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	<title>Butuca Ligada &#187; comunicação</title>
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	<description>Informação é estar atento &#124; por Raphael Perret</description>
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		<title>Boris Casoy, garis e redes sociais</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 15:14:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[O ano de 2010 começou quente no mundo da mídia. Na verdade, a chama esteve acesa antes mesmo da meia-noite de 1º de janeiro: no último dia de 2009, Boris Casoy, apresentando o Jornal da Band, deixou escapar comentários ultrapreconceituosos contra garis que desejavam feliz ano novo. Veja abaixo: O apresentador, no dia seguinte e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ano de 2010 começou quente no mundo da mídia. Na verdade, a chama esteve acesa antes mesmo da meia-noite de 1º de janeiro: no último dia de 2009, Boris Casoy, apresentando o <em>Jornal da Band</em>, deixou escapar comentários ultrapreconceituosos contra garis que desejavam feliz ano novo. Veja abaixo:</p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Ycj-rVwC0Jo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Ycj-rVwC0Jo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p>O apresentador, no dia seguinte e no mesmo telejornal, pediu &#8211; tímida e rapidamente &#8211; desculpas &#8220;aos garis e aos telespectadores&#8221;, confira:</p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Gq3gM9KWOBg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Gq3gM9KWOBg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p>O vazamento da &#8220;brincadeirinha&#8221; de Casoy foi assunto recorrente no Twitter e em e-mails que recebi no primeiro dia de 2010. <strong>Está mais do que claro que a repercussão só foi grande porque o vídeo se espalhou depressa pela internet, via YouTube e redes sociais. Sem essa difusão, jamais o apresentador teria que passar pelo constrangimento de pedir desculpas no ar por seus comentários.</strong></p>
<p>Pergunto-me se as piadinhas de Boris Casoy tivessem sido proferidas há dez anos. Elas se transformariam em mais uma dessas lendas da TV brasileira, assistidas por alguns poucos &#8220;sortudos&#8221;, que jurariam ter ouvido as frases, mas jamais poderiam confirmar que elas realmente foram ditas. Algo parecido com a lenda de que Lobão teria discutido de forma chula com Clodovil no antigo programa de entrevistas dele: muita gente diz que viu, mas as cenas nunca apareceram e Lobão já afirmou que nunca teria sido tão grosseiro (veja o final da página 20 <a title="Entrevista de Lobão à Playboy em 2000" href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=3&amp;ved=0CBIQFjAC&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.sindromedeestocolmo.com%2Ffotos%2Fentrevista_lobao.doc&amp;rct=j&amp;q=lob%C3%A3o+clodovil&amp;ei=K18_S_zbNM6QuAfTp_2TBw&amp;usg=AFQjCNE2N--Zkq-Gk4wGpadJHw06zip1jg">desta entrevista do cantor à <em>Playboy</em> em 2000</a>).</p>
<p>Enfim, tudo isso pra dizer que, se ainda não sabemos pra onde vai esse mundo com a explosão das redes sociais, a certeza é que, hoje, é impossível ser dissimulado: tudo está registrado. <strong>A responsabilidade sobre o que é dito, no ar ou não, é cada vez maior. </strong>Se os sites da WWW são as cidades onde residem os dados, as redes sociais são as estradas que fazem a informação circular e se difundir.</p>
<div style="font-size: 1.5em; line-height: 1.5em;"><strong>Atualização (03/01, às 12:05): caros visitantes, comentem à vontade, mas evitem usar palavras ofensivas ou racistas. Sou o responsável por este espaço e não quero ter problemas judiciais por conta de declarações irresponsáveis. Qualquer comentário com ofensas pessoais será excluído.</strong></div>
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		<title>Livro digital ensina a ler criticamente a imprensa. Só a imprensa?</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/10/07/livro-digital-ensina-a-ler-criticamente-a-imprensa-so-a-imprensa/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 11:07:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[A informação é do Código Aberto. Trecho: O autor apresenta seis regras básicas para identificar noticias tendenciosas: 1)     Identificar possíveis conflitos de objetivos entre o interesse público e o dos autores ou patrocinadores de uma determinada notícia; 2)     Identificar o objetivo da notícia. Se ela promove alguma idéia, projeto ou iniciativa comercial, política ou ideológica; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A informação é do <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?id_blog=2&amp;id={156A39BD-463C-40D2-875A-B20311D65B06}">Código Aberto</a>. Trecho:</p>
<blockquote><p>O autor apresenta <strong>seis regras básicas</strong> para identificar noticias tendenciosas:</p>
<p>1)     Identificar possíveis conflitos de objetivos entre o interesse público e o dos autores ou patrocinadores de uma determinada notícia;</p>
<p>2)     Identificar o objetivo da notícia. Se ela promove alguma idéia, projeto ou iniciativa comercial, política ou ideológica;</p>
<p>3)     Identificar os grupos sociais, econômicos e políticos afetados pelo projeto ou iniciativa, destacando se as opiniões dos atingidos foram destacadas adequadamente ou não;</p>
<p>4)     Examinar cuidadosamente os fatos e alegações publicadas;</p>
<p>5)     Identificar quem ganha e quem perde com o desenvolvimento do projeto ou iniciativa;</p>
<p>6)     Verificar como os outros órgãos da imprensa estão tratado o assunto central da notícia.</p></blockquote>
<p>Acho que vale não só para a imprensa, mas também para qualquer mensagem produzida por terceiros. O crescimento da internet e de suas redes sociais nos dão acesso a uma gama ilimitada de informações provenientes de fontes tão díspares quanto religiosos e ateus, conservadores e progressistas, cariocas e paulistas, homens e mulheres. Saber ler essas mensagens criticamente é um passo importante rumo à civilidade.</p>
<p>Afinal, a disseminação do hábito já vai livrar de spams e correntes a caixa postal da galera.</p>
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		<title>Blog da Petrobras, um avanço para a democracia</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/06/09/blog-da-petrobras-um-avanco-para-a-democracia/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 01:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos vivenciando talvez a maior discussão nascida na internet e trazida para o campo do real, envolvendo jornalismo, internet, política e todos nós, a sociedade. O melhor de tudo é que a luta pela pluralidade ganhou um ousado reforço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos, estamos vivenciando talvez a maior discussão nascida na internet e trazida para o campo do real, envolvendo jornalismo, internet, política e todos nós, a sociedade: o <a title="Fatos e Dados" href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com">blog da Petrobras</a>.</p>
