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Blog de Raphael Perret, jornalista, carioca, rubro-negro, em constante aprendizado
  

Posts com a tag ‘esportes’

Chuva de prata

16/07/2007 - 1:07

Eu pensei em escrever um post sobre a dificuldade dos brasileiros conquistarem medalhas de ouro nestes Jogos Pan-Americanos. Foram, até este momento, seis de prata, cinco de bronze, e apenas uma dourada, conquistada pelo bravo Diogo Silva, no taekwondo. Assisti a algumas provas e ficou patente o desequilíbrio entre os participantes brasileiros e os estrangeiros, sobretudo os norte-americanos e canadenses. No triatlo feminino, disputado hoje, por exemplo, foi covardia a distância que três atletas dos EUA impingiram às concorrentes ainda na etapa de natação (a primeira das três, seguida pelo ciclismo e pela corrida).

Porém, seria muito cruel mesmo reclamar da participação do Brasil nos jogos ainda no segundo dia de competições. Os atletas têm problemas com patrocínio, locais de treino, equipamentos, dinheiro, uniforme, tudo, e ainda se doam tentando representar dignamente sua nação. Além disso, o resultado não está nada ruim, se considerarmos a discrepância técnica do Brasil diante de potências como EUA, Canadá e Cuba. Neste momento, o Brasil está em sétimo lugar no quadro de medalhas, mas foi o segundo país que conquistou mais pódios até agora (12), contra 19 dos americanos.

Desde já, parabéns aos atletas brasileiros, verdadeiros guerreiros do esporte. Que as vitórias do vôlei na Liga Mundial e do futebol na Copa América sirvam sempre de exemplo e objetivo a todos.

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Pré-Pan

11/07/2007 - 3:25

Fiquei assustado com a quantidade de reclamações de que ouvi falar sobre a entrega dos ingressos pros Jogos Pan-Americanos, que começam nesta sexta-feira (na verdade, hoje, quarta, já tem competição, mas a abertura é no dia 13). Os interessados compraram pela internet, na primeira etapa de vendas, e receberiam pelos correios a partir do dia 24 de junho. Virou o mês, pouquíssimos estavam com os ingressos nas mãos e a imprensa começou a noticiar a confusão. Teve gente com informações conflitantes, ingresso trocado e pouca segurança. Triste.

Pra não me basear apenas no que a mídia tem noticiado, resolvi fazer uma rápida enquete com meus contatos. Mandei um e-mail para todos no dia 4 de julho, perguntando quem havia comprado pela internet (para quem comprou depois o procedimento de retirada as entradas era diferente) e já tinha recebido os ingressos para o Pan. Resultados:

- de todos os 22 que responderam que, sim, compraram, só quatro tinham recebido naquela data. Estes quatro incluem dois amigos que compraram várias entradas mas receberam parte delas.

- um ou dois dias depois, cinco pessoas me escreveram dizendo que receberam os ingressos.

- desses 22 amigos meus, alguns não adquiriram os ingressos, mas falaram de algum conhecido que comprou.

- algumas pessoas fizeram comentários dignos de nota. Por exemplo, uma amiga escreveu:

Não estou no público alvo da pesquisa, pois não comprei os ingressos,
mas acho q o motivo daria uma força ao resultado…

Não comprei pois o sitema estava cheio de erros. Por exemplo, se eu
comprava dois ingressos e colocava nas compras, e logo depois eu
comprava mais dois (como uma compra comum de internet), vinham duas
taxas de entrega. Tentei cancelar e avisar do ocorrido, com e-mails e
até telefonemas, mas foi em vão. Acabei não pagando o boleto, que
aliás, veio com apenas um dia de validade. E como havia gerado alguns
minutos da meia-noite, o tempo esgotou-se!!! Nem daria para pagar…

Depois mais uma vez, tentei comprar. Qual não foi minha surpresa que
só era possível por cartão de crédito, e pior, só Visa. Um absurdo do
patrocínio, na minha opinião. E mais, após a compra vinha um acrécimo
de uns 30% só de taxa para o cartão. Não me pergunte o porquê.

Bem, foi o que ocorreu. Por isso não vou assistir aos jogos, nem do
Engenhão que é bem próximo da minha casa.
Aliás, acho que a melhor programação será ver alguns jogos pela TV com
muitos amigos, bebida gelada e salgadinhos…hehehe

Já uma outra amiga comentou que mandou um e-mail para a organização, que não respondeu (até o dia 4). E, hoje, ela me mandou a seguinte mensagem:

Estas fotos [publicadas abaixo] que lhe envio são só um pouco do caos ocorrido na Linha Amarela na manhã da terça-feira dia 10/07. Entrei na Linha Amarela cerca de 8h da manhã em Jacarepaguá, sentido Fundão, e já no túnel começou o engarrafamento que prosseguiu até a entrada para o Fundão. Foram 1 hora e 30 minutos de engarrafamento. Isto devido a uma pista exclusiva para a “família do PAN”. Para melhorar o trânsito, das 6:30 às 9:30 nenhum caminhão poderia trafegar na Linha Amarela no sentido Fundão, mas não foi isto que foi visto nesta manhã, inúmeros caminhões trafegavam livremente por esta via. Indignada liguei para a Lamsa, pois além de trafegar livremente eles passavam sem problema algum pelo pedágio. A atendente me informou que a retirada dos caminhões não é de responsabilidade da Lamsa e sim da PM. PM estes que estavam em todas as agulhas da Linha Amarela olhando tais caminhões passarem sem tomar nenhuma atitude. Aí depois querem multar os motoristas que desistem do engarrafamento e invadem a pista exclusiva da “família do PAN”.
Depois de ouvir a declaração do César Maia que a cidade está no clima de PAN, minha vontade é sair de manhã com nariz de palhaço, pois o clima está de PANdemônio!

