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	<title>Butuca Ligada &#187; jornalismo</title>
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	<description>Informação é estar atento &#124; por Raphael Perret</description>
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		<title>Boris Casoy, garis e redes sociais</title>
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		<pubDate>Sat, 02 Jan 2010 15:14:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O ano de 2010 começou quente no mundo da mídia. Na verdade, a chama esteve acesa antes mesmo da meia-noite de 1º de janeiro: no último dia de 2009, Boris Casoy, apresentando o Jornal da Band, deixou escapar comentários ultrapreconceituosos contra garis que desejavam feliz ano novo. Veja abaixo: O apresentador, no dia seguinte e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O ano de 2010 começou quente no mundo da mídia. Na verdade, a chama esteve acesa antes mesmo da meia-noite de 1º de janeiro: no último dia de 2009, Boris Casoy, apresentando o <em>Jornal da Band</em>, deixou escapar comentários ultrapreconceituosos contra garis que desejavam feliz ano novo. Veja abaixo:</p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Ycj-rVwC0Jo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Ycj-rVwC0Jo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p>O apresentador, no dia seguinte e no mesmo telejornal, pediu &#8211; tímida e rapidamente &#8211; desculpas &#8220;aos garis e aos telespectadores&#8221;, confira:</p>
<div style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Gq3gM9KWOBg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Gq3gM9KWOBg&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p>O vazamento da &#8220;brincadeirinha&#8221; de Casoy foi assunto recorrente no Twitter e em e-mails que recebi no primeiro dia de 2010. <strong>Está mais do que claro que a repercussão só foi grande porque o vídeo se espalhou depressa pela internet, via YouTube e redes sociais. Sem essa difusão, jamais o apresentador teria que passar pelo constrangimento de pedir desculpas no ar por seus comentários.</strong></p>
<p>Pergunto-me se as piadinhas de Boris Casoy tivessem sido proferidas há dez anos. Elas se transformariam em mais uma dessas lendas da TV brasileira, assistidas por alguns poucos &#8220;sortudos&#8221;, que jurariam ter ouvido as frases, mas jamais poderiam confirmar que elas realmente foram ditas. Algo parecido com a lenda de que Lobão teria discutido de forma chula com Clodovil no antigo programa de entrevistas dele: muita gente diz que viu, mas as cenas nunca apareceram e Lobão já afirmou que nunca teria sido tão grosseiro (veja o final da página 20 <a title="Entrevista de Lobão à Playboy em 2000" href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;source=web&amp;ct=res&amp;cd=3&amp;ved=0CBIQFjAC&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.sindromedeestocolmo.com%2Ffotos%2Fentrevista_lobao.doc&amp;rct=j&amp;q=lob%C3%A3o+clodovil&amp;ei=K18_S_zbNM6QuAfTp_2TBw&amp;usg=AFQjCNE2N--Zkq-Gk4wGpadJHw06zip1jg">desta entrevista do cantor à <em>Playboy</em> em 2000</a>).</p>
<p>Enfim, tudo isso pra dizer que, se ainda não sabemos pra onde vai esse mundo com a explosão das redes sociais, a certeza é que, hoje, é impossível ser dissimulado: tudo está registrado. <strong>A responsabilidade sobre o que é dito, no ar ou não, é cada vez maior. </strong>Se os sites da WWW são as cidades onde residem os dados, as redes sociais são as estradas que fazem a informação circular e se difundir.</p>
<div style="font-size: 1.5em; line-height: 1.5em;"><strong>Atualização (03/01, às 12:05): caros visitantes, comentem à vontade, mas evitem usar palavras ofensivas ou racistas. Sou o responsável por este espaço e não quero ter problemas judiciais por conta de declarações irresponsáveis. Qualquer comentário com ofensas pessoais será excluído.</strong></div>
