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	<title>Butuca Ligada &#187; cidadania</title>
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	<description>Informação é estar atento &#124; por Raphael Perret</description>
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		<title>Sem golpismos ou ameaças às liberdades</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Sep 2010 18:12:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
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		<description><![CDATA[O que cientistas políticos, no futuro, falarão desta briga entre Lula e imprensa em pleno período eleitoral? É preciso avançar no tempo para obter perspectiva histórica, mas resolvi me arriscar uns palpites: os estudos dirão que a imprensa é digna de críticas e precisa recuperar credibilidade. E que, embora não seja "golpista", a mídia também não sofre ameaça alguma.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma discussão bem interessante, sobre esta brigalhada entre Lula e imprensa em pleno período eleitoral, surgiu em uma lista da qual participo. Um colega, num certo instante, perguntou o que cientistas políticos, no futuro, falarão dos episódios deste ano de 2010. É preciso avançar no tempo para obter perspectiva histórica, mas resolvi me arriscar nessa futurologia.</p>
<p>Bem, aposto que análises mostrarão uma cobertura completamente tendenciosa, chegando ao requinte de publicar textos irônicos, preconceituosos e altamente editorializados (sim, estou falando da <em>Veja</em>). Se a Dilma ganhar, será reforçada a tese de que a grande imprensa definitivamente deixou de influenciar a opinião pública como antes, o que já foi aventado em 2006, quando a candidatura de Lula recebeu carga pesada (embora eu ache que em 2010 esteja pior).</p>
<p>Também será comprovado que o discurso de que as liberdades são ameaçadas no Brasil (reforçadas pela <em><a title="Capa da edição 29/09/2010 de Veja" href="http://twitpic.com/2runuc">Veja </a></em><a title="Capa da edição 29/09/2010 de Veja" href="http://twitpic.com/2runuc">desta semana</a> &#8211; grato, <a title="Twitter de Erika Sara" href="http://twitter.com/erikasara">@erikasara</a> &#8211; e pela <a title="Capa do &quot;Extra&quot; de 24/09/2010" href="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/extra_20100924.jpg">incrível capa do </a><em><a title="Capa do &quot;Extra&quot; de 24/09/2010" href="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/extra_20100924.jpg">Extra </a></em><a title="Capa do &quot;Extra&quot; de 24/09/2010" href="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/extra_20100924.jpg">de sexta-feira, 24</a>) é vazio, exagerado e, óbvio, político, já que o que mais se viu nos últimos anos foram matérias críticas ao governo, às vezes grosseiras, às vezes de frágil sustentação, sem que houvesse qualquer tentativa clara de cerceamento à liberdade de expressão. E será avaliado que os movimentos do governo associados a um suposto “controle da imprensa”, como classificaram os veículos, vieram de eventos destinados ao debate sobre o tema (Confecom) ou de propostas levantadas para a regulamentação dos setores de comunicação (Ancinav, Conselho de Jornalismo), o que é bem diferente de censura e já existe em diversos outros países democráticos.</p>
<p>Uma conclusão possível desses futuros estudos será que a liberdade de imprensa não esteve em perigo. As críticas contundentes do presidente Lula, embora desnecessárias porque provocam um clima hostil entre instituições essenciais para a democracia, não carregam nenhuma ameaça em si e não passam de recurso manjado de governantes questionados.</p>
<p>Também se verificará que, se essa imprensa ainda quer manter alguma credibilidade e popularidade, adquiridas com méritos (durante anos em que demonstrou fazer bom jornalismo) e por razões circunstanciais (quando não havia fóruns adequados para que ficasse na berlinda), precisa aceitar também as críticas e a vigilância da sociedade, que exerce esse direito através de blogs e sites voltados para o tema.</p>
<p>Os estudos ponderarão que, apesar de a mídia merecer muitas críticas, não é tratando-a como “imprensa golpista” que a situação vai melhorar. O que se deve cobrar dos veículos é o respeito a princípios básicos de jornalismo, como objetividade, apuração rigorosa e honestidade com o leitor (a imparcialidade é um mito). Os novos blogs e sites contribuem para a &#8211; fundamental! &#8211; democratização da comunicação, mas o poder da mídia tradicional ainda é absurdamente maior. E é conveniente que ela disponha mesmo de recursos (financeiros, tecnológicos etc.) para noticiar e apurar informações às quais cidadãos comuns e blogueiros autônomos costumeiramente não têm acesso.</p>
