08/04/2013 - 9:50
A internet é inclemente com jornalistas. Antes dela, eles podiam dizer ou publicar qualquer coisa que a resposta vinha lentamente e, às vezes, só ganhava visibilidade se o veículo em que o profissional trabalhava abrisse espaço. A web aproximou o jornalista do público, que agora denuncia as “barrigas”, critica falhas de apuração e replica insinuações de colunistas. Alguns jornalistas, elegantes, conseguem dialogar com o público, defendem suas publicações e reconhecem seus erros. Outros apenas se constrangem diante das falhas apontadas. Mas a maioria dos jornalistas, arrogantes, preferem desqualificar quem os criticam, isso quando não os ignoram. Nesses casos, expõem-se ao ridículo.
(Parêntese: quando falo de críticas aos jornalistas, refiro-me às críticas inteligentes e fundamentadas, que existem, e aos montes. Muitos comentários são mesmo ignoráveis. Fecha parêntese.)
Rafinha Bastos conseguiu a proeza de trazer essa nova dinâmica ao universo dos humoristas. Ao fazer duas piadas (ruins) sobre uma rede de hotéis, levou duas respostas bem-humoradas, elegantes e de fina ironia. Desconcertado com uma reação tão inteligente (humoristas como ele gostam de ver transtornada a vítima da piada) e com o apoio da plateia das redes sociais a essa reação, Rafinha apelou, saiu da esfera do bom humor e atacou grosseiramente a empresa hoteleira. E, tal qual o jornalista que bate boca com seus críticos, expôs-se ao ridículo.
Viva a comunicação bidirecional e desintermediada, capaz de revelar quem as pessoas realmente são.
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22/04/2011 - 11:08
Apresentador do Globo Esporte defende horário atual das partidas noturnas de futebol. Para ele, o Brasil não é o país do futebol, é o país da novela. Opinião coerente e sincera. Mas traduz somente o interesse da emissora de TV. Faltou perguntar se os torcedores estão satisfeitos
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Tags: futebol, jornalismo, TV
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26/09/2010 - 15:12
O que cientistas políticos, no futuro, falarão desta briga entre Lula e imprensa em pleno período eleitoral? É preciso avançar no tempo para obter perspectiva histórica, mas resolvi me arriscar uns palpites: os estudos dirão que a imprensa é digna de críticas e precisa recuperar credibilidade. E que, embora não seja “golpista”, a mídia também não sofre ameaça alguma.
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Tags: cidadania, democracia, eleições, imprensa, jornalismo, política
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23/09/2010 - 0:29
“Se a espiral do silêncio estiver correta, a consolidação de um panorama apontado pela pesquisa eleitoral (crescimento de um candidato, queda de outro) influencia diretamente o indivíduo. O ‘vitorioso’ de um debate entre candidatos, resultado obtido apenas com alguma pesquisa de opinião, também pode ser beneficiado. ”
Veja meu texto “A espiral do silêncio”, escrito em 2002, sobre a possível influência das pesquisas no comportamento dos eleitores.
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02/01/2010 - 12:14
O ano de 2010 começou quente no mundo da mídia. Na verdade, a chama esteve acesa antes mesmo da meia-noite de 1º de janeiro: no último dia de 2009, Boris Casoy, apresentando o Jornal da Band, deixou escapar comentários ultrapreconceituosos contra garis que desejavam feliz ano novo. Veja abaixo:
O apresentador, no dia seguinte e no mesmo telejornal, pediu – tímida e rapidamente – desculpas “aos garis e aos telespectadores”, confira:
O vazamento da “brincadeirinha” de Casoy foi assunto recorrente no Twitter e em e-mails que recebi no primeiro dia de 2010. Está mais do que claro que a repercussão só foi grande porque o vídeo se espalhou depressa pela internet, via YouTube e redes sociais. Sem essa difusão, jamais o apresentador teria que passar pelo constrangimento de pedir desculpas no ar por seus comentários.
Pergunto-me se as piadinhas de Boris Casoy tivessem sido proferidas há dez anos. Elas se transformariam em mais uma dessas lendas da TV brasileira, assistidas por alguns poucos “sortudos”, que jurariam ter ouvido as frases, mas jamais poderiam confirmar que elas realmente foram ditas. Algo parecido com a lenda de que Lobão teria discutido de forma chula com Clodovil no antigo programa de entrevistas dele: muita gente diz que viu, mas as cenas nunca apareceram e Lobão já afirmou que nunca teria sido tão grosseiro (veja o final da página 20 desta entrevista do cantor à Playboy em 2000).
Enfim, tudo isso pra dizer que, se ainda não sabemos pra onde vai esse mundo com a explosão das redes sociais, a certeza é que, hoje, é impossível ser dissimulado: tudo está registrado. A responsabilidade sobre o que é dito, no ar ou não, é cada vez maior. Se os sites da WWW são as cidades onde residem os dados, as redes sociais são as estradas que fazem a informação circular e se difundir.
Atualização (03/01, às 12:05): caros visitantes, comentem à vontade, mas evitem usar palavras ofensivas ou racistas. Sou o responsável por este espaço e não quero ter problemas judiciais por conta de declarações irresponsáveis. Qualquer comentário com ofensas pessoais será excluído.
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Tags: comunicação, internet, jornalismo, redes sociais, TV
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