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		<title>Abaixo o Globo! Abaixo o Globo!</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 13:35:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Morde-e-assopra: legal a matéria que citei antes, mas, francamente, não consigo acreditar que o Globo tenha gastado metade de uma página nobre (a do Ancelmo), dentro da editoria Rio, com uma reportagem sobre noivas que chegam ao casamento de helicóptero. Bola fora, quer dizer, chutada na bandeirinha de escanteio, do jornal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Morde-e-assopra: legal a matéria que citei antes, mas, francamente, não consigo acreditar que o <em>Globo </em>tenha gastado metade de uma página nobre (a do Ancelmo), dentro da editoria Rio, com uma reportagem sobre <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/11/28/chegada-da-noiva-de-helicoptero-a-ultima-moda-em-casamentos-realizados-ao-ar-livre-914971170.asp">noivas que chegam ao casamento de helicóptero</a>.</p>
<p>Bola fora, quer dizer, chutada na bandeirinha de escanteio, do jornal.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Pautei o Globo! Pautei o Globo!</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 13:29:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Viram o post abaixo? É de terça-feira, 24. Vejam agora a reportagem &#8220;Pontos de ônibus sem sinalização confundem passageiros&#8221;, publicada no Globo deste domingo, 29. Embora não tenha falado de Copacabana, a matéria revela que o problema é geral e traz declarações da Prefeitura. Ótimo, pois amplia o debate sobre o assunto e ajuda a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Viram o post abaixo? É de terça-feira, 24.</p>
<p>Vejam agora a reportagem <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/11/28/pontos-de-onibus-sem-sinalizacao-confundem-passageiros-914970986.asp">&#8220;Pontos de ônibus sem sinalização confundem passageiros&#8221;</a>, publicada no <em>Globo </em>deste domingo, 29.</p>
<p>Embora não tenha falado de Copacabana, a matéria revela que o problema é geral e traz declarações da Prefeitura. Ótimo, pois amplia o debate sobre o assunto e ajuda a entendê-lo. Além disso, o jornal orienta os leitores a denunciar o problema em qualquer lugar da cidade.</p>
<p>Tudo pra dizer: bola dentro do <em>Globo</em>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por que ninguém quer o debate?</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/10/09/por-que-ninguem-quer-o-debate/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 03:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cidadania]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste mundo frenético, ninguém mais quer se aprofundar em nada. Todos já têm suas opiniões e acham que não precisam ouvir o outro, nem pesquisar mais as informações. Assim, fica difícil realizar fóruns sobre temas fundamentais para a sociedade. Pior para todos nós.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O amigo Ivson Alves escreveu:</p>
<blockquote><p>Dessa maneira, se os coleguinhas estão sinceramente preocupados com o legado da Rio-2016 devem, necessariamente, incentivar diretamente a participação popular ativa na fiscalização do evento, antes, durante e, principalmente, depois. Não é só ficar gritando, como propala, algo comicamente, a campanha d’O Globo, mas dar força à organização popular mesmo.</p></blockquote>
<p>Leia mais em <a href="http://coleguinhas.wordpress.com/2009/10/03/rio-2016-cobranca-aos-coleguinhas/">Rio-2016: cobrança aos coleguinhas</a>, post em que Ivson estimula os jornalistas a não ficarem apenas cobrando do governo, mas também da sociedade, que reclama, reclama, reclama&#8230; mas faz que não é com ela.</p>
<p>Não vou nem entrar no clichê já manjado &#8211; porém verdadeiro &#8211; da pessoa que xinga o governante de corrupto mas não quer pagar a multa de trânsito. Tentarei ir além no delineamento da questão: <strong>a sociedade me parece cada vez menos disposta a participar de debates importantes para ela mesma</strong>. Prefere repetir um dos dois tipos de discursos (que não são necessariamente excludentes entre si): o oficial ou aquele mais congruente aos  seus pré-conceitos.</p>
