A malandragem personificada
O Detran de São Paulo apreendeu um automóvel que acumula R$ 3,4 milhões em multas. (…) Armando Clemente da Silva, 36 anos, o motorista, disse ter arrematado o veículo em um leilão em 2001. Desde então, ele levou 899 multas. E, passados sete anos da compra, ainda não transferiu o carro para o nome dele. O veículo está registrado como propriedade de uma empresa de seguros. Por isso, o motorista não tem um ponto sequer registrado em sua carteira de habilitação. (…) O motorista do Corsa alegou que não transferiu o carro para o seu nome por falta de dinheiro. Segundo o Detran, ele levou multas por excesso de velocidade, ultrapassar semáforo vermelho, transitar em horário de rodízio, entre outras.(…)
O homenzinho compra o carro em um leilão e não tem dinheiro para transferir o carro? E, por um acesso crônico de distração, cometeu quase mil multas?
O incauto rapaz é o mais recente exemplo da personificação da “malandragem” brasileira, tão exaltada e reverenciada por muitos, mas que só serve para nos afastarmos um pouco da já diminuta noção que temos de cidadania.