<p><em>Parêntese: Vou supor que meus leitores já conheçam a história. Quem não souber, recomendo a leitura do post </em><a title="Jornalismo, informação, ética e a Petrobras" href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando/2009/06/jornalismo_informacao_etica.html"><em>Jornalismo, informação, ética e a Petrobras</em></a><em>, do blog </em><a title="Bereteando" href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando"><em>Bereteando</em></a><em>. Muito bem escrito, resume tudo que aconteceu, procura trazer todos os pontos de vista sobre o tema e ainda faz uma análise muito pertinente da celeuma.</em></p>
<p>Depois de quase uma semana do nascimento do blog e de uma repercussão extremamente polêmica, faço aqui alguns comentários que, espero, contribuam humildemente para o debate:</p>
<p><strong>1)</strong> Ninguém discorda que a iniciativa da Petrobras é uma nova e saudável forma de comunicação com o público, né? Esclarece pontos obscuros das notícias, ao divulgar os diálogos com a imprensa, e ainda economiza uma grana com notas oficiais pagas em jornais <img src='http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Aliás, sobre a decisão de publicar os diálogos antes da divulgação na imprensa, achei provocativa e interessante.</p>
<p><strong>2)</strong> Provocativa porque é óbvio que a Petrobras sabia que a imprensa ia chiar. Ou seja, a polêmica foi premeditada. Aí, realmente, não sei se foi a melhor (nem a pior) decisão. Poderia a empresa divulgar os diálogos depois da publicação das matérias? Sim, e o blog continuaria sendo uma iniciativa bem legal. Mas a opção foi pela compra da briga.</p>
<p><strong>3)</strong> Interessante porque isso nunca ocorreu antes. Não me lembro de ter ouvido falar em &#8220;sigilo da imprensa&#8221;, só em &#8220;sigilo da fonte&#8221;. É natural que uma pessoa não queira se identificar caso uma informação que ela divulgue possa comprometê-la. Mas não faz muito sentido que o jornal queira permanecer &#8220;anônimo&#8221; ou manter secreta a sua investigação. A menos que&#8230; o veículo queira dar um furo, uma informação exclusiva.</p>
<p>Mas, furo? Numa época em que os jornais chegam com as mesmas notícias já divulgadas na TV e na internet horas antes? Ok, TV e internet também podem fazer reportagens investigativas, que podem trazer informações exclusivas muito interessantes. Mas será que essa informação exclusiva vai vir exatamente de uma entrevista com a fonte oficial?</p>
<p>Ou seja, não vejo falta de ética, <a title="ANJ repudia atitude antiética da Petrobras" href="http://www.anj.org.br/sala-de-imprensa/noticias/anj-se-manifesta-contra-atitudes-da-petrobras">como quer fazer parecer a Associação Nacional de Jornais</a>. Talvez uma &#8220;deselegância&#8221; com a imprensa.</p>
<p>A verdade é que a Petrobras simplesmente expôs para todos nós uma quebra paradigmática, o surgimento de uma questão que antes não existia: agora, o entrevistado/fonte também tem como publicar as perguntas que vão gerar uma matéria que se tornará pública. E agora? Nunca ninguém pensou nessa possibilidade antes.</p>
<p>Esta dúvida é somente mais um indício de que <a title="Eu não leio mais jornais" href="http://www.butucaligada.com.br/2009/06/07/eu-nao-leio-mais-jornais/">a imprensa precisa urgentemente enxergar que o século 21 já está rolando</a>. E olha que a primeira década dele já está no fim&#8230;</p>
<p><strong>4)</strong> Não julgo a Petrobras por essa decisão. Prefiro saudar a iniciativa do blog, que pode ser um marco na relação entre imprensa e empresas, pelo menos aqui no Brasil. Como se trata de uma das maiores organizações do Brasil, senão a maior, a chegada do veículo acabou sendo impactante e polêmica.</p>
<p><strong>5)</strong> Por fim, <strong>o blog da Petrobras deve ser visto como um avanço para a democracia</strong>. De um lado, temos a investigação da imprensa. Do outro, o posicionamento da empresa diante dessa investigação. Agora, o leitor poderá confrontar as informações de uma e de outra. Ele terá o acesso às duas versões. Isto, sim, é pluralidade de pontos de vista, fundamental para que o cidadão tenha mais subsídios para formar a sua própria opinião.</p>
<p>Devemos, portanto, evitar a tentação de reduzir o conflito a uma briga entre mocinho e bandido. O blog da Petrobras é capaz de revelar problemas no atual processo de produção da notícia (pra não falar em falhas orquestradas por interesses mais escusos). Ponto pra ela. Mas isso não isenta a estatal &#8211; e a nenhuma empresa que lance mão da mesma estratégia &#8211; de ser cobrada.</p>
<p>A imprensa precisa continuar exercendo seu papel, de buscar sempre explicações sobre qualquer ponto que não esteja claro para o cidadão. Deve esquecer a vaidade do &#8220;furo&#8221;, e preocupar-se em investigar. Não é a publicação prévia de perguntas que vai anular uma reportagem boa e reveladora. Quando o processo investigativo for eficiente e os dados forem incontestáveis, nenhum blog corporativo vai poder dissimular ou evitar a revelação da verdade.</p>
<p>O mais importante, agora, é o leitor poder comparar as informações. Melhor para todos nós.</p>
<p><em>P.S. Mandei uma mensagem no domingo para o blog, conforme combinado com seus autores, com questionamentos sobre a iniciativa, mas não obtive respostas até agora (noite de terça, 9). Darei mais alguns dias, e só então publicarei as perguntas. Com ou sem respostas.</em></p>
<p><em><strong>Atualização (19:42 de 20/06/2009)</strong></em><em>: seguem as perguntas que enviei ao blog em 7 de junho, infelizmente não respondidas pelo blog Fatos e Dados:</em></p>
<blockquote><p>1) Qual o nome da pessoa ou do setor da Petrobras responsável pelo blog?</p>
<p>2) Por que o blog é mantido fora do domínio da Petrobras? Não dá um ar &#8220;não-oficial&#8221; ao blog?</p>
<p>3) O blog informa que seu objetivo é &#8220;apresentar fatos e dados recentes da Petrobras e o posicionamento da empresa sobre as questões relativas à CPI&#8221;. Vocês poderiam ter usado o próprio site para isso, sem usar a ferramenta blog. Por que preferiram criar um blog?</p>
<p>4) Segundo matéria publicada no Globo Online, &#8220;a Petrobras explicou que o objetivo do blog é tornar mais transparente as informações divulgadas pela companhia. A estatal destacou que, com o blog, os leitores têm condições não apenas de conhecer as perguntas feitas pelos jornalistas, mas principalmente ter acesso às respostas da estatal, na íntegra. Com isso, a companhia diz pretender dar mais transparência às informações da empresa, inclusive às concedidas aos veículos de comunicação&#8221;.</p>
