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	<title>Butuca Ligada &#187; eleições</title>
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	<description>Informação é estar atento &#124; por Raphael Perret</description>
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		<title>Sem golpismos ou ameaças às liberdades</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Sep 2010 18:12:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que cientistas políticos, no futuro, falarão desta briga entre Lula e imprensa em pleno período eleitoral? É preciso avançar no tempo para obter perspectiva histórica, mas resolvi me arriscar uns palpites: os estudos dirão que a imprensa é digna de críticas e precisa recuperar credibilidade. E que, embora não seja "golpista", a mídia também não sofre ameaça alguma.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma discussão bem interessante, sobre esta brigalhada entre Lula e imprensa em pleno período eleitoral, surgiu em uma lista da qual participo. Um colega, num certo instante, perguntou o que cientistas políticos, no futuro, falarão dos episódios deste ano de 2010. É preciso avançar no tempo para obter perspectiva histórica, mas resolvi me arriscar nessa futurologia.</p>
<p>Bem, aposto que análises mostrarão uma cobertura completamente tendenciosa, chegando ao requinte de publicar textos irônicos, preconceituosos e altamente editorializados (sim, estou falando da <em>Veja</em>). Se a Dilma ganhar, será reforçada a tese de que a grande imprensa definitivamente deixou de influenciar a opinião pública como antes, o que já foi aventado em 2006, quando a candidatura de Lula recebeu carga pesada (embora eu ache que em 2010 esteja pior).</p>
<p>Também será comprovado que o discurso de que as liberdades são ameaçadas no Brasil (reforçadas pela <em><a title="Capa da edição 29/09/2010 de Veja" href="http://twitpic.com/2runuc">Veja </a></em><a title="Capa da edição 29/09/2010 de Veja" href="http://twitpic.com/2runuc">desta semana</a> &#8211; grato, <a title="Twitter de Erika Sara" href="http://twitter.com/erikasara">@erikasara</a> &#8211; e pela <a title="Capa do &quot;Extra&quot; de 24/09/2010" href="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/extra_20100924.jpg">incrível capa do </a><em><a title="Capa do &quot;Extra&quot; de 24/09/2010" href="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/extra_20100924.jpg">Extra </a></em><a title="Capa do &quot;Extra&quot; de 24/09/2010" href="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/extra_20100924.jpg">de sexta-feira, 24</a>) é vazio, exagerado e, óbvio, político, já que o que mais se viu nos últimos anos foram matérias críticas ao governo, às vezes grosseiras, às vezes de frágil sustentação, sem que houvesse qualquer tentativa clara de cerceamento à liberdade de expressão. E será avaliado que os movimentos do governo associados a um suposto “controle da imprensa”, como classificaram os veículos, vieram de eventos destinados ao debate sobre o tema (Confecom) ou de propostas levantadas para a regulamentação dos setores de comunicação (Ancinav, Conselho de Jornalismo), o que é bem diferente de censura e já existe em diversos outros países democráticos.</p>
<p>Uma conclusão possível desses futuros estudos será que a liberdade de imprensa não esteve em perigo. As críticas contundentes do presidente Lula, embora desnecessárias porque provocam um clima hostil entre instituições essenciais para a democracia, não carregam nenhuma ameaça em si e não passam de recurso manjado de governantes questionados.</p>
<p>Também se verificará que, se essa imprensa ainda quer manter alguma credibilidade e popularidade, adquiridas com méritos (durante anos em que demonstrou fazer bom jornalismo) e por razões circunstanciais (quando não havia fóruns adequados para que ficasse na berlinda), precisa aceitar também as críticas e a vigilância da sociedade, que exerce esse direito através de blogs e sites voltados para o tema.</p>
<p>Os estudos ponderarão que, apesar de a mídia merecer muitas críticas, não é tratando-a como “imprensa golpista” que a situação vai melhorar. O que se deve cobrar dos veículos é o respeito a princípios básicos de jornalismo, como objetividade, apuração rigorosa e honestidade com o leitor (a imparcialidade é um mito). Os novos blogs e sites contribuem para a &#8211; fundamental! &#8211; democratização da comunicação, mas o poder da mídia tradicional ainda é absurdamente maior. E é conveniente que ela disponha mesmo de recursos (financeiros, tecnológicos etc.) para noticiar e apurar informações às quais cidadãos comuns e blogueiros autônomos costumeiramente não têm acesso.</p>
<p>Enfim, essas análises verificarão que a recente ascensão, na esfera pública, das minorias e dos movimentos sociais já é um alento para que os debates sobre questões de interesse da sociedade ocorra em níveis democráticos. Se todos (imprensa, governo e os críticos a ambos) baixarem um pouco a bola, sem radicalismos, verão que isso já está acontecendo. Sim, ainda há muitas distorções no jornalismo praticado hoje e na relação governo x veículos. Mas sem golpismos midiáticos e sem ameaças à liberdade de imprensa.</p>
<p><strong>P.S.</strong> Precisamos esperar pela análise de 2010, mas o livro<a title="&quot;Jornalismo e política democrática no Brasil&quot;" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u424883.shtml"> “Jornalismo e política democrática no Brasil”, de Carolina Matos</a>, já traz um estudo aprofundado da cobertura jornalística dos principais eventos políticos no período da redemocratização: Diretas-Já, eleições de 1989 e impeachment de Collor, eleições de 1994 e eleições de 2002. Ainda não terminei, mas recomendo pelo que já li.</p>
<p><strong>P.S. 2 </strong>As principais fontes de inspiração para este meu texto são dois artigos do Observatório da Imprensa: <a title="A pauta do debate político" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=608JDB022">&#8220;A pauta do debate político&#8221;</a>, de Alberto Dines, e <a title="Por um pingo de serenidade" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=608JDB021">&#8220;Por um pingo de serenidade&#8221;</a>, de Eugenio Bucci. As ideias já estavam na minha cabeça, mas foram estes textos os responsáveis pelas conexões construtivas do post.</p>
<p><strong>P.S. 3 </strong>Por fim, dica do <a title="Twitter do Roney Belhassof" href="http://twitter.com/roneyb">@roneyb</a>: o artigo <a title="Lula, a imprensa e eleições 2010" href="http://politicando.blog.br/?p=1002">&#8220;Lula, a imprensa e eleições 2010&#8243;</a>, do cientista político Fabricio Vasselai, traz praticamente o mesmo ponto de vista deste post, só que bem mais detalhado.</p>
