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	<title>Butuca Ligada &#187; cidadania</title>
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	<description>Informação é estar atento &#124; por Raphael Perret</description>
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		<title>Por que ninguém quer o debate?</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/10/09/por-que-ninguem-quer-o-debate/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 03:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste mundo frenético, ninguém mais quer se aprofundar em nada. Todos já têm suas opiniões e acham que não precisam ouvir o outro, nem pesquisar mais as informações. Assim, fica difícil realizar fóruns sobre temas fundamentais para a sociedade. Pior para todos nós.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O amigo Ivson Alves escreveu:</p>
<blockquote><p>Dessa maneira, se os coleguinhas estão sinceramente preocupados com o legado da Rio-2016 devem, necessariamente, incentivar diretamente a participação popular ativa na fiscalização do evento, antes, durante e, principalmente, depois. Não é só ficar gritando, como propala, algo comicamente, a campanha d’O Globo, mas dar força à organização popular mesmo.</p></blockquote>
<p>Leia mais em <a href="http://coleguinhas.wordpress.com/2009/10/03/rio-2016-cobranca-aos-coleguinhas/">Rio-2016: cobrança aos coleguinhas</a>, post em que Ivson estimula os jornalistas a não ficarem apenas cobrando do governo, mas também da sociedade, que reclama, reclama, reclama&#8230; mas faz que não é com ela.</p>
<p>Não vou nem entrar no clichê já manjado &#8211; porém verdadeiro &#8211; da pessoa que xinga o governante de corrupto mas não quer pagar a multa de trânsito. Tentarei ir além no delineamento da questão: <strong>a sociedade me parece cada vez menos disposta a participar de debates importantes para ela mesma</strong>. Prefere repetir um dos dois tipos de discursos (que não são necessariamente excludentes entre si): o oficial ou aquele mais congruente aos  seus pré-conceitos.</p>
<p>Porém, mesmo com internet, as pessoas subutilizam ferramentas que poderiam ser muito úteis para a realização de discussões e troca de ideias e não procuram se informar, embora tenham à disposição fontes de dados e notícias cada vez mais variadas. Neste ambiente superficial, sem contato com a diversidade de opiniões,<strong> o cidadão se refugia em seu ponto de vista sem dar chance à menor abertura para um possível autoquestionamento</strong>.</p>
<p>Isso acontece um pouco por medo e desconforto, já que a sensação da discórdia não é das mais agradáveis. <strong>Mas a dificuldade em construir uma opinião baseada em debate e informação se dá mesmo é por preguiça ou priorização de outras atividades, já que o frenesi do mundo nos obriga cada vez mais a fazer escolhas</strong>.</p>
<p>Assim, as opiniões ficam parecendo bem firmes, mas são construídas sobre tijolos sem cimento. Muitos evitam se expor nos fóruns (reais ou virtuais). Ora, para quê, se sua opinião é imutável?</p>
<p>Se todos lessem um pouco mais, se aprendessem um pouco mais, se aprofundassem um pouco mais veriam que a informação, bem estudada, analisada e digerida, <strong>pode gerar </strong><em><strong>insights</strong></em><strong> e decisões muito bem embasadas e com pouca chance de dar errado</strong>. Podem até ser polêmicas e controversas, mas certamente terão efeitos positivos em alto grau.</p>
<p>Torço para estar vivo quando os cidadãos passarem a ter mentes mais abertas, saberem ouvir o outro e, assim, participarem mais de debates e poderem formular decisões e medidas com mais precisão e segurança. Com cada um mais certo do que quer, teremos grupos sociais mais coesos e uma sociedade mais madura. Isso, sim, é democracia.</p>
