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	<title>Butuca Ligada &#187; esportes</title>
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	<description>Informação é estar atento &#124; por Raphael Perret</description>
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		<title>Repórter é agredido durante visita do Comitê Olímpico Internacional</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2009 12:51:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vem cá, um repórter é agredido por &#8220;seguranças&#8221; que dispersavam os passageiros comuns durante visita do grupo do Comitê Olímpico Internacional ao metrô do Rio e a repercussão é essa mesma, quase nenhuma?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vem cá, um <a title="Truculência no vagão especial do metrô" href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090502/not_imp364254,0.php">repórter é agredido</a> por &#8220;seguranças&#8221; que dispersavam os passageiros comuns durante visita do grupo do Comitê Olímpico Internacional ao metrô do Rio e a repercussão é essa mesma, quase nenhuma?</p>
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		<title>Mudando de assunto</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 01:47:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabou a Olimpíada. Vêm aí as eleições. Adoro efemérides. UHU!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabou a Olimpíada. Vêm aí as eleições. Adoro efemérides. UHU! <img src='http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Ingressos esgotados. Você, tricolor, está com o seu?</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2008/06/25/ingressos-esgotados-voce-tricolor-esta-com-o-seu/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 01:13:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Foto de Celso Pupo, publicada no blog Fim de Jogo Na imprensa esportiva carioca, as notícias de maior destaque, na última semana, foram a fraca campanha do Brasil nas Eliminatórias, as eleições no Vasco e a confusão na compra de ingressos para a finalíssima da Libertadores, entre Fluminense e LDU, do Equador, no Maracanã, no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.fimdejogo.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/00546_fimdejogolibertadores-1046.jpg"><img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.fimdejogo.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/06/00546_fimdejogolibertadores-1046.jpg" border="0" alt="Foto de Celso Pupo, publicada no blog Fim de Jogo" /></a><br />
<span>Foto de Celso Pupo, publicada no blog <a href="http://www.fimdejogo.com.br">Fim de Jogo</a></span></p>
<p>Na imprensa esportiva carioca, as notícias de maior destaque, na última semana, foram a fraca campanha do Brasil nas Eliminatórias, as eleições no Vasco e a confusão na compra de ingressos para a finalíssima da Libertadores, entre Fluminense e LDU, do Equador, no Maracanã, no dia 2 de julho. As cenas de desordem na fila e policiais atacando torcedores estão se tornando, infelizmente, corriqueiras, sem que providências sejam tomadas pra valer.</p>
<p>Venda de ingressos para jogos de grande apelo, sobretudo no Maracanã, trazem sempre desnecessárias pitadas de emoção. Motivos sobram para explicar a baderna: falta de inteligência dos dirigentes, logística idiota, policiais despreparados, leniência com cambistas e outras barbaridades. As engrenagens que movimentam o esquema de comércio de ingressos são tão conexas que tentar desvinculá-las é uma tarefa ingrata, árdua e longa. Enquanto já é possível comprar ingressos pela internet para filmes, peças, shows e jogos de futebol em qualquer lugar da Europa, por aqui é inimaginável poder adquirir bilhetes por qualquer meio que não seja na boca do caixa, em três ou quatro postos de venda diferentes, mal localizados.</p>
<p>(Veja algumas notícias sobre a confusão: o relato de um <a href="http://ultimosegundo.ig.com.br/esportes/seu_time/fluminense/2008/06/21/torcedores_do_fluminense_ficam_cerca_de_12_horas_na_fila_e_nao_compram_ingressos_1379983.html">repórter-torcedor do Fluminense</a>, o informe do blog <a href="http://www.fimdejogo.com.br/blog/2008/06/22/compra-de-ingressos-vai-ser-sempre-assim/">Fim de Jogo</a> e <a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Fluminense/0,,MUL609564-9866,00.html">um vídeo numa matéria do GloboEsporte.com</a>)</p>
