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	<title>Butuca Ligada &#187; jornalismo</title>
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	<description>Informação é estar atento &#124; por Raphael Perret</description>
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		<title>Jogos às 22h: interesse global ou interesse público?</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Apr 2011 14:08:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[Apresentador do Globo Esporte defende horário atual das partidas noturnas de futebol. Para ele, o Brasil não é o país do futebol, é o país da novela. Opinião coerente e sincera. Mas traduz somente o interesse da emissora de TV. Faltou perguntar se os torcedores estão satisfeitos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apresentador da edição paulista do <em><a href="http://globoesporte.globo.com/programas/globo-esporte/">Globo Esporte</a></em>, <a title="Notícia do UOL sobre o discurso de Tiago Leifert" href="http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2011/04/22/tiago-leifert-defende-jogos-as-22h-o-brasil-e-o-pais-da-novela.jhtm">Tiago Leifert defendeu o horário das 22h para a realização de partidas de futebol a serem exibidas pela emissora em que trabalha</a>:</p>
<blockquote><p>Por que o jogo é às 22h? Meus amigos, conformem-se: a novela dá muito mais audiência que o futebol. Eu não estou falando que é pouco, não. É muito mais audiência que o futebol. Logo ela precisa ter uma posição privilegiada porque ela está atendendo a maioria. Esqueça a frase &#8220;o Brasil é o país do futebol&#8221;. Não é. O Brasil é o país da novela.</p></blockquote>
<p>Leifert é coerente. Defende o ponto de vista da emissora que lhe paga o salário. Ainda por cima, é corajoso: atualmente, é necessária uma boa dose de valentia para expressar uma opinião favorável à Globo. Assim, entende-se seu posicionamento sobre o horário dos jogos.</p>
<p>Mas é difícil concordar, viu?</p>
<p>A própria argumentação do global deixa claro : a novela tem maior audiência, portanto merece o horário nobre. O jogo que venha depois (e não antes, pois é a hora do <em>JN</em>, outro imexível na programação e um dos horários mais caros para veiculação de anúncios). Logo, o horário das 22h é de interesse da Globo. E quem disse que é do interesse do torcedor?</p>
<p>Falo tanto de quem assiste pela TV quanto a quem vai ao estádio: todos, na maioria, precisam acordar cedo no dia seguinte, em horários que variam das 4 às 7 da manhã. Quem se dispõe a ver o jogo presentemente ainda gasta mais tempo &#8211; no deslocamento de ida e vinda &#8211; e dinheiro &#8211; na compra do ingresso. No caso de jogos em metrópoles, a situação se agrava em virtude da criminalidade durante a madrugada. Sim, madrugada; jogo que começa às 22h termina quase à meia-noite. Isso quando não tem prorrogação e/ou disputa de pênaltis!</p>
<p>Só é lamentável que não haja ação ou, pelo menos, indignação de entidades cujo objetivo é defender o interesse público. E defender o interesse público, aqui, significa lutar para que o horário das partidas seja mais adequado ao dia a dia (ou noite a noite) do brasileiro.</p>
<p>Portanto, pode-se até admirar Leifert pela sinceridade. Mas seu discurso só reforça a sensação de que, no Brasil, apesar de várias recentes evidências contrárias,  a Globo continua mandando.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sem golpismos ou ameaças às liberdades</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2010/09/26/sem-golpismos-ou-ameacas-as-liberdades/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Sep 2010 18:12:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[eleições]]></category>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[O que cientistas políticos, no futuro, falarão desta briga entre Lula e imprensa em pleno período eleitoral? É preciso avançar no tempo para obter perspectiva histórica, mas resolvi me arriscar uns palpites: os estudos dirão que a imprensa é digna de críticas e precisa recuperar credibilidade. E que, embora não seja "golpista", a mídia também não sofre ameaça alguma.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma discussão bem interessante, sobre esta brigalhada entre Lula e imprensa em pleno período eleitoral, surgiu em uma lista da qual participo. Um colega, num certo instante, perguntou o que cientistas políticos, no futuro, falarão dos episódios deste ano de 2010. É preciso avançar no tempo para obter perspectiva histórica, mas resolvi me arriscar nessa futurologia.</p>
