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Blog de Raphael Perret, jornalista, carioca, rubro-negro, em constante aprendizado
  

Impressões de Salvador através do vidro de carros

09/02/2009 - 22:15 - por Raphael Perret

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Foto de Salvador. Fonte: Brasil Destinos - www.brasildestinos.com.br

Depois de perder voo, ficar quatro horas preso no trânsito de uma cidade inundada e ir a Salvador e voltar no mesmo dia, esqueci de escrever um pouco sobre a capital da Bahia, onde estive em 22 de janeiro. Como acabei de dizer, fiquei menos de 24 horas na terra de Castro Alves, Gilberto Gil e Popó. Logo, as impressões foram aquelas possíveis, captadas a partir de passeios de táxi e carro e algumas caminhadas próximas ao Largo do Campo Grande, meu verdadeiro destino em Salvador.
1) Confirmei o mito de que os motoristas baianos dirigem mal. Muito mal. Cruzam faixas de avenidas largas sem pudor e adoram dirigir a centímetros do veículo da frente. Se você está em um táxi, numa ladeira, e o veículo da frente for um ônibus, a distância se reduz a milímetros e o desespero aumenta até a taquicardia.
 
2) Há poucos sinais nas ruas soteropolitanas. Não é à toa que os baianos têm a fama de maus motoristas: precisam desafiar a vida diariamente, enfrentando cruzamentos sem semáforos.
 
3) Os poucos sinais têm cronômetro, que avisam quanto tempo dura a cor vigente. Bacana. Não há mais desculpa para se acelerar no amarelo (se bem que isso é coisa de carioca) ou correr pra atravessar uma rua.
 
4) (Fiquei muito tempo dentro de carros, por isso releve o exagero no assunto trânsito, ok?) Os táxis têm uma regra curiosa: se o número de   passageiros é três, o motorista é autorizado a usar bandeira 2.
 
5) Os outdoors, em sua maioria, são coloridos, têm muita coisa escrita e anunciam shows de axé, pagode ou hip-hop, com fotos gigantes dos artistas;
 
6) Vi mais churrascarias e pizzarias do que restaurantes de comida típica (mas almocei uma bela moqueca).
 
7) E, como sempre, deixei o melhor pro final. Os baianos são gente boa, alto astral, divertidos, simpáticos e hospitaleiros. A cidade vive ensolarada, e ver o sol depois do transtorno do dia anterior foi revigorante. E a orla de Salvador é algo imensurável: percorri quilômetros e ela não acabava.
 

7 já comentaram “Impressões de Salvador através do vidro de carros”

  1. Como minha família é de Salvador, eu vivo viajando para SSA e posso atestar que suas impressões foram corretas.

    Deixo umas dicas para a próxima viagem:

    – Passar no restaurante Beach Stop na avenida em frente ao quase-falido shopping Aeroclube – O pastel de camarão é um absurdo, chega a ser pesado. Esqueça o pastel de camarão do Belmonte. Fora a lasanha de camarão….a pizza de camarão. Tudo farto, delicioso e barato demais.

    - Passar no restaurante Cabana da Cely – apesar do nome de cabana, é um restaurtante enorme. Coma lambretas e tome o caldinho da panelinha que levanta até defunto. A casquinha de siri é imperdível. Para quem gosta de caranguejo, também é ótimo. Peça uma cerveja gelada por mim.

    - Barraca do Lôro – as melhores praias de Salvador são meio afastadas, papo de 25 min de carro. A praia do Catussaba pe a favorita e o serviço desta barraca é uma maravilha. Sem contar que ganhou prêmio da Veja Salvador, então, pode comer mariscos e outros sem medo, porque é tudo de prima. Chame por “Everaldo” o garçom nota 10 que nos atende.

    - Mahi Mahi – é um clube que fica no bairro Corredor da Vitória. Neste clube você paga a consumação de 40 reais e fica à beira do mar. Para chegar até o deque, você desce de “bondinho”. É um passeio diferente!! você mergulha, volta pro deque, tem escorrega, tobogã e um serviço impecável de drinks com absolut e comidinhas. Aconselho o aipim frito! desmancha na boca.

     

  2. Raphael Perret

    Opa, legal, Karine, pelo guia de viagens! Vou anotar, porque é provável que volte a Salvador em breve. Só vou ficar devendo a cerveja, ok? :-P Beijos.

     
  3. Não sou nêga, não, mas vou comentar: já fui à Bahia, sim; mas é como se não tivesse ido:

    1) Fui a trabalho e sozinho. Assim, as poucas saídas que eu dei não tiveram nenhuma graça por causa do curto tempo e da falta de boa companhia;
    2) Na época eu não tinha câmera digital e ainda perdi o filme da câmera comum, quando cheguei, sem tê-lo revelado. :(

    Bom, algumas lembranças ainda estão lá em casa, como as camisas e blusas que trouxe de souvenir.

    Também não consigo esquecer da abordagem feita na subida do Pelourinho, onde acabei deixando uma grana nuns parcos fitilhos do Senhor do Bonfim, com medo de ter que deixar mais, sem levar fitilho algum, já que os caras eram bem… “estranhos”, por assim dizer.

    Assim sendo, tenho que, muito em breve, voltar àqueles domínios para ter recordações e saudade de verdade!!!

     
  4. Dagner, é TRADICIONAL ser abordado no Pelourinho de forma um tanto quanto “agressiva” quando se tem cara de turista. 100% das pessoas que conheço e foram a Salvador recentemente comentam isso. Dizem que é um “presente”, amarram no seu pulso, pedem o dinheiro e, se você não der, querem o “presente” de volta. É mole?

     
  5. Fiquei por lá uma semana, em um congresso. Compartilho das mesmas impressões da postagem. Minha passagem bem superficial para que emita qualquer opinião bem embasada. Ainda assim dá para tecer alguns comentários.
    De fato a abordagem no Pelourinho não é das mais amistosas. Quando fui, a tentativa de extorsão configurada e como a intimidação não foi tão “profissional” decidi resistir e arrancar a fitinha sem deixar nada,

    Posso ter tido uma impressão errada, mas o serviço de maneira geral é péssimo, conseguindo superar, de longe, alguns restaurantes da Barra da Tijuca neste quesito. A Barra é minha base de comparação para saber quando o nível de serviço prestado é realmente ruim. Óbvio, estou sendo generalista e estou me embasando em apenas uma semana de hospedagem, espero um dia reverter esta imagem. Mas isso foi suficiente para não colocar SSA entre meus destinos preferidos de viagem.

     
  6. É isso aí mesmo!

     
  7. Trackback

    [...] era Dia do Trabalho! Ok, podia ter economizado meu tempo escrevendo isto). Mas, como sempre, e tal qual ocorreu em janeiro, com Salvador, captei uma ou outra impressão de Recife, e aqui vão [...]

     


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