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		<title>Livro digital ensina a ler criticamente a imprensa. Só a imprensa?</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/10/07/livro-digital-ensina-a-ler-criticamente-a-imprensa-so-a-imprensa/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 11:07:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A informação é do Código Aberto. Trecho: O autor apresenta seis regras básicas para identificar noticias tendenciosas: 1)     Identificar possíveis conflitos de objetivos entre o interesse público e o dos autores ou patrocinadores de uma determinada notícia; 2)     Identificar o objetivo da notícia. Se ela promove alguma idéia, projeto ou iniciativa comercial, política ou ideológica; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A informação é do <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?id_blog=2&amp;id={156A39BD-463C-40D2-875A-B20311D65B06}">Código Aberto</a>. Trecho:</p>
<blockquote><p>O autor apresenta <strong>seis regras básicas</strong> para identificar noticias tendenciosas:</p>
<p>1)     Identificar possíveis conflitos de objetivos entre o interesse público e o dos autores ou patrocinadores de uma determinada notícia;</p>
<p>2)     Identificar o objetivo da notícia. Se ela promove alguma idéia, projeto ou iniciativa comercial, política ou ideológica;</p>
<p>3)     Identificar os grupos sociais, econômicos e políticos afetados pelo projeto ou iniciativa, destacando se as opiniões dos atingidos foram destacadas adequadamente ou não;</p>
<p>4)     Examinar cuidadosamente os fatos e alegações publicadas;</p>
<p>5)     Identificar quem ganha e quem perde com o desenvolvimento do projeto ou iniciativa;</p>
<p>6)     Verificar como os outros órgãos da imprensa estão tratado o assunto central da notícia.</p></blockquote>
<p>Acho que vale não só para a imprensa, mas também para qualquer mensagem produzida por terceiros. O crescimento da internet e de suas redes sociais nos dão acesso a uma gama ilimitada de informações provenientes de fontes tão díspares quanto religiosos e ateus, conservadores e progressistas, cariocas e paulistas, homens e mulheres. Saber ler essas mensagens criticamente é um passo importante rumo à civilidade.</p>
<p>Afinal, a disseminação do hábito já vai livrar de spams e correntes a caixa postal da galera.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como você escolhe seu candidato?</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/09/28/como-voce-escolhe-seu-candidato/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 11:54:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Se cada cidadão parasse algumas horas pra definir, bem objetivamente, qual o perfil ideal para um presidente, governador ou prefeito, teríamos votos bem melhores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro do táxi que me levava quarta-feira ao aeroporto, fiquei imaginando a vida de um presidente da República, ou de um governador, enfim, de um chefe de poder Executivo, que viaja quase sempre, faz discursos frequentemente, participa de dezenas de reuniões semanais, recebe lobistas, políticos, empresários e cidadãos. Para dar conta de tudo isso, ele precisa estar minimamente preparado para discutir todo e qualquer assunto que seja de seu domínio administrativo. Educação, saúde, segurança, cidadania, políticas públicas, emprego, meio ambiente, política externa, esportes, economia, relações institucionais, agricultura, habitação, cultura, indústria, saneamento, infraestrutura&#8230; Preciso continuar?</p>
<p>Para cada um destes temas, é insuficiente apenas saber conceitos e definições. O fundamental é ter números em mãos, saber a opinião de outros atores políticos, acompanhar o noticiário, embasar-se nos pontos de vistas dos seus assessores. Acredito que, diariamente, com a mudança tão rápida de assunto entre uma reunião e outra, o governante tenha que estudar um pouco nos intervalos de folga entre um compromisso e outro. Ou seja, não existe folga.</p>
<p>A profunda mistura de temas, às vezes díspares, às vezes entrelaçados entre si, explica a divisão do poder pelo governante entre seus ministros/secretários e assessores. São estes os responsáveis em formular e executar as ações específicas de sua área. Mas é o presidente quem vai, em última instância, fechar as diretrizes e as linhas gerais do seu governo.</p>