<p>Vocês achavam que a imprensa nunca esclarecia as informações sobre a Petrobras? Se sim, por quê? Por má-fé, por incompetência ou por um &#8220;gargalo&#8221; no processo tradicional de produção da notícia?</p>
<p>5) A Petrobras pretende manter o blog após a CPI? Percebem-se alguns posts que não estão relacionados diretamente à Comissão.</p>
<p>6) Se na internet a repercussão foi saudada, a repercussão na grande imprensa foi mais cética. O Globo questionou a contratação da CdN mesmo com 1.150 profissionais de comunicação na empresa, além de afirmar que a estatal <a href="http://migre.me/1TEP">&#8220;está montando diversos esquemas para se defender&#8221;</a>. O Estado de S.Paulo afirma que, junto com o Globo, questionou <a href="http://migre.me/1TEo">&#8220;a legalidade do ato e se houve pedido de autorização para publicação dos e-mails&#8221;</a> . Já a Folha de S.Paulo diz que <a href="http://migre.me/1TEu">a Petrobras usa o blog para vazar reportagens</a> e publica a declaração de um advogado que acha que a empresa está sendo &#8220;deselegante&#8221; com os jornais.</p>
<p>Esta reação já era esperada? A Petrobras acredita que este tipo de reação pode prejudicar a relação entre a empresa e a imprensa?</p>
<p>7) A Petrobras estuda novos mecanismos de comunicação direta com o público, sem a intermediação da imprensa?</p></blockquote>
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		<title>A decadência do Centro Cultural Carioca</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 13:13:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu e Adriana mandamos uma carta à simpática casa de shows de samba, com algumas reclamações sobre a cozinha e o atendimento. O tom cuidadoso do texto não impediu que o CCC ignorasse a nossa mensagem. Portanto, resolvemos torná-la pública. (ATUALIZAÇÃO: resposta chegou em 12/06, confira)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma semana, enviei uma mensagem para o <a title="Centro Cultural Carioca" href="http://www.centroculturalcarioca.com.br">Centro Cultural Carioca</a>, bela casa de shows de samba no Centro do Rio que eu e Adriana frequentávamos. A carta reclamava da decadência do local, evidenciada na nossa última visita, dia 28 de maio. Preferimos enviar a mensagem somente para a administração do CCC. Temos um enorme carinho pela casa, e sentíamos que estaríamos &#8220;traindo uma relação&#8221; se mandássemos a queixa pra essas seções de jornais do tipo &#8220;Programa furado&#8221;. Sabe aquela coisa de evitar exposição dos defeitos de um amigo ou ente querido? Então.</p>
<p><span style="text-decoration: line-through;">Pois bem. Passou-se uma semana e o CCC não respondeu. Tudo bem que também não perguntamos nada. Somente pedimos mais cuidado nos trabalhos da casa. Mas, como cliente, me senti desrespeitado por não ter recebido nenhuma resposta, ainda mais de uma reclamação feita com educação e carinho, quase num tom de conselho.</span></p>
<p><span style="text-decoration: line-through;">Por isso, torno abaixo pública a mensagem, para que ninguém mais se surpreenda com o que pode acontecer no CCC.</span></p>
<p><strong>Atualização (18:50 de 14/06/2009): </strong>a resposta chegou no dia 12 de junho. Como a mensagem já estava pública mesmo, resolvi não retirá-la. Apenas acrescentei o posicionamento do CCC ao fim deste texto. Leia, lá embaixo.</p>
<blockquote><p>Prezados,</p>
<p>há cerca de cinco, seis anos fomos ao Centro Cultural Carioca pela primeira vez. Encontramos uma casa adorável na Praça Tiradentes, com uma vista linda para o João Caetano e o Real Gabinete; com um staff de primeira e muito bem representado por garçons e garçonetes bem descolados, que se divertiam servindo os clientes &#8211; e até dançando nos minutos possíveis, sem que isso prejudicasse o atendimento; uma comida deliciosa; uma caipirinha (literalmente) magnífica; e um som ambiente de qualidade, às vezes incrementado por vídeos de shows famosos, sempre adequados à apresentação principal da noite, ou seja, rodas de samba. Por tudo isso, somado, claro, aos inesquecíveis shows que assistimos ali, nós nos tornamos frequentadores assíduos do CCC. Não apenas fizemos vários encontros e festas na casa, como também a indicamos para amigos que queriam fazer confraternizações, e que sempre ficaram satisfeitos com a escolha. O CCC se tornou, assim, uma referência de alegria e diversão para nós.</p>
<p>Porém, o encanto se desfez na última quinta-feira, 28 de maio. Depois de muito tempo sem ir ao CCC, marcamos uma comemoração lá. E saímos, ao contrário de todas as outras noites em que lá estivemos, muito decepcionados. É verdade que a casa permanece bonita e a vista, admirável. Mas a perda de qualidade era evidente. O staff descolado de outrora foi substituído por garçons comuns, que não são mais o diferencial da casa. Antipáticos e carrancudos, demonstraram total falta de jogo de cintura ao se recusarem a liberar uma mesa após o horário de fim de reservas, imbróglio resolvido apenas quando o recepcionista interveio. A comida perdeu o sabor de antigamente. Não pudemos sequer experimentar o sorvete com banana frita, que, embora no cardápio, estava em falta. Lamentei também pela caipirinha, antes uma das delícias da casa, cuidadosamente preparada individualmente (como tem que ser!),  e que dessa vez estava péssima. Qual não foi minha surpresa, quando fui ao caixa pagar e esticando o olhar para o bar, confirmei que a bebida agora é preparada em uma grande jarra (para agilizar o processo?), que o garçom despeja no copo e depois &#8220;enfeita&#8221; com uns pedaços de limão. Realmente inaceitável. Isso tudo sob uma trilha sonora inacreditável: rolava, antes do show, um disco de pop lusitano (?!?!), em total dissonância com a nossa expectativa, que aguardava uma roda de samba. Os vídeos no telão também exibiam, cíclica e monotonamente, propaganda da casa, ao invés de shows. Difícil apontar qual foi o mais frustrante dos acontecimentos.</p>
<p>Com essa decadência, era natural que o tipo de público mudasse. E essa transformação no perfil dos presentes era evidente na quinta-feira. Enquanto antigamente 90% das pessoas dançavam, cantavam ou, no mínimo, assistiam ao show, a maioria agora estava lá para conversar e poucos davam atenção ao Grupo Semente. Constrangido, Pedro Miranda chegou a pedir aplausos na apresentação dos integrantes. Parecia que estávamos numa churrascaria, e não numa casa de shows.</p>