<p>Bem, aposto que análises mostrarão uma cobertura completamente tendenciosa, chegando ao requinte de publicar textos irônicos, preconceituosos e altamente editorializados (sim, estou falando da <em>Veja</em>). Se a Dilma ganhar, será reforçada a tese de que a grande imprensa definitivamente deixou de influenciar a opinião pública como antes, o que já foi aventado em 2006, quando a candidatura de Lula recebeu carga pesada (embora eu ache que em 2010 esteja pior).</p>
<p>Também será comprovado que o discurso de que as liberdades são ameaçadas no Brasil (reforçadas pela <em><a title="Capa da edição 29/09/2010 de Veja" href="http://twitpic.com/2runuc">Veja </a></em><a title="Capa da edição 29/09/2010 de Veja" href="http://twitpic.com/2runuc">desta semana</a> &#8211; grato, <a title="Twitter de Erika Sara" href="http://twitter.com/erikasara">@erikasara</a> &#8211; e pela <a title="Capa do &quot;Extra&quot; de 24/09/2010" href="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/extra_20100924.jpg">incrível capa do </a><em><a title="Capa do &quot;Extra&quot; de 24/09/2010" href="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/extra_20100924.jpg">Extra </a></em><a title="Capa do &quot;Extra&quot; de 24/09/2010" href="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/extra_20100924.jpg">de sexta-feira, 24</a>) é vazio, exagerado e, óbvio, político, já que o que mais se viu nos últimos anos foram matérias críticas ao governo, às vezes grosseiras, às vezes de frágil sustentação, sem que houvesse qualquer tentativa clara de cerceamento à liberdade de expressão. E será avaliado que os movimentos do governo associados a um suposto “controle da imprensa”, como classificaram os veículos, vieram de eventos destinados ao debate sobre o tema (Confecom) ou de propostas levantadas para a regulamentação dos setores de comunicação (Ancinav, Conselho de Jornalismo), o que é bem diferente de censura e já existe em diversos outros países democráticos.</p>
<p>Uma conclusão possível desses futuros estudos será que a liberdade de imprensa não esteve em perigo. As críticas contundentes do presidente Lula, embora desnecessárias porque provocam um clima hostil entre instituições essenciais para a democracia, não carregam nenhuma ameaça em si e não passam de recurso manjado de governantes questionados.</p>
<p>Também se verificará que, se essa imprensa ainda quer manter alguma credibilidade e popularidade, adquiridas com méritos (durante anos em que demonstrou fazer bom jornalismo) e por razões circunstanciais (quando não havia fóruns adequados para que ficasse na berlinda), precisa aceitar também as críticas e a vigilância da sociedade, que exerce esse direito através de blogs e sites voltados para o tema.</p>
<p>Os estudos ponderarão que, apesar de a mídia merecer muitas críticas, não é tratando-a como “imprensa golpista” que a situação vai melhorar. O que se deve cobrar dos veículos é o respeito a princípios básicos de jornalismo, como objetividade, apuração rigorosa e honestidade com o leitor (a imparcialidade é um mito). Os novos blogs e sites contribuem para a &#8211; fundamental! &#8211; democratização da comunicação, mas o poder da mídia tradicional ainda é absurdamente maior. E é conveniente que ela disponha mesmo de recursos (financeiros, tecnológicos etc.) para noticiar e apurar informações às quais cidadãos comuns e blogueiros autônomos costumeiramente não têm acesso.</p>
<p>Enfim, essas análises verificarão que a recente ascensão, na esfera pública, das minorias e dos movimentos sociais já é um alento para que os debates sobre questões de interesse da sociedade ocorra em níveis democráticos. Se todos (imprensa, governo e os críticos a ambos) baixarem um pouco a bola, sem radicalismos, verão que isso já está acontecendo. Sim, ainda há muitas distorções no jornalismo praticado hoje e na relação governo x veículos. Mas sem golpismos midiáticos e sem ameaças à liberdade de imprensa.</p>
<p><strong>P.S.</strong> Precisamos esperar pela análise de 2010, mas o livro<a title="&quot;Jornalismo e política democrática no Brasil&quot;" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u424883.shtml"> “Jornalismo e política democrática no Brasil”, de Carolina Matos</a>, já traz um estudo aprofundado da cobertura jornalística dos principais eventos políticos no período da redemocratização: Diretas-Já, eleições de 1989 e impeachment de Collor, eleições de 1994 e eleições de 2002. Ainda não terminei, mas recomendo pelo que já li.</p>
