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	<title>Butuca Ligada &#187; eleições</title>
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	<description>Informação é estar atento &#124; por Raphael Perret</description>
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		<title>Políticos no Twitter: uma dica</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 15:28:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Políticos migram ao Twitter, mas poucos o usam direito: notinha interessante da Folha Online revela que a ferramenta de microblogging poderá ser a grande novidade da campanha eleitoral de 2010, mas está sendo usada de forma inadequada pelos pré-candidatos a presidente, governadores, deputados e senadores. Dentre os maiores pecados, estão o fracionamento de longas mensagens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Políticos migram ao Twitter, mas poucos o usam direito" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u683533.shtml"><strong>Políticos migram ao Twitter, mas poucos o usam direito</strong></a>: notinha interessante da Folha Online revela que a ferramenta de microblogging poderá ser a grande novidade da campanha eleitoral de 2010, mas está sendo usada de forma inadequada pelos pré-candidatos a presidente, governadores, deputados e senadores. Dentre os maiores pecados, estão o fracionamento de longas mensagens em vários &#8220;tuítes&#8221;, excesso de autopropaganda e, óbvio, a falta de interação com os outros usuários.</p>
<p>Na boa, a grande dica para os políticos é que sejam apenas eles mesmos. <strong>Conversem</strong> no Twitter. Esclareçam dúvidas. Digam o que acham da vida. Repassem links que julguem interessantes. Evitem falar somente de política. Vocês poderão até não conseguir votos. Mas conseguirão <strong>respeito</strong>.</p>
<p>Hão de dizer que os políticos ainda estão aprendendo a mergulhar neste novo (novo?) mundo. Ok, pode ser. Mas é bom que aprendam depressa, pois o preço é a pagação de mico.</p>
<p>Soube pelo <a title="Twitter do Alexandre Sena" href="http://twitter.com/alexandresena">Alexandre Sena</a>.</p>
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		<title>Como você escolhe seu candidato?</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/09/28/como-voce-escolhe-seu-candidato/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 11:54:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Se cada cidadão parasse algumas horas pra definir, bem objetivamente, qual o perfil ideal para um presidente, governador ou prefeito, teríamos votos bem melhores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro do táxi que me levava quarta-feira ao aeroporto, fiquei imaginando a vida de um presidente da República, ou de um governador, enfim, de um chefe de poder Executivo, que viaja quase sempre, faz discursos frequentemente, participa de dezenas de reuniões semanais, recebe lobistas, políticos, empresários e cidadãos. Para dar conta de tudo isso, ele precisa estar minimamente preparado para discutir todo e qualquer assunto que seja de seu domínio administrativo. Educação, saúde, segurança, cidadania, políticas públicas, emprego, meio ambiente, política externa, esportes, economia, relações institucionais, agricultura, habitação, cultura, indústria, saneamento, infraestrutura&#8230; Preciso continuar?</p>
<p>Para cada um destes temas, é insuficiente apenas saber conceitos e definições. O fundamental é ter números em mãos, saber a opinião de outros atores políticos, acompanhar o noticiário, embasar-se nos pontos de vistas dos seus assessores. Acredito que, diariamente, com a mudança tão rápida de assunto entre uma reunião e outra, o governante tenha que estudar um pouco nos intervalos de folga entre um compromisso e outro. Ou seja, não existe folga.</p>
<p>A profunda mistura de temas, às vezes díspares, às vezes entrelaçados entre si, explica a divisão do poder pelo governante entre seus ministros/secretários e assessores. São estes os responsáveis em formular e executar as ações específicas de sua área. Mas é o presidente quem vai, em última instância, fechar as diretrizes e as linhas gerais do seu governo.</p>
<p>Ele só pode tomar essas decisões quanto mais bem preparado estiver e quanto mais ele puder apreender das informações que lhe são ditas. Não pode ser alguém arrogante, crente que pode tomar a decisão sozinho – a menos que seu acúmulo de experiência naquele assunto lhe dê esse tipo de segurança, o que não vai acontecer sempre. Ninguém é especialista em tudo.</p>
<p>Além disso, num tempo em que a figura pública é cada vez mais exposta, é essencial que ela demonstre segurança sobre um tema que é de sua responsabilidade. Porque o assessor está lá, com os dados e números, mas quem vai pro pau é o presidente, o governador, o prefeito. Seja diante da imprensa, seja na reunião com outro chefe de governo, seja com agentes políticos importantes.</p>
<p>Pensando nisso, concluí que existe um perfil que um indivíduo precisa ter para governar: ser disciplinado, ter vontade de aprender, saber ouvir e ter capacidade gerencial, o que inclui uma visão ampla e conjuntural, saber administrar conflitos e colocar as pessoas certas nos lugares certos. Se o candidato é capaz de mostrar que tem essas qualidades – e, óbvio, tiver idéias com as quais simpatizo – terá grandes chances de conseguir o meu voto. Pois pensarei que a pessoa é articuladora e está sempre renovando seus conhecimentos. Tudo isso é mais importante do que o cara falar bem e usar recursos de marketing que emolduram um discurso vazio.</p>