<p>Porém, mesmo com internet, as pessoas subutilizam ferramentas que poderiam ser muito úteis para a realização de discussões e troca de ideias e não procuram se informar, embora tenham à disposição fontes de dados e notícias cada vez mais variadas. Neste ambiente superficial, sem contato com a diversidade de opiniões,<strong> o cidadão se refugia em seu ponto de vista sem dar chance à menor abertura para um possível autoquestionamento</strong>.</p>
<p>Isso acontece um pouco por medo e desconforto, já que a sensação da discórdia não é das mais agradáveis. <strong>Mas a dificuldade em construir uma opinião baseada em debate e informação se dá mesmo é por preguiça ou priorização de outras atividades, já que o frenesi do mundo nos obriga cada vez mais a fazer escolhas</strong>.</p>
<p>Assim, as opiniões ficam parecendo bem firmes, mas são construídas sobre tijolos sem cimento. Muitos evitam se expor nos fóruns (reais ou virtuais). Ora, para quê, se sua opinião é imutável?</p>
<p>Se todos lessem um pouco mais, se aprendessem um pouco mais, se aprofundassem um pouco mais veriam que a informação, bem estudada, analisada e digerida, <strong>pode gerar </strong><em><strong>insights</strong></em><strong> e decisões muito bem embasadas e com pouca chance de dar errado</strong>. Podem até ser polêmicas e controversas, mas certamente terão efeitos positivos em alto grau.</p>
<p>Torço para estar vivo quando os cidadãos passarem a ter mentes mais abertas, saberem ouvir o outro e, assim, participarem mais de debates e poderem formular decisões e medidas com mais precisão e segurança. Com cada um mais certo do que quer, teremos grupos sociais mais coesos e uma sociedade mais madura. Isso, sim, é democracia.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Livro digital ensina a ler criticamente a imprensa. Só a imprensa?</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/10/07/livro-digital-ensina-a-ler-criticamente-a-imprensa-so-a-imprensa/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 11:07:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[A informação é do Código Aberto. Trecho: O autor apresenta seis regras básicas para identificar noticias tendenciosas: 1)     Identificar possíveis conflitos de objetivos entre o interesse público e o dos autores ou patrocinadores de uma determinada notícia; 2)     Identificar o objetivo da notícia. Se ela promove alguma idéia, projeto ou iniciativa comercial, política ou ideológica; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A informação é do <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/blogs.asp?id_blog=2&amp;id={156A39BD-463C-40D2-875A-B20311D65B06}">Código Aberto</a>. Trecho:</p>
<blockquote><p>O autor apresenta <strong>seis regras básicas</strong> para identificar noticias tendenciosas:</p>
<p>1)     Identificar possíveis conflitos de objetivos entre o interesse público e o dos autores ou patrocinadores de uma determinada notícia;</p>
<p>2)     Identificar o objetivo da notícia. Se ela promove alguma idéia, projeto ou iniciativa comercial, política ou ideológica;</p>
<p>3)     Identificar os grupos sociais, econômicos e políticos afetados pelo projeto ou iniciativa, destacando se as opiniões dos atingidos foram destacadas adequadamente ou não;</p>
<p>4)     Examinar cuidadosamente os fatos e alegações publicadas;</p>
<p>5)     Identificar quem ganha e quem perde com o desenvolvimento do projeto ou iniciativa;</p>
<p>6)     Verificar como os outros órgãos da imprensa estão tratado o assunto central da notícia.</p></blockquote>
<p>Acho que vale não só para a imprensa, mas também para qualquer mensagem produzida por terceiros. O crescimento da internet e de suas redes sociais nos dão acesso a uma gama ilimitada de informações provenientes de fontes tão díspares quanto religiosos e ateus, conservadores e progressistas, cariocas e paulistas, homens e mulheres. Saber ler essas mensagens criticamente é um passo importante rumo à civilidade.</p>
