blusinhas e shortinhos. Perder para Cuba com seis chances de fechar o jogo significa medo de vencer. Afinal, o que mais justifica as jogadoras experientes furarem cortadas? Ou perderem um ponto em que a cubana foi buscar a bola quase lá na arquibancada?
As rivais são realmente muito boas. No tie-break, numa mesma disputa de ponto, buscaram bolas no chão que eu juraria serem indefensáveis. Mas esta seleção brasileira de vôlei, definitivamente, gosta de amarelar em finais. Basta lembrar que ela é a atual vice-campeã mundial e perdeu as semifinais nas Olimpíadas de Atenas num jogo tristemente histórico, com direito a cinco match-points perdidos para as russas.
Continuarei torcendo, sempre, pelas meninas do Brasil. Porém, e sempre, também, com muita desconfiança e uma quase certeza de que não conseguirei no final gritar “é campeão!”.