<p>Acho que estou sendo simplista e otimista. Mas também acho importante que todo mundo pense um pouco nos critérios de escolha de um postulante a um cargo de presidente, governador ou prefeito. Ainda mais faltando um ano para uma eleição a ser realizada num cenário propício à avalanche cada vez maior de informações.</p>
<p>Você, por exemplo: o que leva em conta na hora de votar em um candidato?</p>
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		<title>Por uma campanha eleitoral mais livre na internet</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/03/24/por-uma-campanha-eleitoral-mais-livre-na-internet/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 02:08:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<category><![CDATA[eleições]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[Um ano antes da votação que definirá o novo presidente e os futuros governadores, começa a discussão sobre pré-candidato fazendo propaganda fora de hora. Na internet, a participação cada vez mais ativa dos cidadãos dificulta a definição do que é permitido antes e durante a campanha eleitoral. Por que não, então, liberar geral na rede?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês se lembram da confusão que foi a regulação da internet durante a campanha eleitoral municipal de 2008?</p>
<p>Em março de 2008, o TSE definiu que o <a title="Parecer do TSE restringe campanha eleitoral na internet" href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac148632,0.htm">uso da internet na campanha só poderia ser feito pelo site do candidato</a> e ponto. Não falava nada de blogs, redes ou similares. Ao mesmo tempo, <a title="Propaganda antecipada na internet pode gerar cassação, diz TSEE" href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL382104-5601,00-PROPAGANDA+ANTECIPADA+NA+INTERNET+PODE+GERAR+CASSACAO+DIZ+TSE.html">o órgão ameaçou de cassação os candidatos que burlassem a lei</a>. A falta de clareza, óbvio, causou confusão. Pedro Doria, por exemplo, <a title="O weblog foi censurado pela justiça" href="http://pedrodoria.com.br/2008/05/29/o-weblog-foi-censurado-pela-justica/">teve que tirar  de seu blog um selo de apoio a Fernando Gabeira</a>, postulante ao cargo de prefeito do Rio, porque a Justiça Eleitoral entendeu que era campanha, ainda que Doria não fizesse parte da equipe do Partido Verde, legenda do candidato. Em seguida, atendendo a consulta de um deputado, o TSE <a title="TSE deixa propaganda eleitoral em blogs e Orkut sem regras claras" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u411168.shtml">confirmou as regras (ou a falta delas) sobre o uso da internet na campanha, frisando que cada caso seria um caso.</a> A omissão criou algumas incoerências no Brasil todo: enquanto o <a title="TRE proíbe torpedos em campanha eleitoral, mas libera blog e Orkut" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u406848.shtml">TRE do Rio de Janeiro soltou resolução liberando a campanha em blogs e Orkut</a>, tendo proibido &#8211; sabiamente &#8211; o envio de spams e torpedos não solicitados, <a title="Conheça as regras para campanha eleitoral pela internet nos estados" href="http://g1.globo.com/Eleicoes2008/0,,MUL742288-15693,00-CONHECA+AS+REGRAS+PARA+CAMPANHA+ELEITORAL+PELA+INTERNET+NOS+ESTADOS.html">Minas Gerais multou candidatos que usaram o Orkut para promover candidaturas, e os estados do Ceará e do Rio Grande do Sul foram mais flexíveis em suas decisões</a>. O caos na rede chegou a tal ponto que <a title="Sites de jornais e revistas podem opinar sobre eleições" href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL803505-5601,00-SITES+DE+JORNAIS+E+REVISTAS+PODEM+OPINAR+SOBRE+ELEICOES.html">sites de jornais e revistas podiam opinar sobre eleições</a>, mas veículos que só existiam na internet eram proibidos de fazê-lo.</p>
<p>Em resumo, as duas questões que geraram maior dúvida nesta confusão toda foram: (1) o que pode ser considerado campanha e o que não pode? (2) o que pode ser feito na internet e o que não pode? A discussão sobre ambas as perguntas passa por um elemento que faz toda a diferença: a data que marca o início oficial da campanha eleitoral, com todos os candidatos já conhecidos e definidos pelos partidos e coligações. Ou seja, qualquer propaganda feita antes de 6 de julho de um ano eleitoral é considerada ilegal. Pois hoje, a menos de 20 meses para a próxima eleição presidencial, o debate sobre o que é permitido ou não na internet precisa esquentar.</p>
<p>A reportagem <a title="Campanha para presidente começa na internet" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u497402.shtml">Campanha para presidente começa na internet</a>, da Folha Online, já lista sites, comunidades no Orkut e vídeos no YouTube que apoiam os possíveis principais candidatos ao cargo máximo do governo federal. São, provavelmente, espaços montados por fãs, eleitores e correligionários, sem ligação nenhuma com os partidos políticos.</p>
<p>Estes, aliás, para enfatizar que desejam distância dos sites e de qualquer insinuação de que fazem campanha fora do prazo, sequer se pronunciaram sobre o tema na <a title="Campanha para presidente começa na internet" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u497402.shtml">matéria da Folha Online</a>. O medo se justifica, pois, com regras confusas, ninguém quer dar a chance de ser multado ou prejudicar uma possível candidatura.</p>