<p>Ele só pode tomar essas decisões quanto mais bem preparado estiver e quanto mais ele puder apreender das informações que lhe são ditas. Não pode ser alguém arrogante, crente que pode tomar a decisão sozinho – a menos que seu acúmulo de experiência naquele assunto lhe dê esse tipo de segurança, o que não vai acontecer sempre. Ninguém é especialista em tudo.</p>
<p>Além disso, num tempo em que a figura pública é cada vez mais exposta, é essencial que ela demonstre segurança sobre um tema que é de sua responsabilidade. Porque o assessor está lá, com os dados e números, mas quem vai pro pau é o presidente, o governador, o prefeito. Seja diante da imprensa, seja na reunião com outro chefe de governo, seja com agentes políticos importantes.</p>
<p>Pensando nisso, concluí que existe um perfil que um indivíduo precisa ter para governar: ser disciplinado, ter vontade de aprender, saber ouvir e ter capacidade gerencial, o que inclui uma visão ampla e conjuntural, saber administrar conflitos e colocar as pessoas certas nos lugares certos. Se o candidato é capaz de mostrar que tem essas qualidades – e, óbvio, tiver idéias com as quais simpatizo – terá grandes chances de conseguir o meu voto. Pois pensarei que a pessoa é articuladora e está sempre renovando seus conhecimentos. Tudo isso é mais importante do que o cara falar bem e usar recursos de marketing que emolduram um discurso vazio.</p>
<p>Acho que estou sendo simplista e otimista. Mas também acho importante que todo mundo pense um pouco nos critérios de escolha de um postulante a um cargo de presidente, governador ou prefeito. Ainda mais faltando um ano para uma eleição a ser realizada num cenário propício à avalanche cada vez maior de informações.</p>
<p>Você, por exemplo: o que leva em conta na hora de votar em um candidato?</p>
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		<title>Que tal doar sangue hoje?</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 00:12:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje fui doar sangue no Hemorio. Não custa nada: que tal ajudar a salvar vidas? Saiba mais sobre como doar sangue.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Doe sangue" src="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/doe-sangue1.jpg" alt="" width="400" height="578" /></p>
<p>Hoje fui doar sangue no <a href="http://www.hemorio.rj.gov.br">Hemorio</a>. Não custa nada: que tal ajudar a salvar vidas?</p>
<p><a title="Vamos doar sangue?" href="http://www.butucaligada.com.br/2007/07/08/vamos-doar-sangue/">Saiba mais sobre como doar sangue</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Minhas restrições ao &#8220;fora, Sarney!&#8221;</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/07/07/minhas-restricoes-ao-fora-sarney/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 01:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[blogs]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[O "movimento" que tem dominado o Twitter, à primeira vista, reflete um processo de conscientização política dos usuários de internet. Mas, se examinarmos a fundo, vemos que a campanha está longe de ser consistente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center"><a href="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/07/twitter_forasarney.jpg"><img class="size-full wp-image-2408" title="twitter_forasarney" src="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/07/twitter_forasarney.jpg" alt="Campanha &quot;#forasarney&quot; no Twitter" width="400" height="392" style="border: solid #DDDDDD 1px" /></a>
<div class="legenda">Campanha &quot;#forasarney&quot; no Twitter</div>
</div>
<p>Faz duas ou três semanas que tem rolado no Twitter uma campanha. Acompanhada de mensagens indignadas ou mesmo solitária, a expressão &#8220;<a title="#forasarney no Twitter" href="search.twitter.com/search?q=forasarney">#forasarney</a>&#8221; está sendo incluída nos posts de muita gente na rede social. Parece que os cidadãos estão começando a usar a internet para mobilizações políticas. O potencial do meio para isso é incontestável. Mas tenho minhas dúvidas se esta campanha está sendo tratada com a devida seriedade.</p>