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		<title>A espiral do silêncio</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 03:29:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA["Se a espiral do silêncio estiver correta, a consolidação de um panorama apontado pela pesquisa eleitoral (crescimento de um candidato, queda de outro) influencia diretamente o indivíduo. O 'vitorioso' de um debate entre candidatos, resultado obtido apenas com alguma pesquisa de opinião, também pode ser beneficiado. " 

Veja meu texto "A espiral do silêncio", escrito em 2002, sobre a possível influência das pesquisas no comportamento dos eleitores. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Sempre que tem eleição é a mesma coisa: republico meu texto &#8220;A espiral do silêncio&#8221;, escrito em 2002, sobre a possível influência das pesquisas eleitorais no resultado da votação. O texto foi divulgado originalmente no <a title="A espiral do silêncio, no Comunique-se" href="http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?op2=1&amp;op3=3&amp;editoria=237&amp;idnot=5993">Comunique-se</a>.</em></p>
<p>Em todo ano de eleição é o mesmo papo: as pesquisas de opinião, que indicam a intenção de voto dos cidadãos, devem ser divulgadas ou proibidas? Qual o grau de influência do resultado dessas sondagens na decisão do eleitor? Essas e muitas outras questões controversas realmente precisam ser debatidas, no sentido de manter claro o processo democrático do qual todos nós participamos: indivíduos, mídia, sociedade.</p>
<p>A discussão, claro, transcende fronteiras e atinge vários países do mundo. Na Europa, por exemplo, há exatos 30 anos, a alemã Elisabeth Noelle-Neumann já fazia conclusões sobre um estudo que vinha realizando sobre a influência da mídia sobre a opinião pública. Tratava-se da hipótese da espiral do silêncio, dissecada pelo professor Antonio Hohlfeldt, da PUC do Rio Grande do Sul, no livro <em>Teorias da comunicação: conceitos, escolas e tendências</em> (Vozes, 2001), uma coletânea de artigos organizada por ele e pelos colegas Luiz C. Martino, da Universidade de Brasília, e Vera Veiga França, da Universidade Federal de Minas Gerais, e que é a referência bibliográfica deste artigo.</p>
<p>Antes de mais nada, é preciso explicar por que a espiral do silêncio é considerada uma hipótese e não uma teoria. Segundo Hohlfeldt, “uma hipótese é sempre uma experiência, um caminho a ser comprovado e que, se eventualmente não der certo naquela situação específica, não invalida necessariamente a perspectiva teórica. Pelo contrário, levanta, automaticamente, o pressuposto alternativo de que uma outra variante, não presumida, cruzou pela hipótese empírica, fazendo com que, na experiência concretizada, ela não se confirmasse”, enquanto uma teoria é um “paradigma fechado, um modo acabado e, neste sentido, infenso a complementações ou conjugações, pela qual traduzimos uma determinada realidade segundo um certo modelo”. Dadas as circunstâncias que serão expostas neste texto, portanto, é mais adequado classificar os estudos de Noelle-Neumann como uma hipótese.</p>
<p>Elisabeth Noelle-Neumann nasceu em 1916 na Alemanha. Aos 24 anos, especializou-se em demoscopia, isto é, na pesquisa da opinião pública sob organização científica (aliás, numa época bem instigante: a II Guerra Mundial mal havia começado e o nazismo, que muito abusou da propaganda, obtinha o apoio maciço dos alemães). A partir dos anos 50, ela começou a se interessar pela relação entre imprensa e opinião pública.</p>
<p>Ao longo do tempo, a pesquisa de Noelle-Neumann apontava que a auto-estima dos alemães diminuía à medida que a mídia fazia mais referências negativas ao povo. A pesquisadora começou a basear seus estudos em uma outra hipótese já existente, a da agenda setting, segundo a qual a imprensa teria o poder de determinar os assuntos principais da população, através da divulgação repetitiva de artigos e notícias sobre certos temas.</p>
<p>Através de uma fundamentação teórica apoiada em Platão, Rousseau, John Locke, David Hume, Alexis de Tocqueville, Walter Lippmann e Gabriel Tarde, Noelle-Neumann começou a perceber que as pessoas tendem a expressar menos sua opinião quando elas imaginam que ela pode estar em minoria ou ser recebida com desdém. Essa posição seria tomada para evitar um possível isolamento do indivíduo, temeroso do que pode acontecer caso declare uma opinião contrária à da maioria.</p>
<p>A pesquisadora, então, conclui que captar o “clima de opinião” é essencial para que as pessoas expressem seus pontos de vista. Conforme escreve Hohlfeldt, “ao perceberem ou imaginarem que a maioria das pessoas pensa diferentemente delas, essas pessoas acabam, num primeiro momento, por se calarem e, posteriormente, a adaptarem, ainda que muitas vezes apenas verbalmente, suas opiniões às do que elas imaginam ser a maioria. Em conseqüência, aquela opinião que, talvez de início, não fosse efetivamente a maioria, acaba por tornar-se a opinião majoritária, na medida em que se expressa num crescente movimento de verbalização, angariando prestígio e alcançando a adesão dos indivíduos”. Simbólica e visualmente, a influência da suposta opinião majoritária é encarada por Noelle-Neumann como uma espiral do silêncio, porque tende a ampliar-se enquanto silencia aqueles que a opõem, e daí nasce o nome da hipótese que a alemã desenvolveu.</p>
<p>Enfim, em 1972, Noelle-Neumann apresenta um artigo chamado Return to the concept of powerful mass media num congresso em Tóquio e afirma que “pela consonância das reportagens e dos editoriais, reforçados pela acumulação das periódicas repetições da mídia, a maioria das atitudes pode ser influenciada ou moldada pela mídia. Os processos individuais de formação da opinião são então reforçados pelas observações individuais do meio ambiente social. Nós entendemos que as concepções sobre quais opiniões são dominantes em um determinado meio, ou quais opiniões podem tornar-se dominantes neste meio, estão sendo influenciadas pelos mídia. Este processo, digo, é mais pronunciado que muita gente admite”.</p>
<p>Sete anos depois, a pesquisadora voltaria a estudar a ligação entre mídia e opinião pública, dando uma nova conceituação a esta expressão: “conexão da controvérsia, que alguém é capaz de expressar sem o risco de auto-isolamento que tem duas fontes: os mídia e a observação imediata do meio ambiente, do que as outras pessoas pensam e do que elas expressam em público”.</p>