<p>O que, então, o <a title="Tribunal Superior Eleitoral" href="http://www.tse.gov.br">Tribunal Superior Eleitoral</a> pensa disso? Tentei entrar em contato com o órgão, mas o site informa que é preciso procurar o Tribunal Regional Eleitoral do meu Estado. Entrei em contato com o <a title="Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro" href="http://www.tre-rj.gov.br/">TRE-RJ</a> em 13 de fevereiro, uma sexta-feira, e obtive as respostas já na segunda-feira seguinte, 16. Troquei, então, mensagens com a assessoria do TRE-RJ ao longo desse dia. Montei, em um formato de entrevista, um resumo dessa conversa via internet com o Tribunal.</p>
<p><a title="Página 2 de &quot;Por uma campanha eleitoral mais livre na internet" href="http://www.butucaligada.com.br/2009/03/24/por-uma-campanha-eleitoral-mais-livre-na-internet/2"><strong>Veja a entrevista.</strong></a></p>
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		<item>
		<title>O candidato progressista</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2008/10/27/o-candidato-progressista/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 02:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Então é isso: a esquerda diz que apóia Paes por ser sua candidatura &#8220;progressista&#8221;, diz que Gabeira é a opção &#8220;conservadora&#8221;, pelas alianças que fez (PSDB e PPS) e o prefeito eleito nomeia como seu primeiro secretário um quadro do&#8230; PSDB?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então é isso: a esquerda diz que apóia Paes por ser sua candidatura &#8220;progressista&#8221;, diz que Gabeira é a opção &#8220;conservadora&#8221;, pelas alianças que fez (PSDB e PPS) e o prefeito eleito <a href="http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2008/mat/2008/10/27/futuro_chefe_da_casa_civil_do_rio_pedro_paulo_diz_que_vai_rever_orcamento_de_2009-586134939.asp">nomeia como seu primeiro secretário</a> um quadro do&#8230; PSDB?</p>
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		<title>Apuração 2008 &#8211; 2º turno</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2008/10/26/apuracao-2008-2%c2%ba-turno/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 19:52:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É, rapaziada, acabou. Numa contagem absurdamente improvável, Eduardo Paes (PMDB) conquista o prêmio para o qual tanto se preparou (palavras dele): a prefeitura do Rio. Mas Gabeira também merece os parabéns. É, rapaziada, acabou. Numa contagem absurdamente improvável, Eduardo Paes (PMDB) conquista o prêmio para o qual tanto se preparou (palavras dele): a prefeitura do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É, rapaziada, acabou. Numa contagem absurdamente improvável, Eduardo Paes (PMDB) conquista o prêmio para o qual tanto se preparou (palavras dele): a prefeitura do Rio. Mas Gabeira também merece os parabéns.<span id="more-1444"></span></p>
<p>É, rapaziada, acabou. Numa contagem absurdamente improvável, Eduardo Paes (PMDB) conquista o prêmio para o qual tanto se preparou (palavras dele): a prefeitura do Rio.</p>
<p>Fernando Gabeira (PV), por pouco, muito pouco, não chegou. Seu resultado final tem um lado positivo. Sua campanha, sem sujar a cidade, sem atacar adversários, defendendo o Rio, apresentando uma visão holística e ampla, buscando a união de forças, e abrangendo uma quantidade de voluntários como há muito não se via no Rio de Janeiro foi um feito histórico. Sem muito tempo na TV no primeiro turno e com o apoio de partidos que, na cidade, são praticamente nanicos, chegou ao segundo turno e, fosse uma pesquisa, estaria no resultado final em empate técnico com o adversário, que teve apoio de quase todos os outros partidos, do governo estadual e do governo federal.</p>
<p>Não é hora de buscar culpados nos votos nulos, em branco e nas abstenções. Cada um sabe a escolha que faz. A influência no voto é das campanhas: da propaganda na TV e no rádio, do corpo-a-corpo, das declarações cuidadosas ou desmedidas. Se Gabeira, com seus artifícios, não conquistou mais da metade do eleitorado carioca, se não a convenceu a sair de casa e digitar 43 na urna, paciência. Tentou da forma mais honesta e humana possível. Perder é do jogo democrático.</p>
<p>Fica, na memória, uma campanha bonita. Que pregava o respeito, sem preconceitos, entre os cariocas. Um momento que pode significar alguma esperança para um futuro do Rio de Janeiro. Uma mobilização que mostrou que quase metade dos cariocas acredita num sonho possível. Mas que resultou, infelizmente, numa derrota.</p>
<p>Parabéns, Gabeira.</p>
<p>***</p>
<p>E parabéns, Paes, pela conquista. Mas não se empolgue: a partir de hoje, nós, cariocas, estamos de olho em seus passos. Na sua fidelidade partidária. Na sua participação no PMDB de Garotinho, de Moreira Franco, de Jorge Picciani. Na sua ligação com o PTB de Roberto Jefferson e com o PP de Dornelles e Bolsonar. No seu compromisso com a saúde, com a educação e com a valorização do servidor municipal. Na sua expectativa de agradar ao saco de gatos que o apoiou no segundo turno. Na sua diferenciação do estilo Cesar Maia, seu criador.</p>
<p>Estamos de olho em você.<br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(19:52)</span></p>
<p><span>Acho que o resultado todo mundo já sabe</span><span>. Alguns números, porém, são interessantes de serem avaliados.</span></p>
<p>Com 99,95% dos votos apurados, identificou-se uma abstenção de 20,25%. No primeiro turno, o não comparecimento foi de 17,9%. Um aumento de 119 mil votos que não foram computados.</p>
<p>Em compensação, a taxa de brancos e nulos diminuiu. Em 5 de outubro foi de 12,75%, hoje foi de 8,62%.</p>