<p>A estrutura clandestina leva os ingressos rapidamente ao esgotamento. Os responsáveis anunciam o fim das vendas como se fosse fim de expediente. Em conversas informais, descubro que ninguém que tenha tentado comprar suas entradas conseguiu. Mas como? Eu conheço muitos tricolores. Vários amigos meus também têm contato com torcedores do Fluminense. Apaixonada e ansiosa por ver seu time prestes a conquistar o maior título de sua história, a maioria da galera pó-de-arroz, sem dúvida, correria atrás de entradas para o jogo.</p>
<p>Assim, através do meu e-mail, procurei algumas pessoas e perguntei-lhes se conheciam alguém que tentou comprar ingressos no sábado com êxito. Minha modesta sondagem revelou que 16 pessoas tentaram comprar. Destas:</p>
<p>- 4 compraram com cambista<br />
- 2 compraram porque um deles &#8220;era amigo de algum &#8216;influente&#8217; do clube&#8221;<br />
- 4 não conseguiram, além de &#8220;uma galera que ficou na fila e só conseguiu entrar na porrada&#8221;<br />
- 1, sócio, comprou três arquibancadas, depois de cinco horas na fila nas Laranjeiras<br />
- 1 está conseguindo &#8220;com alguém que conseguiu de alguma outra maneira e vai pagar o dobro&#8221;<br />
- 4 conseguiram na fila de idosos, ou porque alguém foi junto, ou porque o próprio era o idoso (destes, 2 tinham tentado comprar na fila normal)</p>
<p>Resumindo:</p>
<p>- 1 conseguiu comprar após 5 horas na fila<br />
- 7 conseguiram comprar, mas não foi na bilheteria<br />
- 4 conseguiram comprar, usando a fila de idosos<br />
- 4 não conseguiram comprar</p>
<p>Ou seja, a diretoria do Fluminense põe 69 mil ingressos à venda, tudo se esgota em uma manhã e somente uma em 16 pessoas sondadas conseguiu comprar ingresso normalmente. Segundo esta proporção, era necessário que houvesse mais de 1 milhão de pessoas na cidade querendo seus bilhetes. Acredite: a proporção pode ser maior, pois não incluí as pessoas com quem já havia conversado, antes de enviar o e-mail. E tem mais: das 16 que responderam, sete compraram com cambistas. Mas como os cambistas conseguem ingressos, se a venda era limitada a duas entradas por pessoa? Pelas contas do torcedor Pedro Lucas de Vasconcellos, <a href="http://blogdojuca.blog.uol.com.br/arch2008-06-22_2008-06-28.html#2008_06-22_15_34_23-9991446-0">em nota publicada pelo Juca Kfouri</a>, as bilheterias precisavam atender duas pessoas por segundo. Uma fantástica rapidez que não correspondia à velocidade com que a fila andava.</p>
<p>Somente estas informações já seriam suficientes para iniciar, ainda que timidamente, uma investigaçãozinha, uma perguntinha à diretoria do clube, uma indagação à polícia militar, um questionamento à Suderj. Mas a vista grossa das autoridades e dirigentes é vergonhosa. Falta claramente vontade política para resolver o problema. Sabemos que, quando os poderosos botam mesmo a mão na massa, os resultados aparecem e até estranhamos quando parecemos viver numa sociedade civilizada. Com a omissão generalizada, estamos perto mesmo é da barbárie.</p>
<p>Quero ver na Copa de 2014 (hahahaha!). <a href="http://butuca.blogspot.com/2007/07/pr-pan.html">Lembra do Pan</a>? Então.</p>
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		<title>Flamengo, o campeão brasileiro de 1987</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 15:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com o objetivo de promover um debate sobre a pendenga do título brasileiro de 1987, o Marmota me convidou a escrever um comentário. Lá vocês podem ler todos os textos que ele publicou. Aqui, reproduzo o que eu escrevi. A CBF determinou que Flamengo, Internacional, Sport e Guarani disputassem um quadrangular para indicar o campeão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Com o objetivo de promover um debate sobre a pendenga do título brasileiro de 1987, o <a href="http://www.interney.net/blogs/marmota/2007/11/07/quantos_titulos_brasileiros_tem_o_flamen_1">Marmota</a> me convidou a escrever um comentário. Lá vocês podem ler todos os textos que ele publicou. Aqui, reproduzo o que eu escrevi.</em></p>