<p>Nos anos 80, Noelle-Neumann lançaria A espiral do silêncio Opinião pública: nossa pele social, livro em que sintetizaria todos os seus estudos sobre o assunto. Nele, a pesquisadora questionava a democracia no âmbito de sua hipótese (“Nessa teoria [da espiral do silêncio] não havia lugar para o cidadão informado e responsável, o ideal em que se baseia a teoria democrática. A teoria democrática básica não leva em conta o medo do governo e do indivíduo à opinião pública”) e listava os quatro pressupostos que sustentam sua pesquisa:</p>
<p>1) a sociedade ameaça os indivíduos desviados com o isolamento; 2) os indivíduos experimentam um contínuo medo ao isolamento; 3) este medo ao isolamento faz com que os indivíduos tentem avaliar continuamente o clima de opinião; 4) os resultados dessa avaliação influem no comportamento em público, especialmente na expressão pública ou no ocultamento das opiniões.</p>
<p>Tal qual o tema que observa, a hipótese da espiral do silêncio é muito controversa e polêmica. Em 1990, dois pesquisadores norte-americanos desenvolveram um estudo que chegou a resultados que não combinavam com o que Noelle-Neumann pregava. Porém, a própria dupla relativizou as conclusões obtidas, devido à diferença de contexto entre as situações envolvidas. Além disso, outros pesquisadores, embora valorizem a contribuição dos estudos da alemã, questionam a hipótese. Por exemplo: não se explica até que ponto o temor do isolamento influi na opinião das pessoas, e não se sabe se a espiral do silêncio funciona em qualquer grupo, seja ele pequeno ou grande.</p>
<p>A pesquisa de Noelle-Neumann, hoje, nos remete diretamente à divulgação das sondagens eleitorais durante a campanha. Se a espiral do silêncio estiver correta, a consolidação de um panorama apontado pela pesquisa eleitoral (crescimento de um candidato, queda de outro) influencia diretamente o indivíduo. O “vitorioso” de um debate entre candidatos, resultado obtido apenas com alguma pesquisa de opinião, também pode ser beneficiado. Imagine, então, um ambiente eleitoral em que os candidatos pouco se diferem um do outro, acarretando o aumento de indeci<br />
sos: aquele que sustentar ou parecer sustentar a menor preferência terá grande vantagem.</p>
<p>Apesar das críticas à hipótese da espiral do silêncio, está claro que as conclusões alcançadas pela alemã não foram obtidas à toa. É possível que haja algumas variações do contexto em que ela fez seus estudos para o brasileiro e atual. Porém, Noelle-Neumann ao menos nos inquieta com o sabor da curiosidade e abastece a discussão. Será que a hipótese pode nos ajudar a compreender os erros e acertos das pesquisas de opinião? E as confirmações e as falhas das sondagens seriam capazes de negar ou consolidar a hipótese? Empírico e teórico se misturam. A análise do resultado pode trazer respostas importantes sobre o verdadeiro poder das pesquisas eleitorais.</p>
<p><em><span style="font-style: normal;"><br />
</span></em></p>
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		<title>Políticos no Twitter: uma dica</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 15:28:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Políticos migram ao Twitter, mas poucos o usam direito: notinha interessante da Folha Online revela que a ferramenta de microblogging poderá ser a grande novidade da campanha eleitoral de 2010, mas está sendo usada de forma inadequada pelos pré-candidatos a presidente, governadores, deputados e senadores. Dentre os maiores pecados, estão o fracionamento de longas mensagens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Políticos migram ao Twitter, mas poucos o usam direito" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u683533.shtml"><strong>Políticos migram ao Twitter, mas poucos o usam direito</strong></a>: notinha interessante da Folha Online revela que a ferramenta de microblogging poderá ser a grande novidade da campanha eleitoral de 2010, mas está sendo usada de forma inadequada pelos pré-candidatos a presidente, governadores, deputados e senadores. Dentre os maiores pecados, estão o fracionamento de longas mensagens em vários &#8220;tuítes&#8221;, excesso de autopropaganda e, óbvio, a falta de interação com os outros usuários.</p>
<p>Na boa, a grande dica para os políticos é que sejam apenas eles mesmos. <strong>Conversem</strong> no Twitter. Esclareçam dúvidas. Digam o que acham da vida. Repassem links que julguem interessantes. Evitem falar somente de política. Vocês poderão até não conseguir votos. Mas conseguirão <strong>respeito</strong>.</p>
<p>Hão de dizer que os políticos ainda estão aprendendo a mergulhar neste novo (novo?) mundo. Ok, pode ser. Mas é bom que aprendam depressa, pois o preço é a pagação de mico.</p>
<p>Soube pelo <a title="Twitter do Alexandre Sena" href="http://twitter.com/alexandresena">Alexandre Sena</a>.</p>
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		<title>Como você escolhe seu candidato?</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 11:54:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se cada cidadão parasse algumas horas pra definir, bem objetivamente, qual o perfil ideal para um presidente, governador ou prefeito, teríamos votos bem melhores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro do táxi que me levava quarta-feira ao aeroporto, fiquei imaginando a vida de um presidente da República, ou de um governador, enfim, de um chefe de poder Executivo, que viaja quase sempre, faz discursos frequentemente, participa de dezenas de reuniões semanais, recebe lobistas, políticos, empresários e cidadãos. Para dar conta de tudo isso, ele precisa estar minimamente preparado para discutir todo e qualquer assunto que seja de seu domínio administrativo. Educação, saúde, segurança, cidadania, políticas públicas, emprego, meio ambiente, política externa, esportes, economia, relações institucionais, agricultura, habitação, cultura, indústria, saneamento, infraestrutura&#8230; Preciso continuar?</p>
<p>Para cada um destes temas, é insuficiente apenas saber conceitos e definições. O fundamental é ter números em mãos, saber a opinião de outros atores políticos, acompanhar o noticiário, embasar-se nos pontos de vistas dos seus assessores. Acredito que, diariamente, com a mudança tão rápida de assunto entre uma reunião e outra, o governante tenha que estudar um pouco nos intervalos de folga entre um compromisso e outro. Ou seja, não existe folga.</p>
<p>A profunda mistura de temas, às vezes díspares, às vezes entrelaçados entre si, explica a divisão do poder pelo governante entre seus ministros/secretários e assessores. São estes os responsáveis em formular e executar as ações específicas de sua área. Mas é o presidente quem vai, em última instância, fechar as diretrizes e as linhas gerais do seu governo.</p>
