Emergência na Saúde brasileira
A saúde no Brasil precisa de saúde. Se você precisa ser atendido num hospital público, sua sorte dependerá das condições dos outros pacientes, já que há uma disputa constante pela atenção dos médicos, que a dirigirão a quem precisa de mais cuidados. Diante das circunstâncias, o critério é justo, só não é justo que uma pessoa fique agonizando numa maca porque há poucos profissionais disponíveis para atendimento. Ninguém me contou isso: presenciei a situação em dezembro do ano passado.
Se você opta por um plano de saúde, até tem mais facilidade para consultas médicas e realização de exames. Mas uma cirurgia delicada precisa de semanas para autorização. Sob outra ótica: pagam-se pesadas prestações por mês, com rigor, sem atraso e, na hora de usufruir do máximo que o plano pode oferecer – uma cirurgia em um hospital bem equipado e com ótimas instalações – enfrenta-se uma burocracia que, apesar de necessária, é exagerada, a ponto de se esperar dez dias para se ter a liberação. E se a operação fosse urgente, os vírus, bactérias, fungos e tumores esperariam tranqüilamente?
De um lado, a indigência. De outro, a intransigência. Só tem vantagem quem tem capacidade de desembolsar em cash milhares de reais para fazer uma cirurgia necessária.
O resto… é o resto.