<p>Enfim, essas análises verificarão que a recente ascensão, na esfera pública, das minorias e dos movimentos sociais já é um alento para que os debates sobre questões de interesse da sociedade ocorra em níveis democráticos. Se todos (imprensa, governo e os críticos a ambos) baixarem um pouco a bola, sem radicalismos, verão que isso já está acontecendo. Sim, ainda há muitas distorções no jornalismo praticado hoje e na relação governo x veículos. Mas sem golpismos midiáticos e sem ameaças à liberdade de imprensa.</p>
<p><strong>P.S.</strong> Precisamos esperar pela análise de 2010, mas o livro<a title="&quot;Jornalismo e política democrática no Brasil&quot;" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u424883.shtml"> “Jornalismo e política democrática no Brasil”, de Carolina Matos</a>, já traz um estudo aprofundado da cobertura jornalística dos principais eventos políticos no período da redemocratização: Diretas-Já, eleições de 1989 e impeachment de Collor, eleições de 1994 e eleições de 2002. Ainda não terminei, mas recomendo pelo que já li.</p>
<p><strong>P.S. 2 </strong>As principais fontes de inspiração para este meu texto são dois artigos do Observatório da Imprensa: <a title="A pauta do debate político" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=608JDB022">&#8220;A pauta do debate político&#8221;</a>, de Alberto Dines, e <a title="Por um pingo de serenidade" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=608JDB021">&#8220;Por um pingo de serenidade&#8221;</a>, de Eugenio Bucci. As ideias já estavam na minha cabeça, mas foram estes textos os responsáveis pelas conexões construtivas do post.</p>
<p><strong>P.S. 3 </strong>Por fim, dica do <a title="Twitter do Roney Belhassof" href="http://twitter.com/roneyb">@roneyb</a>: o artigo <a title="Lula, a imprensa e eleições 2010" href="http://politicando.blog.br/?p=1002">&#8220;Lula, a imprensa e eleições 2010&#8243;</a>, do cientista político Fabricio Vasselai, traz praticamente o mesmo ponto de vista deste post, só que bem mais detalhado.</p>
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		<title>A espiral do silêncio</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2010/09/23/a-espiral-do-silencio-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 03:29:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
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		<description><![CDATA["Se a espiral do silêncio estiver correta, a consolidação de um panorama apontado pela pesquisa eleitoral (crescimento de um candidato, queda de outro) influencia diretamente o indivíduo. O 'vitorioso' de um debate entre candidatos, resultado obtido apenas com alguma pesquisa de opinião, também pode ser beneficiado. " 

Veja meu texto "A espiral do silêncio", escrito em 2002, sobre a possível influência das pesquisas no comportamento dos eleitores. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Sempre que tem eleição é a mesma coisa: republico meu texto &#8220;A espiral do silêncio&#8221;, escrito em 2002, sobre a possível influência das pesquisas eleitorais no resultado da votação. O texto foi divulgado originalmente no <a title="A espiral do silêncio, no Comunique-se" href="http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?op2=1&amp;op3=3&amp;editoria=237&amp;idnot=5993">Comunique-se</a>.</em></p>
<p>Em todo ano de eleição é o mesmo papo: as pesquisas de opinião, que indicam a intenção de voto dos cidadãos, devem ser divulgadas ou proibidas? Qual o grau de influência do resultado dessas sondagens na decisão do eleitor? Essas e muitas outras questões controversas realmente precisam ser debatidas, no sentido de manter claro o processo democrático do qual todos nós participamos: indivíduos, mídia, sociedade.</p>
<p>A discussão, claro, transcende fronteiras e atinge vários países do mundo. Na Europa, por exemplo, há exatos 30 anos, a alemã Elisabeth Noelle-Neumann já fazia conclusões sobre um estudo que vinha realizando sobre a influência da mídia sobre a opinião pública. Tratava-se da hipótese da espiral do silêncio, dissecada pelo professor Antonio Hohlfeldt, da PUC do Rio Grande do Sul, no livro <em>Teorias da comunicação: conceitos, escolas e tendências</em> (Vozes, 2001), uma coletânea de artigos organizada por ele e pelos colegas Luiz C. Martino, da Universidade de Brasília, e Vera Veiga França, da Universidade Federal de Minas Gerais, e que é a referência bibliográfica deste artigo.</p>
<p>Antes de mais nada, é preciso explicar por que a espiral do silêncio é considerada uma hipótese e não uma teoria. Segundo Hohlfeldt, “uma hipótese é sempre uma experiência, um caminho a ser comprovado e que, se eventualmente não der certo naquela situação específica, não invalida necessariamente a perspectiva teórica. Pelo contrário, levanta, automaticamente, o pressuposto alternativo de que uma outra variante, não presumida, cruzou pela hipótese empírica, fazendo com que, na experiência concretizada, ela não se confirmasse”, enquanto uma teoria é um “paradigma fechado, um modo acabado e, neste sentido, infenso a complementações ou conjugações, pela qual traduzimos uma determinada realidade segundo um certo modelo”. Dadas as circunstâncias que serão expostas neste texto, portanto, é mais adequado classificar os estudos de Noelle-Neumann como uma hipótese.</p>