<p>Este é apenas um desabafo de um casal que se acostumou a se divertir e registrar boas lembranças das noites do CCC e ficou muito preocupado com os rumos que a casa está tomando. Esperamos que considerem esta mensagem com carinho e avaliem se, realmente, algumas modificações na cozinha, na técnica e no atendimento podem transformar a casa novamente na maravilhosa opção que foi até, pelo menos, o ano passado.</p>
<p>Atenciosamente,</p>
<p>Adriana Simeone e Raphael Perret</p></blockquote>
<p><strong>Atualização (às 18:50 de 14/06/2009)</strong>: segue, abaixo, a resposta enviada pela casa, no dia 12 de junho (só publiquei agora porque só agora a li).</p>
<blockquote><p><span><span style="font-size: small;">Prezado Rafael, </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Inicialmente gostaríamos de nos desculpar pela demora em lhe responder. De qualquer forma e ainda que tardiamente não poderia deixar de lhe agradecer pelos relatos registrados que em muito contribuirão para que possamos corrigir as falhas apontadas. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">O Centro Cultural Carioca está passando por profundas e necessárias mudanças tanto no que diz respeito ao seu quadro administrativo quando de seus funcionários. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Alguns dos pontos por você abordados, já estavam sendo observados por nós e seu e-mail veio confirmar a necessidade urgente de providências para melhoria dos serviços prestados e uma necessária reformulação do cardápio oferecido pela casa. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Embora estejamos de acordo com boa parte de suas ponderações faz-se necessários alguns esclarecimentos que esperamos sejam bem compreendidos. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span>1- O Staff que você conheceu<span style="font-weight: normal; "> </span></span></strong></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Os garçons que faziam parte da equipe sobre os quais você se refere, em sua maioria eram bailarinos, atores e até filósofos, todos muito amigos que, entretanto em função de seus outros compromissos profissionais frequentemente faltavam ao trabalho causando uma séria de problemas internos que embora não fossem percebidos pelos clientes geravam custos extras e dificuldades administrativas. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Por esta razão, vimo-nos obrigados a substituí-los por garçons comuns como acontece nos demais estabelecimentos do segmento.</span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span> <strong>2 – O Cardápio<span style="font-weight: normal; "> </span></strong></span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Mesmo antes de receber seu e-mail, já estávamos trabalhando no desenvolvimento de um novo cardápio que diferentemente do que possa parecer não é tão fácil e rápido promover as alterações desejadas. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Entretanto, estamos em processo de contratação de uma nutricionista que juntamente com nossa chefe de cozinha estarão trabalhando na criação de novas opções. Certamente que alguns itens, já tradicionais, não serão retirados do atual cardápio, mas poderão e deverão ser melhorados.</span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">O mesmo acontecerá com nossa carta de bebidas. </span></span></p>
<p><strong><span><span style="font-size: small;">3 –Divulgação da Programação da Casa </span></span></strong></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Anteriormente produzíamos um material impresso que antes ficava disponível aos interessados que por mais prático que fosse para os clientes deixou de ser interessante para a casa em função das alterações inesperadas causadas pelos cancelamentos de alguns artistas que por interesses próprios deixavam de cumprir com o compromisso assumido com casa, tornando obsoleto o referido material e dissonante com o que estava sendo divulgado em nosso site criando por vezes constrangimento para as partes. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Optamos então por manter nosso site sempre atualizado e aproveitar o público diariamente presente na casa para promover nossa programação.</span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">O tempo de divulgação em nosso telão não poderia ter ultrapassado os 10 minutos de costume mas, lamentavelmente, por um descuido do funcionário responsável e da própria gerência noturna, no dia em que você esteve na casa houve um exagero que também consideramos abusivo. </span></span></p>
<p><strong><span><span style="font-size: small;">4 – Grupo Semente </span></span></strong></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Com a gravidez da Teresa Cristina que se afastou, temporariamente, em licença maternidade desde fevereiro deste ano, infelizmente, o Grupo Semente não tem conseguido manter a mesma alegria e animação em suas apresentações, o que tem dispersado a atenção do público presente que se comporta de forma alheia e até mesmo desrespeitosa para com os músicos. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Providências estão sendo tomadas até mesmo porque a casa vem sofrendo as conseqüências do pouco interesse dos clientes pelas noites de quita feira. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span><span style="font-size: small;">5 – Noite de 28 de maio – Vernissage<span style="font-weight: normal;"> </span></span></span></strong></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Como naquela noite estávamos realizando uma vernissage de fotografias que faz parte do Projeto “Foto In Rio 2009” e coube ao CCC sediar uma exposição cujo tema é” Em Terras Lusitanas ”, você há de convir que a música ambiente que apresentada e cabe salientar que foi somente durante o coquetel de abertura, não poderia estar em dissonância com o tema. Por esta razão a trilha sonora apresentou com muita propriedade músicas portuguesas que dentro da proposta da exposição nos parece bem mais apropriadas do que um samba. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Obviamente estamos bastante constrangidos pela grande decepção causada, mas estamos certos que dentro do planejamento em andamento, em alguns poucos meses, teremos muito prazer em recebê-lo como nosso convidado para conhecer as melhorias que estão sendo realizadas. </span></span></p>
<p><strong><span><span style="font-size: small;">6 – Preparo da caipirinha </span></span></strong></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Esclarecemos ainda que os drinks servidos na casa, como por exemplo a caipirinha, são preparados uma a uma no momento que o cliente faz sua solicitação e não há nenhuma determinação contrária. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">A caipirinha que você mencionou era para o serviço de coquetel que estava sendo servido para o Vernissage cujo serviço tem uma dinâmica diferente das solicitações que ocorrem no decorrer do show da noite. </span></span></p>
