07/06/2009 - 21:22
Foi conversando com um amigo que a verdade se revelou de forma cristalina: não preciso mais dos diários impressos. Se mais gente agir assim, então, os jornais vão acabar? A versão em papel, talvez. Os grandes veículos de comunicação continuarão existindo na internet. Mas precisam abrir o olho, sob o risco da desmoralização.
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26/05/2009 - 22:49
Enfim, uma pesquisa confirma o senso comum: jornalistas são os profissionais que mais bebem, diz o britânico Guardian (via Dani Bertocchi, que soube via António Granado). Sim, o levantamento foi feito na Inglaterra. E seus resultados poderiam ser transferidos para o Brasil sem prejuízo algum.
Sempre quis entender onde está a força magnética que tanto atrai meus colegas a um boteco ou a uma lata de cerveja. Num momento filosófico-sociológico-antropológico, elaborei um possível conjunto de teses que, combinadas, explicam por que ser jornalista, para muita gente boa, significa viver na manguaça.
1) Tradição - o pleonasmo “jornalista bêbado” é disseminado com vigor pelas ruas, pelos botecos de esquina e pelos próprios jornalistas. Parece que aos profissionais contemporâneos, movidos por uma espécie de imaginário coletivo, resta manter a sina e atender – sem nenhum sacrifício, em muitos casos – a este destino já traçado.
2) Início precoce – certa vez, nessas infovias da internet, li alguém dizer que as principais matérias da faculdade de jornalismo eram beber cerveja e pegar mulher (ou algo assim). Se esse pensamento estivesse correto, os estudantes sairiam da universidade jornalistas, alcoólatras e promíscuos, não necessariamente nessa ordem. Bem, o mercado restringe o exercício profissional e a sociedade inibe o hedonismo. Resta afogar as mágoas na bebida. Assim, a faculdade continua formando, por semestres, legiões de consumidores de Skol e Itaipava.
3) Ritmo de trabalho – ok, mas e os outros profissionais? Também não bebem? Dá pra acreditar que os engravatados que vão aos bares são todos jornalistas? Claro que não. Então por que a fama sobra pros repórteres, redatores e editores? Bem, “engravatado” tem mais chances de ser casado (são mais caretas e convencionais, montam a família mais cedo) e tem um horário mais certinho e, mesmo quando não tem, labuta em escritório. Já o trabalho do jornalista é a rua. Se você soma isso aos dois fatores anteriores, tem um prato cheio para entender porque uma visita ao bar mais próximo é tão atraente.
Claro que essas motivações são baseadas em pré-conceitos de quem faz parte de uma seleta exceção composta por jornalistas abstêmios. Portanto, coleguinhas, não fiquem bravos com casuais exageros.
Só quero saber quem vai me ajudar a desvendar este enigmático mistério: por que jornalistas bebem tanto? Isto é verdade? Ou você tem outra profissão e exige para a sua classe o título de “os mais pinguços”? Diz aí!
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11/05/2009 - 9:52
Os jornais estão em crise. Ok, não foi uma boa ideia começar o texto com esta pseudonotícia, mais velha do que a disseminação da gripe suína. Bem, a verdade é que a imprensa escrita passa por uma decadência de qualidade gritante. E o indício mais evidente dela é a capa dos jornais.
Não vou nem entrar no mérito do conteúdo (questionável) e da abordagem (torta) das matérias escolhidas para a primeira página. O que me incomodou bastante nesta semana que terminou ontem foram duas capas de dois importantes jornais cariocas, que trouxeram erros de ortografia e de informação inaceitáveis.
Na terça-feira, 6, o Extra informava que o ex-capitão do Flamengo, Fábio Luciano, era legítimo tricampeão carioca, pois esteve presente nas três últimas conquistas do Estadual. Confiar na memória nunca foi o artifício ideal: o zagueiro foi campeão carioca apenas em 2008 e 2009. Uma informação simples de se resgatar. No dia seguinte, 7, foi a vez de O Globo mandar um “iten” (sic) em um infográfico publicado na sua cara primeira página.
Ou seja, em um espaço tão limitado e, ao mesmo tempo, tão exposto, os jornais conseguem cometer falhas graves.
Quando a imprensa começou a sofrer críticas por sua atuação (graças a iniciativas como o Observatório da Imprensa e ao avanço da internet, que deu espaço para que pontos de vista dissonantes apontassem defeitos na cobertura da mídia), pelo menos as capas dos jornais traziam algum capricho. Eram coerentes com a notícia a que se referiam e vinham em português correto. A edição da capa sempre foi capitaneada pelo alto escalão do jornal. Afinal, a primeira página é o que pode definir a compra ou não do diário. Logo, o cuidado é total.
Ou era. Aí, fica fácil compreender a perda da qualidade dos jornais.
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03/05/2009 - 9:51
Vem cá, um repórter é agredido por “seguranças” que dispersavam os passageiros comuns durante visita do grupo do Comitê Olímpico Internacional ao metrô do Rio e a repercussão é essa mesma, quase nenhuma?
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28/03/2009 - 20:01
Ao comentar a condenação da dona da Daslu, a revista critica uma possível perseguição aos mais abastados, o que só produziria “mais miséria moral, política, econômica e social”, e defende o comércio de artigos caros e requintados. Trata-se de uma opinião leviana e incoerente. E explico o porquê.
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Tags: comunicação, jornalismo, política, veja, vida louca vida
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