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	<title>Butuca Ligada &#187; internet</title>
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	<description>Informação é estar atento &#124; por Raphael Perret</description>
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		<title>Políticos no Twitter: uma dica</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 15:28:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Políticos migram ao Twitter, mas poucos o usam direito: notinha interessante da Folha Online revela que a ferramenta de microblogging poderá ser a grande novidade da campanha eleitoral de 2010, mas está sendo usada de forma inadequada pelos pré-candidatos a presidente, governadores, deputados e senadores. Dentre os maiores pecados, estão o fracionamento de longas mensagens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Políticos migram ao Twitter, mas poucos o usam direito" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u683533.shtml"><strong>Políticos migram ao Twitter, mas poucos o usam direito</strong></a>: notinha interessante da Folha Online revela que a ferramenta de microblogging poderá ser a grande novidade da campanha eleitoral de 2010, mas está sendo usada de forma inadequada pelos pré-candidatos a presidente, governadores, deputados e senadores. Dentre os maiores pecados, estão o fracionamento de longas mensagens em vários &#8220;tuítes&#8221;, excesso de autopropaganda e, óbvio, a falta de interação com os outros usuários.</p>
<p>Na boa, a grande dica para os políticos é que sejam apenas eles mesmos. <strong>Conversem</strong> no Twitter. Esclareçam dúvidas. Digam o que acham da vida. Repassem links que julguem interessantes. Evitem falar somente de política. Vocês poderão até não conseguir votos. Mas conseguirão <strong>respeito</strong>.</p>
<p>Hão de dizer que os políticos ainda estão aprendendo a mergulhar neste novo (novo?) mundo. Ok, pode ser. Mas é bom que aprendam depressa, pois o preço é a pagação de mico.</p>
<p>Soube pelo <a title="Twitter do Alexandre Sena" href="http://twitter.com/alexandresena">Alexandre Sena</a>.</p>
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		<title>Boris Casoy, garis e redes sociais</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 15:14:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ano de 2010 começou quente no mundo da mídia. Na verdade, a chama esteve acesa antes mesmo da meia-noite de 1º de janeiro: no último dia de 2009, Boris Casoy, apresentando o Jornal da Band, deixou escapar comentários ultrapreconceituosos contra garis que desejavam feliz ano novo. Veja abaixo: O apresentador, no dia seguinte e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ano de 2010 começou quente no mundo da mídia. Na verdade, a chama esteve acesa antes mesmo da meia-noite de 1º de janeiro: no último dia de 2009, Boris Casoy, apresentando o <em>Jornal da Band</em>, deixou escapar comentários ultrapreconceituosos contra garis que desejavam feliz ano novo. Veja abaixo:</p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Ycj-rVwC0Jo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Ycj-rVwC0Jo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p>O apresentador, no dia seguinte e no mesmo telejornal, pediu &#8211; tímida e rapidamente &#8211; desculpas &#8220;aos garis e aos telespectadores&#8221;, confira:</p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Gq3gM9KWOBg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Gq3gM9KWOBg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p>O vazamento da &#8220;brincadeirinha&#8221; de Casoy foi assunto recorrente no Twitter e em e-mails que recebi no primeiro dia de 2010. <strong>Está mais do que claro que a repercussão só foi grande porque o vídeo se espalhou depressa pela internet, via YouTube e redes sociais. Sem essa difusão, jamais o apresentador teria que passar pelo constrangimento de pedir desculpas no ar por seus comentários.</strong></p>
<p>Pergunto-me se as piadinhas de Boris Casoy tivessem sido proferidas há dez anos. Elas se transformariam em mais uma dessas lendas da TV brasileira, assistidas por alguns poucos &#8220;sortudos&#8221;, que jurariam ter ouvido as frases, mas jamais poderiam confirmar que elas realmente foram ditas. Algo parecido com a lenda de que Lobão teria discutido de forma chula com Clodovil no antigo programa de entrevistas dele: muita gente diz que viu, mas as cenas nunca apareceram e Lobão já afirmou que nunca teria sido tão grosseiro (veja o final da página 20 <a title="Entrevista de Lobão à Playboy em 2000" href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=3&amp;ved=0CBIQFjAC&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.sindromedeestocolmo.com%2Ffotos%2Fentrevista_lobao.doc&amp;rct=j&amp;q=lob%C3%A3o+clodovil&amp;ei=K18_S_zbNM6QuAfTp_2TBw&amp;usg=AFQjCNE2N--Zkq-Gk4wGpadJHw06zip1jg">desta entrevista do cantor à <em>Playboy</em> em 2000</a>).</p>
<p>Enfim, tudo isso pra dizer que, se ainda não sabemos pra onde vai esse mundo com a explosão das redes sociais, a certeza é que, hoje, é impossível ser dissimulado: tudo está registrado. <strong>A responsabilidade sobre o que é dito, no ar ou não, é cada vez maior. </strong>Se os sites da WWW são as cidades onde residem os dados, as redes sociais são as estradas que fazem a informação circular e se difundir.</p>
<div style="font-size: 1.5em; line-height: 1.5em;"><strong>Atualização (03/01, às 12:05): caros visitantes, comentem à vontade, mas evitem usar palavras ofensivas ou racistas. Sou o responsável por este espaço e não quero ter problemas judiciais por conta de declarações irresponsáveis. Qualquer comentário com ofensas pessoais será excluído.</strong></div>
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		<title>Por que ninguém quer o debate?</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/10/09/por-que-ninguem-quer-o-debate/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 03:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste mundo frenético, ninguém mais quer se aprofundar em nada. Todos já têm suas opiniões e acham que não precisam ouvir o outro, nem pesquisar mais as informações. Assim, fica difícil realizar fóruns sobre temas fundamentais para a sociedade. Pior para todos nós.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O amigo Ivson Alves escreveu:</p>
<blockquote><p>Dessa maneira, se os coleguinhas estão sinceramente preocupados com o legado da Rio-2016 devem, necessariamente, incentivar diretamente a participação popular ativa na fiscalização do evento, antes, durante e, principalmente, depois. Não é só ficar gritando, como propala, algo comicamente, a campanha d’O Globo, mas dar força à organização popular mesmo.</p></blockquote>