<p><strong>P.S. 2 </strong>As principais fontes de inspiração para este meu texto são dois artigos do Observatório da Imprensa: <a title="A pauta do debate político" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=608JDB022">&#8220;A pauta do debate político&#8221;</a>, de Alberto Dines, e <a title="Por um pingo de serenidade" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=608JDB021">&#8220;Por um pingo de serenidade&#8221;</a>, de Eugenio Bucci. As ideias já estavam na minha cabeça, mas foram estes textos os responsáveis pelas conexões construtivas do post.</p>
<p><strong>P.S. 3 </strong>Por fim, dica do <a title="Twitter do Roney Belhassof" href="http://twitter.com/roneyb">@roneyb</a>: o artigo <a title="Lula, a imprensa e eleições 2010" href="http://politicando.blog.br/?p=1002">&#8220;Lula, a imprensa e eleições 2010&#8243;</a>, do cientista político Fabricio Vasselai, traz praticamente o mesmo ponto de vista deste post, só que bem mais detalhado.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A espiral do silêncio</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2010/09/23/a-espiral-do-silencio-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Sep 2010 03:29:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA["Se a espiral do silêncio estiver correta, a consolidação de um panorama apontado pela pesquisa eleitoral (crescimento de um candidato, queda de outro) influencia diretamente o indivíduo. O 'vitorioso' de um debate entre candidatos, resultado obtido apenas com alguma pesquisa de opinião, também pode ser beneficiado. " 

Veja meu texto "A espiral do silêncio", escrito em 2002, sobre a possível influência das pesquisas no comportamento dos eleitores. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Sempre que tem eleição é a mesma coisa: republico meu texto &#8220;A espiral do silêncio&#8221;, escrito em 2002, sobre a possível influência das pesquisas eleitorais no resultado da votação. O texto foi divulgado originalmente no <a title="A espiral do silêncio, no Comunique-se" href="http://www.comunique-se.com.br/conteudo/newsshow.asp?op2=1&amp;op3=3&amp;editoria=237&amp;idnot=5993">Comunique-se</a>.</em></p>
<p>Em todo ano de eleição é o mesmo papo: as pesquisas de opinião, que indicam a intenção de voto dos cidadãos, devem ser divulgadas ou proibidas? Qual o grau de influência do resultado dessas sondagens na decisão do eleitor? Essas e muitas outras questões controversas realmente precisam ser debatidas, no sentido de manter claro o processo democrático do qual todos nós participamos: indivíduos, mídia, sociedade.</p>
<p>A discussão, claro, transcende fronteiras e atinge vários países do mundo. Na Europa, por exemplo, há exatos 30 anos, a alemã Elisabeth Noelle-Neumann já fazia conclusões sobre um estudo que vinha realizando sobre a influência da mídia sobre a opinião pública. Tratava-se da hipótese da espiral do silêncio, dissecada pelo professor Antonio Hohlfeldt, da PUC do Rio Grande do Sul, no livro <em>Teorias da comunicação: conceitos, escolas e tendências</em> (Vozes, 2001), uma coletânea de artigos organizada por ele e pelos colegas Luiz C. Martino, da Universidade de Brasília, e Vera Veiga França, da Universidade Federal de Minas Gerais, e que é a referência bibliográfica deste artigo.</p>
<p>Antes de mais nada, é preciso explicar por que a espiral do silêncio é considerada uma hipótese e não uma teoria. Segundo Hohlfeldt, “uma hipótese é sempre uma experiência, um caminho a ser comprovado e que, se eventualmente não der certo naquela situação específica, não invalida necessariamente a perspectiva teórica. Pelo contrário, levanta, automaticamente, o pressuposto alternativo de que uma outra variante, não presumida, cruzou pela hipótese empírica, fazendo com que, na experiência concretizada, ela não se confirmasse”, enquanto uma teoria é um “paradigma fechado, um modo acabado e, neste sentido, infenso a complementações ou conjugações, pela qual traduzimos uma determinada realidade segundo um certo modelo”. Dadas as circunstâncias que serão expostas neste texto, portanto, é mais adequado classificar os estudos de Noelle-Neumann como uma hipótese.</p>