<p><strong><span><span style="font-size: small;">Providências em andamento:<span style="font-weight: normal;"> </span></span></span></strong></p>
<p><strong><span><span style="font-size: small;">Reformas físicas das instalações:</span></span></strong></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Está em fase de aprovação o Proger, financiamento solicitado à Caixa Econômica Federal para reforma da fachada, telhado inclusive com colocação de manta para isolamento térmico, cozinha, banheiros e demais dependências. </span></span></p>
<p><strong><span><span style="font-size: small;">Quadro de Funcionários:<span style="font-weight: normal;"> </span></span></span></strong></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Novas contratações estão sendo feitas para substituição daqueles que julgamos inadequados com a proposta da casa e tanto os funcionários que permanecerem quantos novos passarão por cursos de capacitação profissional. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Foi acelerado o processo de contratação de uma nova gerente de salão com experiência e postura adequada para coordenação da equipe de atendimento como garçons, atendentes de bar, caixa e serviços gerais noturno. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Também estamos buscando oferecer uma programação musical/cultural mais diversificada mantendo nas quintas, sextas e sábados o samba que já é tradicional na casa e promovendo também outros gêneros musicais de bom nível de maneira a buscar um perfil de cliente mais exigente. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Outras manifestações culturais estão sendo experimentadas como os shows performáticos que muito tem agradado àqueles que vêm nos prestigiados nos demais dias da semana. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Seu e-mail fez com que algumas iniciativas fossem antecipadas e algumas decisões adotadas antes do prazo previsto. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Agradecemos pelos comentários e esperamos poder contar com suas críticas e sugestões. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Aproveitamos para convidá-lo para conhecer nosso almoço executivo, que acontece de segunda a sexta feira das 11h30 às 14h30. Teremos muito prazer e trocar algumas idéias pessoalmente. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Atenciosamente, </span></span></p>
<div>
<div><strong><span style="font-size: small;">Isnard Manso</span></strong></div>
<div><span style="font-size: small;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<br />
Centro Cultural Carioca<br />
Rua do Teatro, 37</span></div>
</div>
<div><span style="font-size: small;">20050-190 &#8211; Centro &#8211; Rio de Janeiro<br />
(21) 2242 9642 &#8211; (21) 7835 4773<br />
<em><a href="http://www.centroculturalcarioca.com.br/" target="_blank">www.centroculturalcarioca.com.br</a></em></span></div>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Eu não leio mais jornais</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 00:22:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi conversando com um amigo que a verdade se revelou de forma cristalina: não preciso mais dos diários impressos. Se mais gente agir assim, então, os jornais vão acabar? A versão em papel, talvez. Os grandes veículos de comunicação continuarão existindo na internet. Mas precisam abrir o olho, sob o risco da desmoralização.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/06/519230710_c2a38f0cf8.jpg"><img class="size-medium wp-image-2342" title="519230710_c2a38f0cf8" src="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/06/519230710_c2a38f0cf8-300x225.jpg" alt="Jornais no Irã. Foto: birdfarm" width="300" height="225" /></a></p>
<div class="legenda">Jornais no Irã. Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/birdfarm/519230710/">birdfarm</a></div>
</div>
<p>No sábado, travei o seguinte diálogo com meu amigo Gustavo Veronese:</p>
<blockquote><p><strong>Gustavo</strong>: Perreco</p>
<p>tudo beleza?</p>
<p><strong>me</strong>: beleza, e aí?</p>
<p><strong>Gustavo</strong>: Aí</p>
<p>dá uma olhada na página 4 do Globo, na coluna do Merval e vê a chamada da coluna dele (não sei se é assim que vocês chamam a introdução da coluna)</p>
<p>Vê o que você acha.</p>
<p><strong>me</strong>: pô, não tenho o Globo %-)</p>
<p><strong>Gustavo</strong>: tu só lê o JB ?</p>
<p><strong>me</strong>: não, não leio jornal <img src='http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>só online e o Globo de sexta, quando compro pra ver a boa do fim de semana</p></blockquote>
<p>O papo prosseguiu, por outro caminho. Mas eu fiquei encasquetado com essa novidade: eu não leio mais jornais. A conclusão me levou a fazer um <em>revival </em>da minha relação com os impressos.</p>
<p>Na faculdade de jornalismo, ouvia nas minhas melhores aulas que jornalista tem que estar bem informado e ler jornal. Seguir a orientação nunca foi muito difícil, mesmo antes de passar no vestibular. Quando eu morava com os meus pais, lia em casa porque minha mãe sempre assinava o <em>Globo</em>. Durante a faculdade, cheguei a assinar a <em>Folha </em>e o <em>JB</em>. Ao sair de casa e ver as despesas aumentarem, nunca mais assinei nada. Porém, ainda curtia ler os jornais no meu trabalho antigo. Como agora não tenho jornais à minha disposição na minha sala atual, a preguiça e avareza superam a minha vontade em me informar pelos tradicionais diários impressos.</p>
<p>Já faz, portanto, quase um ano que ler jornais deixou de ser um hábito diário. Mas escrever isso na conversa com o Gustavo me fez encarar a verdade. Uma verdade que se contrapõe ao que aprendi na sala de aula. Afinal, como jornalista, é preciso saber um pouco de tudo para errar o mínimo possível na hora de transmitir uma informação. Mas esta necessidade não mudou. Então, por que então abro mão dos jornais?</p>
<p>Pensei e encontrei dois motivos, um particular e um público. O particular é a redução vertiginosa da grandeza &#8220;tempo&#8221; no meu dia a dia. Quando sobram alguns minutos para a leitura, prefiro dedicá-la aos livros, pois, como vocês sabem, <a title="Sobre ler e escrever" href="http://www.butucaligada.com.br/2009/04/26/sobre-ler-e-escrever/">estou em débito com a literatura</a>.</p>