<p>A CBF determinou que Flamengo, Internacional, Sport e Guarani disputassem um quadrangular para indicar o campeão brasileiro de 1987. Os times carioca e gaúcho se recusaram a jogar e, entre paulistas e pernambucanos, deu Sport, aclamado com o título, depois confirmado pela justiça comum. Por que, então, o Flamengo põe na sua conta a conquista da Copa União de 20 anos atrás e, com isso, afirma ter sido o primeiro time a ganhar cinco títulos brasileiros?</p>
<p>Simples: porque o Flamengo foi, de fato, o campeão brasileiro de 1987.</p>
<p>Naquele ano, a CBF admitiu que não tinha condições financeiras de montar um campeonato nacional. Assim, os quatro grandes clubes do Rio, os quatro de São Paulo, os dois de Minas, os dois do Rio Grande do Sul e o Bahia fundaram o Clube dos 13 e assumiram a responsabilidade de organizar o torneio.</p>
<p>A CBF passou a apoiar o planejamento do campeonato pelo Clube dos 13, desde que Goiás, Santa Cruz e Coritiba fossem incluídos no torneio. Pedido atendido, a Copa União começava a ganhar forma e respaldo oficial.</p>
<p>Porém, outros clubes estavam descontentes por ficarem fora da festa, principalmente o Guarani, vice-campeão de 1986, e o América do Rio, que perdera a semifinal do Brasileiro de 1986 para o São Paulo. Para atendê-los, a CBF resolveu montar, por conta própria, um campeonato com outros 16 clubes. Em seguida, anunciou que este torneio seria o módulo amarelo da Copa União, enquanto o campeonato organizado pelo Clube dos 13 seria o módulo verde. Os dois primeiros colocados de cada um dos módulos disputariam o título brasileiro.</p>
<p>E, assim, começa a confusão. Era patético o clube vencedor do módulo verde, com os maiores times do país, correr o risco de perder um título em dois ou três jogos contra dois clubes provenientes do módulo amarelo, considerado a &#8220;segunda divisão&#8221; pela imprensa, na época.</p>
<p>O Clube dos 13 rejeita a fórmula e garante que não vai disputar o quadrangular. Ocorrem os dois torneios. Flamengo e Internacional, finalistas do módulo verde, mantêm-se firmes e se recusam a entrar em campo contra Sport e Guarani, vitoriosos do amarelo. Então a CBF dá o título ao Sport, etc. etc.</p>
<p>É comum acusarem o Flamengo e o Inter de quebrarem as regras do campeonato por não terem disputado o quadrangular. Mas se houve rompimento de acordo, partiu da própria CBF, ao trair o Clube dos 13 e promover a ridícula fórmula depois de combinar a Copa União. A mesma acusação de quebra de regras se aplica ao próprio Sport e ao Guarani, que ignoraram o regulamento do jogo e dividiram preguiçosamente o título do módulo amarelo, após uma disputa de pênaltis que se estendeu até o placar de 11 a 11.</p>
<p>Afinal, que moral tinha a CBF de decidir quem seria o campeão brasileiro se ela mesma assumiu não ter condições de montar o campeonato?</p>
<p>Campeonato que foi organizado e disputado pelos treze maiores clubes do país, os mesmos que acumularam mais pontos, que tiveram a melhor média de público, o maior número de jogadores convocados para a seleção e os maiores artilheiros da competição desde o seu início, em 1971, segundo artigo publicado pelo Jornal do Brasil em 15 de julho de 1987.</p>
<p>Campeonato que obteve a terceira melhor média de público da história (20.877 torcedores por partida), marca que, até hoje, segue inalcançada.</p>
<p>Campeonato que obteve 91% de aprovação dos torcedores, segundo pesquisa do Ibope ao final do torneio.</p>
<p>Campeonato, portanto, mais do que legítimo.</p>
<p>Pois o Flamengo conquistou este campeonato nacional legítimo, depois de 19 jogos, superando Internacional (na decisão), Atlético-MG (na<br />
semifinal), Cruzeiro, Grêmio, São Paulo, Fluminense, Palmeiras, Botafogo, Vasco, Bahia, Coritiba, Goiás, Santa Cruz, Santos e Corinthians.</p>
<p>É por tudo isso que o Flamengo é, desde 1992, pentacampeão brasileiro. Hoje, com alegria e respeito, o rubro-negro recebe um vitorioso colega no grupo que inaugurou, o dos times com cinco títulos nacionais. Seja bem-vindo, São Paulo. Quinze anos depois, finalmente temos uma companhia.</p>