<p>Ele só pode tomar essas decisões quanto mais bem preparado estiver e quanto mais ele puder apreender das informações que lhe são ditas. Não pode ser alguém arrogante, crente que pode tomar a decisão sozinho – a menos que seu acúmulo de experiência naquele assunto lhe dê esse tipo de segurança, o que não vai acontecer sempre. Ninguém é especialista em tudo.</p>
<p>Além disso, num tempo em que a figura pública é cada vez mais exposta, é essencial que ela demonstre segurança sobre um tema que é de sua responsabilidade. Porque o assessor está lá, com os dados e números, mas quem vai pro pau é o presidente, o governador, o prefeito. Seja diante da imprensa, seja na reunião com outro chefe de governo, seja com agentes políticos importantes.</p>
<p>Pensando nisso, concluí que existe um perfil que um indivíduo precisa ter para governar: ser disciplinado, ter vontade de aprender, saber ouvir e ter capacidade gerencial, o que inclui uma visão ampla e conjuntural, saber administrar conflitos e colocar as pessoas certas nos lugares certos. Se o candidato é capaz de mostrar que tem essas qualidades – e, óbvio, tiver idéias com as quais simpatizo – terá grandes chances de conseguir o meu voto. Pois pensarei que a pessoa é articuladora e está sempre renovando seus conhecimentos. Tudo isso é mais importante do que o cara falar bem e usar recursos de marketing que emolduram um discurso vazio.</p>
<p>Acho que estou sendo simplista e otimista. Mas também acho importante que todo mundo pense um pouco nos critérios de escolha de um postulante a um cargo de presidente, governador ou prefeito. Ainda mais faltando um ano para uma eleição a ser realizada num cenário propício à avalanche cada vez maior de informações.</p>
<p>Você, por exemplo: o que leva em conta na hora de votar em um candidato?</p>
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		<title>Por uma campanha eleitoral mais livre na internet</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/03/24/por-uma-campanha-eleitoral-mais-livre-na-internet/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 02:08:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um ano antes da votação que definirá o novo presidente e os futuros governadores, começa a discussão sobre pré-candidato fazendo propaganda fora de hora. Na internet, a participação cada vez mais ativa dos cidadãos dificulta a definição do que é permitido antes e durante a campanha eleitoral. Por que não, então, liberar geral na rede?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês se lembram da confusão que foi a regulação da internet durante a campanha eleitoral municipal de 2008?</p>
<p>Em março de 2008, o TSE definiu que o <a title="Parecer do TSE restringe campanha eleitoral na internet" href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac148632,0.htm">uso da internet na campanha só poderia ser feito pelo site do candidato</a> e ponto. Não falava nada de blogs, redes ou similares. Ao mesmo tempo, <a title="Propaganda antecipada na internet pode gerar cassação, diz TSEE" href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL382104-5601,00-PROPAGANDA+ANTECIPADA+NA+INTERNET+PODE+GERAR+CASSACAO+DIZ+TSE.html">o órgão ameaçou de cassação os candidatos que burlassem a lei</a>. A falta de clareza, óbvio, causou confusão. Pedro Doria, por exemplo, <a title="O weblog foi censurado pela justiça" href="http://pedrodoria.com.br/2008/05/29/o-weblog-foi-censurado-pela-justica/">teve que tirar  de seu blog um selo de apoio a Fernando Gabeira</a>, postulante ao cargo de prefeito do Rio, porque a Justiça Eleitoral entendeu que era campanha, ainda que Doria não fizesse parte da equipe do Partido Verde, legenda do candidato. Em seguida, atendendo a consulta de um deputado, o TSE <a title="TSE deixa propaganda eleitoral em blogs e Orkut sem regras claras" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u411168.shtml">confirmou as regras (ou a falta delas) sobre o uso da internet na campanha, frisando que cada caso seria um caso.</a> A omissão criou algumas incoerências no Brasil todo: enquanto o <a title="TRE proíbe torpedos em campanha eleitoral, mas libera blog e Orkut" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u406848.shtml">TRE do Rio de Janeiro soltou resolução liberando a campanha em blogs e Orkut</a>, tendo proibido &#8211; sabiamente &#8211; o envio de spams e torpedos não solicitados, <a title="Conheça as regras para campanha eleitoral pela internet nos estados" href="http://g1.globo.com/Eleicoes2008/0,,MUL742288-15693,00-CONHECA+AS+REGRAS+PARA+CAMPANHA+ELEITORAL+PELA+INTERNET+NOS+ESTADOS.html">Minas Gerais multou candidatos que usaram o Orkut para promover candidaturas, e os estados do Ceará e do Rio Grande do Sul foram mais flexíveis em suas decisões</a>. O caos na rede chegou a tal ponto que <a title="Sites de jornais e revistas podem opinar sobre eleições" href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL803505-5601,00-SITES+DE+JORNAIS+E+REVISTAS+PODEM+OPINAR+SOBRE+ELEICOES.html">sites de jornais e revistas podiam opinar sobre eleições</a>, mas veículos que só existiam na internet eram proibidos de fazê-lo.</p>
<p>Em resumo, as duas questões que geraram maior dúvida nesta confusão toda foram: (1) o que pode ser considerado campanha e o que não pode? (2) o que pode ser feito na internet e o que não pode? A discussão sobre ambas as perguntas passa por um elemento que faz toda a diferença: a data que marca o início oficial da campanha eleitoral, com todos os candidatos já conhecidos e definidos pelos partidos e coligações. Ou seja, qualquer propaganda feita antes de 6 de julho de um ano eleitoral é considerada ilegal. Pois hoje, a menos de 20 meses para a próxima eleição presidencial, o debate sobre o que é permitido ou não na internet precisa esquentar.</p>
<p>A reportagem <a title="Campanha para presidente começa na internet" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u497402.shtml">Campanha para presidente começa na internet</a>, da Folha Online, já lista sites, comunidades no Orkut e vídeos no YouTube que apoiam os possíveis principais candidatos ao cargo máximo do governo federal. São, provavelmente, espaços montados por fãs, eleitores e correligionários, sem ligação nenhuma com os partidos políticos.</p>
<p>Estes, aliás, para enfatizar que desejam distância dos sites e de qualquer insinuação de que fazem campanha fora do prazo, sequer se pronunciaram sobre o tema na <a title="Campanha para presidente começa na internet" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u497402.shtml">matéria da Folha Online</a>. O medo se justifica, pois, com regras confusas, ninguém quer dar a chance de ser multado ou prejudicar uma possível candidatura.</p>