<p>Elisabeth Noelle-Neumann nasceu em 1916 na Alemanha. Aos 24 anos, especializou-se em demoscopia, isto é, na pesquisa da opinião pública sob organização científica (aliás, numa época bem instigante: a II Guerra Mundial mal havia começado e o nazismo, que muito abusou da propaganda, obtinha o apoio maciço dos alemães). A partir dos anos 50, ela começou a se interessar pela relação entre imprensa e opinião pública.</p>
<p>Ao longo do tempo, a pesquisa de Noelle-Neumann apontava que a auto-estima dos alemães diminuía à medida que a mídia fazia mais referências negativas ao povo. A pesquisadora começou a basear seus estudos em uma outra hipótese já existente, a da agenda setting, segundo a qual a imprensa teria o poder de determinar os assuntos principais da população, através da divulgação repetitiva de artigos e notícias sobre certos temas.</p>
<p>Através de uma fundamentação teórica apoiada em Platão, Rousseau, John Locke, David Hume, Alexis de Tocqueville, Walter Lippmann e Gabriel Tarde, Noelle-Neumann começou a perceber que as pessoas tendem a expressar menos sua opinião quando elas imaginam que ela pode estar em minoria ou ser recebida com desdém. Essa posição seria tomada para evitar um possível isolamento do indivíduo, temeroso do que pode acontecer caso declare uma opinião contrária à da maioria.</p>
<p>A pesquisadora, então, conclui que captar o “clima de opinião” é essencial para que as pessoas expressem seus pontos de vista. Conforme escreve Hohlfeldt, “ao perceberem ou imaginarem que a maioria das pessoas pensa diferentemente delas, essas pessoas acabam, num primeiro momento, por se calarem e, posteriormente, a adaptarem, ainda que muitas vezes apenas verbalmente, suas opiniões às do que elas imaginam ser a maioria. Em conseqüência, aquela opinião que, talvez de início, não fosse efetivamente a maioria, acaba por tornar-se a opinião majoritária, na medida em que se expressa num crescente movimento de verbalização, angariando prestígio e alcançando a adesão dos indivíduos”. Simbólica e visualmente, a influência da suposta opinião majoritária é encarada por Noelle-Neumann como uma espiral do silêncio, porque tende a ampliar-se enquanto silencia aqueles que a opõem, e daí nasce o nome da hipótese que a alemã desenvolveu.</p>
<p>Enfim, em 1972, Noelle-Neumann apresenta um artigo chamado Return to the concept of powerful mass media num congresso em Tóquio e afirma que “pela consonância das reportagens e dos editoriais, reforçados pela acumulação das periódicas repetições da mídia, a maioria das atitudes pode ser influenciada ou moldada pela mídia. Os processos individuais de formação da opinião são então reforçados pelas observações individuais do meio ambiente social. Nós entendemos que as concepções sobre quais opiniões são dominantes em um determinado meio, ou quais opiniões podem tornar-se dominantes neste meio, estão sendo influenciadas pelos mídia. Este processo, digo, é mais pronunciado que muita gente admite”.</p>
<p>Sete anos depois, a pesquisadora voltaria a estudar a ligação entre mídia e opinião pública, dando uma nova conceituação a esta expressão: “conexão da controvérsia, que alguém é capaz de expressar sem o risco de auto-isolamento que tem duas fontes: os mídia e a observação imediata do meio ambiente, do que as outras pessoas pensam e do que elas expressam em público”.</p>
<p>Nos anos 80, Noelle-Neumann lançaria A espiral do silêncio Opinião pública: nossa pele social, livro em que sintetizaria todos os seus estudos sobre o assunto. Nele, a pesquisadora questionava a democracia no âmbito de sua hipótese (“Nessa teoria [da espiral do silêncio] não havia lugar para o cidadão informado e responsável, o ideal em que se baseia a teoria democrática. A teoria democrática básica não leva em conta o medo do governo e do indivíduo à opinião pública”) e listava os quatro pressupostos que sustentam sua pesquisa:</p>
<p>1) a sociedade ameaça os indivíduos desviados com o isolamento; 2) os indivíduos experimentam um contínuo medo ao isolamento; 3) este medo ao isolamento faz com que os indivíduos tentem avaliar continuamente o clima de opinião; 4) os resultados dessa avaliação influem no comportamento em público, especialmente na expressão pública ou no ocultamento das opiniões.</p>
<p>Tal qual o tema que observa, a hipótese da espiral do silêncio é muito controversa e polêmica. Em 1990, dois pesquisadores norte-americanos desenvolveram um estudo que chegou a resultados que não combinavam com o que Noelle-Neumann pregava. Porém, a própria dupla relativizou as conclusões obtidas, devido à diferença de contexto entre as situações envolvidas. Além disso, outros pesquisadores, embora valorizem a contribuição dos estudos da alemã, questionam a hipótese. Por exemplo: não se explica até que ponto o temor do isolamento influi na opinião das pessoas, e não se sabe se a espiral do silêncio funciona em qualquer grupo, seja ele pequeno ou grande.</p>