<p>Elisabeth Noelle-Neumann nasceu em 1916 na Alemanha. Aos 24 anos, especializou-se em demoscopia, isto é, na pesquisa da opinião pública sob organização científica (aliás, numa época bem instigante: a II Guerra Mundial mal havia começado e o nazismo, que muito abusou da propaganda, obtinha o apoio maciço dos alemães). A partir dos anos 50, ela começou a se interessar pela relação entre imprensa e opinião pública.</p>
<p>Ao longo do tempo, a pesquisa de Noelle-Neumann apontava que a auto-estima dos alemães diminuía à medida que a mídia fazia mais referências negativas ao povo. A pesquisadora começou a basear seus estudos em uma outra hipótese já existente, a da agenda setting, segundo a qual a imprensa teria o poder de determinar os assuntos principais da população, através da divulgação repetitiva de artigos e notícias sobre certos temas.</p>
<p>Através de uma fundamentação teórica apoiada em Platão, Rousseau, John Locke, David Hume, Alexis de Tocqueville, Walter Lippmann e Gabriel Tarde, Noelle-Neumann começou a perceber que as pessoas tendem a expressar menos sua opinião quando elas imaginam que ela pode estar em minoria ou ser recebida com desdém. Essa posição seria tomada para evitar um possível isolamento do indivíduo, temeroso do que pode acontecer caso declare uma opinião contrária à da maioria.</p>
<p>A pesquisadora, então, conclui que captar o “clima de opinião” é essencial para que as pessoas expressem seus pontos de vista. Conforme escreve Hohlfeldt, “ao perceberem ou imaginarem que a maioria das pessoas pensa diferentemente delas, essas pessoas acabam, num primeiro momento, por se calarem e, posteriormente, a adaptarem, ainda que muitas vezes apenas verbalmente, suas opiniões às do que elas imaginam ser a maioria. Em conseqüência, aquela opinião que, talvez de início, não fosse efetivamente a maioria, acaba por tornar-se a opinião majoritária, na medida em que se expressa num crescente movimento de verbalização, angariando prestígio e alcançando a adesão dos indivíduos”. Simbólica e visualmente, a influência da suposta opinião majoritária é encarada por Noelle-Neumann como uma espiral do silêncio, porque tende a ampliar-se enquanto silencia aqueles que a opõem, e daí nasce o nome da hipótese que a alemã desenvolveu.</p>
<p>Enfim, em 1972, Noelle-Neumann apresenta um artigo chamado Return to the concept of powerful mass media num congresso em Tóquio e afirma que “pela consonância das reportagens e dos editoriais, reforçados pela acumulação das periódicas repetições da mídia, a maioria das atitudes pode ser influenciada ou moldada pela mídia. Os processos individuais de formação da opinião são então reforçados pelas observações individuais do meio ambiente social. Nós entendemos que as concepções sobre quais opiniões são dominantes em um determinado meio, ou quais opiniões podem tornar-se dominantes neste meio, estão sendo influenciadas pelos mídia. Este processo, digo, é mais pronunciado que muita gente admite”.</p>
<p>Sete anos depois, a pesquisadora voltaria a estudar a ligação entre mídia e opinião pública, dando uma nova conceituação a esta expressão: “conexão da controvérsia, que alguém é capaz de expressar sem o risco de auto-isolamento que tem duas fontes: os mídia e a observação imediata do meio ambiente, do que as outras pessoas pensam e do que elas expressam em público”.</p>
<p>Nos anos 80, Noelle-Neumann lançaria A espiral do silêncio Opinião pública: nossa pele social, livro em que sintetizaria todos os seus estudos sobre o assunto. Nele, a pesquisadora questionava a democracia no âmbito de sua hipótese (“Nessa teoria [da espiral do silêncio] não havia lugar para o cidadão informado e responsável, o ideal em que se baseia a teoria democrática. A teoria democrática básica não leva em conta o medo do governo e do indivíduo à opinião pública”) e listava os quatro pressupostos que sustentam sua pesquisa:</p>
<p>1) a sociedade ameaça os indivíduos desviados com o isolamento; 2) os indivíduos experimentam um contínuo medo ao isolamento; 3) este medo ao isolamento faz com que os indivíduos tentem avaliar continuamente o clima de opinião; 4) os resultados dessa avaliação influem no comportamento em público, especialmente na expressão pública ou no ocultamento das opiniões.</p>