<p>Afinal, a disseminação do hábito já vai livrar de spams e correntes a caixa postal da galera.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A indecisão de Petkovic ou a confusão dos sites esportivos</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/10/02/a-indecisao-de-petkovic-ou-a-confusao-dos-sites-esportivos/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 22:16:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Trecho de matéria publicada no site da ESPN, na noite de quinta-feira (grifos meus): Petkovic aposta em Fla-Flu repleto de gols &#8220;Os dois times precisam da vitória e acredito em um jogo aberto e com muitos gols. A situação que o Fluminense se encontra complica ainda mais o jogo. Eles possuem um bom time e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trecho de <a href="http://espnbrasil.terra.com.br/futebol/noticia/78008_PETKOVIC+APOSTA+EM+FLA+FLU+REPLETO+DE+GOLS">matéria publicada no site da ESPN</a>, na noite de quinta-feira (grifos meus):</p>
<blockquote><p><strong>Petkovic aposta em Fla-Flu repleto de gols</strong></p>
<p>&#8220;Os dois times precisam da vitória e acredito em um <strong>jogo aberto e com muitos gols</strong>. A situação que o Fluminense se encontra complica ainda mais o jogo. Eles possuem um bom time e não merecem estar nessa situação&#8221;, concluiu.</p></blockquote>
<p>Leia, agora, trecho de <a href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Brasileirao/Serie_A/0,,MUL1326670-9827,00.html">notícia do Globoesporte.com</a>, publicada na manhã de sexta-feira (grifos meus):</p>
<blockquote><p><strong>Pet elogia elenco tricolor e espera clássico apertado no domingo</strong></p>
<p>- Será um jogo difícil. Clássicos sempre são difíceis e pelo momento do Fluminense no campeonato a tendência é que seja ainda mais difícil. O Fluminense tem bons jogadores e pelos nomes que estão lá não era para estar nessa situação. Estão assim por problemas internos. A vitória é importante para os dois lados, <strong>mas não será um jogo com placar elástico. Será muito apertado</strong> &#8211; disse Petkovic.</p></blockquote>
<p>Considerando que as entrevistas foram feitas num curto espaço de tempo entre uma e outra &#8211; certamente ambas na noite de quinta-feira, apesar da notícia do Globoesporte.com ter sido publicada só na manhã do dia seguinte &#8211; das duas uma: ou o Pet ficou maluco ou um dos dois sites está querendo zoar o outro.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O velho novo R7</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/09/29/o-velho-novo-r7/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 02:12:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Página inicial do portal R7 Domingo a Record lançou seu portal de notícias, o R7. Quando vi o nome, achei que fosse o site de algum jogador de futebol, já que a moda agora é chamar Ronaldo de R9, Keirrison de K9 etc. Mas ao entrar, achei que estivesse na globo.com. Não que o layout seja [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center"><a href="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/09/r7.jpg"><img class="size-medium wp-image-2457" title="r7" src="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/09/r7-300x236.jpg" alt="Página inicial do portal R7" width="300" height="236" /></a></p>
<div class="legenda">Página inicial do portal R7</div>
</div>
<p>Domingo a Record lançou seu portal de notícias, o <a href="http://www.r7.com.br">R7</a>. Quando vi o nome, achei que fosse o site de algum jogador de futebol, já que a moda agora é chamar Ronaldo de R9, Keirrison de K9 etc. Mas ao entrar, achei que estivesse na <a href="http://www.globo.com">globo.com</a>. Não que o layout seja igualzinho, mas a estrutura da página&#8230; Reparem no menu superior: &#8220;Notícias&#8221;, &#8220;Esportes&#8221;, &#8220;Entretenimento&#8221; e &#8220;Vídeos&#8221;. Só muda a ordem.</p>
<p>Não adianta. A Record escancara sua estratégia de alcançar a Globo: imitando-a. A tática sai da TV e chega à internet. Visualmente, nenhuma inovação. Já no conteúdo&#8230; bem, basta clicar na imagem acima e ver a notícia em destaque na fotografia principal do site, em tela capturada terça-feira, dia 29, às 23h.</p>