<p>A pesquisa de Noelle-Neumann, hoje, nos remete diretamente à divulgação das sondagens eleitorais durante a campanha. Se a espiral do silêncio estiver correta, a consolidação de um panorama apontado pela pesquisa eleitoral (crescimento de um candidato, queda de outro) influencia diretamente o indivíduo. O “vitorioso” de um debate entre candidatos, resultado obtido apenas com alguma pesquisa de opinião, também pode ser beneficiado. Imagine, então, um ambiente eleitoral em que os candidatos pouco se diferem um do outro, acarretando o aumento de indeci<br />
sos: aquele que sustentar ou parecer sustentar a menor preferência terá grande vantagem.</p>
<p>Apesar das críticas à hipótese da espiral do silêncio, está claro que as conclusões alcançadas pela alemã não foram obtidas à toa. É possível que haja algumas variações do contexto em que ela fez seus estudos para o brasileiro e atual. Porém, Noelle-Neumann ao menos nos inquieta com o sabor da curiosidade e abastece a discussão. Será que a hipótese pode nos ajudar a compreender os erros e acertos das pesquisas de opinião? E as confirmações e as falhas das sondagens seriam capazes de negar ou consolidar a hipótese? Empírico e teórico se misturam. A análise do resultado pode trazer respostas importantes sobre o verdadeiro poder das pesquisas eleitorais.</p>
<p><em><span style="font-style: normal;"><br />
</span></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Boris Casoy, garis e redes sociais</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 15:14:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[O ano de 2010 começou quente no mundo da mídia. Na verdade, a chama esteve acesa antes mesmo da meia-noite de 1º de janeiro: no último dia de 2009, Boris Casoy, apresentando o Jornal da Band, deixou escapar comentários ultrapreconceituosos contra garis que desejavam feliz ano novo. Veja abaixo: O apresentador, no dia seguinte e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ano de 2010 começou quente no mundo da mídia. Na verdade, a chama esteve acesa antes mesmo da meia-noite de 1º de janeiro: no último dia de 2009, Boris Casoy, apresentando o <em>Jornal da Band</em>, deixou escapar comentários ultrapreconceituosos contra garis que desejavam feliz ano novo. Veja abaixo:</p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Ycj-rVwC0Jo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Ycj-rVwC0Jo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p>O apresentador, no dia seguinte e no mesmo telejornal, pediu &#8211; tímida e rapidamente &#8211; desculpas &#8220;aos garis e aos telespectadores&#8221;, confira:</p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Gq3gM9KWOBg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Gq3gM9KWOBg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p>O vazamento da &#8220;brincadeirinha&#8221; de Casoy foi assunto recorrente no Twitter e em e-mails que recebi no primeiro dia de 2010. <strong>Está mais do que claro que a repercussão só foi grande porque o vídeo se espalhou depressa pela internet, via YouTube e redes sociais. Sem essa difusão, jamais o apresentador teria que passar pelo constrangimento de pedir desculpas no ar por seus comentários.</strong></p>
<p>Pergunto-me se as piadinhas de Boris Casoy tivessem sido proferidas há dez anos. Elas se transformariam em mais uma dessas lendas da TV brasileira, assistidas por alguns poucos &#8220;sortudos&#8221;, que jurariam ter ouvido as frases, mas jamais poderiam confirmar que elas realmente foram ditas. Algo parecido com a lenda de que Lobão teria discutido de forma chula com Clodovil no antigo programa de entrevistas dele: muita gente diz que viu, mas as cenas nunca apareceram e Lobão já afirmou que nunca teria sido tão grosseiro (veja o final da página 20 <a title="Entrevista de Lobão à Playboy em 2000" href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=3&amp;ved=0CBIQFjAC&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.sindromedeestocolmo.com%2Ffotos%2Fentrevista_lobao.doc&amp;rct=j&amp;q=lob%C3%A3o+clodovil&amp;ei=K18_S_zbNM6QuAfTp_2TBw&amp;usg=AFQjCNE2N--Zkq-Gk4wGpadJHw06zip1jg">desta entrevista do cantor à <em>Playboy</em> em 2000</a>).</p>