<p>Tal qual o tema que observa, a hipótese da espiral do silêncio é muito controversa e polêmica. Em 1990, dois pesquisadores norte-americanos desenvolveram um estudo que chegou a resultados que não combinavam com o que Noelle-Neumann pregava. Porém, a própria dupla relativizou as conclusões obtidas, devido à diferença de contexto entre as situações envolvidas. Além disso, outros pesquisadores, embora valorizem a contribuição dos estudos da alemã, questionam a hipótese. Por exemplo: não se explica até que ponto o temor do isolamento influi na opinião das pessoas, e não se sabe se a espiral do silêncio funciona em qualquer grupo, seja ele pequeno ou grande.</p>
<p>A pesquisa de Noelle-Neumann, hoje, nos remete diretamente à divulgação das sondagens eleitorais durante a campanha. Se a espiral do silêncio estiver correta, a consolidação de um panorama apontado pela pesquisa eleitoral (crescimento de um candidato, queda de outro) influencia diretamente o indivíduo. O “vitorioso” de um debate entre candidatos, resultado obtido apenas com alguma pesquisa de opinião, também pode ser beneficiado. Imagine, então, um ambiente eleitoral em que os candidatos pouco se diferem um do outro, acarretando o aumento de indeci<br />
sos: aquele que sustentar ou parecer sustentar a menor preferência terá grande vantagem.</p>
<p>Apesar das críticas à hipótese da espiral do silêncio, está claro que as conclusões alcançadas pela alemã não foram obtidas à toa. É possível que haja algumas variações do contexto em que ela fez seus estudos para o brasileiro e atual. Porém, Noelle-Neumann ao menos nos inquieta com o sabor da curiosidade e abastece a discussão. Será que a hipótese pode nos ajudar a compreender os erros e acertos das pesquisas de opinião? E as confirmações e as falhas das sondagens seriam capazes de negar ou consolidar a hipótese? Empírico e teórico se misturam. A análise do resultado pode trazer respostas importantes sobre o verdadeiro poder das pesquisas eleitorais.</p>
<p><em><span style="font-style: normal;"><br />
</span></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por que ninguém quer o debate?</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 03:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Neste mundo frenético, ninguém mais quer se aprofundar em nada. Todos já têm suas opiniões e acham que não precisam ouvir o outro, nem pesquisar mais as informações. Assim, fica difícil realizar fóruns sobre temas fundamentais para a sociedade. Pior para todos nós.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O amigo Ivson Alves escreveu:</p>
<blockquote><p>Dessa maneira, se os coleguinhas estão sinceramente preocupados com o legado da Rio-2016 devem, necessariamente, incentivar diretamente a participação popular ativa na fiscalização do evento, antes, durante e, principalmente, depois. Não é só ficar gritando, como propala, algo comicamente, a campanha d’O Globo, mas dar força à organização popular mesmo.</p></blockquote>
<p>Leia mais em <a href="http://coleguinhas.wordpress.com/2009/10/03/rio-2016-cobranca-aos-coleguinhas/">Rio-2016: cobrança aos coleguinhas</a>, post em que Ivson estimula os jornalistas a não ficarem apenas cobrando do governo, mas também da sociedade, que reclama, reclama, reclama&#8230; mas faz que não é com ela.</p>
<p>Não vou nem entrar no clichê já manjado &#8211; porém verdadeiro &#8211; da pessoa que xinga o governante de corrupto mas não quer pagar a multa de trânsito. Tentarei ir além no delineamento da questão: <strong>a sociedade me parece cada vez menos disposta a participar de debates importantes para ela mesma</strong>. Prefere repetir um dos dois tipos de discursos (que não são necessariamente excludentes entre si): o oficial ou aquele mais congruente aos  seus pré-conceitos.</p>
<p>Porém, mesmo com internet, as pessoas subutilizam ferramentas que poderiam ser muito úteis para a realização de discussões e troca de ideias e não procuram se informar, embora tenham à disposição fontes de dados e notícias cada vez mais variadas. Neste ambiente superficial, sem contato com a diversidade de opiniões,<strong> o cidadão se refugia em seu ponto de vista sem dar chance à menor abertura para um possível autoquestionamento</strong>.</p>
<p>Isso acontece um pouco por medo e desconforto, já que a sensação da discórdia não é das mais agradáveis. <strong>Mas a dificuldade em construir uma opinião baseada em debate e informação se dá mesmo é por preguiça ou priorização de outras atividades, já que o frenesi do mundo nos obriga cada vez mais a fazer escolhas</strong>.</p>
<p>Assim, as opiniões ficam parecendo bem firmes, mas são construídas sobre tijolos sem cimento. Muitos evitam se expor nos fóruns (reais ou virtuais). Ora, para quê, se sua opinião é imutável?</p>
<p>Se todos lessem um pouco mais, se aprendessem um pouco mais, se aprofundassem um pouco mais veriam que a informação, bem estudada, analisada e digerida, <strong>pode gerar </strong><em><strong>insights</strong></em><strong> e decisões muito bem embasadas e com pouca chance de dar errado</strong>. Podem até ser polêmicas e controversas, mas certamente terão efeitos positivos em alto grau.</p>