<p>José Sarney já aprontou muito. Apoiou a ditadura militar, estendeu o congelamento de preços durante o Plano Cruzado com fins eleitorais e acabou disparando a inflação, distribuiu concessões de TV e rádio a torto e direito para compadres, tentou censurar blogs. Portanto, qualquer diminuição de poder do senador amapo-maranhense é benéfica para o Brasil. Ainda que tenham descoberto, 40 anos de vida pública depois, quem é José Sarney, a indignação é justa e necessária.</p>
<p>Porém, a maioria dos comentários adjacentes ao &#8220;#forasarney&#8221; postados no Twitter é vazia. As mensagens, quando não são virulentas ou raivosas, não têm conteúdo algum. Pouquíssimas trazem alguma informação que dê consistência ao mote da campanha.</p>
<p>O motivo essencial dessa inação travestida de mobilização é a caótica avalanche de notícias a que somos submetidos com fontes inesgotáveis de dados, números e manchetes frequentemente mal digeridas e transformadas em gritos em nome da moralidade, sem que se saiba exatamente qual o objeto da revolta. Deseja-se tirar Sarney por sua ligação com os recentes escândalos no Senado? Ou por todo o conjunto da obra? Neste caso, por que ninguém se revoltou quando Sarney foi eleito presidente do Senado? O que se ganha com a destituição de Sarney do cargo? Ou apenas deseja-se Sarney fora da presidência da Câmara Alta do Congresso porque é <em>cool</em>?</p>
<p>Por isso, o #forasarney, em muitos casos, é só uma tentativa oca de manifestar resíduos de uma falsa consciência política. Em outras situações, é apenas um esforço em emplacar a tag nos &#8220;trending topics&#8221; do Twitter &#8211; vide a<a title="Vídeo explicativo da frustrada tentativa de transformar #forasarney em um 'trending topic'" href="http://www.youtube.com/watch?v=5kNoYovrP6U"> patetice de algumas subcelebridades que deram à campanha, ridiculamente, o tom de galhofa</a>.</p>
<p><strong>Ao debate, por favor!</strong></p>
<p>A internet já provou ser uma ferramenta fabulosa para a democracia. Ela dá voz, espaço e tempo para que mais atores sociais &#8211; de indivíduos a organizações &#8211; possam expressar seus pontos de vista. O fomento à discussão, à troca de ideias, ao compartilhamento de informações e à reflexão analítica é um potente combustível para o motor da nossa realidade, rumo a patamares cada vez mais altos de justiça e cidadania. O debate permanente também é uma poderosa arma contra a transformação da mobilização popular em uma acrítica massa de manobra.</p>
<p>Saúdo estes novos indícios da participação política dos cidadãos na internet. Mas ainda fico reticente quando vejo manifestações tão superficiais. Mensagens de 140 caracteres (nos quais já inclusos os onze da expressão &#8220;#forasarney&#8221;) não são um método eficaz de ativismo político, a menos que sirvam para a disseminação de informações ou agregação de partidários numa luta em comum, para ações mais produtivas.</p>
<p>Participar de movimentos assim pode ser bacana, ajudar na sensação de pertencimento etc. mas a reflexão é fundamental. Sem uma dose de razão, o tom da campanha pode ficar emocional demais. O desequilíbrio descamba para mensagens autoritárias e antidemocráticas, como as que pedem o fechamento do Congresso ou aquelas repletas de palavrões.</p>
<p>Motivos para ter Sarney fora da presidência do Senado não faltam. O importante é identificá-los claramente. A desinformação aumenta o risco de se encampar um movimento a favor de quem prefere a falta de consciência política generalizada. É hora, portanto, de explorar mais o altíssimo potencial da internet para promover a troca de ideias. Quanto maior o debate, mais eficazes, contundentes e honestas serão as campanhas.</p>
<p>P.S. O <a href="http://www.memedecarbono.com.br">Meme de Carbono</a> já havia alertado para a necessidade de uma <a title="Fora Sarney, um grito desajeitado" href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/06/30/fora-sarney-um-grito-desajeitado/">campanha mais informativa e menos desajeitada</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O maior problema do fim da obrigatoriedade do diploma</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/06/17/o-maior-problema-do-fim-da-obrigatoriedade-do-diploma/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 02:05:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora que não será mais necessário ter o diploma de jornalista para exercer a profissão, surgem pelo menos duas perguntas: 1) o que acontecerá com os cursos superiores de jornalismo? Haverá estudantes interessados em fazer a faculdade, podendo trabalhar na imprensa apenas com o Ensino Médio?  