Matemática dá o ar do mistério na venda de ingressos no futebol carioca
Não vou falar da confusão na venda dos ingressos, que é, pra mim, algo incompreensível neste ano de 2009. Não se tem conhecimento da conjunção porradaria, tumulto, polícia e bombas em vendas de entradas para shows, cinema e teatro.
Vou, aqui, comentar, bem objetivamente, um mistério que nunca é abordado nessas reportagens.
O primeiro parágrafo desta reportagem já informa: “os seis mil ingressos (…) se esgotaram em uma hora e meia”.
Seis mil ingressos em 90 minutos = 66 ingressos por minuto.
As entradas eram vendidas apenas em uma bilheteria. Quantos guichês estavam abertos? Vamos chutar um número BEM alto: dez. Então cada guichê vendeu 6 ingressos por minuto.
Cada pessoa só poderia comprar 2 ingressos. Logo, cada guichê atendeu, em média, uma pessoa a cada 20 segundos.
Alguém acha isso razoável? Fila gigantesca, um aperto horroroso, a necessidade eventual de troco, guichê apertado… e um atendimento médio de uma pessoa por 20 segundos?
Que tal entrevistas com presidentes do Flamengo, da Suderj, da Ferj, da CBF, com o chefe da Polícia, o escambau? Todo mundo que estiver envolvido na negociata. É só apresentar esses números e exigir esclarecimentos sobre essa BAGUNÇA que é comprar ingressos pra jogo decisivo aqui no Rio de Janeiro. E não me venham com papinho de que isso só acontece quando o jogo é do Flamengo, pois há um ano os tricolores passaram por perrengue igual.