<p>Como sempre, mais do mesmo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>#mussumday: bela homenagem coletiva mostra que o público pode agendar o público</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/07/31/mussumday-bela-homenagem-coletiva-mostra-que-o-publico-pode-agendar-o-publico/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 11:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[Antonio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994) Na quarta-feira, 29 de julho, os twitteiros brasileiros emplacaram um trending topic (os assuntos mais comentados no sistema num determinado momento): o #mussumday, em homenagem aos 15 anos de morte do famoso humorista. Durante o dia inteiro, os twitteiros reverenciaram Antonio Carlos Bernardes Gomes, bravo mangueirense e meu ex-vizinho em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img title="Antonio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994)" src="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/mussum01.jpg" alt="Antonio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994)" width="237" height="311" /></p>
<div class="legenda">Antonio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994)</div>
</div>
<p>Na quarta-feira, 29 de julho, os twitteiros brasileiros emplacaram um <em>trending topic </em>(os assuntos mais comentados no sistema num determinado momento): o<a href="http://http://twitter.com/#search?q=%23mussumday"> #mussumday</a>, em homenagem aos 15 anos de morte do famoso humorista. Durante o dia inteiro, os twitteiros reverenciaram <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mussum">Antonio Carlos Bernardes Gomes</a>, bravo mangueirense e meu ex-vizinho em Jacarepaguá, relembrando piadas, fazendo brincadeiras com o &#8220;jeitis&#8221; de falar de Mussum e escrevendo qualquer coisa que lembrasse o trapalhão.</p>
<p>O sucesso da iniciativa me chamou a atenção em dois aspectos. <strong>Primeiro, que o assunto chegou bem mais depressa aos <em>trending topics</em> (inclusive no primeiro lugar, em determinados momentos) do que o <a href="http://www.butucaligada.com.br/2009/07/07/minhas-restricoes-ao-fora-sarney/">já famoso #forasarney</a>. </strong>Atribuo esta rapidez à autenticidade das homenagens ao Mussum. Todos que participaram resolveram fazê-lo mesmo sem pedidos de adesão. Por outro lado, o #forasarney, por ser um movimento &#8211; pretensamente &#8211; político, dividiu opiniões neste Fla-Flu que é a internet. Além disso, foi artificial, uma vez que havia solicitações de participação, o que ajudou a aumentar a desconfiança.</p>
<p>O outro aspecto se conecta diretamente com uma frase que ouvi do ministro Franklin Martins, da <a href="http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/Subsecretaria/">Secretaria de Comunicação da Presidência da República</a>, no dia 14 de julho, no <a href="http://imezzo.wordpress.com/2009/07/17/a-comunicacao-de-governo-e-o-mundo-digital-acordaram/">fórum sobre mídias sociais</a>. Segundo ele, a internet quebrou o monopólio da imprensa em determinar sobre o que a sociedade deve discutir, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Agendamento">tema-chave da hipótese da <em>agenda setting</em></a>. <strong>Franklin tem razão: embora a mídia continue pautando a sociedade, ela não é mais a única a fazê-lo. E o #mussumday é um exemplo bem evidente.</strong></p>
<p>Nas redes sociais, com exceção do tema tecnologia e das fofocas limitadas à blogosfera, praticamente todos os assuntos são pautados pela mídia (e aqui, quando falo mídia, falo da imprensa <strong>e</strong> também da megaindústria do entretenimento): um filme que vai ser lançado, a celebridade que fez alguma merda, alguma notícia de seção tipo &#8220;Planeta Bizarro&#8221;.</p>