<p>Muita gente viajou? Amanhã é feriado para servidores estaduais e federais aqui no Rio. Mas seguem outros dados:</p>
<p>- na 3ª zona eleitoral, Gabeira teve 74,56% de votos válidos; a abstenção foi de 26,06% (11.420 votos);<br />
- na 4ª, Gabeira teve 73,88%, e a abstenção foi de 23,01% (11.366 votos)<br />
- na 5ª, Gabeira teve 70,95%, e a abstenção foi de 28,23% (10.594 votos)<br />
- na 6ª, Gabeira teve 65,76%, e a abstenção foi de 21,55% (7.193 votos)<br />
- na 7ª, Gabeira teve 70,26%, e a abstenção foi de 22,86% (16.466 votos).</p>
<p>Não fiz o levantamento em todas as zonas. Mas os números dão o que pensar.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">(18:37)</span></p>
<p><span>Acompanhem em <a href="http://twitter.com/rperret">http://twitter.com/rperret</a>. Por aqui está difícil!</span></p>
<p>(18:27)</p>
<p><span>79,95% dos votos -&gt; Paes 51%, Gabeira 49%</span></p>
<p>(18:18)</p>
<p><span class="entry-content">72,19% dos votos -&gt; Paes 50,94%, Gabeira 49,06%</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(18:11)</span></p>
<p><span class="entry-content">63,62% dos votos -&gt; 50,74% Paes, 49,26% Gabeira. Paes começa a abrir. Lentamente&#8230; </span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(18:05)</span></p>
<p><span class="entry-content">52,74% dos votos -&gt; Paes 50,53%, Gabeira 49,47%. Paes sobre um pouquinho, quase nada.</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:59)</span></p>
<p><span class="entry-content">40% dos votos -&gt; Paes 50,51%, Gabeira 49,49%. Nova troca de liderança.</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:53)</span></p>
<p><span class="entry-content">27,58% dos votos -&gt; Gabeira 50,65%, Paes 49,35%. Gabeira passa de novo. Detalhe para a rapidez da apuração.</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:47)</span></p>
<p><span class="entry-content">17,82% dos votos -&gt; Paes 50,08%, Gabeira 49,92%. Que doideira!</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:41)</span></p>
<p><span class="entry-content">10,75% dos votos &#8211; Gabeira 50,42%, Paes 49,58%. Esta é a verdadeira cidade partida&#8230;</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:36)</span></p>
<p><span>Mais de 4% dos votos: Gabeira 51,11%, Paes 48,89%. Um equilíbrio impressionante. As oscilações estão muito intensas.</span></p>
<p>(17:32)</p>
<p><span>1,04% dos votos apurados: Gabeira 55,55%, Paes 44,45%</span></p>
<p>(17:27)</p>
<p><span>Mesmo com poucos votos apurados, já se percebe a divisão praticamente meio a meio.</span></p>
<p>(17:23)</p>
<p><span>Primeiros números: Paes 51,55%, Gabeira 48,45%. 0,18% das seções apuradas.</span></p>
<p>(17:21)</p>
<p><span>Segundo a Globo, a apuração já começou e o primeiro boletim deve sair em 5 a 10 minutos. Aguardemos.</span></p>
<p>(17:13)</p>
<p><span class="entry-content">No primeiro turno, a boca-de-urna deu 33% para Paes, 23% para Gabeira. O resultado final foi Paes 31,9%, Gabeira 25,6%.</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:00)</span></p>
<p><span>Saiu o resultado da boca-de-urna: Paes 51%, Gabeira 49%. Dois pontos na margem de erro.</span></p>
<p>(16:54)</p>
<p>Daqui a pouco começa.</p>
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		<title>No último debate, Paes 0 x 0 Gabeira</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2008/10/25/no-ultimo-debate-paes-0-x-0-gabeira/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 15:55:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que debate chato. Se antes o confronto era considerado decisivo para conquistar os votos do indeciso, agora creio que a parcela de quem ainda não se definiu tenha aumentado. O que se viu na Globo ontem foi uma monotonia, quebrada não por ataques precisos dos candidatos, mas por falhas na argumentação de Paes ou de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que debate chato. Se antes o confronto era considerado decisivo para conquistar os votos do indeciso, agora creio que a parcela de quem ainda não se definiu tenha aumentado. O que se viu na Globo ontem foi uma monotonia, quebrada não por ataques precisos dos candidatos, mas por falhas na argumentação de Paes ou de Gabeira. O resultado foi um decepcionante zero a zero.<span id="more-1442"></span><br />
Que debate chato. Se antes o confronto era considerado decisivo para conquistar os votos do indeciso, agora creio que a parcela de quem ainda não se definiu tenha aumentado. O que se viu na Globo ontem foi uma monotonia, quebrada não por ataques precisos dos candidatos, mas por falhas na argumentação de Paes ou de Gabeira. O resultado foi um decepcionante zero a zero.</p>
<p>Vamos aos três momentos de algum destaque:</p>
<p>- Paes insistiu em colar Cesar Maia em Gabeira, que retrucou: &#8220;não posso dizer que as milícias vão entrar na prefeitura se você ganhar só porque Jorge Babu [vereador do PT acusado de ser ligado à "polícia mineira"] o apóia&#8221;. Depois disso, o peemedebista recuou e citou menos o prefeito do Rio.</p>
<p>- Paes pergunta a Gabeira qual o projeto dele para o bairro de Inhoaíba. Via-se claramente uma tentativa de &#8220;pegadinha&#8221; com o candidato do PV, apontado pelo adversário como desconhecedor do Rio. Surpreendentemente, Gabeira respondeu com precisão, comentando detalhes do bairro. E veio, então, o grande mico do debate: transtornado com a resposta positiva de Gabeira, Paes, que devia ter na ponta da língua algum comentário maldoso sobre o desconhecimento do adversário, teve que engolir, gaguejou e mal percebeu que era sua vez de falar. Gabeira, feliz da vida, deu uma saborosa risada.</p>