<p>Enfim, tudo isso pra dizer que, se ainda não sabemos pra onde vai esse mundo com a explosão das redes sociais, a certeza é que, hoje, é impossível ser dissimulado: tudo está registrado. <strong>A responsabilidade sobre o que é dito, no ar ou não, é cada vez maior. </strong>Se os sites da WWW são as cidades onde residem os dados, as redes sociais são as estradas que fazem a informação circular e se difundir.</p>
<div style="font-size: 1.5em; line-height: 1.5em;"><strong>Atualização (03/01, às 12:05): caros visitantes, comentem à vontade, mas evitem usar palavras ofensivas ou racistas. Sou o responsável por este espaço e não quero ter problemas judiciais por conta de declarações irresponsáveis. Qualquer comentário com ofensas pessoais será excluído.</strong></div>
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		<title>Abaixo o Globo! Abaixo o Globo!</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 13:35:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Morde-e-assopra: legal a matéria que citei antes, mas, francamente, não consigo acreditar que o Globo tenha gastado metade de uma página nobre (a do Ancelmo), dentro da editoria Rio, com uma reportagem sobre noivas que chegam ao casamento de helicóptero. Bola fora, quer dizer, chutada na bandeirinha de escanteio, do jornal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Morde-e-assopra: legal a matéria que citei antes, mas, francamente, não consigo acreditar que o <em>Globo </em>tenha gastado metade de uma página nobre (a do Ancelmo), dentro da editoria Rio, com uma reportagem sobre <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/11/28/chegada-da-noiva-de-helicoptero-a-ultima-moda-em-casamentos-realizados-ao-ar-livre-914971170.asp">noivas que chegam ao casamento de helicóptero</a>.</p>
<p>Bola fora, quer dizer, chutada na bandeirinha de escanteio, do jornal.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pautei o Globo! Pautei o Globo!</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 13:29:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[o globo]]></category>
		<category><![CDATA[rio de janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Viram o post abaixo? É de terça-feira, 24. Vejam agora a reportagem &#8220;Pontos de ônibus sem sinalização confundem passageiros&#8221;, publicada no Globo deste domingo, 29. Embora não tenha falado de Copacabana, a matéria revela que o problema é geral e traz declarações da Prefeitura. Ótimo, pois amplia o debate sobre o assunto e ajuda a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viram o post abaixo? É de terça-feira, 24.</p>
<p>Vejam agora a reportagem <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/11/28/pontos-de-onibus-sem-sinalizacao-confundem-passageiros-914970986.asp">&#8220;Pontos de ônibus sem sinalização confundem passageiros&#8221;</a>, publicada no <em>Globo </em>deste domingo, 29.</p>
<p>Embora não tenha falado de Copacabana, a matéria revela que o problema é geral e traz declarações da Prefeitura. Ótimo, pois amplia o debate sobre o assunto e ajuda a entendê-lo. Além disso, o jornal orienta os leitores a denunciar o problema em qualquer lugar da cidade.</p>
<p>Tudo pra dizer: bola dentro do <em>Globo</em>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por que ninguém quer o debate?</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/10/09/por-que-ninguem-quer-o-debate/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 03:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste mundo frenético, ninguém mais quer se aprofundar em nada. Todos já têm suas opiniões e acham que não precisam ouvir o outro, nem pesquisar mais as informações. Assim, fica difícil realizar fóruns sobre temas fundamentais para a sociedade. Pior para todos nós.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O amigo Ivson Alves escreveu:</p>
<blockquote><p>Dessa maneira, se os coleguinhas estão sinceramente preocupados com o legado da Rio-2016 devem, necessariamente, incentivar diretamente a participação popular ativa na fiscalização do evento, antes, durante e, principalmente, depois. Não é só ficar gritando, como propala, algo comicamente, a campanha d’O Globo, mas dar força à organização popular mesmo.</p></blockquote>
<p>Leia mais em <a href="http://coleguinhas.wordpress.com/2009/10/03/rio-2016-cobranca-aos-coleguinhas/">Rio-2016: cobrança aos coleguinhas</a>, post em que Ivson estimula os jornalistas a não ficarem apenas cobrando do governo, mas também da sociedade, que reclama, reclama, reclama&#8230; mas faz que não é com ela.</p>