<p>O público é notório. A internet nos expõe a milhares de fontes de informação diferentes. Não tenho acesso somente ao que a imprensa noticia, mas também às opiniões e informações vindas de quem nunca ou raramente teve espaço na mídia. Além disso, milhares de veículos informativos gratuitos proliferam na rede, inclusive internacionais. E na rede que eu mantenho, via internet ou fora dela, consigo me manter informado sobre os assuntos que mais me interessam, lúdica ou profissionalmente. <strong>Afinal, meus amigos, colegas e contatos são meus amigos, colegas e contatos porque se interessam pelas mesmas coisas que eu</strong>. Mesmo nessa entropia enlouquecedora em que vivemos, é mais ou menos o que fala o Cris Dias: <a title="Como o Twitter e o iPhone me ensinaram a não ficar estressado com o excesso de informaçã" href="http://www.crisdias.com/2009/04/16/information-overload/">&#8220;se alguma informação, notícia, tendência, etc. é realmente importante ela acaba voltando&#8221;</a> (não penso 100% igual, mas concordo mais do que discordo). Logo, deixar de ler jornais não me deixou mais mal informado. Se bobear, ocorre o contrário.</p>
<p>Portanto, acho que é hora de abandonar o sentimento de culpa. E de rever meus conceitos sobre as previsões do tipo &#8220;os jornais vão acabar&#8221;, embora eu ainda não concorde com elas. Acompanho a grande mídia, mas é inegável que ela deve se reinventar para anular ou diminuir os prejuízos recentes. Aceitar o avanço tecnológico é uma providência fundamental e já atrasada. Se o veículo ignora a participação do leitor, minimiza a formação de seus profissionais e <a title="Capas dos jornais escancaram a crise da imprensa" href="http://www.butucaligada.com.br/2009/05/11/capas-dos-jornais-escancaram-a-crise-da-imprensa/">despreza critérios de qualidade básicos</a>, é porque busca o suicídio. Afinal, com internet ou não, a sociedade está cada vez mais exigente com o compromisso público da imprensa com a democracia e a pluralidade.</p>
<p>Agora, é possível que o fim do jornal de papel seja um destino mais realista. Já que caminhamos para um acesso cada vez mais amplo à web, os próprios veículos prefiram manter-se só na internet. Na web, a manutenção é mais barata e os recursos multimídia enriquecem a transmissão da informação. A conscientização ecológica também vai contribuir para a redução do papel. O que desacelera a força que empurra as rotativas à aposentadoria é o já  tradicional gargalo: como aumentar a receita com o veículo online? Propaganda? Conteúdo pago? Micropagamento?</p>
<p>O desaparecimento do jornal de papel não vai representar o fim da grande mídia. Poderá ser um símbolo, sim, de uma nova era da informação. Mas os grandes veículos de comunicação podem dançar, caso não consigam se adequar aos novos tempos. Ao que parece, estão atrasados.</p>
<p>Com a internet, há espaço para todos. Inclusive para os jornais.</p>
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		<title>Veja tem medo de &#8220;caça aos ricos&#8221; e estimula o consumo do luxo</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 23:01:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[veja]]></category>
		<category><![CDATA[vida louca vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao comentar a condenação da dona da Daslu, a revista critica uma possível perseguição aos mais abastados, o que só produziria "mais miséria moral, política, econômica e social", e defende o comércio de artigos caros e requintados. Trata-se de uma opinião leviana e incoerente. E explico o porquê.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na época da conexão via modem de 14.400 e <a title="Winsock" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Winsock">Trumpet Winsock</a>, meu pai usou um e-mail meu para se cadastrar no site da <a title="Editora Abril" href="http://www.abril.com.br">Editora Abril</a>. O endereço eletrônico ainda existe, e de vez em quando eu o consulto.  Hoje, chegou um e-mail da <em>Veja</em>, divulgando a edição semanal da revista, cuja capa versa sobre a <a title="Dona da Daslu é condenada a 94 anos e meio de prisão por fraudes em importações de produtos" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/03/26/materia.2009-03-26.4936514109/view">condenação da dona da Daslu</a>.</p>
<p>Bem, já faz tempo que a revista abandonou a pecha de imparcial. Ninguém ignora qual a <a title="Contra a esquerda, com clareza" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=456IMQ002">angulação da </a><em><a title="Contra a esquerda, com clareza" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=456IMQ002">Veja</a> </em>sobre assuntos políticos, econômicos, sociais e culturais&#8230; quero dizer, sobre tudo, né? Logo, não era pra eu me surpreender com certos trechos do editorial da revista, publicados no tal e-mail:</p>
<blockquote><p>É preciso desestimular as tentativas de enxergar na punição da dona da Daslu uma condenação também a todos aqueles que, apenas por desfrutar uma boa situação material, parecem aos olhos do populismo rasteiro cidadãos privilegiados e inimputáveis. A caça aos ricos é uma tentação suicida que, como demonstra a história, só produz mais miséria moral, política, econômica e social.</p>
<p>Deve-se refrear também o impulso de ver no comércio de artigos caros e requintados apenas mais uma demonstração viciosa das classes abastadas.</p>
<p>As pessoas que fabricam e vendem essas mercadorias, desde que respeitem as leis, são cidadãos tão úteis à comunidade quanto quaisquer outros. Como toda indústria, a do luxo cria empregos, produz riqueza e qualifica a mão de obra – e permite que as pessoas exerçam sua liberdade individual também na maneira como dispõem de seu dinheiro.</p></blockquote>
<p>Eu não me surpreendi mesmo. Mas eu fico preocupado com a disseminação desse tipo de ponto de vista. Trata-se de uma opinião leviana, que teme o fim da impunidade e é incoerente com as ações de responsabilidade social da Abril.</p>
<p>Explicando. Diz a revista que &#8220;a caça aos ricos é uma tentação suicida que, como demonstra a história, só produz mais miséria moral, política, econômica e social&#8221;. Porém, a polícia não está caçando ricos, e sim bandidos. Gente que rouba, frauda, corrompe e se corrompe. Por coincidência, veja você, muitos destes bandidos&#8230; são ricos! E ter riqueza, <em>Veja</em>, por acaso lhes isenta da punição pelos crimes que cometeram? A condenação de Eliana Tranchesi é exemplar. Mostra que, sim, a impunidade &#8211; um dos piores males desta sociedade brasileira malandra e paternalista, a base de toda a sujeira moral dos nossos tempos &#8211; pode dar espaço à justiça. Resta-nos saber qual o temor dos editores de <em>Veja</em> diante da condenação generalizada de ricos.</p>