<p>- Paes formula uma situação imaginária: uma criança tem uma crise asmática num sábado à tarde. Como isso se resolveria na proposta política de Gabeira para a saúde? O candidato do PV, na defensiva, acreditou tratar-se de uma nova &#8220;pegadinha&#8221;, e fez um tratado sobre a asma &#8211; disse que sua filha sofre de crise asmática e que sabia lidar com o problema &#8211; sem perceber que a chave da pergunta estava no &#8220;sábado à tarde&#8221;, já que atualmente os postos de saúde não abrem nos fins de semana. Prato cheio para Paes, que ainda alfinetou o adversário, dizendo que nem todo mundo tem um nebulizador em casa e que postos não abrem nos fins de semana. Gabeira acusou Paes de não ter dito sobre o fim de semana. Mas disse, sim. Vacilou feio o candidato do PV. Dessa vez, não era pegadinha.</p>
<p>Gabeira começou o debate bem desconfortável. Um motivo era evidente: a mesa era bem alta e ele não ficou à vontade, ao contrário de Paes, privilegiado na estatura. Porém, mesmo que o mobiliário fosse o mais adequado possível, Gabeira demonstrava alguma insegurança e irritação. A agressividade serena do debate na Record foi substituída por uma expressão de enfado. Paes, no contraponto, demonstrava tranqüilidade.</p>
<p>Do segundo bloco em diante, Gabeira melhorou o astral, e Paes ficou um pouco nervoso após o mico de Inhoaíba. Poucas diferenças pontuaram o debate, e quem acompanhou os anteriores não se surpreendeu com quase nada. Enquanto Paes apresenta projetos muito específicos para cada setor social e econômico da cidade, Gabeira traz idéias com uma visão ampla e holística. Os discursos também são contrastantes: o peemedebista traz a lábia dos velhos políticos; o verde prega a união das forças, inclusive dos adversários, para reerguer o Rio. E estas roupagens vestiram as considerações finais dos dois candidatos, mais bem executadas por Gabeira.</p>
<p>Acabou, então, uma campanha diferente, marcante, por trazer candidatos que, apesar das propostas convergentes, trouxeram metodologias e discursos contrastantes. Ainda assim, o eleitorado do Rio está dividido quase que igualitariamente, e o resultado final só deverá ser conhecido mesmo no final da apuração.</p>
<p>Apuração que você acompanha aqui, neste domingo, no <span style="font-weight: bold;">Butuca Ligada</span>. <img src='http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Gabeira empata no ranking dos debates com Paes. Ou seria &#8220;supera&#8221;?</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 15:52:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se Eduardo Paes teve melhor desempenho no debate de domingo passado, promovido pela Bandeirantes, hoje, na Record, Fernando Gabeira se recuperou e empatou o confronto. E, se pudéssemos exercer uma licença metafórica, diria, sem rodeios, que virou o jogo, tamanha a superioridade do candidato do PV em termos de postura e apresentação de propostas. Se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se Eduardo Paes teve melhor desempenho no debate de domingo passado, promovido pela Bandeirantes, hoje, na Record, Fernando Gabeira se recuperou e empatou o confronto. E, se pudéssemos exercer uma licença metafórica, diria, sem rodeios, que virou o jogo, tamanha a superioridade do candidato do PV em termos de postura e apresentação de propostas.<span id="more-1440"></span><br />
Se Eduardo Paes teve melhor desempenho no debate de domingo passado, promovido pela Bandeirantes, hoje, na Record, Fernando Gabeira se recuperou e empatou o confronto. E, se pudéssemos exercer uma licença metafórica, diria, sem rodeios, que virou o jogo, tamanha a superioridade do candidato do PV em termos de postura e apresentação de propostas.</p>
<p>Gabeira evoluiu muito em relação ao debate do dia 12 de outubro. Controlou melhor o tempo, manteve-se tranqüilo sempre e evitou a ingenuidade de dar material ao adversário, como vangloriar-se de ter feito o ervário do Jardim Botânico. Aliás, o candidato do PV surpreendeu com uma postura serena e, ao mesmo tempo, um discurso agressivo, fazendo perguntas e críticas agudas às propostas e ao comportamento de Eduardo Paes.</p>
<p>Aparentemente, o peemedebista acusou o golpe. Pareceu acuado em certos momentos, repetiu muitas frases e se confundiu com palavras, demonstrando nervosismo e alguma surpresa com os golpes de Gabeira, que foram muitos no início e poucos no final. Mas é claro que Paes reagiu também com alguma virulência. Porém, sua tentativa de fazer pegadinhas acabou sendo, de certa forma, desmascarada por Gabeira, que a escancarou.</p>
<p>O debate reforçou o que a imprensa já vinha abordando nos últimos dias: a diferença de estilos dos dois postulantes a chefe do Poder Executivo Municipal. De um lado, um candidato tradicional, com um discurso de quem conhece a estrutura administrativa da Prefeitura, que pontua seus principais focos de atuação (UPAs, fim da aprovação automática). Do outro, um candidato que ousa afirmar que não sabe tudo, que não garante que vai resolver todos os problemas, mas que traz soluções diferentes e que tenta se distinguir do adversário não exatamente nas propostas, mas na postura com que lida com situações e saias-justas. E, pelo menos hoje, este candidato foi mais eficaz.</p>
<p>Seguem, em ordem cronológica, alguns momentos de destaque ocorridos no debate, que <a href="http://www.twitter.com/rperret">acompanhei via Twitter</a>:</p>