<p>(Mais sobre a Copa União de 1987: no site <a href="http://www.trivela.com.br/index.asp?Fuseaction=Especiais&amp;id_codigo=16544&amp;id_secao=45">Trivela, no artigo &#8220;Crise, revolução e traição&#8221;</a>, e no livro <em>Passes e impasses &#8211; Futebol e cultura de massa no Brasil</em>, de Ronaldo Helal, lançado pela Editora Vozes)</p>
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		<title>O gol de Joílson e uma das melhores fotos do ano</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2007/09/20/o-gol-de-joilson-e-uma-das-melhores-fotos-do-ano/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Sep 2007 14:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Por que não demos uma foto do gol na primeira página?&#8221;, perguntou, naquela segunda-feira, Roberto Marinho ao então diretor de redação do Globo, Evandro Carlos de Andrade. Meados dos anos 1990, o &#8220;doutor&#8221; Roberto ainda freqüentava a redação e Evandro contava a história para mostrar como o dono de um dos maiores impérios de mídia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>&#8220;Por que não demos uma foto do gol na primeira página?&#8221;, perguntou, naquela segunda-feira, Roberto Marinho ao então diretor de redação do Globo, Evandro Carlos de Andrade.</em></p>
<p><em>Meados dos anos 1990, o &#8220;doutor&#8221; Roberto ainda freqüentava a redação e Evandro contava a história para mostrar como o dono de um dos maiores impérios de mídia do mundo conservava intacto o seu instinto de jornalista.</em></p>
<p><em>Foto do gol deixou de ser essencial nas primeiras páginas ou cadernos de esporte. Foram substituídas pelos lances dramáticos onde a figura do jogador, inclusive seu rosto, tornou-se mais importante do que o resultado da sua jogada. Mérito das poderosas teleobjetivas capazes de captar qualquer coisa em qualquer canto do gramado. Forma de enfrentar a cobertura panorâmica da TV, horas antes.</em></p>
<p><em>(&#8230;)</em></p>
<p><em>Uma coisa é certa: os jornalistas Roberto Marinho e Evandro Carlos de Andrade não suportariam ver aquelas mirradas e paupérrimas fotos de gols nas primeiras páginas do Globo (sábado, domingo e segunda) onde outrora, mesmo num jogo do São Cristóvão x Madureira, luziam magníficas fotos da pelota balançando as redes, diante do goleiro arrasado e do goleador triunfante.</em></p>
<p><em>Foto de gol é marca registrada dos jornais. E esta marca jamais lhes será arrebatada pela TV ou a internet. É o registro estático-dinâmico do momento supremo do futebol. E do jornalismo esportivo.</em></p></blockquote>
<p>Este é um trecho do texto <a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=385JDB001">Sede de gols, fotos, relatos e bravuras</a>, de Alberto Dines, publicado no <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br">Observatório da Imprensa</a>, em 13 de junho do ano passado.</p>
<p>Se Dines viu a capa do jornal <a href="http://www.odia.com.br">O Dia</a> de hoje, provavelmente republicaria o texto. A foto que ilustra a primeira página do jornal carioca nesta quinta-feira mostra, em ângulo indefectível, a bola superando o goleiro Carrizo, observada atentamente pelos outros jogadores e pelo árbitro, após o chute violentamente desferido por Joílson do meio da rua, na vitória de 1 a 0 do Botafogo sobre o River Plate, ontem, no Engenhão.</p>
<p>Um primor. A foto de Marcelo Régua (parabéns!) já tem meu voto para qualquer prêmio de fotojornalismo que surgir daqui pra frente.</p>
<p>Confira.</p>
<p><img src="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/botariver.jpg" alt="" /></p>
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		<title>Aumentando o ritmo em doses homeopáticas</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2007/09/19/aumentando-o-ritmo-em-doses-homeopaticas/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Sep 2007 11:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Pan 2007]]></category>