<p>Mas nenhum grande veículo de comunicação lembrou os 15 anos de morte do Mussum ou deu muito destaque ao aniversário. Mesmo assim, os usuários do Twitter lembraram, e espontaneamente, fizeram suas singelas, divertidas e até emocionantes homenagens ao  humorista. Tenho certeza de que a profusão das mensagens sobre o #mussumday ultrapassou os limites da internet e chegou aos ouvidos de quem estava offline, tamanho o barulho.</p>
<p>O episódio é interessante porque estamos falando de um humorista morto em 1994, ou seja, antes da internet chegar ao Brasil, mas que continua vivo na memória de muitos que se divertiam com as piadas dos Trapalhões (cuja longevidade foi estendida pela própria tecnologia e pelos vídeos antigos disponíveis no YouTube). Ou seja, não é nem um assunto quente. Mesmo assim, <strong>o #mussumday mostrou que a internet pode mobilizar até mesmo um grupo heterogêneo e numeroso de pessoas como os usuários do Twitter, a ponto de espalhar tão profundamente um tema não abordado pela comunicação de massa</strong>.</p>
<p>E alguém pode perguntar qual o impacto desta mobilização específica do #mussumday para a sociedade. Pouco, talvez nenhum. Foi só uma grande brincadeira. Mas, de tão autêntica e espontânea, virou uma bonita homenagem colaborativa.</p>
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		<title>Minhas restrições ao &#8220;fora, Sarney!&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 01:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[blogs]]></category>
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		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[O "movimento" que tem dominado o Twitter, à primeira vista, reflete um processo de conscientização política dos usuários de internet. Mas, se examinarmos a fundo, vemos que a campanha está longe de ser consistente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center"><a href="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/07/twitter_forasarney.jpg"><img class="size-full wp-image-2408" title="twitter_forasarney" src="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/07/twitter_forasarney.jpg" alt="Campanha &quot;#forasarney&quot; no Twitter" width="400" height="392" style="border: solid #DDDDDD 1px" /></a>
<div class="legenda">Campanha &quot;#forasarney&quot; no Twitter</div>
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<p>Faz duas ou três semanas que tem rolado no Twitter uma campanha. Acompanhada de mensagens indignadas ou mesmo solitária, a expressão &#8220;<a title="#forasarney no Twitter" href="search.twitter.com/search?q=forasarney">#forasarney</a>&#8221; está sendo incluída nos posts de muita gente na rede social. Parece que os cidadãos estão começando a usar a internet para mobilizações políticas. O potencial do meio para isso é incontestável. Mas tenho minhas dúvidas se esta campanha está sendo tratada com a devida seriedade.</p>
<p>José Sarney já aprontou muito. Apoiou a ditadura militar, estendeu o congelamento de preços durante o Plano Cruzado com fins eleitorais e acabou disparando a inflação, distribuiu concessões de TV e rádio a torto e direito para compadres, tentou censurar blogs. Portanto, qualquer diminuição de poder do senador amapo-maranhense é benéfica para o Brasil. Ainda que tenham descoberto, 40 anos de vida pública depois, quem é José Sarney, a indignação é justa e necessária.</p>
<p>Porém, a maioria dos comentários adjacentes ao &#8220;#forasarney&#8221; postados no Twitter é vazia. As mensagens, quando não são virulentas ou raivosas, não têm conteúdo algum. Pouquíssimas trazem alguma informação que dê consistência ao mote da campanha.</p>
<p>O motivo essencial dessa inação travestida de mobilização é a caótica avalanche de notícias a que somos submetidos com fontes inesgotáveis de dados, números e manchetes frequentemente mal digeridas e transformadas em gritos em nome da moralidade, sem que se saiba exatamente qual o objeto da revolta. Deseja-se tirar Sarney por sua ligação com os recentes escândalos no Senado? Ou por todo o conjunto da obra? Neste caso, por que ninguém se revoltou quando Sarney foi eleito presidente do Senado? O que se ganha com a destituição de Sarney do cargo? Ou apenas deseja-se Sarney fora da presidência da Câmara Alta do Congresso porque é <em>cool</em>?</p>