<p>1) Uma jornalista citou, numa pergunta a Paes, que ele usava como slogan algo como &#8220;o homem que entregou as obras do Pan&#8221;. Gabeira, em seu comentário, reagiu, dizendo que as obras do Pan não eram fruto de um homem só, mas de muitos trabalhadores e dos governos federal e estadual. &#8220;A menos que isso seja discurso de um candidato que, para se eleger, monopolize as obras&#8221;. Foi a primeira pancada do verde, embora antes ele já tenha dito que Paes não respondeu outra pergunta, sobre as críticas antigas e os afagos recentes com Lula.</p>
<p>2) Paes perguntou a Gabeira porque o candidato do PV apresentou um projeto de lei que pedia a retirada do &#8220;tráfico de mulheres&#8221; do Código Penal. Gabeira afirmou que Paes deveria ler melhor o projeto, que falava de corrupção de menores que, na verdade, significa, no contexto, cometer ato libidinoso com maior de 14 e menor de 18 anos. Paes, na réplica, ignorou a explicação de Gabeira e insinuou que o adversário compactuava com um crime gravíssimo. <a href="http://imagem.camara.gov.br/dc_20.asp?selCodColecaoCsv=D&amp;Datain=4/11/1995&amp;txpagina=4176&amp;altura=700&amp;largura=800">Saiba mais sobre o Projeto de Lei nº 1069/1995</a>.</p>
<p>3) Gabeira afirma que a insistência de Paes em relacionar sua aliança com o governador Cabral e o Presidente Lula com a formação de parcerias entre as três esferas de governo é &#8220;um insulto à República&#8221;, pois, para ele, o presidente e o governador devem estabelecer parcerias com um prefeito &#8220;competente&#8221; e não com um prefeito &#8220;obediente&#8221;.</p>
<p>4) Paes pediu que Gabeira explicasse uma declaração dada pelo candidato do PV na Zona Oeste: &#8220;Vou montar um escritório aqui. O prefeito não deve atuar só no Rio de Janeiro&#8221;, como se excluísse a região da cidade. Gabeira respondeu que quis dizer &#8220;Centro do Rio de Janeiro&#8221;, e acusou Paes de querer dividir os eleitores.</p>
<p>5) Paes cita a importância do planejamento e pergunta ao adversário o que ele vai fazer na AP3. Na mesma hora, Gabeira reclama que o peemedebista insiste com as pegadinhas. Lembra que Lula foi vítima em 2002 de várias pegadinhas, &#8220;principalmente por parte do candidato do PMDB&#8221; (referia-se a Garotinho, que na verdade foi candidato pelo PSB) e foi eleito. Paes ironiza, diz que o prefeito deve estar bem preparado para essas informações e diz que a AP3 contempla a Zona Norte. Gabeira devolve: &#8220;você teve que explicar aos telespectadores o que era a AP3, pois nem eles sabiam. Por que você não chama a área pelo nome de Zona Norte? É assim que a Zona Norte é conhecida. Claro que foi uma pegadinha. Que coisa juvenil!&#8221;. Paes não gostou: &#8220;Não estou aqui pra fazer pegadinhas, nem para fazer brincadeiras. O senhor me respeite&#8221;.</p>
<p>6) O jornalista pergunta a Paes se a falta de fidelidade partidária dele poderia lhe arranhar a credibilidade. O peemedebista atribuiu seu troca-troca à estrutura arcaica dos partidos. Gabeira, então, pontuou: &#8220;Mais uma vez, aqui temos a diferença de estilos. Eu, quando mudei de posição política, ou escrevi um livro ou subi na tribuna da Câmara dos Deputados para justificar minha atitude&#8221;.</p>
<p>7) Paes pergunta para Gabeira: &#8220;Como você explica essas idéias tão mirabolantes, como usar aviões para sobrevoar áreas de foco de dengue, afundar um navio perto das ilhas Cagarras?&#8221; Resposta de Gabeira: &#8220;são mirabolantes para a sua percepção prosaica. Não precisa ficar assustado&#8221;. Depois de ouvir a explicação sobre a idéia do navio, Paes insistiu: &#8220;Eu me assusto porque a população está preocupada com saúde&#8221;. Gabeira replicou: &#8220;É muita demagogia falar na saúde do povo quando falamos de turismo&#8221;.</p>
<p> <img src='http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> Paes pergunta qual o projeto do adversário para o <a href="http://www.rio.rj.gov.br/previrio">Previ-Rio</a>. Gabeira responde que vai dar-lhe uma administração competente e citou uma suposta ausência de pagamento das contribuições patronais da Prefeitura. Paes criticou Gabeira, dizendo que &#8220;impressiona a falta de conhecimento de alguém que quer ser prefeito, pois o Previ-Rio não é o fundo de previdência dos servidores municipais, mas o órgão que administra o fundo, o Funprevi&#8221;.</p>
<p><span style="font-style: italic;">Observação importante: a correção de Paes procede, mas é um detalhe que não desabona nenhum candidato a prefeito. Falar do Previ-Rio significa falar do Funprevi. São assuntos profundamente relacionados, embora o Previ-Rio tenha outras atribuições além de gerir o Funprevi, que é a sua principal atividade. E, por favor, Paes e Gabeira, é <span style="font-weight: bold;">O</span> Previ-Rio, e não <span style="font-weight: bold;">A</span> Previ-Rio.</span></p>
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		<title>Paes sai melhor que Gabeira no primeiro debate na TV</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 22:28:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No âmbito geral, Paes não falou nada de revolucionário, mas falou o que a população quer ouvir. Já Gabeira tem o mérito de, pelo menos, apresentar propostas diferentes, trazidas de experiências de fora do Rio. Mas, no fim das contas, Paes demonstrou ser mais raposa do que Gabeira. A favor de Eduardo Paes: 1) demonstrou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No âmbito geral, Paes não falou nada de revolucionário, mas falou o que a população quer ouvir. Já Gabeira tem o mérito de, pelo menos, apresentar propostas diferentes, trazidas de experiências de fora do Rio. Mas, no fim das contas, Paes demonstrou ser mais raposa do que Gabeira.<span id="more-1438"></span><br />