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		<description><![CDATA[Na sexta-feira, comecei um tratamento homeopático. Hoje, fiz meu primeiro treino desde então. Corri 10 km em 49 minutos e 55 segundos. Meu melhor tempo. Uma coisa tem a ver com a outra?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na sexta-feira, comecei um tratamento homeopático.</p>
<p>Hoje, fiz meu primeiro treino desde então. Corri 10 km em 49 minutos e 55 segundos. Meu melhor tempo.</p>
<p>Uma coisa tem a ver com a outra?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Meia Maratona Internacional: o tempo, o preparo e a concentração</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Sep 2007 02:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[corrida]]></category>
		<category><![CDATA[esportes]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas corridas de rua, principalmente as mais longas, que exigem mais estratégia do que provas de tiro curto, três fatores são fundamentais para o sucesso do atleta. Um é externo e depende do bom humor de São Pedro: o tempo. Os outros dois são individuais e podem ser controlados pelo próprio corredor: a concentração e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nas corridas de rua, principalmente as mais longas, que exigem mais estratégia do que provas de tiro curto, três fatores são fundamentais para o sucesso do atleta. Um é externo e depende do bom humor de São Pedro: o tempo. Os outros dois são individuais e podem ser controlados pelo próprio corredor: a concentração e o preparo físico. Este, por sua vez, é condicionado pelos treinos realizados semanas, meses antes. Na hora H, apesar de ser um fator importante, não poderá ser modificado.</p>
<p>Então, se considerarmos um atleta devidamente preparado, de acordo com a sua meta dentro da prova, o tempo e a concentração serão os elementos de maior influência sobre o seu desempenho. E para a <a href="http://www.meiamaratonadoriodejaneiro.com.br">Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro</a>, ocorrida no domingo passado, era &#8220;só&#8221; manter-se concentrado, já que, nubladão, o céu fez a sua parte e barrou a entrada do grande vilão de qualquer corredor de rua: o sol.</p>
<p>Você deve achar que a corrida começa na largada. Errou. Quer dizer, até acertou, se você concordar que, antes da largada, já se disputa uma corrida, entre o momento em que o despertador avisa &#8220;CHEGOU O GRANDE DIA&#8221; e o instante em que você já se encontra perto do local de partida. Sim, porque qualquer falha nesse intervalo pode comprometer semanas de duro treino. Imagine acordar atrasado e ter que engolir um café da manhã pra não perder o ônibus. Ou aguardar, já em cima da hora, um coletivo num domingo, antes das 8 da manhã? Ou deixar pra hora H a separação de roupa, relógio, número do peito, chip, boné, dinheiro, gel e outros elementos imprescindíveis para uma boa corrida? No meu caso, deu tudo certo &#8211; até o ônibus passou no momento em que eu me aproximava do ponto! &#8211; e 45 minutos antes da largada, em São Conrado, eu já iniciava o meu alongamento.</p>
<p>Uma das melhores coisas de uma corrida é observar o alto astral das pessoas que a disputam. Tem homem, mulher, baixo, alto, careca, cabeludo, forte, magro, velho, garoto, elegante, desengonçado (na verdade, só não tem gordo, por motivos óbvios)&#8230; Muitos passageiros do ônibus 176 que me levou até São Conrado ostentavam roupas esportivas e números pregados no peito. Quem não sabia da corrida certamente estranhava tamanho movimento numa manhã dominical nebulosa. Os atletas sorriem, brincam, se aquecem, se alongam, conversam, meditam, rezam. Cada um faz de tudo preparando-se para alcançar o seu objetivo individual, que, no mínimo, é completar bem a prova, sem lesão ou qualquer outro problema. Um clima agradável, já produzido pela chuva fina que caía sobre os 14 mil doidos participantes da meia, era ampliado pela alegria e vontade de se divertir saudavelmente exalado por todos (àquela altura, eu só lamentava que os 14 mil doidos não exalavam calor humano suficiente para amainar o frio insuportável na orla de São Conrado).</p>
