Nunca diga que um Fla-Flu não vale nada
Hoje de manhã lembrei, graças aos jornais, que estamos no ano do centenário do Fla-Flu. A poucas horas do próximo confronto, escrevi uma pequena homenagem ao clássico.
2003, Fla-Flu. Felipe, a grande contratação do Flamengo no ano, estreia em um clássico. Mas o time tricolor, liderado pela promessa Carlos Alberto, começa arrasador e faz 3 a 0 no primeiro tempo, deixando o rubro-negro desamparado e sem reação para o restante do jogo.
2004, Fla-Flu. Dessa vez, a atenção está toda para o Fluminense e seu time de estrelas com Romário, Edmundo e Roger. O Flamengo até sai na frente, mas o tricolor, com ótima atuação, vira o placar pra 3 a 1. Porém, Felipe diminui e o desconhecido lateral-esquerdo Roger entra para a história do clássico ao fazer dois gols e confirmar a virada rubro-negra.
2008, Fla-Flu. Os dois times estão envolvidos com a Libertadores, então disputam o clássico pelo Estadual com times praticamente reservas. Mesmo sem grande apelo, a partida está na memória das duas torcidas por ser conhecido como o “jogo do créu”, em que Thiago Neves, astro tricolor, marcou 3 na goleada por 4 a 1 e comemorou com a famosa dança.
2010, Fla-Flu. O Fluminense, em boa fase, joga fácil e abre 3 a 1 sobre o Flamengo no primeiro tempo. Tudo indica uma vitória tranquila e, quem sabe, com goleada. Mas Adriano e Vagner Love “acordam” e arrasam o adversário no segundo tempo. Fim de jogo, Flamengo 5 a 3.
O que há de comum com os quatro Fla-Flus relatados acima? A princípio, duas coisas. Uma, que são partidas dificilmente esquecíveis. A outra é que, se ninguém previsse o resultado, jamais se esperaria que todos esses clássicos entrassem para a história dos confrontos, pois se tratavam de jogos nada decisivos de fases intermediárias do Campeonato Estadual.
Como o encontro de logo mais, às 18h30.
Portanto, cuidado ao dizer que este clássico não vale nada. Depois dos 90 minutos, qualquer Fla-Flu poderá figurar nos livros, nos corações e nas mentes de rubro-negros e tricolores.