<p>O que, então, o <a title="Tribunal Superior Eleitoral" href="http://www.tse.gov.br">Tribunal Superior Eleitoral</a> pensa disso? Tentei entrar em contato com o órgão, mas o site informa que é preciso procurar o Tribunal Regional Eleitoral do meu Estado. Entrei em contato com o <a title="Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro" href="http://www.tre-rj.gov.br/">TRE-RJ</a> em 13 de fevereiro, uma sexta-feira, e obtive as respostas já na segunda-feira seguinte, 16. Troquei, então, mensagens com a assessoria do TRE-RJ ao longo desse dia. Montei, em um formato de entrevista, um resumo dessa conversa via internet com o Tribunal.</p>
<p><a title="Página 2 de &quot;Por uma campanha eleitoral mais livre na internet" href="http://www.butucaligada.com.br/2009/03/24/por-uma-campanha-eleitoral-mais-livre-na-internet/2"><strong>Veja a entrevista.</strong></a></p>
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		<title>O candidato progressista</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2008/10/27/o-candidato-progressista/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 02:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Então é isso: a esquerda diz que apóia Paes por ser sua candidatura &#8220;progressista&#8221;, diz que Gabeira é a opção &#8220;conservadora&#8221;, pelas alianças que fez (PSDB e PPS) e o prefeito eleito nomeia como seu primeiro secretário um quadro do&#8230; PSDB?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então é isso: a esquerda diz que apóia Paes por ser sua candidatura &#8220;progressista&#8221;, diz que Gabeira é a opção &#8220;conservadora&#8221;, pelas alianças que fez (PSDB e PPS) e o prefeito eleito <a href="http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2008/mat/2008/10/27/futuro_chefe_da_casa_civil_do_rio_pedro_paulo_diz_que_vai_rever_orcamento_de_2009-586134939.asp">nomeia como seu primeiro secretário</a> um quadro do&#8230; PSDB?</p>
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		<title>Apuração 2008 &#8211; 2º turno</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2008/10/26/apuracao-2008-2%c2%ba-turno/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 19:52:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É, rapaziada, acabou. Numa contagem absurdamente improvável, Eduardo Paes (PMDB) conquista o prêmio para o qual tanto se preparou (palavras dele): a prefeitura do Rio. Mas Gabeira também merece os parabéns. É, rapaziada, acabou. Numa contagem absurdamente improvável, Eduardo Paes (PMDB) conquista o prêmio para o qual tanto se preparou (palavras dele): a prefeitura do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É, rapaziada, acabou. Numa contagem absurdamente improvável, Eduardo Paes (PMDB) conquista o prêmio para o qual tanto se preparou (palavras dele): a prefeitura do Rio. Mas Gabeira também merece os parabéns.<span id="more-1444"></span></p>
<p>É, rapaziada, acabou. Numa contagem absurdamente improvável, Eduardo Paes (PMDB) conquista o prêmio para o qual tanto se preparou (palavras dele): a prefeitura do Rio.</p>
<p>Fernando Gabeira (PV), por pouco, muito pouco, não chegou. Seu resultado final tem um lado positivo. Sua campanha, sem sujar a cidade, sem atacar adversários, defendendo o Rio, apresentando uma visão holística e ampla, buscando a união de forças, e abrangendo uma quantidade de voluntários como há muito não se via no Rio de Janeiro foi um feito histórico. Sem muito tempo na TV no primeiro turno e com o apoio de partidos que, na cidade, são praticamente nanicos, chegou ao segundo turno e, fosse uma pesquisa, estaria no resultado final em empate técnico com o adversário, que teve apoio de quase todos os outros partidos, do governo estadual e do governo federal.</p>
<p>Não é hora de buscar culpados nos votos nulos, em branco e nas abstenções. Cada um sabe a escolha que faz. A influência no voto é das campanhas: da propaganda na TV e no rádio, do corpo-a-corpo, das declarações cuidadosas ou desmedidas. Se Gabeira, com seus artifícios, não conquistou mais da metade do eleitorado carioca, se não a convenceu a sair de casa e digitar 43 na urna, paciência. Tentou da forma mais honesta e humana possível. Perder é do jogo democrático.</p>
<p>Fica, na memória, uma campanha bonita. Que pregava o respeito, sem preconceitos, entre os cariocas. Um momento que pode significar alguma esperança para um futuro do Rio de Janeiro. Uma mobilização que mostrou que quase metade dos cariocas acredita num sonho possível. Mas que resultou, infelizmente, numa derrota.</p>
<p>Parabéns, Gabeira.</p>
<p>***</p>
<p>E parabéns, Paes, pela conquista. Mas não se empolgue: a partir de hoje, nós, cariocas, estamos de olho em seus passos. Na sua fidelidade partidária. Na sua participação no PMDB de Garotinho, de Moreira Franco, de Jorge Picciani. Na sua ligação com o PTB de Roberto Jefferson e com o PP de Dornelles e Bolsonar. No seu compromisso com a saúde, com a educação e com a valorização do servidor municipal. Na sua expectativa de agradar ao saco de gatos que o apoiou no segundo turno. Na sua diferenciação do estilo Cesar Maia, seu criador.</p>
<p>Estamos de olho em você.<br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(19:52)</span></p>
<p><span>Acho que o resultado todo mundo já sabe</span><span>. Alguns números, porém, são interessantes de serem avaliados.</span></p>
<p>Com 99,95% dos votos apurados, identificou-se uma abstenção de 20,25%. No primeiro turno, o não comparecimento foi de 17,9%. Um aumento de 119 mil votos que não foram computados.</p>
<p>Em compensação, a taxa de brancos e nulos diminuiu. Em 5 de outubro foi de 12,75%, hoje foi de 8,62%.</p>
<p>Muita gente viajou? Amanhã é feriado para servidores estaduais e federais aqui no Rio. Mas seguem outros dados:</p>
<p>- na 3ª zona eleitoral, Gabeira teve 74,56% de votos válidos; a abstenção foi de 26,06% (11.420 votos);<br />
- na 4ª, Gabeira teve 73,88%, e a abstenção foi de 23,01% (11.366 votos)<br />
- na 5ª, Gabeira teve 70,95%, e a abstenção foi de 28,23% (10.594 votos)<br />
- na 6ª, Gabeira teve 65,76%, e a abstenção foi de 21,55% (7.193 votos)<br />
- na 7ª, Gabeira teve 70,26%, e a abstenção foi de 22,86% (16.466 votos).</p>
<p>Não fiz o levantamento em todas as zonas. Mas os números dão o que pensar.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">(18:37)</span></p>
<p><span>Acompanhem em <a href="http://twitter.com/rperret">http://twitter.com/rperret</a>. Por aqui está difícil!</span></p>
<p>(18:27)</p>
<p><span>79,95% dos votos -&gt; Paes 51%, Gabeira 49%</span></p>
<p>(18:18)</p>
<p><span class="entry-content">72,19% dos votos -&gt; Paes 50,94%, Gabeira 49,06%</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(18:11)</span></p>