<p>É dada a largada e, desesperados por um lugar na Globo, emissora que organiza e transmite o evento, milhares de corredores quase se atropelam. Como o tempo só começa a ser contado quando o corredor passa por um tapete eletrônico no fim da orla, não tenho pressa. Aproveito o esvaziamento para dar uma aquecida. Quando decido partir, ainda tem muita gente atravessando o pórtico de largada. Na Avenida Niemeyer, logo a pior parte do percurso pela sua suave, porém, longa ladeira, o embolamento é grande e em alguns momentos a velocidade precisa ser reduzida. A conseqüência é lógica e nefasta: perco tempo no trajeto da sinuosa avenida e, se quiser terminar antes das duas horas, preciso melhorar o ritmo. <a href="http://butuca.blogspot.com/2007/06/aumentando-o-pique_27.html">Tal qual há dois meses atrás</a>.</p>
<p>Chego ao Leblon e a chuva fina dá um tempo. Agora, só vento e nuvens. A combinação ideal para uma corrida longa como essa. Sem o sol para amolar, volta a questão da concentração. As pernas doem, o joelho dá um vacilo, mas ainda há 16 km pela frente. Decido dar uma forçada, leve, segurando para aumentar o pique somente no último terço da prova. A estratégia funciona. O público em volta aplaude, dá força. Minhas únicas falhas são nos postos de hidratação: enquanto todos os corredores pegam os copos de água na primeira bancada, obrigando os que seguem atrás a parar, as bancadas seguintes ficam vazias&#8230; e eu sempre esqueço isso, preferindo disputar o copo ainda na primeira bancada. Fora isso, tudo vai bem: Leblon, Ipanema, Arpoador, Copacabana. Aqui, chega a metade da corrida e abro o primeiro gel de carboidrato. Uma garoa ameaça dar as caras, mas logo se retrai. Na saída do túnel do Pasmado, entrando em Botafogo, no único posto de Gatorade só faltou ter fila. Como me sentia bem, deixei pra trás aquela que foi a maior reclamação dos corredores na <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=189806">comunidade da Meia Maratona no Orkut</a>.</p>
<p>Aparece a marca dos 14 km e o Aterro do Flamengo se aproxima. Eis o maior momento de tensão. Primeiro, porque começa o tal último terço da prova, em que acho necessário meter bronca. Segundo, porque é onde a concentração encara seu maior desafio. O Aterro é percorrido quase que inteiramente em ida e volta. Ou seja, a entrada do Parque do Flamengo é, ao mesmo tempo, a chegada da corrida. Logo, ver os atletas completando a prova enquanto você ainda tem de encarar mais de 5 km é um momento que precisa ser bem digerido pela mente. Minha única alternativa era seguir o planejado, isto é, forçar o pique e esquecer que a chegada estava tão perto e tão longe.</p>
<p>Deu certo. O sol continuou escondido e o clima, ao contrário da meia do ano passado, foi fundamental. Mesmo com as pistas do Aterro mais desertas, isto é, sem público pra dar apoio moral, começo a pensar que falta menos do que antes, que logo darei a meia-volta para completar a prova, que faltam 3 km, que faltam 2 km, que falta 1 km, que logo vou almoçar, descansar, dormir&#8230; Quando passei pelo tapete eletrônico, haviam passado uma hora, 55 minutos e 25 segundos desde a largada, meu melhor tempo em 21,097 km. Bati meu próprio recorde. Uma marca que, na hora, não consegui captar, mas que neste momento eu celebro. Apesar das pesadas dificuldades por que passei nas últimas semanas e que me forçaram a diminuir os treinos, pude completar a prova, cumprir meu objetivo (terminar em menos de duas horas) e bater meu recorde.</p>
<p>Um sucesso completo. Graças ao tempo, ao preparo e à concentração. Realmente, na hora da corrida não dá pra pensar em outra coisa a não ser na estratégia a ser cumprida. Senão você dança. Agora, até o fim do ano, manterei o ritmo nas competições mais curtas. E maturo a idéia já propalada por aí de encarar uma maratona. Sempre treinando e mantendo a concentração.</p>
<p>E, claro, torcendo pro sol brincar de pique-esconde.</p>
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		<title>Fim de festa</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jul 2007 23:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O pior do Pan ficou pro final. Que cerimônia de encerramento mais chata, sô. Um monte de gente no gramado sem ter o que fazer e músicas chatas que não empolgavam ninguém. Definitivamente, fim de festa total.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O pior do Pan ficou pro final. Que cerimônia de encerramento mais chata, sô. Um monte de gente no gramado sem ter o que fazer e músicas chatas que não empolgavam ninguém. Definitivamente, fim de festa total.</p>
