Ecos do Festival do Rio
Ok, ok, mais clichê e mais exagerado, impossível. Mas, depois de me envolver profissionalmente com o evento, nunca vivi tanto o clima cinematográfico e, por que não, gostoso que paira sobre o entorno de salas como o Odeon.
Não que eu tenha visto muita coisa. Estou assistindo a muitos filmes da Première Brasil, mostra competitiva do festival e que premia, claro, obras nacionais. Vi poucos longas de ficção, mas os documentários estão supimpas. Palavra (En)Cantada é delicado. Pan-Cinema Permanente, sobre Waly Salomão, é arrasador, onírico e histriônico, como o retratado no filme. E Simonal – Ninguém sabe o duro que dei é sensacional: jornalístico, honesto e competente no que propõe, isto é, desvendar o mistério em torno de Wilson Simonal, o cantor que, nos anos 60, dominava a platéia com sua voz, seu suíngue e seu carisma. São as dicas que dou, cinéfilo bissexto, que se sensibiliza com bons filmes.