<p>Leia mais em <a href="http://coleguinhas.wordpress.com/2009/10/03/rio-2016-cobranca-aos-coleguinhas/">Rio-2016: cobrança aos coleguinhas</a>, post em que Ivson estimula os jornalistas a não ficarem apenas cobrando do governo, mas também da sociedade, que reclama, reclama, reclama&#8230; mas faz que não é com ela.</p>
<p>Não vou nem entrar no clichê já manjado &#8211; porém verdadeiro &#8211; da pessoa que xinga o governante de corrupto mas não quer pagar a multa de trânsito. Tentarei ir além no delineamento da questão: <strong>a sociedade me parece cada vez menos disposta a participar de debates importantes para ela mesma</strong>. Prefere repetir um dos dois tipos de discursos (que não são necessariamente excludentes entre si): o oficial ou aquele mais congruente aos  seus pré-conceitos.</p>
<p>Porém, mesmo com internet, as pessoas subutilizam ferramentas que poderiam ser muito úteis para a realização de discussões e troca de ideias e não procuram se informar, embora tenham à disposição fontes de dados e notícias cada vez mais variadas. Neste ambiente superficial, sem contato com a diversidade de opiniões,<strong> o cidadão se refugia em seu ponto de vista sem dar chance à menor abertura para um possível autoquestionamento</strong>.</p>
<p>Isso acontece um pouco por medo e desconforto, já que a sensação da discórdia não é das mais agradáveis. <strong>Mas a dificuldade em construir uma opinião baseada em debate e informação se dá mesmo é por preguiça ou priorização de outras atividades, já que o frenesi do mundo nos obriga cada vez mais a fazer escolhas</strong>.</p>
<p>Assim, as opiniões ficam parecendo bem firmes, mas são construídas sobre tijolos sem cimento. Muitos evitam se expor nos fóruns (reais ou virtuais). Ora, para quê, se sua opinião é imutável?</p>
<p>Se todos lessem um pouco mais, se aprendessem um pouco mais, se aprofundassem um pouco mais veriam que a informação, bem estudada, analisada e digerida, <strong>pode gerar </strong><em><strong>insights</strong></em><strong> e decisões muito bem embasadas e com pouca chance de dar errado</strong>. Podem até ser polêmicas e controversas, mas certamente terão efeitos positivos em alto grau.</p>
<p>Torço para estar vivo quando os cidadãos passarem a ter mentes mais abertas, saberem ouvir o outro e, assim, participarem mais de debates e poderem formular decisões e medidas com mais precisão e segurança. Com cada um mais certo do que quer, teremos grupos sociais mais coesos e uma sociedade mais madura. Isso, sim, é democracia.</p>
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		<title>Livro digital ensina a ler criticamente a imprensa. Só a imprensa?</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/10/07/livro-digital-ensina-a-ler-criticamente-a-imprensa-so-a-imprensa/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 11:07:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A informação é do Código Aberto. Trecho: O autor apresenta seis regras básicas para identificar noticias tendenciosas: 1)     Identificar possíveis conflitos de objetivos entre o interesse público e o dos autores ou patrocinadores de uma determinada notícia; 2)     Identificar o objetivo da notícia. Se ela promove alguma idéia, projeto ou iniciativa comercial, política ou ideológica; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A informação é do <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?id_blog=2&amp;id={156A39BD-463C-40D2-875A-B20311D65B06}">Código Aberto</a>. Trecho:</p>
<blockquote><p>O autor apresenta <strong>seis regras básicas</strong> para identificar noticias tendenciosas:</p>
<p>1)     Identificar possíveis conflitos de objetivos entre o interesse público e o dos autores ou patrocinadores de uma determinada notícia;</p>
<p>2)     Identificar o objetivo da notícia. Se ela promove alguma idéia, projeto ou iniciativa comercial, política ou ideológica;</p>
<p>3)     Identificar os grupos sociais, econômicos e políticos afetados pelo projeto ou iniciativa, destacando se as opiniões dos atingidos foram destacadas adequadamente ou não;</p>
<p>4)     Examinar cuidadosamente os fatos e alegações publicadas;</p>
<p>5)     Identificar quem ganha e quem perde com o desenvolvimento do projeto ou iniciativa;</p>
<p>6)     Verificar como os outros órgãos da imprensa estão tratado o assunto central da notícia.</p></blockquote>
<p>Acho que vale não só para a imprensa, mas também para qualquer mensagem produzida por terceiros. O crescimento da internet e de suas redes sociais nos dão acesso a uma gama ilimitada de informações provenientes de fontes tão díspares quanto religiosos e ateus, conservadores e progressistas, cariocas e paulistas, homens e mulheres. Saber ler essas mensagens criticamente é um passo importante rumo à civilidade.</p>
<p>Afinal, a disseminação do hábito já vai livrar de spams e correntes a caixa postal da galera.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>O velho novo R7</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/09/29/o-velho-novo-r7/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 02:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Página inicial do portal R7 Domingo a Record lançou seu portal de notícias, o R7. Quando vi o nome, achei que fosse o site de algum jogador de futebol, já que a moda agora é chamar Ronaldo de R9, Keirrison de K9 etc. Mas ao entrar, achei que estivesse na globo.com. Não que o layout seja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center"><a href="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/09/r7.jpg"><img class="size-medium wp-image-2457" title="r7" src="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/09/r7-300x236.jpg" alt="Página inicial do portal R7" width="300" height="236" /></a></p>
<div class="legenda">Página inicial do portal R7</div>
</div>
<p>Domingo a Record lançou seu portal de notícias, o <a href="http://www.r7.com.br">R7</a>. Quando vi o nome, achei que fosse o site de algum jogador de futebol, já que a moda agora é chamar Ronaldo de R9, Keirrison de K9 etc. Mas ao entrar, achei que estivesse na <a href="http://www.globo.com">globo.com</a>. Não que o layout seja igualzinho, mas a estrutura da página&#8230; Reparem no menu superior: &#8220;Notícias&#8221;, &#8220;Esportes&#8221;, &#8220;Entretenimento&#8221; e &#8220;Vídeos&#8221;. Só muda a ordem.</p>
<p>Não adianta. A Record escancara sua estratégia de alcançar a Globo: imitando-a. A tática sai da TV e chega à internet. Visualmente, nenhuma inovação. Já no conteúdo&#8230; bem, basta clicar na imagem acima e ver a notícia em destaque na fotografia principal do site, em tela capturada terça-feira, dia 29, às 23h.</p>
