Carnaval 2009: o melhor de todos os (meus) tempos
Um carnaval de novidades e comemorações. Esta é a melhor síntese dos período entre 20 e 25 de fevereiro de 2009.
Caí na folia como nunca antes. Fui a cinco blocos – incluindo, aí, as duas festas anteriores ao Carnaval; e muitos ainda vão perguntar: “Só???” -, festejei meus 30 anos de idade e ainda participei do segundo dia do desfile das escolas de samba no papel de espectador. Foi extasiante e extenuante.
No sábado, liquidei os planos de ir ao Céu na Terra, pois teria que estar muito cedo em Santa Teresa e havia promessa de casa cheia. Não me arrependi. Fomos ao Sassaricando, bloco oriundo da peça de sucesso que desfilou pela primeira vez na Rua do Russel, na Glória. Uma maravilha: vários integrantes da peça em cima de um caminhão de som, um grupo numeroso de foliões sem configurar uma multidão e marchinhas e sambas conhecidos como trilha sonora formaram o contexto, combinado a um clima superagradável, um sol bonito e um vento gostoso.
À noite, ficamos em casa para preparar as fantasias da manhã seguinte. Eu completaria, dia 22, meu trigésimo ano de vida e, conforme combinei com o povo, fui para o Cordão do Boitatá. Esperava momentos iguais aos de anos anteriores, quando o bloco desfilava bem cedo entre 8 e 9 da matina pelas ruas do Centro e logo depois subia ao palco para um baile divertidíssimo para uma plateia fantasiada. Mas, infelizmente, não foi o que aconteceu. O bloco, estranhamente, demorou muito a subir no palco. Enquanto isso, o público chegava à casa das dezenas de milhares. Apesar da abstração em que o álcool deixa as pessoas nas multidões, devia estar havendo algum sinal de impaciência lá na frente. Por isso, por volta das 11, um rapaz subiu ao palco para informar que o bloco estava desfilando no Centro e lá pelo meio-dia estaria subindo ao palco”. Fui embora meio-dia e meia e nenhum sinal de Boitatá. Uma pena. Ir ao bailão virou um programa de índio e de mascarados, e de personagens de desenho animado, e de… romanos. Consegui, ainda bem, encontrar vários amigos, mas muitos não consegui achar. Fico chateado se algum convidado, que não conhecia o esquema, foi e se aborreceu. Peço desculpas.
Mas para mim, 22 de fevereiro é 22 de fevereiro. A animação não podia parar. No início da noite, partimos pro Bloco Cru, aqui em Botafogo mesmo. Sobre um caminhão de som em frente à Casa da Matriz, o grupo-banda tocava rocks famosos, em sinfonia com uma banda de percussão que ficou no chão mesmo. E tome Jumping Jack Flash, dos Stones, Pretty Woman, de Roy Orbison, Top Top, dos Mutantes, e Rádio Blá, de Lobão, além de outros sucessos. A experiência foi bem legal. Mas, como era primeira vez, o som dos instrumentos elétricos se sobrepôs à percussão, e a coisa ficou mais pra show de rock do que pra bloco de carnaval. Nada que mais ensaios não resolvam pra 2010. No final, marchinhas completaram a festa.
Continua…


16:29
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