<p>Torço para estar vivo quando os cidadãos passarem a ter mentes mais abertas, saberem ouvir o outro e, assim, participarem mais de debates e poderem formular decisões e medidas com mais precisão e segurança. Com cada um mais certo do que quer, teremos grupos sociais mais coesos e uma sociedade mais madura. Isso, sim, é democracia.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Livro digital ensina a ler criticamente a imprensa. Só a imprensa?</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 11:07:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A informação é do Código Aberto. Trecho: O autor apresenta seis regras básicas para identificar noticias tendenciosas: 1)     Identificar possíveis conflitos de objetivos entre o interesse público e o dos autores ou patrocinadores de uma determinada notícia; 2)     Identificar o objetivo da notícia. Se ela promove alguma idéia, projeto ou iniciativa comercial, política ou ideológica; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A informação é do <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?id_blog=2&amp;id={156A39BD-463C-40D2-875A-B20311D65B06}">Código Aberto</a>. Trecho:</p>
<blockquote><p>O autor apresenta <strong>seis regras básicas</strong> para identificar noticias tendenciosas:</p>
<p>1)     Identificar possíveis conflitos de objetivos entre o interesse público e o dos autores ou patrocinadores de uma determinada notícia;</p>
<p>2)     Identificar o objetivo da notícia. Se ela promove alguma idéia, projeto ou iniciativa comercial, política ou ideológica;</p>
<p>3)     Identificar os grupos sociais, econômicos e políticos afetados pelo projeto ou iniciativa, destacando se as opiniões dos atingidos foram destacadas adequadamente ou não;</p>
<p>4)     Examinar cuidadosamente os fatos e alegações publicadas;</p>
<p>5)     Identificar quem ganha e quem perde com o desenvolvimento do projeto ou iniciativa;</p>
<p>6)     Verificar como os outros órgãos da imprensa estão tratado o assunto central da notícia.</p></blockquote>
<p>Acho que vale não só para a imprensa, mas também para qualquer mensagem produzida por terceiros. O crescimento da internet e de suas redes sociais nos dão acesso a uma gama ilimitada de informações provenientes de fontes tão díspares quanto religiosos e ateus, conservadores e progressistas, cariocas e paulistas, homens e mulheres. Saber ler essas mensagens criticamente é um passo importante rumo à civilidade.</p>
<p>Afinal, a disseminação do hábito já vai livrar de spams e correntes a caixa postal da galera.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como você escolhe seu candidato?</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/09/28/como-voce-escolhe-seu-candidato/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 11:54:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Se cada cidadão parasse algumas horas pra definir, bem objetivamente, qual o perfil ideal para um presidente, governador ou prefeito, teríamos votos bem melhores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro do táxi que me levava quarta-feira ao aeroporto, fiquei imaginando a vida de um presidente da República, ou de um governador, enfim, de um chefe de poder Executivo, que viaja quase sempre, faz discursos frequentemente, participa de dezenas de reuniões semanais, recebe lobistas, políticos, empresários e cidadãos. Para dar conta de tudo isso, ele precisa estar minimamente preparado para discutir todo e qualquer assunto que seja de seu domínio administrativo. Educação, saúde, segurança, cidadania, políticas públicas, emprego, meio ambiente, política externa, esportes, economia, relações institucionais, agricultura, habitação, cultura, indústria, saneamento, infraestrutura&#8230; Preciso continuar?</p>
<p>Para cada um destes temas, é insuficiente apenas saber conceitos e definições. O fundamental é ter números em mãos, saber a opinião de outros atores políticos, acompanhar o noticiário, embasar-se nos pontos de vistas dos seus assessores. Acredito que, diariamente, com a mudança tão rápida de assunto entre uma reunião e outra, o governante tenha que estudar um pouco nos intervalos de folga entre um compromisso e outro. Ou seja, não existe folga.</p>
<p>A profunda mistura de temas, às vezes díspares, às vezes entrelaçados entre si, explica a divisão do poder pelo governante entre seus ministros/secretários e assessores. São estes os responsáveis em formular e executar as ações específicas de sua área. Mas é o presidente quem vai, em última instância, fechar as diretrizes e as linhas gerais do seu governo.</p>