<p>Não vou nem entrar no clichê já manjado &#8211; porém verdadeiro &#8211; da pessoa que xinga o governante de corrupto mas não quer pagar a multa de trânsito. Tentarei ir além no delineamento da questão: <strong>a sociedade me parece cada vez menos disposta a participar de debates importantes para ela mesma</strong>. Prefere repetir um dos dois tipos de discursos (que não são necessariamente excludentes entre si): o oficial ou aquele mais congruente aos  seus pré-conceitos.</p>
<p>Porém, mesmo com internet, as pessoas subutilizam ferramentas que poderiam ser muito úteis para a realização de discussões e troca de ideias e não procuram se informar, embora tenham à disposição fontes de dados e notícias cada vez mais variadas. Neste ambiente superficial, sem contato com a diversidade de opiniões,<strong> o cidadão se refugia em seu ponto de vista sem dar chance à menor abertura para um possível autoquestionamento</strong>.</p>
<p>Isso acontece um pouco por medo e desconforto, já que a sensação da discórdia não é das mais agradáveis. <strong>Mas a dificuldade em construir uma opinião baseada em debate e informação se dá mesmo é por preguiça ou priorização de outras atividades, já que o frenesi do mundo nos obriga cada vez mais a fazer escolhas</strong>.</p>
<p>Assim, as opiniões ficam parecendo bem firmes, mas são construídas sobre tijolos sem cimento. Muitos evitam se expor nos fóruns (reais ou virtuais). Ora, para quê, se sua opinião é imutável?</p>
<p>Se todos lessem um pouco mais, se aprendessem um pouco mais, se aprofundassem um pouco mais veriam que a informação, bem estudada, analisada e digerida, <strong>pode gerar </strong><em><strong>insights</strong></em><strong> e decisões muito bem embasadas e com pouca chance de dar errado</strong>. Podem até ser polêmicas e controversas, mas certamente terão efeitos positivos em alto grau.</p>
<p>Torço para estar vivo quando os cidadãos passarem a ter mentes mais abertas, saberem ouvir o outro e, assim, participarem mais de debates e poderem formular decisões e medidas com mais precisão e segurança. Com cada um mais certo do que quer, teremos grupos sociais mais coesos e uma sociedade mais madura. Isso, sim, é democracia.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Livro digital ensina a ler criticamente a imprensa. Só a imprensa?</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/10/07/livro-digital-ensina-a-ler-criticamente-a-imprensa-so-a-imprensa/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 11:07:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A informação é do Código Aberto. Trecho: O autor apresenta seis regras básicas para identificar noticias tendenciosas: 1)     Identificar possíveis conflitos de objetivos entre o interesse público e o dos autores ou patrocinadores de uma determinada notícia; 2)     Identificar o objetivo da notícia. Se ela promove alguma idéia, projeto ou iniciativa comercial, política ou ideológica; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A informação é do <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?id_blog=2&amp;id={156A39BD-463C-40D2-875A-B20311D65B06}">Código Aberto</a>. Trecho:</p>
<blockquote><p>O autor apresenta <strong>seis regras básicas</strong> para identificar noticias tendenciosas:</p>
<p>1)     Identificar possíveis conflitos de objetivos entre o interesse público e o dos autores ou patrocinadores de uma determinada notícia;</p>
<p>2)     Identificar o objetivo da notícia. Se ela promove alguma idéia, projeto ou iniciativa comercial, política ou ideológica;</p>
<p>3)     Identificar os grupos sociais, econômicos e políticos afetados pelo projeto ou iniciativa, destacando se as opiniões dos atingidos foram destacadas adequadamente ou não;</p>
<p>4)     Examinar cuidadosamente os fatos e alegações publicadas;</p>
<p>5)     Identificar quem ganha e quem perde com o desenvolvimento do projeto ou iniciativa;</p>
<p>6)     Verificar como os outros órgãos da imprensa estão tratado o assunto central da notícia.</p></blockquote>
<p>Acho que vale não só para a imprensa, mas também para qualquer mensagem produzida por terceiros. O crescimento da internet e de suas redes sociais nos dão acesso a uma gama ilimitada de informações provenientes de fontes tão díspares quanto religiosos e ateus, conservadores e progressistas, cariocas e paulistas, homens e mulheres. Saber ler essas mensagens criticamente é um passo importante rumo à civilidade.</p>
