Quando se expor vale a pena

Divertir-se no carnaval de rua do Rio de Janeiro é expor-se.
É improvisar roupa e adereços de cozinheiro, em dupla com a mulher, brincar com outros foliões por causa da indumentária e ainda posar para a câmera de uma súbita “fã” da fantasia.
É sofrer com o empurra-empurra da galera, acentuado por ambulantes chatos ou foliões mais mal-educados, que acreditam que o bloco é uma corrida e ficar na frente é mais importante do que cantar e dançar.
É morrer de rir com a criatividade alheia, que faz voar um super-homem ou materializa em Laranjeiras um Barack Obama em carne, osso, terno e bandeirinha norte-americana na lapela.
É, no auge da alegria, deixar cair seu celular e sentir a perda só na volta pra casa.
É constatar que ainda há esperança na humanidade, pois, em uma cidade tão machucada por gente mesquinha, um folião de 16 anos que se agachou pra procurar o celular dele encontrou o seu e se esforçou em devolvê-lo. E continuou sem o dele…
Divertir-se no carnaval de rua do Rio de Janeiro é, realmente, expor-se.
Desse jeito, expor-se é muito bom.


15:06
Olá, Raphael! Obrigado por sua visita no Espelho D’Alma. E muito mais por ter gostado do texto. Foi um elogio para mim que tenha gostado. Minhas modestas linhas muitas vezes são abortadas por não contentar minha auto-crítica.
Quanto ao seu post… já curti o carnaval em tenra idade. Quando o empurra-empurra, a falta de respeito e os foliões que não sabem o que é se divertir sem ofender tornaram-se maioria eu me recolhi. às vezes levo minha filhota ao baile infantil e fico quietinha num canto (pq ali é lugar de criança e não de mãe frustrada..rsss) curtindo a felicidade dela. O carnaval de rua já foi muito legal aqui em Porto Alegre-RS; hoje não curto mesmo.
Um abraço virtual e volto pra te ler.
16:52
Oi, Claudia, bem-vinda seja. O carnaval de rua aqui revitalizou de vez, só que até demais. Se a pessoa não abstrair, talvez se irrite mais do que se divirta. Pra mim, ainda está no limite do tolerável, porque o clima geral é de paz. E ele não é estragado por alguns mal-educados que empurram sem necessidade.
Ah, e um recado: a autocrítica é importante, mas se ela anda muito forte, pense em ser um pouco mais flexível. Pode ser que você seja exigente e dura com os seus textos.
Volte sempre, também visitarei o Espelho!
18:42
Que fantasia fofa! gostei!