<p><span class="entry-content">63,62% dos votos -&gt; 50,74% Paes, 49,26% Gabeira. Paes começa a abrir. Lentamente&#8230; </span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(18:05)</span></p>
<p><span class="entry-content">52,74% dos votos -&gt; Paes 50,53%, Gabeira 49,47%. Paes sobre um pouquinho, quase nada.</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:59)</span></p>
<p><span class="entry-content">40% dos votos -&gt; Paes 50,51%, Gabeira 49,49%. Nova troca de liderança.</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:53)</span></p>
<p><span class="entry-content">27,58% dos votos -&gt; Gabeira 50,65%, Paes 49,35%. Gabeira passa de novo. Detalhe para a rapidez da apuração.</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:47)</span></p>
<p><span class="entry-content">17,82% dos votos -&gt; Paes 50,08%, Gabeira 49,92%. Que doideira!</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:41)</span></p>
<p><span class="entry-content">10,75% dos votos &#8211; Gabeira 50,42%, Paes 49,58%. Esta é a verdadeira cidade partida&#8230;</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:36)</span></p>
<p><span>Mais de 4% dos votos: Gabeira 51,11%, Paes 48,89%. Um equilíbrio impressionante. As oscilações estão muito intensas.</span></p>
<p>(17:32)</p>
<p><span>1,04% dos votos apurados: Gabeira 55,55%, Paes 44,45%</span></p>
<p>(17:27)</p>
<p><span>Mesmo com poucos votos apurados, já se percebe a divisão praticamente meio a meio.</span></p>
<p>(17:23)</p>
<p><span>Primeiros números: Paes 51,55%, Gabeira 48,45%. 0,18% das seções apuradas.</span></p>
<p>(17:21)</p>
<p><span>Segundo a Globo, a apuração já começou e o primeiro boletim deve sair em 5 a 10 minutos. Aguardemos.</span></p>
<p>(17:13)</p>
<p><span class="entry-content">No primeiro turno, a boca-de-urna deu 33% para Paes, 23% para Gabeira. O resultado final foi Paes 31,9%, Gabeira 25,6%.</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:00)</span></p>
<p><span>Saiu o resultado da boca-de-urna: Paes 51%, Gabeira 49%. Dois pontos na margem de erro.</span></p>
<p>(16:54)</p>
<p>Daqui a pouco começa.</p>
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		</item>
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		<title>No último debate, Paes 0 x 0 Gabeira</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2008/10/25/no-ultimo-debate-paes-0-x-0-gabeira/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 15:55:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que debate chato. Se antes o confronto era considerado decisivo para conquistar os votos do indeciso, agora creio que a parcela de quem ainda não se definiu tenha aumentado. O que se viu na Globo ontem foi uma monotonia, quebrada não por ataques precisos dos candidatos, mas por falhas na argumentação de Paes ou de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que debate chato. Se antes o confronto era considerado decisivo para conquistar os votos do indeciso, agora creio que a parcela de quem ainda não se definiu tenha aumentado. O que se viu na Globo ontem foi uma monotonia, quebrada não por ataques precisos dos candidatos, mas por falhas na argumentação de Paes ou de Gabeira. O resultado foi um decepcionante zero a zero.<span id="more-1442"></span><br />
Que debate chato. Se antes o confronto era considerado decisivo para conquistar os votos do indeciso, agora creio que a parcela de quem ainda não se definiu tenha aumentado. O que se viu na Globo ontem foi uma monotonia, quebrada não por ataques precisos dos candidatos, mas por falhas na argumentação de Paes ou de Gabeira. O resultado foi um decepcionante zero a zero.</p>
<p>Vamos aos três momentos de algum destaque:</p>
<p>- Paes insistiu em colar Cesar Maia em Gabeira, que retrucou: &#8220;não posso dizer que as milícias vão entrar na prefeitura se você ganhar só porque Jorge Babu [vereador do PT acusado de ser ligado à "polícia mineira"] o apóia&#8221;. Depois disso, o peemedebista recuou e citou menos o prefeito do Rio.</p>
<p>- Paes pergunta a Gabeira qual o projeto dele para o bairro de Inhoaíba. Via-se claramente uma tentativa de &#8220;pegadinha&#8221; com o candidato do PV, apontado pelo adversário como desconhecedor do Rio. Surpreendentemente, Gabeira respondeu com precisão, comentando detalhes do bairro. E veio, então, o grande mico do debate: transtornado com a resposta positiva de Gabeira, Paes, que devia ter na ponta da língua algum comentário maldoso sobre o desconhecimento do adversário, teve que engolir, gaguejou e mal percebeu que era sua vez de falar. Gabeira, feliz da vida, deu uma saborosa risada.</p>
<p>- Paes formula uma situação imaginária: uma criança tem uma crise asmática num sábado à tarde. Como isso se resolveria na proposta política de Gabeira para a saúde? O candidato do PV, na defensiva, acreditou tratar-se de uma nova &#8220;pegadinha&#8221;, e fez um tratado sobre a asma &#8211; disse que sua filha sofre de crise asmática e que sabia lidar com o problema &#8211; sem perceber que a chave da pergunta estava no &#8220;sábado à tarde&#8221;, já que atualmente os postos de saúde não abrem nos fins de semana. Prato cheio para Paes, que ainda alfinetou o adversário, dizendo que nem todo mundo tem um nebulizador em casa e que postos não abrem nos fins de semana. Gabeira acusou Paes de não ter dito sobre o fim de semana. Mas disse, sim. Vacilou feio o candidato do PV. Dessa vez, não era pegadinha.</p>
<p>Gabeira começou o debate bem desconfortável. Um motivo era evidente: a mesa era bem alta e ele não ficou à vontade, ao contrário de Paes, privilegiado na estatura. Porém, mesmo que o mobiliário fosse o mais adequado possível, Gabeira demonstrava alguma insegurança e irritação. A agressividade serena do debate na Record foi substituída por uma expressão de enfado. Paes, no contraponto, demonstrava tranqüilidade.</p>
<p>Do segundo bloco em diante, Gabeira melhorou o astral, e Paes ficou um pouco nervoso após o mico de Inhoaíba. Poucas diferenças pontuaram o debate, e quem acompanhou os anteriores não se surpreendeu com quase nada. Enquanto Paes apresenta projetos muito específicos para cada setor social e econômico da cidade, Gabeira traz idéias com uma visão ampla e holística. Os discursos também são contrastantes: o peemedebista traz a lábia dos velhos políticos; o verde prega a união das forças, inclusive dos adversários, para reerguer o Rio. E estas roupagens vestiram as considerações finais dos dois candidatos, mais bem executadas por Gabeira.</p>