<p>Ele só pode tomar essas decisões quanto mais bem preparado estiver e quanto mais ele puder apreender das informações que lhe são ditas. Não pode ser alguém arrogante, crente que pode tomar a decisão sozinho – a menos que seu acúmulo de experiência naquele assunto lhe dê esse tipo de segurança, o que não vai acontecer sempre. Ninguém é especialista em tudo.</p>
<p>Além disso, num tempo em que a figura pública é cada vez mais exposta, é essencial que ela demonstre segurança sobre um tema que é de sua responsabilidade. Porque o assessor está lá, com os dados e números, mas quem vai pro pau é o presidente, o governador, o prefeito. Seja diante da imprensa, seja na reunião com outro chefe de governo, seja com agentes políticos importantes.</p>
<p>Pensando nisso, concluí que existe um perfil que um indivíduo precisa ter para governar: ser disciplinado, ter vontade de aprender, saber ouvir e ter capacidade gerencial, o que inclui uma visão ampla e conjuntural, saber administrar conflitos e colocar as pessoas certas nos lugares certos. Se o candidato é capaz de mostrar que tem essas qualidades – e, óbvio, tiver idéias com as quais simpatizo – terá grandes chances de conseguir o meu voto. Pois pensarei que a pessoa é articuladora e está sempre renovando seus conhecimentos. Tudo isso é mais importante do que o cara falar bem e usar recursos de marketing que emolduram um discurso vazio.</p>
<p>Acho que estou sendo simplista e otimista. Mas também acho importante que todo mundo pense um pouco nos critérios de escolha de um postulante a um cargo de presidente, governador ou prefeito. Ainda mais faltando um ano para uma eleição a ser realizada num cenário propício à avalanche cada vez maior de informações.</p>
<p>Você, por exemplo: o que leva em conta na hora de votar em um candidato?</p>
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		<title>Que tal doar sangue hoje?</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 00:12:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje fui doar sangue no Hemorio. Não custa nada: que tal ajudar a salvar vidas? Saiba mais sobre como doar sangue.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter" title="Doe sangue" src="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/doe-sangue1.jpg" alt="" width="400" height="578" /></p>
<p>Hoje fui doar sangue no <a href="http://www.hemorio.rj.gov.br">Hemorio</a>. Não custa nada: que tal ajudar a salvar vidas?</p>
<p><a title="Vamos doar sangue?" href="http://www.butucaligada.com.br/2007/07/08/vamos-doar-sangue/">Saiba mais sobre como doar sangue</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Minhas restrições ao &#8220;fora, Sarney!&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 01:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[blogs]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[O "movimento" que tem dominado o Twitter, à primeira vista, reflete um processo de conscientização política dos usuários de internet. Mas, se examinarmos a fundo, vemos que a campanha está longe de ser consistente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center"><a href="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/07/twitter_forasarney.jpg"><img class="size-full wp-image-2408" title="twitter_forasarney" src="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/07/twitter_forasarney.jpg" alt="Campanha &quot;#forasarney&quot; no Twitter" width="400" height="392" style="border: solid #DDDDDD 1px" /></a>
<div class="legenda">Campanha &quot;#forasarney&quot; no Twitter</div>
</div>
<p>Faz duas ou três semanas que tem rolado no Twitter uma campanha. Acompanhada de mensagens indignadas ou mesmo solitária, a expressão &#8220;<a title="#forasarney no Twitter" href="search.twitter.com/search?q=forasarney">#forasarney</a>&#8221; está sendo incluída nos posts de muita gente na rede social. Parece que os cidadãos estão começando a usar a internet para mobilizações políticas. O potencial do meio para isso é incontestável. Mas tenho minhas dúvidas se esta campanha está sendo tratada com a devida seriedade.</p>
<p>José Sarney já aprontou muito. Apoiou a ditadura militar, estendeu o congelamento de preços durante o Plano Cruzado com fins eleitorais e acabou disparando a inflação, distribuiu concessões de TV e rádio a torto e direito para compadres, tentou censurar blogs. Portanto, qualquer diminuição de poder do senador amapo-maranhense é benéfica para o Brasil. Ainda que tenham descoberto, 40 anos de vida pública depois, quem é José Sarney, a indignação é justa e necessária.</p>
<p>Porém, a maioria dos comentários adjacentes ao &#8220;#forasarney&#8221; postados no Twitter é vazia. As mensagens, quando não são virulentas ou raivosas, não têm conteúdo algum. Pouquíssimas trazem alguma informação que dê consistência ao mote da campanha.</p>
