O velho cambismo
Há milhares de anos o Maracanã sofre com os cambistas. Os ingressos são vendidos em horários doidos, as pessoas têm dificuldade em comprar, fazem filas intermináveis e sempre, eu digo SEMPRE, tem um ou dois malandros grandalhões, com voz grossa e cordão no pescoço anunciando “tenho ingresso”, com preços ridículos de tão inflacionados. Nisso, os ingressos acabam antecipadamente e, que estranho, o estádio não fica lotado na hora do evento.
Com o Pan, acreditei ingenuamente que a organização agiria pra evitar essa prática execrável do cambismo. Mas que nada: fui ao Maracanã ver Brasil x Canadá, pelo futebol feminino, e as mesmas figuras que circundam o estádio em dia de jogo dos times cariocas estavam lá.
Putzgrila. A quem interessa a existência dos cambistas? Por que as autoridades, quando questionadas, lavam as mãos e fazem que não é com elas? Por que não tomam uma atitude mínima, simbólica, que transpareça uma pequena vontade de combater esse mal?
P.S. E se você quiser saber mais sobre o que acontece nos arredores do Maracanã em dias de jogos, não perca o Fim de Jogo, comandado pela amiga Cristina Dissat e que, a cada dia que passa, arregimenta uma legião de colaboradores.