<p>Acabou, então, uma campanha diferente, marcante, por trazer candidatos que, apesar das propostas convergentes, trouxeram metodologias e discursos contrastantes. Ainda assim, o eleitorado do Rio está dividido quase que igualitariamente, e o resultado final só deverá ser conhecido mesmo no final da apuração.</p>
<p>Apuração que você acompanha aqui, neste domingo, no <span style="font-weight: bold;">Butuca Ligada</span>. <img src='http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		</item>
		<item>
		<title>Gabeira empata no ranking dos debates com Paes. Ou seria &#8220;supera&#8221;?</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 15:52:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se Eduardo Paes teve melhor desempenho no debate de domingo passado, promovido pela Bandeirantes, hoje, na Record, Fernando Gabeira se recuperou e empatou o confronto. E, se pudéssemos exercer uma licença metafórica, diria, sem rodeios, que virou o jogo, tamanha a superioridade do candidato do PV em termos de postura e apresentação de propostas. Se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se Eduardo Paes teve melhor desempenho no debate de domingo passado, promovido pela Bandeirantes, hoje, na Record, Fernando Gabeira se recuperou e empatou o confronto. E, se pudéssemos exercer uma licença metafórica, diria, sem rodeios, que virou o jogo, tamanha a superioridade do candidato do PV em termos de postura e apresentação de propostas.<span id="more-1440"></span><br />
Se Eduardo Paes teve melhor desempenho no debate de domingo passado, promovido pela Bandeirantes, hoje, na Record, Fernando Gabeira se recuperou e empatou o confronto. E, se pudéssemos exercer uma licença metafórica, diria, sem rodeios, que virou o jogo, tamanha a superioridade do candidato do PV em termos de postura e apresentação de propostas.</p>
<p>Gabeira evoluiu muito em relação ao debate do dia 12 de outubro. Controlou melhor o tempo, manteve-se tranqüilo sempre e evitou a ingenuidade de dar material ao adversário, como vangloriar-se de ter feito o ervário do Jardim Botânico. Aliás, o candidato do PV surpreendeu com uma postura serena e, ao mesmo tempo, um discurso agressivo, fazendo perguntas e críticas agudas às propostas e ao comportamento de Eduardo Paes.</p>
<p>Aparentemente, o peemedebista acusou o golpe. Pareceu acuado em certos momentos, repetiu muitas frases e se confundiu com palavras, demonstrando nervosismo e alguma surpresa com os golpes de Gabeira, que foram muitos no início e poucos no final. Mas é claro que Paes reagiu também com alguma virulência. Porém, sua tentativa de fazer pegadinhas acabou sendo, de certa forma, desmascarada por Gabeira, que a escancarou.</p>
<p>O debate reforçou o que a imprensa já vinha abordando nos últimos dias: a diferença de estilos dos dois postulantes a chefe do Poder Executivo Municipal. De um lado, um candidato tradicional, com um discurso de quem conhece a estrutura administrativa da Prefeitura, que pontua seus principais focos de atuação (UPAs, fim da aprovação automática). Do outro, um candidato que ousa afirmar que não sabe tudo, que não garante que vai resolver todos os problemas, mas que traz soluções diferentes e que tenta se distinguir do adversário não exatamente nas propostas, mas na postura com que lida com situações e saias-justas. E, pelo menos hoje, este candidato foi mais eficaz.</p>
<p>Seguem, em ordem cronológica, alguns momentos de destaque ocorridos no debate, que <a href="http://www.twitter.com/rperret">acompanhei via Twitter</a>:</p>
<p>1) Uma jornalista citou, numa pergunta a Paes, que ele usava como slogan algo como &#8220;o homem que entregou as obras do Pan&#8221;. Gabeira, em seu comentário, reagiu, dizendo que as obras do Pan não eram fruto de um homem só, mas de muitos trabalhadores e dos governos federal e estadual. &#8220;A menos que isso seja discurso de um candidato que, para se eleger, monopolize as obras&#8221;. Foi a primeira pancada do verde, embora antes ele já tenha dito que Paes não respondeu outra pergunta, sobre as críticas antigas e os afagos recentes com Lula.</p>
<p>2) Paes perguntou a Gabeira porque o candidato do PV apresentou um projeto de lei que pedia a retirada do &#8220;tráfico de mulheres&#8221; do Código Penal. Gabeira afirmou que Paes deveria ler melhor o projeto, que falava de corrupção de menores que, na verdade, significa, no contexto, cometer ato libidinoso com maior de 14 e menor de 18 anos. Paes, na réplica, ignorou a explicação de Gabeira e insinuou que o adversário compactuava com um crime gravíssimo. <a href="http://imagem.camara.gov.br/dc_20.asp?selCodColecaoCsv=D&amp;Datain=4/11/1995&amp;txpagina=4176&amp;altura=700&amp;largura=800">Saiba mais sobre o Projeto de Lei nº 1069/1995</a>.</p>
<p>3) Gabeira afirma que a insistência de Paes em relacionar sua aliança com o governador Cabral e o Presidente Lula com a formação de parcerias entre as três esferas de governo é &#8220;um insulto à República&#8221;, pois, para ele, o presidente e o governador devem estabelecer parcerias com um prefeito &#8220;competente&#8221; e não com um prefeito &#8220;obediente&#8221;.</p>
<p>4) Paes pediu que Gabeira explicasse uma declaração dada pelo candidato do PV na Zona Oeste: &#8220;Vou montar um escritório aqui. O prefeito não deve atuar só no Rio de Janeiro&#8221;, como se excluísse a região da cidade. Gabeira respondeu que quis dizer &#8220;Centro do Rio de Janeiro&#8221;, e acusou Paes de querer dividir os eleitores.</p>
<p>5) Paes cita a importância do planejamento e pergunta ao adversário o que ele vai fazer na AP3. Na mesma hora, Gabeira reclama que o peemedebista insiste com as pegadinhas. Lembra que Lula foi vítima em 2002 de várias pegadinhas, &#8220;principalmente por parte do candidato do PMDB&#8221; (referia-se a Garotinho, que na verdade foi candidato pelo PSB) e foi eleito. Paes ironiza, diz que o prefeito deve estar bem preparado para essas informações e diz que a AP3 contempla a Zona Norte. Gabeira devolve: &#8220;você teve que explicar aos telespectadores o que era a AP3, pois nem eles sabiam. Por que você não chama a área pelo nome de Zona Norte? É assim que a Zona Norte é conhecida. Claro que foi uma pegadinha. Que coisa juvenil!&#8221;. Paes não gostou: &#8220;Não estou aqui pra fazer pegadinhas, nem para fazer brincadeiras. O senhor me respeite&#8221;.</p>
<p>6) O jornalista pergunta a Paes se a falta de fidelidade partidária dele poderia lhe arranhar a credibilidade. O peemedebista atribuiu seu troca-troca à estrutura arcaica dos partidos. Gabeira, então, pontuou: &#8220;Mais uma vez, aqui temos a diferença de estilos. Eu, quando mudei de posição política, ou escrevi um livro ou subi na tribuna da Câmara dos Deputados para justificar minha atitude&#8221;.</p>