<p>Como sempre, mais do mesmo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>#mussumday: bela homenagem coletiva mostra que o público pode agendar o público</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/07/31/mussumday-bela-homenagem-coletiva-mostra-que-o-publico-pode-agendar-o-publico/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 11:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antonio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994) Na quarta-feira, 29 de julho, os twitteiros brasileiros emplacaram um trending topic (os assuntos mais comentados no sistema num determinado momento): o #mussumday, em homenagem aos 15 anos de morte do famoso humorista. Durante o dia inteiro, os twitteiros reverenciaram Antonio Carlos Bernardes Gomes, bravo mangueirense e meu ex-vizinho em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img title="Antonio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994)" src="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/mussum01.jpg" alt="Antonio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994)" width="237" height="311" /></p>
<div class="legenda">Antonio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994)</div>
</div>
<p>Na quarta-feira, 29 de julho, os twitteiros brasileiros emplacaram um <em>trending topic </em>(os assuntos mais comentados no sistema num determinado momento): o<a href="http://http://twitter.com/#search?q=%23mussumday"> #mussumday</a>, em homenagem aos 15 anos de morte do famoso humorista. Durante o dia inteiro, os twitteiros reverenciaram <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mussum">Antonio Carlos Bernardes Gomes</a>, bravo mangueirense e meu ex-vizinho em Jacarepaguá, relembrando piadas, fazendo brincadeiras com o &#8220;jeitis&#8221; de falar de Mussum e escrevendo qualquer coisa que lembrasse o trapalhão.</p>
<p>O sucesso da iniciativa me chamou a atenção em dois aspectos. <strong>Primeiro, que o assunto chegou bem mais depressa aos <em>trending topics</em> (inclusive no primeiro lugar, em determinados momentos) do que o <a href="http://www.butucaligada.com.br/2009/07/07/minhas-restricoes-ao-fora-sarney/">já famoso #forasarney</a>. </strong>Atribuo esta rapidez à autenticidade das homenagens ao Mussum. Todos que participaram resolveram fazê-lo mesmo sem pedidos de adesão. Por outro lado, o #forasarney, por ser um movimento &#8211; pretensamente &#8211; político, dividiu opiniões neste Fla-Flu que é a internet. Além disso, foi artificial, uma vez que havia solicitações de participação, o que ajudou a aumentar a desconfiança.</p>
<p>O outro aspecto se conecta diretamente com uma frase que ouvi do ministro Franklin Martins, da <a href="http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/Subsecretaria/">Secretaria de Comunicação da Presidência da República</a>, no dia 14 de julho, no <a href="http://imezzo.wordpress.com/2009/07/17/a-comunicacao-de-governo-e-o-mundo-digital-acordaram/">fórum sobre mídias sociais</a>. Segundo ele, a internet quebrou o monopólio da imprensa em determinar sobre o que a sociedade deve discutir, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Agendamento">tema-chave da hipótese da <em>agenda setting</em></a>. <strong>Franklin tem razão: embora a mídia continue pautando a sociedade, ela não é mais a única a fazê-lo. E o #mussumday é um exemplo bem evidente.</strong></p>
<p>Nas redes sociais, com exceção do tema tecnologia e das fofocas limitadas à blogosfera, praticamente todos os assuntos são pautados pela mídia (e aqui, quando falo mídia, falo da imprensa <strong>e</strong> também da megaindústria do entretenimento): um filme que vai ser lançado, a celebridade que fez alguma merda, alguma notícia de seção tipo &#8220;Planeta Bizarro&#8221;.</p>
<p>Mas nenhum grande veículo de comunicação lembrou os 15 anos de morte do Mussum ou deu muito destaque ao aniversário. Mesmo assim, os usuários do Twitter lembraram, e espontaneamente, fizeram suas singelas, divertidas e até emocionantes homenagens ao  humorista. Tenho certeza de que a profusão das mensagens sobre o #mussumday ultrapassou os limites da internet e chegou aos ouvidos de quem estava offline, tamanho o barulho.</p>
<p>O episódio é interessante porque estamos falando de um humorista morto em 1994, ou seja, antes da internet chegar ao Brasil, mas que continua vivo na memória de muitos que se divertiam com as piadas dos Trapalhões (cuja longevidade foi estendida pela própria tecnologia e pelos vídeos antigos disponíveis no YouTube). Ou seja, não é nem um assunto quente. Mesmo assim, <strong>o #mussumday mostrou que a internet pode mobilizar até mesmo um grupo heterogêneo e numeroso de pessoas como os usuários do Twitter, a ponto de espalhar tão profundamente um tema não abordado pela comunicação de massa</strong>.</p>
<p>E alguém pode perguntar qual o impacto desta mobilização específica do #mussumday para a sociedade. Pouco, talvez nenhum. Foi só uma grande brincadeira. Mas, de tão autêntica e espontânea, virou uma bonita homenagem colaborativa.</p>
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		<title>Minhas restrições ao &#8220;fora, Sarney!&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 01:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O "movimento" que tem dominado o Twitter, à primeira vista, reflete um processo de conscientização política dos usuários de internet. Mas, se examinarmos a fundo, vemos que a campanha está longe de ser consistente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center"><a href="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/07/twitter_forasarney.jpg"><img class="size-full wp-image-2408" title="twitter_forasarney" src="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/07/twitter_forasarney.jpg" alt="Campanha &quot;#forasarney&quot; no Twitter" width="400" height="392" style="border: solid #DDDDDD 1px" /></a>
<div class="legenda">Campanha &quot;#forasarney&quot; no Twitter</div>
</div>
<p>Faz duas ou três semanas que tem rolado no Twitter uma campanha. Acompanhada de mensagens indignadas ou mesmo solitária, a expressão &#8220;<a title="#forasarney no Twitter" href="search.twitter.com/search?q=forasarney">#forasarney</a>&#8221; está sendo incluída nos posts de muita gente na rede social. Parece que os cidadãos estão começando a usar a internet para mobilizações políticas. O potencial do meio para isso é incontestável. Mas tenho minhas dúvidas se esta campanha está sendo tratada com a devida seriedade.</p>
<p>José Sarney já aprontou muito. Apoiou a ditadura militar, estendeu o congelamento de preços durante o Plano Cruzado com fins eleitorais e acabou disparando a inflação, distribuiu concessões de TV e rádio a torto e direito para compadres, tentou censurar blogs. Portanto, qualquer diminuição de poder do senador amapo-maranhense é benéfica para o Brasil. Ainda que tenham descoberto, 40 anos de vida pública depois, quem é José Sarney, a indignação é justa e necessária.</p>