Ainda que o diploma não seja obrigatório, ele poderá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora que <a title="STF decide que diploma de jornalismo não é obrigatório para o exercício da profissão" href="http://click.uol.com.br/?rf=home-horizontalA-manchete&amp;u=http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/06/17/ult5772u4370.jhtm">não será mais necessário ter o diploma de jornalista para exercer a profissão</a>, surgem pelo menos duas perguntas:</p>
<p>1) o que acontecerá com os cursos superiores de jornalismo? Haverá estudantes interessados em fazer a faculdade, podendo trabalhar na imprensa apenas com o Ensino Médio?  Ainda que o diploma não seja obrigatório, ele poderá ser um diferencial. Uma diminuição da quantidade de candidatos pode, quem sabe, aumentar a qualidade dos cursos. Mas as universidades precisarão investir. A formação e o estudo permanecem fundamentais para a prática jornalística.</p>
<p>2) o que vai acontecer com a qualidade do jornalismo? Não acho que vá mudar muita coisa. Os piores vícios da atividade, hoje, têm mais a ver com estratégias empresariais do que com os recursos humanos &#8211; embora estes, claro, sejam decisivos para o nível do jornalismo praticado hoje em dia. Não é à toa que tanta gente comemora a queda da exigência do curso superior.</p>
<p>Porém, também não é extinguindo a obrigatoriedade do diploma que, agora, só entrarão para o mercado baluartes que salvarão o jornalismo da desmoralização. Ao contrário do que pensam os apocalípticos, não haverá um &#8220;liberou geral&#8221;.</p>
<p>As empresas não contratarão &#8220;qualquer um&#8221;. As entrevistas, dinâmicas e provas continuarão selecionando de acordo com os mesmos critérios de antes. Só da lista dos documentos necessários para a assinatura do contrato é que o diploma será limado. Portanto, se um historiador, ou sociólogo, ou médico, ou <em>whatever </em>tentar a sorte e mostrar dotes necessários para a prática jornalística, poderá ser aproveitado. Não quer dizer, porém, que será melhor do que um jornalista formado em faculdade.</p>
<p>Por isso que o maior perigo da decisão do STF é <strong>criar o mito de que o jornalismo é fácil</strong>. Não, não é. Jornalismo é apurar o obscuro, checar os dados, ter cultura geral, criar pautas interessantes, escrever decentemente, contar uma boa história, tecer análises fundamentadas, interpretar os fatos, informar. O profissional pode até não precisar de diploma pra saber tudo isso. Mas deve saber que jornalismo não é pra qualquer um.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Saiba onde fazer doações para as vítimas das enchentes no Nordeste</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/05/25/saiba-onde-fazer-doacoes-para-as-vitimas-das-enchentes-no-nordeste/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 12:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[A Rede Globo e o Serviço Social da Indústria (Sesi) montaram postos de coleta de donativos para os desabrigados  das enchentes que assolam a Região Nordeste há 45 dias. A preciosa dica é do meu ex-aluno e um dos editores do futebolístico Blogols, Carlos Alberto Ferreira. A Cruz Vermelha do Estado do Ceará informa como é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Rede Globo e o Serviço Social da Indústria (Sesi) montaram <a title="Postos de coleta de donativos para vítimas das enchentes no Nordeste" href="http://acaoglobal.globo.com/TVGlobo/Projetos_Sociais/Informativo/acaoglobal/CDA/tvg_cmp_acaoglobal_pop/0,29859,,00.html">postos de coleta de donativos</a> para os desabrigados  das enchentes que assolam a Região Nordeste há 45 dias. A preciosa dica é do meu ex-aluno e um dos editores do futebolístico <a title="Blogols - Futebol Carioca" href="http://www.blogols.com.br">Blogols</a>, Carlos Alberto Ferreira.</p>