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		<title>O velho cambismo</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jul 2007 13:30:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há milhares de anos o Maracanã sofre com os cambistas. Os ingressos são vendidos em horários doidos, as pessoas têm dificuldade em comprar, fazem filas intermináveis e sempre, eu digo SEMPRE, tem um ou dois malandros grandalhões, com voz grossa e cordão no pescoço anunciando &#8220;tenho ingresso&#8221;, com preços ridículos de tão inflacionados. Nisso, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há milhares de anos o Maracanã sofre com os cambistas. Os ingressos são vendidos em horários doidos, as pessoas têm dificuldade em comprar, fazem filas intermináveis e sempre, eu digo SEMPRE, tem um ou dois malandros grandalhões, com voz grossa e cordão no pescoço anunciando &#8220;tenho ingresso&#8221;, com preços ridículos de tão inflacionados. Nisso, os ingressos acabam antecipadamente e, que estranho, o estádio não fica lotado na hora do evento.</p>
<p>Com o Pan, acreditei ingenuamente que a organização agiria pra evitar essa prática execrável do cambismo. Mas que nada: fui ao Maracanã ver Brasil x Canadá, pelo futebol feminino, e as mesmas figuras que circundam o estádio em dia de jogo dos times cariocas estavam lá.</p>
<p>Putzgrila. A quem interessa a existência dos cambistas? Por que as autoridades, quando questionadas, lavam as mãos e fazem que não é com elas? Por que não tomam uma atitude mínima, simbólica, que transpareça uma pequena vontade de combater esse mal?</p>
<p>P.S. E se você quiser saber mais sobre o que acontece nos arredores do Maracanã em dias de jogos, não perca o <a href="http://www.fimdejogo.com.br">Fim de Jogo</a>, comandado pela amiga Cristina Dissat e que, a cada dia que passa, arregimenta uma legião de colaboradores.</p>
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		<title>A verdadeira geração de prata</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jul 2007 02:52:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que aconteceu hoje no Maracanãzinho foi a prova de que a seleção feminina de vôlei de Sheila, Paula Pequeno etc. nasceu para ser vice-campeã. É a geração de prata de blusinhas e shortinhos. Perder para Cuba com seis chances de fechar o jogo significa medo de vencer. Afinal, o que mais justifica as jogadoras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="margin-right:10px;" src="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/calderon.jpg" alt="" align="left" />O que aconteceu <a href="http://www.rio2007.org.br/data/pages/8CA3C78413D3309C0113E072CF0833E9.htm">hoje </a> no Maracanãzinho foi a prova de que a seleção feminina de vôlei de Sheila, Paula Pequeno etc. nasceu para ser vice-campeã. É a geração de prata de blusinhas e shortinhos. Perder para Cuba com seis chances de fechar o jogo significa medo de vencer. Afinal, o que mais justifica as jogadoras experientes furarem cortadas? Ou perderem um ponto em que a cubana foi buscar a bola quase lá na arquibancada?</p>
<p>As rivais são realmente muito boas. No tie-break, numa mesma disputa de ponto, buscaram bolas no chão que eu juraria serem indefensáveis. Mas esta seleção brasileira de vôlei, definitivamente, gosta de amarelar em finais. Basta lembrar que ela é a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Campeonato_Mundial_de_Voleibol_de_2006#Feminino">atual vice-campeã mundial</a> e perdeu as semifinais <a href="http://butuca.blogspot.com/2004/08/as-duas-derrotas-de-hoje.html">nas Olimpíadas de Atenas num jogo tristemente histórico, com direito a cinco match-points perdidos para as russas</a>.</p>
<p>Continuarei torcendo, sempre, pelas meninas do Brasil. Porém, e sempre, também, com muita desconfiança e uma quase certeza de que não conseguirei no final gritar &#8220;é campeão!&#8221;.</p>
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