<p>Porém, a maioria dos comentários adjacentes ao &#8220;#forasarney&#8221; postados no Twitter é vazia. As mensagens, quando não são virulentas ou raivosas, não têm conteúdo algum. Pouquíssimas trazem alguma informação que dê consistência ao mote da campanha.</p>
<p>O motivo essencial dessa inação travestida de mobilização é a caótica avalanche de notícias a que somos submetidos com fontes inesgotáveis de dados, números e manchetes frequentemente mal digeridas e transformadas em gritos em nome da moralidade, sem que se saiba exatamente qual o objeto da revolta. Deseja-se tirar Sarney por sua ligação com os recentes escândalos no Senado? Ou por todo o conjunto da obra? Neste caso, por que ninguém se revoltou quando Sarney foi eleito presidente do Senado? O que se ganha com a destituição de Sarney do cargo? Ou apenas deseja-se Sarney fora da presidência da Câmara Alta do Congresso porque é <em>cool</em>?</p>
<p>Por isso, o #forasarney, em muitos casos, é só uma tentativa oca de manifestar resíduos de uma falsa consciência política. Em outras situações, é apenas um esforço em emplacar a tag nos &#8220;trending topics&#8221; do Twitter &#8211; vide a<a title="Vídeo explicativo da frustrada tentativa de transformar #forasarney em um 'trending topic'" href="http://www.youtube.com/watch?v=5kNoYovrP6U"> patetice de algumas subcelebridades que deram à campanha, ridiculamente, o tom de galhofa</a>.</p>
<p><strong>Ao debate, por favor!</strong></p>
<p>A internet já provou ser uma ferramenta fabulosa para a democracia. Ela dá voz, espaço e tempo para que mais atores sociais &#8211; de indivíduos a organizações &#8211; possam expressar seus pontos de vista. O fomento à discussão, à troca de ideias, ao compartilhamento de informações e à reflexão analítica é um potente combustível para o motor da nossa realidade, rumo a patamares cada vez mais altos de justiça e cidadania. O debate permanente também é uma poderosa arma contra a transformação da mobilização popular em uma acrítica massa de manobra.</p>
<p>Saúdo estes novos indícios da participação política dos cidadãos na internet. Mas ainda fico reticente quando vejo manifestações tão superficiais. Mensagens de 140 caracteres (nos quais já inclusos os onze da expressão &#8220;#forasarney&#8221;) não são um método eficaz de ativismo político, a menos que sirvam para a disseminação de informações ou agregação de partidários numa luta em comum, para ações mais produtivas.</p>
<p>Participar de movimentos assim pode ser bacana, ajudar na sensação de pertencimento etc. mas a reflexão é fundamental. Sem uma dose de razão, o tom da campanha pode ficar emocional demais. O desequilíbrio descamba para mensagens autoritárias e antidemocráticas, como as que pedem o fechamento do Congresso ou aquelas repletas de palavrões.</p>
<p>Motivos para ter Sarney fora da presidência do Senado não faltam. O importante é identificá-los claramente. A desinformação aumenta o risco de se encampar um movimento a favor de quem prefere a falta de consciência política generalizada. É hora, portanto, de explorar mais o altíssimo potencial da internet para promover a troca de ideias. Quanto maior o debate, mais eficazes, contundentes e honestas serão as campanhas.</p>
<p>P.S. O <a href="http://www.memedecarbono.com.br">Meme de Carbono</a> já havia alertado para a necessidade de uma <a title="Fora Sarney, um grito desajeitado" href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/06/30/fora-sarney-um-grito-desajeitado/">campanha mais informativa e menos desajeitada</a>.</p>
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		<item>
		<title>Blog da Petrobras, um avanço para a democracia</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/06/09/blog-da-petrobras-um-avanco-para-a-democracia/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 01:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Estamos vivenciando talvez a maior discussão nascida na internet e trazida para o campo do real, envolvendo jornalismo, internet, política e todos nós, a sociedade. O melhor de tudo é que a luta pela pluralidade ganhou um ousado reforço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos, estamos vivenciando talvez a maior discussão nascida na internet e trazida para o campo do real, envolvendo jornalismo, internet, política e todos nós, a sociedade: o <a title="Fatos e Dados" href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com">blog da Petrobras</a>.</p>
<p><em>Parêntese: Vou supor que meus leitores já conheçam a história. Quem não souber, recomendo a leitura do post </em><a title="Jornalismo, informação, ética e a Petrobras" href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando/2009/06/jornalismo_informacao_etica.html"><em>Jornalismo, informação, ética e a Petrobras</em></a><em>, do blog </em><a title="Bereteando" href="http://www.verbeat.org/blogs/bereteando"><em>Bereteando</em></a><em>. Muito bem escrito, resume tudo que aconteceu, procura trazer todos os pontos de vista sobre o tema e ainda faz uma análise muito pertinente da celeuma.</em></p>
<p>Depois de quase uma semana do nascimento do blog e de uma repercussão extremamente polêmica, faço aqui alguns comentários que, espero, contribuam humildemente para o debate:</p>
<p><strong>1)</strong> Ninguém discorda que a iniciativa da Petrobras é uma nova e saudável forma de comunicação com o público, né? Esclarece pontos obscuros das notícias, ao divulgar os diálogos com a imprensa, e ainda economiza uma grana com notas oficiais pagas em jornais <img src='http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Aliás, sobre a decisão de publicar os diálogos antes da divulgação na imprensa, achei provocativa e interessante.</p>
<p><strong>2)</strong> Provocativa porque é óbvio que a Petrobras sabia que a imprensa ia chiar. Ou seja, a polêmica foi premeditada. Aí, realmente, não sei se foi a melhor (nem a pior) decisão. Poderia a empresa divulgar os diálogos depois da publicação das matérias? Sim, e o blog continuaria sendo uma iniciativa bem legal. Mas a opção foi pela compra da briga.</p>
<p><strong>3)</strong> Interessante porque isso nunca ocorreu antes. Não me lembro de ter ouvido falar em &#8220;sigilo da imprensa&#8221;, só em &#8220;sigilo da fonte&#8221;. É natural que uma pessoa não queira se identificar caso uma informação que ela divulgue possa comprometê-la. Mas não faz muito sentido que o jornal queira permanecer &#8220;anônimo&#8221; ou manter secreta a sua investigação. A menos que&#8230; o veículo queira dar um furo, uma informação exclusiva.</p>