<p>Afinal, a disseminação do hábito já vai livrar de spams e correntes a caixa postal da galera.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A indecisão de Petkovic ou a confusão dos sites esportivos</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/10/02/a-indecisao-de-petkovic-ou-a-confusao-dos-sites-esportivos/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 22:16:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Trecho de matéria publicada no site da ESPN, na noite de quinta-feira (grifos meus): Petkovic aposta em Fla-Flu repleto de gols &#8220;Os dois times precisam da vitória e acredito em um jogo aberto e com muitos gols. A situação que o Fluminense se encontra complica ainda mais o jogo. Eles possuem um bom time e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trecho de <a href="http://espnbrasil.terra.com.br/futebol/noticia/78008_PETKOVIC+APOSTA+EM+FLA+FLU+REPLETO+DE+GOLS">matéria publicada no site da ESPN</a>, na noite de quinta-feira (grifos meus):</p>
<blockquote><p><strong>Petkovic aposta em Fla-Flu repleto de gols</strong></p>
<p>&#8220;Os dois times precisam da vitória e acredito em um <strong>jogo aberto e com muitos gols</strong>. A situação que o Fluminense se encontra complica ainda mais o jogo. Eles possuem um bom time e não merecem estar nessa situação&#8221;, concluiu.</p></blockquote>
<p>Leia, agora, trecho de <a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Brasileirao/Serie_A/0,,MUL1326670-9827,00.html">notícia do Globoesporte.com</a>, publicada na manhã de sexta-feira (grifos meus):</p>
<blockquote><p><strong>Pet elogia elenco tricolor e espera clássico apertado no domingo</strong></p>
<p>- Será um jogo difícil. Clássicos sempre são difíceis e pelo momento do Fluminense no campeonato a tendência é que seja ainda mais difícil. O Fluminense tem bons jogadores e pelos nomes que estão lá não era para estar nessa situação. Estão assim por problemas internos. A vitória é importante para os dois lados, <strong>mas não será um jogo com placar elástico. Será muito apertado</strong> &#8211; disse Petkovic.</p></blockquote>
<p>Considerando que as entrevistas foram feitas num curto espaço de tempo entre uma e outra &#8211; certamente ambas na noite de quinta-feira, apesar da notícia do Globoesporte.com ter sido publicada só na manhã do dia seguinte &#8211; das duas uma: ou o Pet ficou maluco ou um dos dois sites está querendo zoar o outro.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O velho novo R7</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/09/29/o-velho-novo-r7/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 02:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Página inicial do portal R7 Domingo a Record lançou seu portal de notícias, o R7. Quando vi o nome, achei que fosse o site de algum jogador de futebol, já que a moda agora é chamar Ronaldo de R9, Keirrison de K9 etc. Mas ao entrar, achei que estivesse na globo.com. Não que o layout seja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center"><a href="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/09/r7.jpg"><img class="size-medium wp-image-2457" title="r7" src="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/09/r7-300x236.jpg" alt="Página inicial do portal R7" width="300" height="236" /></a></p>
<div class="legenda">Página inicial do portal R7</div>
</div>
<p>Domingo a Record lançou seu portal de notícias, o <a href="http://www.r7.com.br">R7</a>. Quando vi o nome, achei que fosse o site de algum jogador de futebol, já que a moda agora é chamar Ronaldo de R9, Keirrison de K9 etc. Mas ao entrar, achei que estivesse na <a href="http://www.globo.com">globo.com</a>. Não que o layout seja igualzinho, mas a estrutura da página&#8230; Reparem no menu superior: &#8220;Notícias&#8221;, &#8220;Esportes&#8221;, &#8220;Entretenimento&#8221; e &#8220;Vídeos&#8221;. Só muda a ordem.</p>
<p>Não adianta. A Record escancara sua estratégia de alcançar a Globo: imitando-a. A tática sai da TV e chega à internet. Visualmente, nenhuma inovação. Já no conteúdo&#8230; bem, basta clicar na imagem acima e ver a notícia em destaque na fotografia principal do site, em tela capturada terça-feira, dia 29, às 23h.</p>
<p>Como sempre, mais do mesmo.</p>
]]></content:encoded>
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