<p>Depois, o semanário escreve que &#8220;deve-se refrear também o impulso de ver no comércio de artigos caros e requintados apenas mais uma demonstração viciosa das classes abastadas&#8221;. É estranho ler isso numa revista de uma <a title="Planeta Sustentável" href="http://planetasustentavel.abril.com.br/">editora com iniciativas em prol da sustentabilidade</a>, da qual um dos pilares básicos é o consumo mais consciente. O mais vergonhoso é o surrado argumento da &#8220;criação de empregos, produção de riqueza e qualificação da mão de obra&#8221;, muito usado também para defender indústrias de finalidades questionáveis. A propósito, não sou contra &#8220;que as pessoas exerçam sua liberdade individual também na maneira como dispõem de seu dinheiro&#8221;. Mas indago se a revista não deveria ter outra postura, depois de <a title="&quot;Salvar a Terra&quot;, de 24 de outubro de 2007" href="http://veja.abril.com.br/241007/imagens/capa380.jpg">fazer várias capas apregoando o contrário</a>.</p>
<p><em>Veja </em>há tempos deixou de ser dirigida a um público mais amplo. Seu objetivo não é trazer informações com análise sensatas, mas sim a opinião da revista sob o tom de dogma. Personalidades com ideias contrárias são ironizadas e ridicularizadas. Aqueles que coadunam com a linha editorial ganham elogios e espaço de sobra. Essa postura afastou muitos leitores. Atualmente, quem lê a <em>Veja</em> cada vez mais é identificado com as &#8220;gracinhas&#8221; dela. A chance de seu público digerir esse editorial sem questionamentos é muito grande.</p>
<p>Uma pena. Se, há alguns anos, a revista era uma publicação importante para a sociedade, hoje virou um panfleto, que só interessa a quem com ela concordar, empobrecendo o debate.</p>
<p>Melhor ficarmos mesmo com a <em><a title="“Veja” libera o conteúdo de todas as suas edições" href="http://www.butucaligada.com.br/2008/12/15/veja-libera-o-conteudo-de-todas-as-suas-edicoes/">Veja</a></em><a title="“Veja” libera o conteúdo de todas as suas edições" href="http://www.butucaligada.com.br/2008/12/15/veja-libera-o-conteudo-de-todas-as-suas-edicoes/"> das antigas</a>.</p>
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		<title>Conferência Nacional de Comunicação: Folha mostra como vai ser o enfoque</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 01:59:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[internet]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de quase vinte anos de luta, as entidades civis de direito à comunicação conseguiram. O governo marcou para o dia 2 de dezembro de 2009 a realização da I Conferência Nacional de Comunicação, com participação ampla dos setores da sociedade pra discutir temas importantíssimos como crescimento da internet e das novas mídias, concessão da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de quase vinte anos de luta, as entidades civis de direito à comunicação conseguiram. O <a title="Governo confirma Primeira Conferência Nacional de Comunicação para dezembro" href="http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2009/02/05/imprensa25940.shtml">governo marcou para o dia 2 de dezembro de 2009 a realização da I Conferência Nacional de Comunicação</a>, com participação ampla dos setores da sociedade pra discutir temas importantíssimos como crescimento da internet e das novas mídias, concessão da radiodifusão, propriedade cruzada dos meios de comunicação, fortalecimento da imprensa regional e concentração de veículos na mão de um mesmo grupo. Mexer nesse vespeiro vai chamar gente pra briga, mas o confronto é essencial para avançarmos na democratização da comunicação no Brasil.</p>
<p>Antes de dezembro, etapas municipais da Conferência serão realizadas até 22 de junho, e as estaduais, entre 30 de junho e 15 de setembro. Para o evento nacional, <a title="Convocação da Conferência de Comunicação deve acontecer nos próximos dias" href="http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&amp;cont_key=352303">falta apenas uma oficialização do governo</a>.</p>
<p>E como a nossa brava <em>Folha de S. Paulo</em> nomeia o título da notícia sobre o assunto?</p>
<p><a title="União prevê R$ 8,2 mi para debater comunicação social no país" href="http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&amp;cont_key=355198"><strong>União prevê R$ 8,2 mi para debater comunicação social no país</strong></a></p>
<p>A análise desse título não exige muito raciocínio. A escolha da informação do &#8211; possível &#8211; custo do evento revela a importância dada pela <em>Folha</em>, um veículo de <strong>comunicação</strong>, à Conferência Nacional de <strong>Comunicação</strong>. A forma de redação da finalidade da despesa  (&#8220;para debater comunicação social no país&#8221;) também sugere uma certa irrelevância do tema.</p>
<p>Ok, podemos até questionar a magnitude do valor de R$ 8,2 milhões. Porém, depois de tanto tempo sem se discutir abertamente a caixa-preta da comunicação no Brasil, a prévia alocação (e não aplicação!) dos recursos é realmente mais importante do que a realização da Conferência em si?</p>
<p>Estejam certos de que vem mais por aí.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>E se o Twitter ficar popular&#8230; o que é que tem?</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 15:35:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[vida louca vida]]></category>

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		<description><![CDATA[O Twitter virou capa da Época. E a capa da Época virou assunto no Twitter. Lógico. E o tema dominante no Twitter passou a ser: &#8220;caramba! E agora? O twitter vai virar uma espécie de Orkut?&#8221;. A quem passa ao largo dessa tola discussão, não, o medo não é do Twitter virar estética ou funcionalmente um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a title="Twitter" href="http://www.twitter.com"></a><a title="O Twitter vê e mostra tudo" href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI64069-15228,00-O+TWITTER+VE+E+MOSTRA+TUDO.html">Twitter virou capa da Época</a>. E a capa da <a title="Revista Época" href="http://www.epoca.com.br">Época</a> virou assunto no <a title="Twitter" href="http://www.twitter.com">Twitter</a>. Lógico. E o tema dominante no Twitter passou a ser: &#8220;caramba! E agora? O twitter vai virar uma espécie de <a title="Orkut" href="http://www.orkut.com.br">Orkut</a>?&#8221;.</p>
<p>A quem passa ao largo dessa tola discussão, não, o medo não é do Twitter virar estética ou funcionalmente um Orkut. O medo da galera é do Twitter ser &#8220;invadido&#8221; por uma centena de novos usuários que não conheciam o sistema, como ocorreu com o Orkut. O pensamento (quase) hegemônico é de que, após a popularização do Orkut e dos blogs, estas ferramentas passaram a ser utilizadas por gente que só se interessa em fazer jogos do tipo &#8220;você ficaria com a pessoa acima?&#8221;, postar textos em <a title="Miguxês" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Migux%C3%AAs">miguxês</a> e procurar por fotos de acidentes aéreos e de ex-BBBs peladas.</p>