<p>Por isso, o #forasarney, em muitos casos, é só uma tentativa oca de manifestar resíduos de uma falsa consciência política. Em outras situações, é apenas um esforço em emplacar a tag nos &#8220;trending topics&#8221; do Twitter &#8211; vide a<a title="Vídeo explicativo da frustrada tentativa de transformar #forasarney em um 'trending topic'" href="http://www.youtube.com/watch?v=5kNoYovrP6U"> patetice de algumas subcelebridades que deram à campanha, ridiculamente, o tom de galhofa</a>.</p>
<p><strong>Ao debate, por favor!</strong></p>
<p>A internet já provou ser uma ferramenta fabulosa para a democracia. Ela dá voz, espaço e tempo para que mais atores sociais &#8211; de indivíduos a organizações &#8211; possam expressar seus pontos de vista. O fomento à discussão, à troca de ideias, ao compartilhamento de informações e à reflexão analítica é um potente combustível para o motor da nossa realidade, rumo a patamares cada vez mais altos de justiça e cidadania. O debate permanente também é uma poderosa arma contra a transformação da mobilização popular em uma acrítica massa de manobra.</p>
<p>Saúdo estes novos indícios da participação política dos cidadãos na internet. Mas ainda fico reticente quando vejo manifestações tão superficiais. Mensagens de 140 caracteres (nos quais já inclusos os onze da expressão &#8220;#forasarney&#8221;) não são um método eficaz de ativismo político, a menos que sirvam para a disseminação de informações ou agregação de partidários numa luta em comum, para ações mais produtivas.</p>
<p>Participar de movimentos assim pode ser bacana, ajudar na sensação de pertencimento etc. mas a reflexão é fundamental. Sem uma dose de razão, o tom da campanha pode ficar emocional demais. O desequilíbrio descamba para mensagens autoritárias e antidemocráticas, como as que pedem o fechamento do Congresso ou aquelas repletas de palavrões.</p>
<p>Motivos para ter Sarney fora da presidência do Senado não faltam. O importante é identificá-los claramente. A desinformação aumenta o risco de se encampar um movimento a favor de quem prefere a falta de consciência política generalizada. É hora, portanto, de explorar mais o altíssimo potencial da internet para promover a troca de ideias. Quanto maior o debate, mais eficazes, contundentes e honestas serão as campanhas.</p>
<p>P.S. O <a href="http://www.memedecarbono.com.br">Meme de Carbono</a> já havia alertado para a necessidade de uma <a title="Fora Sarney, um grito desajeitado" href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/06/30/fora-sarney-um-grito-desajeitado/">campanha mais informativa e menos desajeitada</a>.</p>
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		<title>Michael Jackson, um breve capítulo</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 03:27:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[Não senti a mesma tristeza e arraso em que muitos mergulharam com a morte de Michael Jackson. Se fosse há quinze anos, quando ele ainda gravava discos e lançava canções com alguma qualidade, tenho certeza de que eu seria atingido.  Mas por que isso não acontece hoje? Ao lançar essa questão no Twitter, o @Evidente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Michael Jackson (1958-2009)" src="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/michael-jackson-34-314a082508.jpg" alt="Michael Jackson (1958-2009)" width="314" height="420" /></p>
<p>Não senti a mesma tristeza e arraso em que muitos mergulharam com a morte de Michael Jackson. Se fosse há quinze anos, quando ele ainda gravava discos e lançava canções com alguma qualidade, tenho certeza de que eu seria atingido.  Mas por que isso não acontece hoje? Ao lançar essa questão no Twitter, o <a href="http://www.twitter.com/Evidente">@Evidente</a> deu a resposta certeira e um tanto quanto, se me permitem o clichê&#8230; evidente: <a href="https://twitter.com/Evidente/status/2338214446"><strong>MJ morreu faz tempo</strong></a>.</p>