<p>Mas, furo? Numa época em que os jornais chegam com as mesmas notícias já divulgadas na TV e na internet horas antes? Ok, TV e internet também podem fazer reportagens investigativas, que podem trazer informações exclusivas muito interessantes. Mas será que essa informação exclusiva vai vir exatamente de uma entrevista com a fonte oficial?</p>
<p>Ou seja, não vejo falta de ética, <a title="ANJ repudia atitude antiética da Petrobras" href="http://www.anj.org.br/sala-de-imprensa/noticias/anj-se-manifesta-contra-atitudes-da-petrobras">como quer fazer parecer a Associação Nacional de Jornais</a>. Talvez uma &#8220;deselegância&#8221; com a imprensa.</p>
<p>A verdade é que a Petrobras simplesmente expôs para todos nós uma quebra paradigmática, o surgimento de uma questão que antes não existia: agora, o entrevistado/fonte também tem como publicar as perguntas que vão gerar uma matéria que se tornará pública. E agora? Nunca ninguém pensou nessa possibilidade antes.</p>
<p>Esta dúvida é somente mais um indício de que <a title="Eu não leio mais jornais" href="http://www.butucaligada.com.br/2009/06/07/eu-nao-leio-mais-jornais/">a imprensa precisa urgentemente enxergar que o século 21 já está rolando</a>. E olha que a primeira década dele já está no fim&#8230;</p>
<p><strong>4)</strong> Não julgo a Petrobras por essa decisão. Prefiro saudar a iniciativa do blog, que pode ser um marco na relação entre imprensa e empresas, pelo menos aqui no Brasil. Como se trata de uma das maiores organizações do Brasil, senão a maior, a chegada do veículo acabou sendo impactante e polêmica.</p>
<p><strong>5)</strong> Por fim, <strong>o blog da Petrobras deve ser visto como um avanço para a democracia</strong>. De um lado, temos a investigação da imprensa. Do outro, o posicionamento da empresa diante dessa investigação. Agora, o leitor poderá confrontar as informações de uma e de outra. Ele terá o acesso às duas versões. Isto, sim, é pluralidade de pontos de vista, fundamental para que o cidadão tenha mais subsídios para formar a sua própria opinião.</p>
<p>Devemos, portanto, evitar a tentação de reduzir o conflito a uma briga entre mocinho e bandido. O blog da Petrobras é capaz de revelar problemas no atual processo de produção da notícia (pra não falar em falhas orquestradas por interesses mais escusos). Ponto pra ela. Mas isso não isenta a estatal &#8211; e a nenhuma empresa que lance mão da mesma estratégia &#8211; de ser cobrada.</p>
<p>A imprensa precisa continuar exercendo seu papel, de buscar sempre explicações sobre qualquer ponto que não esteja claro para o cidadão. Deve esquecer a vaidade do &#8220;furo&#8221;, e preocupar-se em investigar. Não é a publicação prévia de perguntas que vai anular uma reportagem boa e reveladora. Quando o processo investigativo for eficiente e os dados forem incontestáveis, nenhum blog corporativo vai poder dissimular ou evitar a revelação da verdade.</p>
<p>O mais importante, agora, é o leitor poder comparar as informações. Melhor para todos nós.</p>
<p><em>P.S. Mandei uma mensagem no domingo para o blog, conforme combinado com seus autores, com questionamentos sobre a iniciativa, mas não obtive respostas até agora (noite de terça, 9). Darei mais alguns dias, e só então publicarei as perguntas. Com ou sem respostas.</em></p>
<p><em><strong>Atualização (19:42 de 20/06/2009)</strong></em><em>: seguem as perguntas que enviei ao blog em 7 de junho, infelizmente não respondidas pelo blog Fatos e Dados:</em></p>
<blockquote><p>1) Qual o nome da pessoa ou do setor da Petrobras responsável pelo blog?</p>
<p>2) Por que o blog é mantido fora do domínio da Petrobras? Não dá um ar &#8220;não-oficial&#8221; ao blog?</p>
<p>3) O blog informa que seu objetivo é &#8220;apresentar fatos e dados recentes da Petrobras e o posicionamento da empresa sobre as questões relativas à CPI&#8221;. Vocês poderiam ter usado o próprio site para isso, sem usar a ferramenta blog. Por que preferiram criar um blog?</p>
<p>4) Segundo matéria publicada no Globo Online, &#8220;a Petrobras explicou que o objetivo do blog é tornar mais transparente as informações divulgadas pela companhia. A estatal destacou que, com o blog, os leitores têm condições não apenas de conhecer as perguntas feitas pelos jornalistas, mas principalmente ter acesso às respostas da estatal, na íntegra. Com isso, a companhia diz pretender dar mais transparência às informações da empresa, inclusive às concedidas aos veículos de comunicação&#8221;.</p>
<p>Vocês achavam que a imprensa nunca esclarecia as informações sobre a Petrobras? Se sim, por quê? Por má-fé, por incompetência ou por um &#8220;gargalo&#8221; no processo tradicional de produção da notícia?</p>
<p>5) A Petrobras pretende manter o blog após a CPI? Percebem-se alguns posts que não estão relacionados diretamente à Comissão.</p>
<p>6) Se na internet a repercussão foi saudada, a repercussão na grande imprensa foi mais cética. O Globo questionou a contratação da CdN mesmo com 1.150 profissionais de comunicação na empresa, além de afirmar que a estatal <a href="http://migre.me/1TEP">&#8220;está montando diversos esquemas para se defender&#8221;</a>. O Estado de S.Paulo afirma que, junto com o Globo, questionou <a href="http://migre.me/1TEo">&#8220;a legalidade do ato e se houve pedido de autorização para publicação dos e-mails&#8221;</a> . Já a Folha de S.Paulo diz que <a href="http://migre.me/1TEu">a Petrobras usa o blog para vazar reportagens</a> e publica a declaração de um advogado que acha que a empresa está sendo &#8220;deselegante&#8221; com os jornais.</p>
<p>Esta reação já era esperada? A Petrobras acredita que este tipo de reação pode prejudicar a relação entre a empresa e a imprensa?</p>
<p>7) A Petrobras estuda novos mecanismos de comunicação direta com o público, sem a intermediação da imprensa?</p></blockquote>
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		<title>A decadência do Centro Cultural Carioca</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Jun 2009 13:13:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu e Adriana mandamos uma carta à simpática casa de shows de samba, com algumas reclamações sobre a cozinha e o atendimento. O tom cuidadoso do texto não impediu que o CCC ignorasse a nossa mensagem. Portanto, resolvemos torná-la pública. (ATUALIZAÇÃO: resposta chegou em 12/06, confira)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há uma semana, enviei uma mensagem para o <a title="Centro Cultural Carioca" href="http://www.centroculturalcarioca.com.br">Centro Cultural Carioca</a>, bela casa de shows de samba no Centro do Rio que eu e Adriana frequentávamos. A carta reclamava da decadência do local, evidenciada na nossa última visita, dia 28 de maio. Preferimos enviar a mensagem somente para a administração do CCC. Temos um enorme carinho pela casa, e sentíamos que estaríamos &#8220;traindo uma relação&#8221; se mandássemos a queixa pra essas seções de jornais do tipo &#8220;Programa furado&#8221;. Sabe aquela coisa de evitar exposição dos defeitos de um amigo ou ente querido? Então.</p>