<p>O motivo essencial dessa inação travestida de mobilização é a caótica avalanche de notícias a que somos submetidos com fontes inesgotáveis de dados, números e manchetes frequentemente mal digeridas e transformadas em gritos em nome da moralidade, sem que se saiba exatamente qual o objeto da revolta. Deseja-se tirar Sarney por sua ligação com os recentes escândalos no Senado? Ou por todo o conjunto da obra? Neste caso, por que ninguém se revoltou quando Sarney foi eleito presidente do Senado? O que se ganha com a destituição de Sarney do cargo? Ou apenas deseja-se Sarney fora da presidência da Câmara Alta do Congresso porque é <em>cool</em>?</p>
<p>Por isso, o #forasarney, em muitos casos, é só uma tentativa oca de manifestar resíduos de uma falsa consciência política. Em outras situações, é apenas um esforço em emplacar a tag nos &#8220;trending topics&#8221; do Twitter &#8211; vide a<a title="Vídeo explicativo da frustrada tentativa de transformar #forasarney em um 'trending topic'" href="http://www.youtube.com/watch?v=5kNoYovrP6U"> patetice de algumas subcelebridades que deram à campanha, ridiculamente, o tom de galhofa</a>.</p>
<p><strong>Ao debate, por favor!</strong></p>
<p>A internet já provou ser uma ferramenta fabulosa para a democracia. Ela dá voz, espaço e tempo para que mais atores sociais &#8211; de indivíduos a organizações &#8211; possam expressar seus pontos de vista. O fomento à discussão, à troca de ideias, ao compartilhamento de informações e à reflexão analítica é um potente combustível para o motor da nossa realidade, rumo a patamares cada vez mais altos de justiça e cidadania. O debate permanente também é uma poderosa arma contra a transformação da mobilização popular em uma acrítica massa de manobra.</p>
<p>Saúdo estes novos indícios da participação política dos cidadãos na internet. Mas ainda fico reticente quando vejo manifestações tão superficiais. Mensagens de 140 caracteres (nos quais já inclusos os onze da expressão &#8220;#forasarney&#8221;) não são um método eficaz de ativismo político, a menos que sirvam para a disseminação de informações ou agregação de partidários numa luta em comum, para ações mais produtivas.</p>
<p>Participar de movimentos assim pode ser bacana, ajudar na sensação de pertencimento etc. mas a reflexão é fundamental. Sem uma dose de razão, o tom da campanha pode ficar emocional demais. O desequilíbrio descamba para mensagens autoritárias e antidemocráticas, como as que pedem o fechamento do Congresso ou aquelas repletas de palavrões.</p>
<p>Motivos para ter Sarney fora da presidência do Senado não faltam. O importante é identificá-los claramente. A desinformação aumenta o risco de se encampar um movimento a favor de quem prefere a falta de consciência política generalizada. É hora, portanto, de explorar mais o altíssimo potencial da internet para promover a troca de ideias. Quanto maior o debate, mais eficazes, contundentes e honestas serão as campanhas.</p>
<p>P.S. O <a href="http://www.memedecarbono.com.br">Meme de Carbono</a> já havia alertado para a necessidade de uma <a title="Fora Sarney, um grito desajeitado" href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/06/30/fora-sarney-um-grito-desajeitado/">campanha mais informativa e menos desajeitada</a>.</p>
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		<title>O maior problema do fim da obrigatoriedade do diploma</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/06/17/o-maior-problema-do-fim-da-obrigatoriedade-do-diploma/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 02:05:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora que não será mais necessário ter o diploma de jornalista para exercer a profissão, surgem pelo menos duas perguntas: 1) o que acontecerá com os cursos superiores de jornalismo? Haverá estudantes interessados em fazer a faculdade, podendo trabalhar na imprensa apenas com o Ensino Médio?  Ainda que o diploma não seja obrigatório, ele poderá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora que <a title="STF decide que diploma de jornalismo não é obrigatório para o exercício da profissão" href="http://click.uol.com.br/?rf=home-horizontalA-manchete&amp;u=http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/06/17/ult5772u4370.jhtm">não será mais necessário ter o diploma de jornalista para exercer a profissão</a>, surgem pelo menos duas perguntas:</p>
<p>1) o que acontecerá com os cursos superiores de jornalismo? Haverá estudantes interessados em fazer a faculdade, podendo trabalhar na imprensa apenas com o Ensino Médio?  Ainda que o diploma não seja obrigatório, ele poderá ser um diferencial. Uma diminuição da quantidade de candidatos pode, quem sabe, aumentar a qualidade dos cursos. Mas as universidades precisarão investir. A formação e o estudo permanecem fundamentais para a prática jornalística.</p>