<p>O ocaso de Michael Jackson não foi uma exceção da linha do tempo típica das megacelebridades. Raramente um ídolo morre no auge de sua carreira. <strong>A diferença, em prejuízo de MJ, foram a quantidade de escândalos e bizarrices em que se meteu e o enigma que foi sua vida nos últimos ano</strong>s.</p>
<p>Tanto poder, dinheiro, fama e sucesso desandam a cabeça de qualquer um. A degringolada é acentuada pelo trabalho precoce, iniciado desde os cinco anos. Não se constrói um parque de diversões em casa para receber crianças à toa, assim como não se é cabotino sem influências do passado. Se MJ se submetia a tratamento psicológico ou se este era ineficiente é apenas mais um mistério que circunda a biografia do astro.</p>
<p>As maluquices do cantor não se comparavam às excentricidades marqueteiras de muitos ídolos pop. Tudo ganhava um contorno de mistério. Afinal, ele se tornou branco porque quis ou porque sofria de doenças? Como ele se metamorfoseou tanto? Dormia mesmo com as crianças que o visitava? Era pedófilo? A falta de explicações convincentes só ajudou o público a aumentar as desconfianças, diminuir o encantamento e aflorar o sentimento da compaixão.</p>
<p>Mas  eu seria leviano se dissesse que a morte de Michael Jackson é um fato indigno de destaque. Esquisitice alguma é capaz de reduzir a importância do cantor para a história da música. Ou para a minha história.</p>
<p>Lembro, mesmo com três anos de idade, quando o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=AtyJbIOZjS8">extenso videoclipe de <em>Thriller</em></a> passou no <em>Fantástico</em>: morria de medo da possibilidade de um lobisomem ou um zumbi aparecer no meu quarto à noite. Uma das minhas canções prediletas da época era <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=4_hz2am90Hk">Don&#8217;t stop &#8217;til you get enough</a></em>, a eterna música do <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=EqHLnp7c89o">Video Show</a></em>. <strong>Mas a lembrança mais contundente foi o uso que fiz do astro para me aproximar de uma paixão da juventude</strong>. Para tentar sempre diálogo com ela, fã de MJ, comprei os quatro principais discos adultos e acompanhava tudo que era divulgado sobre o artista. Uma tentativa de resolver os tradicionais dilemas da timidez diante de amores púberes . Bem, não adiantou de nada. Ficou apenas o registro, na memória, da conexão entre Michael Jackson e uma paixão. Como, então, ser tão frio à morte de um ícone tão importante na minha vida?</p>
<p>Acho que eu realmente precisava escrever alguma coisa sobre o &#8220;rei do pop&#8221;. Agora, começo a sentir sua perda. É mesmo uma pena. Eu sempre digo que nos falta valorizar a história e o passado. <strong>Por isso, eu seria ridículo e até cruel se não reconhecesse o que representou Michael Jackson para a mídia, para a cultura pop, para a música&#8230; e para mim</strong>.</p>
<p><em>P.S. Tiago Dória fez um </em><a title="TMZ se destaca mais uma vez na cobertura" href="http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/06/26/tmz-se-destaca-mais-uma-vez-na-cobertura/"><em>bom post</em></a><em> sobre o TMZ, um site de fofocas sobre celebridades que foi o </em><a title="Michael Jackson dies" href="http://www.tmz.com/2009/06/25/michael-jackson-dies-death-dead-cardiac-arrest/"><em>primeiro veículo a noticiar a morte de Michael Jackson</em></a><em>. O feito foi destaque na internet, principalmente em sites sobre jornalismo na web. Então, lanço uma questão, sem respostas: o furo jornalístico, <a title="Blog da Petrobras, um avanço para a democracia: falo sobre o furo no item 3" href="http://www.butucaligada.com.br/2009/06/09/blog-da-petrobras-um-avanco-para-a-democracia/">que assassinei outro dia</a></em><em>, ainda tem seu valor? O Online Journalism Review </em><a title="Michael Jackson's death and its lessons for online journalists covering breaking news" href="http://www.ojr.org/ojr/people/robert/200906/1755/"><em>escreve as lições deixadas na cobertura web da morte de MJ</em></a><em>.</em></p>
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