<span style="font-weight: bold;">A favor de Eduardo Paes:</span></p>
<p>1) demonstrou ter conhecimento não só do Rio de Janeiro, mas da estrutura da Prefeitura;</p>
<p>2) reforçou bastante seu compromisso com saúde e educação, sempre batendo na tecla do fim da aprovação automática;</p>
<p>3) soube provocar bem o adversário, fazendo-o perder tempo nas respostas para se explicar.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Contra Eduardo Paes:</span></p>
<p>1) mantém o discurso padrão de &#8220;sempre-lutei-pelo-Rio-e-agora-vou-melhorar-a-educação-e-a-saúde&#8221;, sem muitas diferenças para outros candidatos;</p>
<p>2) fugiu do tema da troca de partidos quando perguntado sobre isso;</p>
<p>3) não cansou de vincular Cesar Maia a Gabeira, em uma estratégia questionável (em 2006, Denise Frossard também só fazia perguntas ao seu rival, Sergio Cabral, criticando o governo Garotinho, do PMDB, mesmo partido do candidato); as provocações de Paes podem sugerir a imagem de alguém agressivo.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">A favor de Fernando Gabeira:</span></p>
<p>1) apresentou propostas diferentes, baseadas em suas visitas a outras cidades;</p>
<p>2) enfatizou que busca a união de forças pela cidade sem loteamento de cargos;</p>
<p>3) relembrou que fez uma campanha limpa, sem sujar a cidade.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Contra Fernando Gabeira:</span></p>
<p>1) reforçou a insinuação de Paes de que conhece pouco o Rio, ao citar pouco a cidade e problemas concretos;</p>
<p>2) pareceu nervoso e irritado em alguns momentos;</p>
<p>3) não tem controle do tempo, na maioria das vezes passou do limite;</p>
<p><span style="font-weight: bold;">Conclusões gerais:</span></p>
<p>Logo no início, abordou-se o tema da segurança e pontuou-se uma diferença ideológica entre os candidatos. Gabeira acusou o governo do Estado de usar uma política do confronto e defendeu o uso da inteligência. Paes &#8211; que não se envergonhou em ser porta-voz de Cabral no debate &#8211; assumiu a postura política do governador e, ao dizer que o tráfico deve ser combatido, afirmou que &#8220;todos sabem qual a posição de Gabeira quanto às drogas&#8221;. Este jogo de palavras dava a entender que o candidato do PV apóia o tráfico. Porém, Gabeira não se defendeu, apenas reforçou que é a favor da legalização. Somente em outro momento ele lembraria que Cabral também defendeu a liberação das drogas. Entretanto, seria apenas a única distinção entre as propostas dos candidatos, muito semelhantes nas diretrizes.</p>
<p>No âmbito geral, Paes não falou nada de revolucionário, mas falou o que a população quer ouvir. Um método discursivo bem comum, mas correto: citou problemas da cidade &#8211; educação, saúde, segurança e transportes &#8211; e suas soluções de forma ampla, sem entrar em detalhes. Insistiu em colar a imagem de Cesar Maia em Gabeira e pediu várias vezes ao adversário &#8220;tranqüilidade&#8221;.</p>
<p>Já Gabeira tem o mérito de, pelo menos, apresentar propostas diferentes, trazidas de experiências de fora do Rio. Seu discurso de &#8220;visão a longo prazo&#8221;, de &#8220;ampla participação&#8221;, de &#8220;ouvir as pessoas&#8221; é legal, mas acho que a população prefere exatamente a &#8220;solução imediata&#8221;, como ele mesmo classificou o programa de Paes. As propostas de Gabeira acabam tendo algo de inusitado, quando os eleitores esperam ações mais práticas.</p>
<p>Gabeira mostrou-se despreparado até mesmo para a estrutura do debate: foi cortado várias vezes por ter estourado o tempo e perdeu oportunidades de apresentar propostas: em um momento, numa pergunta simples como &#8220;você sabe o preço da passagem de ônibus no Rio?&#8221;, resolveu respondê-la ao pé da letra e não falou nada do que pretende no setor de transportes.</p>
<p>No fim das contas, Paes demonstrou ser mais raposa do que Gabeira.</p>
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		<title>Debate no Globo com candidatos a prefeito do Rio</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 22:28:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É impressão minha ou o tema da educação não foi sequer levantado no debate?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É impressão minha ou o tema da educação não foi sequer levantado no <a href="http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2008/mat/2008/10/09/eleicoes_2008_gabeira_paes_participam_de_debate_na_sede_do_jornal_globo-548633308.asp">debate</a>?</p>
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		<title>Eleições 2008 no Rio: vai entender&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 22:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se Cazuza queria uma ideologia pra viver, os cariocas não estão nem aí pra ela. Antes era mais fácil identificar um cenário para os segundos turnos das eleições. Agora, é cada vez mais difícil: Gabeira está recebendo a maioria dos votos dos eleitores de Jandira Feghali e de Solange Amaral. Se Cazuza queria uma ideologia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se Cazuza queria uma ideologia pra viver, os cariocas não estão nem aí pra ela. Antes era mais fácil identificar um cenário para os segundos turnos das eleições. Agora, é cada vez mais difícil: Gabeira está recebendo a maioria dos votos dos eleitores de Jandira Feghali e de Solange Amaral.<span id="more-1434"></span><br />