<p>2) o que vai acontecer com a qualidade do jornalismo? Não acho que vá mudar muita coisa. Os piores vícios da atividade, hoje, têm mais a ver com estratégias empresariais do que com os recursos humanos &#8211; embora estes, claro, sejam decisivos para o nível do jornalismo praticado hoje em dia. Não é à toa que tanta gente comemora a queda da exigência do curso superior.</p>
<p>Porém, também não é extinguindo a obrigatoriedade do diploma que, agora, só entrarão para o mercado baluartes que salvarão o jornalismo da desmoralização. Ao contrário do que pensam os apocalípticos, não haverá um &#8220;liberou geral&#8221;.</p>
<p>As empresas não contratarão &#8220;qualquer um&#8221;. As entrevistas, dinâmicas e provas continuarão selecionando de acordo com os mesmos critérios de antes. Só da lista dos documentos necessários para a assinatura do contrato é que o diploma será limado. Portanto, se um historiador, ou sociólogo, ou médico, ou <em>whatever </em>tentar a sorte e mostrar dotes necessários para a prática jornalística, poderá ser aproveitado. Não quer dizer, porém, que será melhor do que um jornalista formado em faculdade.</p>
<p>Por isso que o maior perigo da decisão do STF é <strong>criar o mito de que o jornalismo é fácil</strong>. Não, não é. Jornalismo é apurar o obscuro, checar os dados, ter cultura geral, criar pautas interessantes, escrever decentemente, contar uma boa história, tecer análises fundamentadas, interpretar os fatos, informar. O profissional pode até não precisar de diploma pra saber tudo isso. Mas deve saber que jornalismo não é pra qualquer um.</p>
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		<title>Saiba onde fazer doações para as vítimas das enchentes no Nordeste</title>
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		<pubDate>Mon, 25 May 2009 12:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>

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		<description><![CDATA[A Rede Globo e o Serviço Social da Indústria (Sesi) montaram postos de coleta de donativos para os desabrigados  das enchentes que assolam a Região Nordeste há 45 dias. A preciosa dica é do meu ex-aluno e um dos editores do futebolístico Blogols, Carlos Alberto Ferreira. A Cruz Vermelha do Estado do Ceará informa como é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Rede Globo e o Serviço Social da Indústria (Sesi) montaram <a title="Postos de coleta de donativos para vítimas das enchentes no Nordeste" href="http://acaoglobal.globo.com/TVGlobo/Projetos_Sociais/Informativo/acaoglobal/CDA/tvg_cmp_acaoglobal_pop/0,29859,,00.html">postos de coleta de donativos</a> para os desabrigados  das enchentes que assolam a Região Nordeste há 45 dias. A preciosa dica é do meu ex-aluno e um dos editores do futebolístico <a title="Blogols - Futebol Carioca" href="http://www.blogols.com.br">Blogols</a>, Carlos Alberto Ferreira.</p>
<p>A <a title="Cruz Vermelha do Ceará" href="http://www.cvbceara.org/">Cruz Vermelha do Estado do Ceará</a> informa como é possível ajudar com dinheiro ou voluntariado.</p>
<p>Se você souber de mais postos ou de outras maneiras de ajudar, em todo o Brasil, deixe nos comentários que atualizarei o post.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Alimentos que podem causar câncer</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 02:18:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Vi esta chamada na primeira página do Globo Online:  Alimentos que ajudam a prevenir o câncer &#8211; Novo estudo revela que frutas, legumes e verduras podem contribuir para menor incidência da doença. Consumo de carne vermelha, embutidos e industrializados deve ser reduzido Ia escrever, aqui, sobre o falso apelo desta &#8220;novidade&#8221;, pois pra mim é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vi esta chamada na primeira página do Globo Online: </p>
<blockquote><p><strong>Alimentos que ajudam a prevenir o câncer</strong> &#8211; Novo estudo revela que frutas, legumes e verduras podem contribuir para menor incidência da doença. Consumo de carne vermelha, embutidos e industrializados deve ser reduzido</p></blockquote>
<p>Ia escrever, aqui, sobre o falso apelo desta &#8220;novidade&#8221;, pois pra mim é óbvio que uma dieta rica em carne vermelha, embutidos e industrializados só pode fazer mal. Mas quando me lembro de vários amigos que vão frequentemente a uma churrascaria, comem mortadela diariamente e ainda torcem o nariz pra saladas, percebo o quanto é importante espalhar estas notícias.</p>
<p>Portanto, moçada, leiam a <a title="Novo estudo revela a lista dos alimentos que ajudam a evitar o câncer" href="http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2009/05/17/novo-estudo-revela-lista-dos-alimentos-que-ajudam-evitar-cancer-755901490.asp">reportagem</a> e se cuidem.</p>
]]></content:encoded>
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