<p>A <a title="Cruz Vermelha do Ceará" href="http://www.cvbceara.org/">Cruz Vermelha do Estado do Ceará</a> informa como é possível ajudar com dinheiro ou voluntariado.</p>
<p>Se você souber de mais postos ou de outras maneiras de ajudar, em todo o Brasil, deixe nos comentários que atualizarei o post.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Alimentos que podem causar câncer</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/05/17/alimentos-que-podem-causar-cancer/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 02:18:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Vi esta chamada na primeira página do Globo Online:  Alimentos que ajudam a prevenir o câncer &#8211; Novo estudo revela que frutas, legumes e verduras podem contribuir para menor incidência da doença. Consumo de carne vermelha, embutidos e industrializados deve ser reduzido Ia escrever, aqui, sobre o falso apelo desta &#8220;novidade&#8221;, pois pra mim é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vi esta chamada na primeira página do Globo Online: </p>
<blockquote><p><strong>Alimentos que ajudam a prevenir o câncer</strong> &#8211; Novo estudo revela que frutas, legumes e verduras podem contribuir para menor incidência da doença. Consumo de carne vermelha, embutidos e industrializados deve ser reduzido</p></blockquote>
<p>Ia escrever, aqui, sobre o falso apelo desta &#8220;novidade&#8221;, pois pra mim é óbvio que uma dieta rica em carne vermelha, embutidos e industrializados só pode fazer mal. Mas quando me lembro de vários amigos que vão frequentemente a uma churrascaria, comem mortadela diariamente e ainda torcem o nariz pra saladas, percebo o quanto é importante espalhar estas notícias.</p>
<p>Portanto, moçada, leiam a <a title="Novo estudo revela a lista dos alimentos que ajudam a evitar o câncer" href="http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2009/05/17/novo-estudo-revela-lista-dos-alimentos-que-ajudam-evitar-cancer-755901490.asp">reportagem</a> e se cuidem.</p>
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		<title>Milhares de pessoas em homenagem a 96 mortos revelam diferenças culturais entre Inglaterra e Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Apr 2009 02:45:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[história]]></category>

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		<description><![CDATA[Não consigo imaginar, no Brasil, um estádio lotado por torcedores de um time para homenagear "companheiros" mortos em uma tragédia ocorrida há 20 anos. Em Liverpool, na Inglaterra, isso aconteceu. E depois falam que os britânicos é que são frios.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma vez descubro que 1989 foi muito mais marcante do que <a title="1989, vinte anos depois" href="http://www.butucaligada.com.br/2009/01/04/1989-vinte-anos-depois/">eu já achava</a>. Há vinte anos, <a title="Tragédia com 96 mortos que mudou o futebol na Inglaterra completa 20 anos" href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1083776-9842,00-TRAGEDIA+COM+MORTOS+QUE+MUDOU+O+FUTEBOL+NA+INGLATERRA+COMPLETA+ANOS.html">96 torcedores do Liverpool morreram no estádio Hillsborough</a>, onde ocorreria uma partida semifinal da Copa da Inglaterra entre o time da terra dos Beatles e o Nottingham Forest. O motivo foi a superlotação do estádio. O episódio serviu para o governo britânico tomar providências para evitar novas tragédias em um país apaixonado por futebol.</p>
<p>(No Brasil devem estar esperando um acidente de proporções semelhantes para fazer igual. Mas isso é outra história&#8230;)</p>
<p>Hoje, o Anfield Stadium, arena do Liverpool, estava LOTADO em uma cerimônia que lembrou os vinte anos da morte dos 96 torcedores. O clube mantém no estádio um memorial com o nome das vítimas. Flores e camisas estavam penduradas em frente ao local, colocadas por torcedores do Liverpool. <a title="Homenagens da torcida do Liverpool aos 20 anos da tragédia" href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Fotos/0,,GF70075-9645,00.html#fotogaleria=1">As fotos são arrepiantes</a>.</p>