Se Cazuza queria uma ideologia pra viver, os cariocas não estão nem aí pra ela. Antes era mais fácil identificar um cenário para os segundos turnos das eleições. Mas o que dizer deste trecho de matéria da <span style="font-style: italic;">Folha</span> (via <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=gabeira_paes_largam_empatados&amp;cod_Post=131648&amp;a=111">Noblat</a>)?</p>
<blockquote><p>De acordo com o Datafolha, entre os eleitores que disseram ter candidato no segundo turno, Gabeira herdou mais votos entre os eleitores de Jandira Feghali (PC do B) e de Solange Amaral (DEM), candidata do prefeito Cesar Maia, que já anunciou apoio ao deputado federal: 59% dos eleitores que haviam votado no primeiro turno em Jandira migraram agora para o candidato do PV e 41% foram para Paes; entre os eleitores de Solange, 55% foram para Gabeira e 45% para Paes.</p>
<p>A vantagem de Gabeira nessa migração o deixou numericamente à frente de Paes, apesar de o candidato do PMDB ser o principal beneficiário do eleitorado de Marcelo Crivella (PRB), terceiro colocado no primeiro turno. Desses 54% optam por Paes e 46% preferem Gabeira.</p></blockquote>
<p>A sondagem reflete exatamente o que está acontecendo no jogo das alianças entre os partidos no cenário do segundo turno no Rio: os apoios, as declarações e os movimentos podem ser os mais inesperados possíveis.</p>
<p>Não surpreende a migração de votos dos eleitores de Jandira para Gabeira. O curioso é verificar que os simpatizantes do PCdoB estão tendendo a votar, no segundo turno, igual aos eleitores do DEM. Ao menos, neste caso, há uma justificativa: o partido de Cesar Maia já declarou apoio a Gabeira. Considerando que os eleitores de Solange estão satisfeitos com o atual prefeito e sua parcela no eleitorado foi muito pequena &#8211; o que supõe maior afinidade e homogeneidade &#8211; é natural que eles vão aonde o seu candidato for.</p>
<p>Agora, tente entender a migração de votos de Crivella. Que a maioria de seus eleitores fosse em direção a Paes não é novidade. Mas essa maioria não é esmagadora. Afinal, 46% dos cariocas que votaram no PRB pretendem votar no Gabeira. Como é que pode?</p>
<p>São tendências como essas que mostram como as eleições no Rio costumam ser imprevisíveis. E a costura política dos partidos não foge muito do padrão do &#8220;inesperado&#8221;.</p>
<p>O DEM na segunda-feira já declarou seu apoio ao PV de Gabeira. Se, por um lado, entende-se o movimento pela repulsa que Cesar Maia tem a seu ex-pupilo Eduardo Paes, por outro é curioso assistir a um jogo em que atuam no mesmo lado do campo, com tanta clareza, um partido conservador e alguém como Fernando Gabeira.</p>
<p>Enquanto isso, o PDT afirma que o apoio a Paes é &#8220;natural&#8221;. Sorry, ministro Carlos Lupi (ele não era presidente do partido <span style="font-weight: bold;">licenciado</span>?), mas natural era Brizola apoiar Lula em 1989 e 2002, natural era Marta apoiar Covas em 1998 e Covas apoiar Marta em 2000, natural é o PSDB apoiar Kassab em 2008. O PDT pode até apoiar Paes, mas achar isso natural é realmente admitir que a diferença entre todos os partidos está apenas na sigla.</p>
<p>O PT também já fechou com Paes. Pelo menos, esta situação causa menos estupor, visto que, não houvesse desajustes antes da campanha, haveria uma aliança PT-PMDB desde o início. PSB já está com o candidato peemedebista e o PCdoB, ao que parece, vai se unir ao grupo. Mesmo contrariando a maré puxada pelos eleitores de Jandira.</p>
<p>É realmente notável este movimento massivo dos partidos de esquerda rumo a Paes. Chico Alencar, do PSOL &#8211; que, ao que me consta, não fechou sua decisão &#8211; falou que é amigo de Gabeira, mas não pode apoiá-lo pelas alianças que compôs. Será este o mesmo argumento dos outros partidos? Tenho certeza de que não, uma vez que o PMDB está coligado com PTB, de Roberto Jefferson, e o PP, de Jair Bolsonaro e Francisco Dornelles.</p>
<p>A união em torno de Paes só pode ser conseqüência da projeção feita pelos partidos para o contexto de 2010, ano de eleições estaduais e federais, e é importante que a base aliada de Lula esteja coesa numa cidade como o Rio. Faz sentido. Afinal, somente os atores locais da esquerda estão agindo desta forma. O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), o prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira (PDT), e a ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina (PSB), já declararam apoio a Gabeira. Claro, as conseqüências políticas das eleições no Rio interferem pouco em seus redutos.</p>
<p>Entretanto, convém lembrar que, justificando essa recente tradição do Rio de dificultar a previsão dos resultados, não dá pra nacionalizar uma eleição municipal dois anos antes. Lembrem-se que, em 2002, Lula foi eleito com votação maciça dos cariocas quando o prefeito era Cesar Maia, histórico rival do presidente.</p>
<p>E por falar nisso, Gabeira já avisou que não quer ninguém que o apóie no segundo turno em seu programa eleitoral. O recado é claro para o prefeito, e o motivo é óbvio: vincular-se a Cesar Maia, hoje, pode ser o &#8220;beijo da morte&#8221;.</p>
<p>Enfim, a corrida pela prefeitura do Rio começa praticamente do zero, <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=gabeira_paes_largam_empatados&amp;cod_Post=131648&amp;a=111">pois os dois candidatos estão empatados segundo o Datafolha</a>. Daqui pra frente, é acompanhar as movimentações, as campanhas, o horário eleitoral e decidir. Apesar de tudo ser bem mais confuso.</p>
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