O que chamou a atenção na estreia de “Caminho das Índias”
1) A maior concentração de péssimas atuações por polegada da minha TV. O novato Rodrigo Lombardi, a veterana Vera Fischer e o inacreditável Humberto Martins concorrem pau a pau pelo troféu de pior ator neste primeiro capítulo.
2) A quantidade de canções brasileiras antigas na trilha sonora. Uma regravação de Eu nasci há dez mil anos atrás, feita por Nando Reis, Puro Êxtase, do Barão Vermelho, Alma, com Zélia Duncan e Feliz, de Gonzaguinha, ambientaram algumas cenas da novela. Não fossem os celulares, a central de telemarketing indiana e a festa hi-tech da empresa Cadore (com tão poucos presentes, pareceu um fiasco), acharia que o folhetim se passava nos anos 80 ou 90.
No mais, é novela da Gloria Perez, né? Todo mundo rico, mais pobres representados por um bairro (Lapa), núcleos cômicos (identifiquei mais de um, sorry), abertura cafona, danças freqüentes e Victor Fasano.




10:32
O porre mesmo vai ser a multiplicação de pratos “à indiana” nos restaurantes mais furrecas, as bijuterias “estilo indiano”, as roupas, as casas de festas especializadas em temas indianos…
16:48
Sempre tem um outro lado: eu gostei de ser apresentado à cultura. Não sabia nada sobre Brahma (a não ser a cerveja, que, há muito, não bebo! rsrs) e muito pouco sobre a cultura (a vaca sagrada é manjado), apesar de freqüentemente ser confundido com indianos, pela aparência. Foi interessante ter esse “start”: já dá pra ignorar a novela e me informar mais sobre uma cultura tão diversa da nossa.