<p>A comoção da torcida, vinte anos depois, formada certamente por jovens e crianças, é algo impressionante. Não consigo imaginar reverência similar aqui no Brasil. Suponho que por dois motivos: a banalização da violência e o desrespeito ao passado. </p>
<p>O episódio da <a title="Queda de arquibancada da Fonte Nova provoca maior tragédia do futebol brasileiro" href="http://oglobo.globo.com/esportes/brasileiro2007/mat/2007/11/26/327317208.asp">Fonte Nova</a>, em 2007, foi a maior tragédia ocorrida no futebol brasileiro, com sete mortos. Em 1992, na decisão do Brasileiro, 3 torcedores do Flamengo morreram ao cair da arquibancada do Maracanã. Alguém recorda de esses fatos terem sido rememorados, anos depois? Foram homenageados torcedores que, prestigiando seus times, morreram por incompetência de administradores de estádios?</p>
<p>Essa falta de atitude revela a anestesia aplicada pela violência cada vez mais reinante no futebol, temperada pelo individualismo exacerbado dos nossos tempos. Morrer indo ao estádio quase não causa mais surpresa ou estupor. É uma consequência direta. Extrema, mas plausível. </p>
<p>Mas não é só a selvageria que transforma em sonho impossível no Brasil o que ocorreu hoje em Liverpool. Aqui, temos somos &#8211; justamente &#8211; conhecidos por esquecermos a nossa história. No futebol é emblemático. Os jogadores da atual seleção brasileira, por exemplo, <a title="Vergonha" href="http://colunistas.ig.com.br/andrerizek/2008/03/25/vergonha/">não sabem o nome de nenhum campeão mundial de 1958</a>. </p>
<p>Na sociedade atual, ídolos são fabricados semanalmente e qualquer jogo é alçado à condição de &#8220;espetáculo&#8221;. Essa falta de senso crítico nos afasta da trajetória dos clubes e do futebol como um todo, patrimônio cultural brasileiro. Foram os jogadores, técnicos, dirigentes e torcedores de ontem que construíram a fortaleza dos times por que vibramos hoje. </p>
<p>É bem verdade que, recentemente, uma onda nostálgica tem abençoado as torcidas, com bandeiras homenageando ídolos de passado remoto, e até mesmo as fabricantes dos uniformes, apostando no filão passional e investindo em camisas &#8220;retrô&#8221;. Porém, quando vejo jogadores passando necessidades, tenho a certeza de que o Brasil está distante de ser uma nação que homenageia e reverencia seus ídolos, personagens e heróis.</p>
<p>Falamos tanto da frieza do inglês e da paixão do brasileiro, mas hoje os torcedores do Liverpool mostraram que os britânicos têm respeito pela sua história e coragem para recordar seus piores momentos. Atributos raros no lado de cá do Atlântico.</p>
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		<title>Por uma campanha eleitoral mais livre na internet</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/03/24/por-uma-campanha-eleitoral-mais-livre-na-internet/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 02:08:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Um ano antes da votação que definirá o novo presidente e os futuros governadores, começa a discussão sobre pré-candidato fazendo propaganda fora de hora. Na internet, a participação cada vez mais ativa dos cidadãos dificulta a definição do que é permitido antes e durante a campanha eleitoral. Por que não, então, liberar geral na rede?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês se lembram da confusão que foi a regulação da internet durante a campanha eleitoral municipal de 2008?</p>
<p>Em março de 2008, o TSE definiu que o <a title="Parecer do TSE restringe campanha eleitoral na internet" href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac148632,0.htm">uso da internet na campanha só poderia ser feito pelo site do candidato</a> e ponto. Não falava nada de blogs, redes ou similares. Ao mesmo tempo, <a title="Propaganda antecipada na internet pode gerar cassação, diz TSEE" href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL382104-5601,00-PROPAGANDA+ANTECIPADA+NA+INTERNET+PODE+GERAR+CASSACAO+DIZ+TSE.html">o órgão ameaçou de cassação os candidatos que burlassem a lei</a>. A falta de clareza, óbvio, causou confusão. Pedro Doria, por exemplo, <a title="O weblog foi censurado pela justiça" href="http://pedrodoria.com.br/2008/05/29/o-weblog-foi-censurado-pela-justica/">teve que tirar  de seu blog um selo de apoio a Fernando Gabeira</a>, postulante ao cargo de prefeito do Rio, porque a Justiça Eleitoral entendeu que era campanha, ainda que Doria não fizesse parte da equipe do Partido Verde, legenda do candidato. Em seguida, atendendo a consulta de um deputado, o TSE <a title="TSE deixa propaganda eleitoral em blogs e Orkut sem regras claras" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u411168.shtml">confirmou as regras (ou a falta delas) sobre o uso da internet na campanha, frisando que cada caso seria um caso.