<p>Eu pergunto: e daí? O que tanto incomoda essa galera? A internet não é um espaço ilimitado? Não é ela que lhe permitiu a produção de conteúdo através de sites, blogs, Orkut, Twitter, <a title="Facebook" href="http://www.facebook.com">Facebook</a> e quejandos? Por que outros não podem usufruir? Por que são novatos? Por que escrevem errado? Por que fazem perguntas idiotas? Por que preferem falar de assuntos &#8220;menores&#8221;? Ah, mas quando vêm de paraquedas em seus blogs e clicam no AdSense eles são muito legais, não é?</p>
<p>Estas pessoas, conhecidas e anônimas, não convivem conosco diariamente? Na rua, nos ônibus, no trabalho, na faculdade, no shopping, na praia, nos elevadores?  Por que não pode ser assim na internet? Cada um tem seu blog, cada um tem sua rede no Orkut, cada um tem seus seguidos e seguidores no Twitter. As afinidades se constroem. Não gostou, não leia, não conecte, não siga. E assim vamos levando a vida.</p>
<p>Já leio muita tolice na internet (inclusive de queixosos da chegada dos &#8220;bárbaros&#8221;). Assim como também leio muita coisa interessante, novidades, pontos de vista inusitados e criativos. A chegada de mais gente vai continuar produzindo tanto asneiras quanto genialidades.</p>
<p>Assusta-me a ideia de que a internet deveria permanecer intocada,  exclusiva para seres superiores e iluminados, baluartes do &#8220;bom gosto&#8221; e representantes da &#8220;inteligência&#8221; (e desprovidos de autocrítica&#8230;). A rede é, com todos os seus problemas, um inesgotável manancial de informações e, portanto, um canal extremamente adequado para a pluralidade e para a democratização da comunicação, tão sadias para a construção de uma sociedade justa e pacífica. E rechaçar a chegada de mais adeptos ao Twitter &#8211; e à internet como um todo &#8211; está muito longe de valores como justiça e paz.</p>
<p>Fecho o post com uma frase do síndico <a title="Cris Dias" href="http://www.crisdias.com.br">Cris Dias</a> que resume bem a história:</p>
<blockquote><p><span class="status-body"><span class="entry-content">Se você tem medo de o Twitter &#8220;virar o orkut&#8221; você não entendeu a do Twitter. (além de ser um elitista idiota)</span></span></p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Notícias sobre o temporal no Twitter &#8211; e nada na imprensa</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 22:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
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		<description><![CDATA[Estava em reunião aqui no prédio onde trabalho no Centro do Rio e só vi o temporal quando ele já estava desabando. Entrei no site do Globo. NENHUMA informação sobre a chuva na primeira página (agora, nesse minuto, até tem). Entrei no Twitter. Na primeira página, dois contatos (@fimdejogo e @s1mone) avisavam que o bairro onde moro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estava em reunião aqui no prédio onde trabalho no Centro do Rio e só vi o temporal quando ele já estava desabando. Entrei no <a title="O Globo" href="http://www.oglobo.com.br">site do Globo</a>. NENHUMA informação sobre a chuva na primeira página (agora, nesse minuto, até tem). Entrei no Twitter. Na primeira página, dois contatos (@<a title="@fimdejogo no Twitter" href="http://twitter.com/fimdejogo">fimdejogo</a> e @<a title="@s1mone no Twitter" href="http://twitter.com/s1mone">s1mone</a>) avisavam que o bairro onde moro estava alagado.</p>
<p>Alguém ainda duvida do poder informativo que ganhamos com as redes sociais?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Novos limites para a relação entre imprensa e poder</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 20:29:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[blogs]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[É mesmo necessário, com a penetração cada vez maior da internet, que detentores de cargos públicos utilizem espaço e tempo fixos em veículos de comunicação?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um país em que <a title="Donos de TVs e rádios, parlamentares desrespeitam a Constituição" href="http://www.rollingstone.com.br/edicoes/7/textos/109/">deputados e senadores detêm inúmeras concessões de rádio e TV</a>, contrariando a Constituição, a discussão sobre a relação entre imprensa e poder é urgente. Por isso, segue a minha humilde contribuição.</p>
<p>Sempre achei estranho que políticos com mandatos tivessem colunas em jornais ou programas de TV. Acho normal e democrático que os diários ofereçam espaço, de vez em quando, a artigos de deputados, vereadores, prefeitos. Mas nunca me soou bem a cessão fixa de centímetros ou minutos a agentes públicos nos veículos de comunicação. Hoje, um exemplo bem conhecido, pelo menos aqui no Rio, é o de um <a title="Wagner Montes" href="http://www.alerj.rj.gov.br/common/deputado.asp?codigo=260">deputado estadual ex-jurado do Programa Silvio Santos</a>, eleito com plataforma baseada no combate à violência e com um <a title="Balanço Geral" href="http://www.recordrio.com.br/programas.php?p=1">programa diário, sobre o tema, de 165 minutos na TV Record carioca.</a> </p>
<p>Na era da internet, alguns elementos novos atualizam o cenário. Os ocupantes de cargos públicos têm plenas condições de manterem, com recursos particulares ou com o apoio dos órgãos em que trabalham, sites e blogs para divulgarem seus trabalhos e acentuarem seu contato com os cidadãos. A intermediação da imprensa poderia se resumir a ações bem mais específicas.</p>
<p>Por isso, continuo achando muito esquisito, por exemplo, que o <a title="Cedae - Governo do Estado do Rio de Janeiro" href="http://www.governo.rj.gov.br/indice.asp?orgao=32">presidente da companhia de saneamento do Estado</a> e um <a title="Diário Oficial de 07/01/2009" href="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/besserman.jpg">assessor especial do prefeito</a> tenham blogs mantidos por um grande jornal carioca. E, para piorar, nenhum dos dois são apresentados como tais. O primeiro aparece como <a title="Blog de Wagner Victer" href="http://oglobo.globo.com/blogs/wagner/">&#8220;especialista em energia indústria naval e petróleo&#8221;</a>, enquanto o outro faz parte da &#8220;turma&#8221; da principal coluna do jornal e fala sobre &#8220;<a title="Blog do Besserman" href="http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/besserman/">Mundo, Brasil, Rio, Copacabana e aquecimento global&#8221;</a>.</p>
<p>Posso estar sendo rigoroso, não sei&#8230; O que vocês acham?</p>
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