Clique nas fotos para vê-las em tamanho maior:

Enfim, era óbvio que um evento de grandes proporções como os Jogos Pan-Americanos tivessem um mínimo de problemas. Não é fácil mesmo coordenar a logística de um mosaico de competições simultâneas em uma cidade. Porém, se o intuito é valorizar os Jogos, quem deseja participar deles não pode ter sustos com falhas na entrega dos ingressos, e nem os cidadãos que preferem não se envolver – e eles têm todo o direito – devem ficar expostos a caóticas situações de trânsito. Registrem-se, aqui, os fatos, como alerta para que os problemas melhorem e sejam minimizados durante o Pan.

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Seleção brasileira com gosto

01/07/2007 - 22:02


Robinho comemora um de seus três gols

Galvão Bueno parou no tempo. Em determinado momento da, até então, sofrida e sofrível vitória do Brasil sobre o Chile por 1 a 0, na Copa América, ele declarou:

Não há nada mais forte do que a paixão do torcedor brasileiro por sua seleção!

Bem, amigo, desculpe, mas existe sim. A paixão pelo seu time.

Havia uma época em que dava gosto torcer pela Seleção. Ou, ao menos, assistir aos jogos. Mesmo quando ficamos 24 anos sem ganhar uma Copa, ainda havia porque ficar em frente à TV para assistir um amistoso entre Brasil e qualquer outro país. Os jogadores eram identificados com os torcedores porque defendiam os times deles e, convenhamos, a qualidade do futebol era mesmo superior.

Neste século 21 totalmente mercantilizado, os atletas vestem o uniforme de um time nacional até os 20 anos e, depois, seguem para o exterior, onde viram ídolos de espanhóis, italianos, ucranianos e japoneses. Faturam horrores com marketing e, na hora de vestir a amarelinha, refugam ou agem como se cumprissem uma burocrática obrigação. Aí fica mesmo difícil torcer. Tampouco se apaixonar por essa seleção.

Eu terminaria o post por aqui, se o jogo não terminasse 3 a 0 com uma exibição rápida e apaixonante do herói da partida: Robinho, o craque das pedaladas, dos passes precisos e dos toques elegantes. Com uma qualidade acima da média e infinitamente superior ao segundo melhor jogador dessa seleção, Robinho mostrou em poucos minutos do que é capaz. Depois de converter o pênalti que dava a vitória parcial ao Brasil, marcou duas vezes (o terceiro foi uma pintura) e deixou jogadores na cara do goleiro. Se ele apresentar novamente o repertório, voltará a ser gostoso ver um jogo do Brasil.

Com Robinho em campo, Galvão pode voltar um dia a ter razão.

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Globo Esporte 10/05/07 – Torcida do Mengão

22/05/2007 - 22:54

Era pra ser um teste, mas… ah, vejam aí. :)

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4 x 0 – Eu acredito

04/05/2007 - 3:04

Só pra lembrar:

1) Na Copa Mercosul de 1999, o Flamengo precisava golear por 4 a 0 o Universidad do Chile no Maracanã, pela última rodada da primeira fase. Não só fez 7 a 0 e se classificou como sagrou-se campeão (dessa nem eu me lembrava, soube pelo globoesporte.com).

2) Dois anos depois, o Flamengo perdeu por 2 a 1 o primeiro jogo da decisão do Carioca contra o Vasco. Precisava derrotar o rival por dois gols de diferença na segunda partida. No meio da semana, o time rubro-negro enfrentou o Coritiba no Maracanã, pela Copa do Brasil. Precisava vencer. Mas empatou em 1 a 1 e foi eliminado. Tinha tudo para entrar cabisbaixo em campo no domingo. Porém, fez 3 a 1 no Vasco, com o inesquecível gol de Petkovic, e conquistou o tricampeonato estadual.

3) Mais recentemente, há menos de um ano, logo depois do recesso da Copa do Mundo, reinicia-se o Brasileiro. Com o objetivo de dar ritmo de jogo à equipe, que logo, logo, decidiria a Copa do Brasil com o Vasco, Ney Franco bota em campo o time titular do Flamengo contra o Paraná em Volta Redonda. Resultado: 4 a 1 pros visitantes. Na rodada seguinte, o time principal volta a campo contra os reservas do… Vasco, em partida do Brasileirão. O clube de São Januário vence por 1 a 0. Crise? Ameaça de degola? Bem, vieram as finais da Copa do Brasil. 2 a 0 e 1 a 0, em duas vitórias incontestáveis.

Os episódios relembram momentos em que o Flamengo entrou em campo com o moral baixo e/ou diante de um grande desafio e, no fim, conquistou os resultados que almejou. Desta vez, o time tem dois objetivos bem mais complicados do que os apresentados acima: disputar um título estadual depois de uma derrota vexaminosa e vencer um jogo por mais de três gols de diferença para passar de fase na Libertadores.

Apesar de tudo, eu acredito.

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