</a> A omissão criou algumas incoerências no Brasil todo: enquanto o <a title="TRE proíbe torpedos em campanha eleitoral, mas libera blog e Orkut" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u406848.shtml">TRE do Rio de Janeiro soltou resolução liberando a campanha em blogs e Orkut</a>, tendo proibido &#8211; sabiamente &#8211; o envio de spams e torpedos não solicitados, <a title="Conheça as regras para campanha eleitoral pela internet nos estados" href="http://g1.globo.com/Eleicoes2008/0,,MUL742288-15693,00-CONHECA+AS+REGRAS+PARA+CAMPANHA+ELEITORAL+PELA+INTERNET+NOS+ESTADOS.html">Minas Gerais multou candidatos que usaram o Orkut para promover candidaturas, e os estados do Ceará e do Rio Grande do Sul foram mais flexíveis em suas decisões</a>. O caos na rede chegou a tal ponto que <a title="Sites de jornais e revistas podem opinar sobre eleições" href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL803505-5601,00-SITES+DE+JORNAIS+E+REVISTAS+PODEM+OPINAR+SOBRE+ELEICOES.html">sites de jornais e revistas podiam opinar sobre eleições</a>, mas veículos que só existiam na internet eram proibidos de fazê-lo.</p>
<p>Em resumo, as duas questões que geraram maior dúvida nesta confusão toda foram: (1) o que pode ser considerado campanha e o que não pode? (2) o que pode ser feito na internet e o que não pode? A discussão sobre ambas as perguntas passa por um elemento que faz toda a diferença: a data que marca o início oficial da campanha eleitoral, com todos os candidatos já conhecidos e definidos pelos partidos e coligações. Ou seja, qualquer propaganda feita antes de 6 de julho de um ano eleitoral é considerada ilegal. Pois hoje, a menos de 20 meses para a próxima eleição presidencial, o debate sobre o que é permitido ou não na internet precisa esquentar.</p>
<p>A reportagem <a title="Campanha para presidente começa na internet" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u497402.shtml">Campanha para presidente começa na internet</a>, da Folha Online, já lista sites, comunidades no Orkut e vídeos no YouTube que apoiam os possíveis principais candidatos ao cargo máximo do governo federal. São, provavelmente, espaços montados por fãs, eleitores e correligionários, sem ligação nenhuma com os partidos políticos.</p>
<p>Estes, aliás, para enfatizar que desejam distância dos sites e de qualquer insinuação de que fazem campanha fora do prazo, sequer se pronunciaram sobre o tema na <a title="Campanha para presidente começa na internet" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u497402.shtml">matéria da Folha Online</a>. O medo se justifica, pois, com regras confusas, ninguém quer dar a chance de ser multado ou prejudicar uma possível candidatura.</p>
<p>O que, então, o <a title="Tribunal Superior Eleitoral" href="http://www.tse.gov.br">Tribunal Superior Eleitoral</a> pensa disso? Tentei entrar em contato com o órgão, mas o site informa que é preciso procurar o Tribunal Regional Eleitoral do meu Estado. Entrei em contato com o <a title="Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro" href="http://www.tre-rj.gov.br/">TRE-RJ</a> em 13 de fevereiro, uma sexta-feira, e obtive as respostas já na segunda-feira seguinte, 16. Troquei, então, mensagens com a assessoria do TRE-RJ ao longo desse dia. Montei, em um formato de entrevista, um resumo dessa conversa via internet com o Tribunal.</p>
<p><a title="Página 2 de &quot;Por uma campanha eleitoral mais livre na internet" href="http://www.butucaligada.com.br/2009/03/24/por-uma-campanha-eleitoral-mais-livre-na-internet/2"><strong>Veja a entrevista.</strong></a></p>
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