<p><span style="text-decoration: line-through;">Pois bem. Passou-se uma semana e o CCC não respondeu. Tudo bem que também não perguntamos nada. Somente pedimos mais cuidado nos trabalhos da casa. Mas, como cliente, me senti desrespeitado por não ter recebido nenhuma resposta, ainda mais de uma reclamação feita com educação e carinho, quase num tom de conselho.</span></p>
<p><span style="text-decoration: line-through;">Por isso, torno abaixo pública a mensagem, para que ninguém mais se surpreenda com o que pode acontecer no CCC.</span></p>
<p><strong>Atualização (18:50 de 14/06/2009): </strong>a resposta chegou no dia 12 de junho. Como a mensagem já estava pública mesmo, resolvi não retirá-la. Apenas acrescentei o posicionamento do CCC ao fim deste texto. Leia, lá embaixo.</p>
<blockquote><p>Prezados,</p>
<p>há cerca de cinco, seis anos fomos ao Centro Cultural Carioca pela primeira vez. Encontramos uma casa adorável na Praça Tiradentes, com uma vista linda para o João Caetano e o Real Gabinete; com um staff de primeira e muito bem representado por garçons e garçonetes bem descolados, que se divertiam servindo os clientes &#8211; e até dançando nos minutos possíveis, sem que isso prejudicasse o atendimento; uma comida deliciosa; uma caipirinha (literalmente) magnífica; e um som ambiente de qualidade, às vezes incrementado por vídeos de shows famosos, sempre adequados à apresentação principal da noite, ou seja, rodas de samba. Por tudo isso, somado, claro, aos inesquecíveis shows que assistimos ali, nós nos tornamos frequentadores assíduos do CCC. Não apenas fizemos vários encontros e festas na casa, como também a indicamos para amigos que queriam fazer confraternizações, e que sempre ficaram satisfeitos com a escolha. O CCC se tornou, assim, uma referência de alegria e diversão para nós.</p>
<p>Porém, o encanto se desfez na última quinta-feira, 28 de maio. Depois de muito tempo sem ir ao CCC, marcamos uma comemoração lá. E saímos, ao contrário de todas as outras noites em que lá estivemos, muito decepcionados. É verdade que a casa permanece bonita e a vista, admirável. Mas a perda de qualidade era evidente. O staff descolado de outrora foi substituído por garçons comuns, que não são mais o diferencial da casa. Antipáticos e carrancudos, demonstraram total falta de jogo de cintura ao se recusarem a liberar uma mesa após o horário de fim de reservas, imbróglio resolvido apenas quando o recepcionista interveio. A comida perdeu o sabor de antigamente. Não pudemos sequer experimentar o sorvete com banana frita, que, embora no cardápio, estava em falta. Lamentei também pela caipirinha, antes uma das delícias da casa, cuidadosamente preparada individualmente (como tem que ser!),  e que dessa vez estava péssima. Qual não foi minha surpresa, quando fui ao caixa pagar e esticando o olhar para o bar, confirmei que a bebida agora é preparada em uma grande jarra (para agilizar o processo?), que o garçom despeja no copo e depois &#8220;enfeita&#8221; com uns pedaços de limão. Realmente inaceitável. Isso tudo sob uma trilha sonora inacreditável: rolava, antes do show, um disco de pop lusitano (?!?!), em total dissonância com a nossa expectativa, que aguardava uma roda de samba. Os vídeos no telão também exibiam, cíclica e monotonamente, propaganda da casa, ao invés de shows. Difícil apontar qual foi o mais frustrante dos acontecimentos.</p>
<p>Com essa decadência, era natural que o tipo de público mudasse. E essa transformação no perfil dos presentes era evidente na quinta-feira. Enquanto antigamente 90% das pessoas dançavam, cantavam ou, no mínimo, assistiam ao show, a maioria agora estava lá para conversar e poucos davam atenção ao Grupo Semente. Constrangido, Pedro Miranda chegou a pedir aplausos na apresentação dos integrantes. Parecia que estávamos numa churrascaria, e não numa casa de shows.</p>
<p>Este é apenas um desabafo de um casal que se acostumou a se divertir e registrar boas lembranças das noites do CCC e ficou muito preocupado com os rumos que a casa está tomando. Esperamos que considerem esta mensagem com carinho e avaliem se, realmente, algumas modificações na cozinha, na técnica e no atendimento podem transformar a casa novamente na maravilhosa opção que foi até, pelo menos, o ano passado.</p>
<p>Atenciosamente,</p>
<p>Adriana Simeone e Raphael Perret</p></blockquote>
<p><strong>Atualização (às 18:50 de 14/06/2009)</strong>: segue, abaixo, a resposta enviada pela casa, no dia 12 de junho (só publiquei agora porque só agora a li).</p>
<blockquote><p><span><span style="font-size: small;">Prezado Rafael, </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Inicialmente gostaríamos de nos desculpar pela demora em lhe responder. De qualquer forma e ainda que tardiamente não poderia deixar de lhe agradecer pelos relatos registrados que em muito contribuirão para que possamos corrigir as falhas apontadas. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">O Centro Cultural Carioca está passando por profundas e necessárias mudanças tanto no que diz respeito ao seu quadro administrativo quando de seus funcionários. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Alguns dos pontos por você abordados, já estavam sendo observados por nós e seu e-mail veio confirmar a necessidade urgente de providências para melhoria dos serviços prestados e uma necessária reformulação do cardápio oferecido pela casa. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Embora estejamos de acordo com boa parte de suas ponderações faz-se necessários alguns esclarecimentos que esperamos sejam bem compreendidos. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span>1- O Staff que você conheceu<span style="font-weight: normal; "> </span></span></strong></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Os garçons que faziam parte da equipe sobre os quais você se refere, em sua maioria eram bailarinos, atores e até filósofos, todos muito amigos que, entretanto em função de seus outros compromissos profissionais frequentemente faltavam ao trabalho causando uma séria de problemas internos que embora não fossem percebidos pelos clientes geravam custos extras e dificuldades administrativas. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Por esta razão, vimo-nos obrigados a substituí-los por garçons comuns como acontece nos demais estabelecimentos do segmento.</span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><span> <strong>2 – O Cardápio<span style="font-weight: normal; "> </span></strong></span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Mesmo antes de receber seu e-mail, já estávamos trabalhando no desenvolvimento de um novo cardápio que diferentemente do que possa parecer não é tão fácil e rápido promover as alterações desejadas. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Entretanto, estamos em processo de contratação de uma nutricionista que juntamente com nossa chefe de cozinha estarão trabalhando na criação de novas opções. Certamente que alguns itens, já tradicionais, não serão retirados do atual cardápio, mas poderão e deverão ser melhorados.</span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">O mesmo acontecerá com nossa carta de bebidas. </span></span></p>