<p>7) Paes pergunta para Gabeira: &#8220;Como você explica essas idéias tão mirabolantes, como usar aviões para sobrevoar áreas de foco de dengue, afundar um navio perto das ilhas Cagarras?&#8221; Resposta de Gabeira: &#8220;são mirabolantes para a sua percepção prosaica. Não precisa ficar assustado&#8221;. Depois de ouvir a explicação sobre a idéia do navio, Paes insistiu: &#8220;Eu me assusto porque a população está preocupada com saúde&#8221;. Gabeira replicou: &#8220;É muita demagogia falar na saúde do povo quando falamos de turismo&#8221;.</p>
<p> <img src='http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> Paes pergunta qual o projeto do adversário para o <a href="http://www.rio.rj.gov.br/previrio">Previ-Rio</a>. Gabeira responde que vai dar-lhe uma administração competente e citou uma suposta ausência de pagamento das contribuições patronais da Prefeitura. Paes criticou Gabeira, dizendo que &#8220;impressiona a falta de conhecimento de alguém que quer ser prefeito, pois o Previ-Rio não é o fundo de previdência dos servidores municipais, mas o órgão que administra o fundo, o Funprevi&#8221;.</p>
<p><span style="font-style: italic;">Observação importante: a correção de Paes procede, mas é um detalhe que não desabona nenhum candidato a prefeito. Falar do Previ-Rio significa falar do Funprevi. São assuntos profundamente relacionados, embora o Previ-Rio tenha outras atribuições além de gerir o Funprevi, que é a sua principal atividade. E, por favor, Paes e Gabeira, é <span style="font-weight: bold;">O</span> Previ-Rio, e não <span style="font-weight: bold;">A</span> Previ-Rio.</span></p>
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		<title>Paes sai melhor que Gabeira no primeiro debate na TV</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 22:28:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[eduardo paes]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[fernando gabeira]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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		<description><![CDATA[No âmbito geral, Paes não falou nada de revolucionário, mas falou o que a população quer ouvir. Já Gabeira tem o mérito de, pelo menos, apresentar propostas diferentes, trazidas de experiências de fora do Rio. Mas, no fim das contas, Paes demonstrou ser mais raposa do que Gabeira. A favor de Eduardo Paes: 1) demonstrou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No âmbito geral, Paes não falou nada de revolucionário, mas falou o que a população quer ouvir. Já Gabeira tem o mérito de, pelo menos, apresentar propostas diferentes, trazidas de experiências de fora do Rio. Mas, no fim das contas, Paes demonstrou ser mais raposa do que Gabeira.<span id="more-1438"></span><br />
<span style="font-weight: bold;">A favor de Eduardo Paes:</span></p>
<p>1) demonstrou ter conhecimento não só do Rio de Janeiro, mas da estrutura da Prefeitura;</p>
<p>2) reforçou bastante seu compromisso com saúde e educação, sempre batendo na tecla do fim da aprovação automática;</p>
<p>3) soube provocar bem o adversário, fazendo-o perder tempo nas respostas para se explicar.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Contra Eduardo Paes:</span></p>
<p>1) mantém o discurso padrão de &#8220;sempre-lutei-pelo-Rio-e-agora-vou-melhorar-a-educação-e-a-saúde&#8221;, sem muitas diferenças para outros candidatos;</p>
<p>2) fugiu do tema da troca de partidos quando perguntado sobre isso;</p>
<p>3) não cansou de vincular Cesar Maia a Gabeira, em uma estratégia questionável (em 2006, Denise Frossard também só fazia perguntas ao seu rival, Sergio Cabral, criticando o governo Garotinho, do PMDB, mesmo partido do candidato); as provocações de Paes podem sugerir a imagem de alguém agressivo.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">A favor de Fernando Gabeira:</span></p>
<p>1) apresentou propostas diferentes, baseadas em suas visitas a outras cidades;</p>
<p>2) enfatizou que busca a união de forças pela cidade sem loteamento de cargos;</p>
<p>3) relembrou que fez uma campanha limpa, sem sujar a cidade.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Contra Fernando Gabeira:</span></p>
<p>1) reforçou a insinuação de Paes de que conhece pouco o Rio, ao citar pouco a cidade e problemas concretos;</p>
<p>2) pareceu nervoso e irritado em alguns momentos;</p>
<p>3) não tem controle do tempo, na maioria das vezes passou do limite;</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Conclusões gerais:</span></p>
<p>Logo no início, abordou-se o tema da segurança e pontuou-se uma diferença ideológica entre os candidatos. Gabeira acusou o governo do Estado de usar uma política do confronto e defendeu o uso da inteligência. Paes &#8211; que não se envergonhou em ser porta-voz de Cabral no debate &#8211; assumiu a postura política do governador e, ao dizer que o tráfico deve ser combatido, afirmou que &#8220;todos sabem qual a posição de Gabeira quanto às drogas&#8221;. Este jogo de palavras dava a entender que o candidato do PV apóia o tráfico. Porém, Gabeira não se defendeu, apenas reforçou que é a favor da legalização. Somente em outro momento ele lembraria que Cabral também defendeu a liberação das drogas. Entretanto, seria apenas a única distinção entre as propostas dos candidatos, muito semelhantes nas diretrizes.</p>
<p>No âmbito geral, Paes não falou nada de revolucionário, mas falou o que a população quer ouvir. Um método discursivo bem comum, mas correto: citou problemas da cidade &#8211; educação, saúde, segurança e transportes &#8211; e suas soluções de forma ampla, sem entrar em detalhes. Insistiu em colar a imagem de Cesar Maia em Gabeira e pediu várias vezes ao adversário &#8220;tranqüilidade&#8221;.</p>
<p>Já Gabeira tem o mérito de, pelo menos, apresentar propostas diferentes, trazidas de experiências de fora do Rio. Seu discurso de &#8220;visão a longo prazo&#8221;, de &#8220;ampla participação&#8221;, de &#8220;ouvir as pessoas&#8221; é legal, mas acho que a população prefere exatamente a &#8220;solução imediata&#8221;, como ele mesmo classificou o programa de Paes. As propostas de Gabeira acabam tendo algo de inusitado, quando os eleitores esperam ações mais práticas.</p>
<p>Gabeira mostrou-se despreparado até mesmo para a estrutura do debate: foi cortado várias vezes por ter estourado o tempo e perdeu oportunidades de apresentar propostas: em um momento, numa pergunta simples como &#8220;você sabe o preço da passagem de ônibus no Rio?&#8221;, resolveu respondê-la ao pé da letra e não falou nada do que pretende no setor de transportes.</p>
<p>No fim das contas, Paes demonstrou ser mais raposa do que Gabeira.</p>
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