02/01/2010 - 12:14
O ano de 2010 começou quente no mundo da mídia. Na verdade, a chama esteve acesa antes mesmo da meia-noite de 1º de janeiro: no último dia de 2009, Boris Casoy, apresentando o Jornal da Band, deixou escapar comentários ultrapreconceituosos contra garis que desejavam feliz ano novo. Veja abaixo:
O apresentador, no dia seguinte e no mesmo telejornal, pediu – tímida e rapidamente – desculpas “aos garis e aos telespectadores”, confira:
O vazamento da “brincadeirinha” de Casoy foi assunto recorrente no Twitter e em e-mails que recebi no primeiro dia de 2010. Está mais do que claro que a repercussão só foi grande porque o vídeo se espalhou depressa pela internet, via YouTube e redes sociais. Sem essa difusão, jamais o apresentador teria que passar pelo constrangimento de pedir desculpas no ar por seus comentários.
Pergunto-me se as piadinhas de Boris Casoy tivessem sido proferidas há dez anos. Elas se transformariam em mais uma dessas lendas da TV brasileira, assistidas por alguns poucos “sortudos”, que jurariam ter ouvido as frases, mas jamais poderiam confirmar que elas realmente foram ditas. Algo parecido com a lenda de que Lobão teria discutido de forma chula com Clodovil no antigo programa de entrevistas dele: muita gente diz que viu, mas as cenas nunca apareceram e Lobão já afirmou que nunca teria sido tão grosseiro (veja o final da página 20 desta entrevista do cantor à Playboy em 2000).
Enfim, tudo isso pra dizer que, se ainda não sabemos pra onde vai esse mundo com a explosão das redes sociais, a certeza é que, hoje, é impossível ser dissimulado: tudo está registrado. A responsabilidade sobre o que é dito, no ar ou não, é cada vez maior. Se os sites da WWW são as cidades onde residem os dados, as redes sociais são as estradas que fazem a informação circular e se difundir.
Atualização (03/01, às 12:05): caros visitantes, comentem à vontade, mas evitem usar palavras ofensivas ou racistas. Sou o responsável por este espaço e não quero ter problemas judiciais por conta de declarações irresponsáveis. Qualquer comentário com ofensas pessoais será excluído.
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Tags: comunicação, internet, jornalismo, redes sociais, TV
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29/11/2009 - 10:35
Morde-e-assopra: legal a matéria que citei antes, mas, francamente, não consigo acreditar que o Globo tenha gastado metade de uma página nobre (a do Ancelmo), dentro da editoria Rio, com uma reportagem sobre noivas que chegam ao casamento de helicóptero.
Bola fora, quer dizer, chutada na bandeirinha de escanteio, do jornal.
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Tags: jornalismo, o globo
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29/11/2009 - 10:29
Viram o post abaixo? É de terça-feira, 24.
Vejam agora a reportagem “Pontos de ônibus sem sinalização confundem passageiros”, publicada no Globo deste domingo, 29.
Embora não tenha falado de Copacabana, a matéria revela que o problema é geral e traz declarações da Prefeitura. Ótimo, pois amplia o debate sobre o assunto e ajuda a entendê-lo. Além disso, o jornal orienta os leitores a denunciar o problema em qualquer lugar da cidade.
Tudo pra dizer: bola dentro do Globo.
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Tags: jornalismo, o globo, rio de janeiro
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09/10/2009 - 0:17
Neste mundo frenético, ninguém mais quer se aprofundar em nada. Todos já têm suas opiniões e acham que não precisam ouvir o outro, nem pesquisar mais as informações. Assim, fica difícil realizar fóruns sobre temas fundamentais para a sociedade. Pior para todos nós.
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Tags: cidadania, democracia, internet, jornalismo, olimpíadas
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07/10/2009 - 8:07
A informação é do Código Aberto. Trecho:
O autor apresenta seis regras básicas para identificar noticias tendenciosas:
1) Identificar possíveis conflitos de objetivos entre o interesse público e o dos autores ou patrocinadores de uma determinada notícia;
2) Identificar o objetivo da notícia. Se ela promove alguma idéia, projeto ou iniciativa comercial, política ou ideológica;
3) Identificar os grupos sociais, econômicos e políticos afetados pelo projeto ou iniciativa, destacando se as opiniões dos atingidos foram destacadas adequadamente ou não;
4) Examinar cuidadosamente os fatos e alegações publicadas;
5) Identificar quem ganha e quem perde com o desenvolvimento do projeto ou iniciativa;
6) Verificar como os outros órgãos da imprensa estão tratado o assunto central da notícia.
Acho que vale não só para a imprensa, mas também para qualquer mensagem produzida por terceiros. O crescimento da internet e de suas redes sociais nos dão acesso a uma gama ilimitada de informações provenientes de fontes tão díspares quanto religiosos e ateus, conservadores e progressistas, cariocas e paulistas, homens e mulheres. Saber ler essas mensagens criticamente é um passo importante rumo à civilidade.
Afinal, a disseminação do hábito já vai livrar de spams e correntes a caixa postal da galera.
Alguém já comentou. E você? »
Tags: cidadania, comunicação, internet, jornalismo
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