<p><strong><span><span style="font-size: small;">3 –Divulgação da Programação da Casa </span></span></strong></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Anteriormente produzíamos um material impresso que antes ficava disponível aos interessados que por mais prático que fosse para os clientes deixou de ser interessante para a casa em função das alterações inesperadas causadas pelos cancelamentos de alguns artistas que por interesses próprios deixavam de cumprir com o compromisso assumido com casa, tornando obsoleto o referido material e dissonante com o que estava sendo divulgado em nosso site criando por vezes constrangimento para as partes. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Optamos então por manter nosso site sempre atualizado e aproveitar o público diariamente presente na casa para promover nossa programação.</span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">O tempo de divulgação em nosso telão não poderia ter ultrapassado os 10 minutos de costume mas, lamentavelmente, por um descuido do funcionário responsável e da própria gerência noturna, no dia em que você esteve na casa houve um exagero que também consideramos abusivo. </span></span></p>
<p><strong><span><span style="font-size: small;">4 – Grupo Semente </span></span></strong></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Com a gravidez da Teresa Cristina que se afastou, temporariamente, em licença maternidade desde fevereiro deste ano, infelizmente, o Grupo Semente não tem conseguido manter a mesma alegria e animação em suas apresentações, o que tem dispersado a atenção do público presente que se comporta de forma alheia e até mesmo desrespeitosa para com os músicos. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Providências estão sendo tomadas até mesmo porque a casa vem sofrendo as conseqüências do pouco interesse dos clientes pelas noites de quita feira. </span></span></p>
<p><span style="font-size: small;"><strong><span><span style="font-size: small;">5 – Noite de 28 de maio – Vernissage<span style="font-weight: normal;"> </span></span></span></strong></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Como naquela noite estávamos realizando uma vernissage de fotografias que faz parte do Projeto “Foto In Rio 2009” e coube ao CCC sediar uma exposição cujo tema é” Em Terras Lusitanas ”, você há de convir que a música ambiente que apresentada e cabe salientar que foi somente durante o coquetel de abertura, não poderia estar em dissonância com o tema. Por esta razão a trilha sonora apresentou com muita propriedade músicas portuguesas que dentro da proposta da exposição nos parece bem mais apropriadas do que um samba. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Obviamente estamos bastante constrangidos pela grande decepção causada, mas estamos certos que dentro do planejamento em andamento, em alguns poucos meses, teremos muito prazer em recebê-lo como nosso convidado para conhecer as melhorias que estão sendo realizadas. </span></span></p>
<p><strong><span><span style="font-size: small;">6 – Preparo da caipirinha </span></span></strong></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Esclarecemos ainda que os drinks servidos na casa, como por exemplo a caipirinha, são preparados uma a uma no momento que o cliente faz sua solicitação e não há nenhuma determinação contrária. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">A caipirinha que você mencionou era para o serviço de coquetel que estava sendo servido para o Vernissage cujo serviço tem uma dinâmica diferente das solicitações que ocorrem no decorrer do show da noite. </span></span></p>
<p><strong><span><span style="font-size: small;">Providências em andamento:<span style="font-weight: normal;"> </span></span></span></strong></p>
<p><strong><span><span style="font-size: small;">Reformas físicas das instalações:</span></span></strong></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Está em fase de aprovação o Proger, financiamento solicitado à Caixa Econômica Federal para reforma da fachada, telhado inclusive com colocação de manta para isolamento térmico, cozinha, banheiros e demais dependências. </span></span></p>
<p><strong><span><span style="font-size: small;">Quadro de Funcionários:<span style="font-weight: normal;"> </span></span></span></strong></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Novas contratações estão sendo feitas para substituição daqueles que julgamos inadequados com a proposta da casa e tanto os funcionários que permanecerem quantos novos passarão por cursos de capacitação profissional. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Foi acelerado o processo de contratação de uma nova gerente de salão com experiência e postura adequada para coordenação da equipe de atendimento como garçons, atendentes de bar, caixa e serviços gerais noturno. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Também estamos buscando oferecer uma programação musical/cultural mais diversificada mantendo nas quintas, sextas e sábados o samba que já é tradicional na casa e promovendo também outros gêneros musicais de bom nível de maneira a buscar um perfil de cliente mais exigente. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Outras manifestações culturais estão sendo experimentadas como os shows performáticos que muito tem agradado àqueles que vêm nos prestigiados nos demais dias da semana. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Seu e-mail fez com que algumas iniciativas fossem antecipadas e algumas decisões adotadas antes do prazo previsto. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Agradecemos pelos comentários e esperamos poder contar com suas críticas e sugestões. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Aproveitamos para convidá-lo para conhecer nosso almoço executivo, que acontece de segunda a sexta feira das 11h30 às 14h30. Teremos muito prazer e trocar algumas idéias pessoalmente. </span></span></p>
<p><span><span style="font-size: small;">Atenciosamente, </span></span></p>
<div>
<div><strong><span style="font-size: small;">Isnard Manso</span></strong></div>
<div><span style="font-size: small;">&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;<br />
Centro Cultural Carioca<br />
Rua do Teatro, 37</span></div>
</div>
<div><span style="font-size: small;">20050-190 &#8211; Centro &#8211; Rio de Janeiro<br />
(21) 2242 9642 &#8211; (21) 7835 4773<br />
<em><a href="http://www.centroculturalcarioca.com.br/" target="_blank">www.centroculturalcarioca.com.br</a></em></span></div>
</blockquote>
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		<title>Eu não leio mais jornais</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Jun 2009 00:22:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi conversando com um amigo que a verdade se revelou de forma cristalina: não preciso mais dos diários impressos. Se mais gente agir assim, então, os jornais vão acabar? A versão em papel, talvez. Os grandes veículos de comunicação continuarão existindo na internet. Mas precisam abrir o olho, sob o risco da desmoralização.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><a href="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/06/519230710_c2a38f0cf8.jpg"><img class="size-medium wp-image-2342" title="519230710_c2a38f0cf8" src="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/06/519230710_c2a38f0cf8-300x225.jpg" alt="Jornais no Irã. Foto: birdfarm" width="300" height="225" /></a></p>
<div class="legenda">Jornais no Irã. Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/birdfarm/519230710/">birdfarm</a></div>
</div>
<p>No sábado, travei o seguinte diálogo com meu amigo Gustavo Veronese:</p>
<blockquote><p><strong>Gustavo</strong>: Perreco</p>
<p>tudo beleza?</p>
<p><strong>me</strong>: beleza, e aí?</p>
<p><strong>Gustavo</strong>: Aí</p>
<p>dá uma olhada na página 4 do Globo, na coluna do Merval e vê a chamada da coluna dele (não sei se é assim que vocês chamam a introdução da coluna)</p>
<p>Vê o que você acha.</p>
<p><strong>me</strong>: pô, não tenho o Globo %-)</p>
<p><strong>Gustavo</strong>: tu só lê o JB ?</p>
<p><strong>me</strong>: não, não leio jornal <img src='http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>só online e o Globo de sexta, quando compro pra ver a boa do fim de semana</p></blockquote>
<p>O papo prosseguiu, por outro caminho. Mas eu fiquei encasquetado com essa novidade: eu não leio mais jornais. A conclusão me levou a fazer um <em>revival </em>da minha relação com os impressos.</p>
<p>Na faculdade de jornalismo, ouvia nas minhas melhores aulas que jornalista tem que estar bem informado e ler jornal. Seguir a orientação nunca foi muito difícil, mesmo antes de passar no vestibular. Quando eu morava com os meus pais, lia em casa porque minha mãe sempre assinava o <em>Globo</em>. Durante a faculdade, cheguei a assinar a <em>Folha </em>e o <em>JB</em>. Ao sair de casa e ver as despesas aumentarem, nunca mais assinei nada. Porém, ainda curtia ler os jornais no meu trabalho antigo. Como agora não tenho jornais à minha disposição na minha sala atual, a preguiça e avareza superam a minha vontade em me informar pelos tradicionais diários impressos.</p>
<p>Já faz, portanto, quase um ano que ler jornais deixou de ser um hábito diário. Mas escrever isso na conversa com o Gustavo me fez encarar a verdade. Uma verdade que se contrapõe ao que aprendi na sala de aula. Afinal, como jornalista, é preciso saber um pouco de tudo para errar o mínimo possível na hora de transmitir uma informação. Mas esta necessidade não mudou. Então, por que então abro mão dos jornais?</p>
<p>Pensei e encontrei dois motivos, um particular e um público. O particular é a redução vertiginosa da grandeza &#8220;tempo&#8221; no meu dia a dia. Quando sobram alguns minutos para a leitura, prefiro dedicá-la aos livros, pois, como vocês sabem, <a title="Sobre ler e escrever" href="http://www.butucaligada.com.br/2009/04/26/sobre-ler-e-escrever/">estou em débito com a literatura</a>.</p>
<p>O público é notório. A internet nos expõe a milhares de fontes de informação diferentes. Não tenho acesso somente ao que a imprensa noticia, mas também às opiniões e informações vindas de quem nunca ou raramente teve espaço na mídia. Além disso, milhares de veículos informativos gratuitos proliferam na rede, inclusive internacionais. E na rede que eu mantenho, via internet ou fora dela, consigo me manter informado sobre os assuntos que mais me interessam, lúdica ou profissionalmente. <strong>Afinal, meus amigos, colegas e contatos são meus amigos, colegas e contatos porque se interessam pelas mesmas coisas que eu</strong>. Mesmo nessa entropia enlouquecedora em que vivemos, é mais ou menos o que fala o Cris Dias: <a title="Como o Twitter e o iPhone me ensinaram a não ficar estressado com o excesso de informaçã" href="http://www.crisdias.com/2009/04/16/information-overload/">&#8220;se alguma informação, notícia, tendência, etc. é realmente importante ela acaba voltando&#8221;</a> (não penso 100% igual, mas concordo mais do que discordo). Logo, deixar de ler jornais não me deixou mais mal informado. Se bobear, ocorre o contrário.</p>
<p>Portanto, acho que é hora de abandonar o sentimento de culpa. E de rever meus conceitos sobre as previsões do tipo &#8220;os jornais vão acabar&#8221;, embora eu ainda não concorde com elas. Acompanho a grande mídia, mas é inegável que ela deve se reinventar para anular ou diminuir os prejuízos recentes. Aceitar o avanço tecnológico é uma providência fundamental e já atrasada. Se o veículo ignora a participação do leitor, minimiza a formação de seus profissionais e <a title="Capas dos jornais escancaram a crise da imprensa" href="http://www.butucaligada.com.br/2009/05/11/capas-dos-jornais-escancaram-a-crise-da-imprensa/">despreza critérios de qualidade básicos</a>, é porque busca o suicídio. Afinal, com internet ou não, a sociedade está cada vez mais exigente com o compromisso público da imprensa com a democracia e a pluralidade.</p>
<p>Agora, é possível que o fim do jornal de papel seja um destino mais realista. Já que caminhamos para um acesso cada vez mais amplo à web, os próprios veículos prefiram manter-se só na internet. Na web, a manutenção é mais barata e os recursos multimídia enriquecem a transmissão da informação. A conscientização ecológica também vai contribuir para a redução do papel. O que desacelera a força que empurra as rotativas à aposentadoria é o já  tradicional gargalo: como aumentar a receita com o veículo online? Propaganda? Conteúdo pago? Micropagamento?</p>
<p>O desaparecimento do jornal de papel não vai representar o fim da grande mídia. Poderá ser um símbolo, sim, de uma nova era da informação. Mas os grandes veículos de comunicação podem dançar, caso não consigam se adequar aos novos tempos. Ao que parece, estão atrasados.</p>
<p>Com a internet, há espaço para todos. Inclusive para os jornais.</p>
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