29/11/2009 - 10:35
Morde-e-assopra: legal a matéria que citei antes, mas, francamente, não consigo acreditar que o Globo tenha gastado metade de uma página nobre (a do Ancelmo), dentro da editoria Rio, com uma reportagem sobre noivas que chegam ao casamento de helicóptero.
Bola fora, quer dizer, chutada na bandeirinha de escanteio, do jornal.
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Tags: jornalismo, o globo
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29/11/2009 - 10:29
Viram o post abaixo? É de terça-feira, 24.
Vejam agora a reportagem “Pontos de ônibus sem sinalização confundem passageiros”, publicada no Globo deste domingo, 29.
Embora não tenha falado de Copacabana, a matéria revela que o problema é geral e traz declarações da Prefeitura. Ótimo, pois amplia o debate sobre o assunto e ajuda a entendê-lo. Além disso, o jornal orienta os leitores a denunciar o problema em qualquer lugar da cidade.
Tudo pra dizer: bola dentro do Globo.
2 já comentaram, agora é a sua vez »
Tags: jornalismo, o globo, rio de janeiro
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14/12/2008 - 15:39
O Globo está fazendo uma série de matérias para confirmar ou desfazer alguns “mitos” sobre o carioca. Ele é malandro? Ele não gosta mesmo de sinais fechados? Hoje, o jornal ratificou que, conforme diz a lenda, o carioca chega sempre atrasado aos compromissos. Continua »
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Tags: jornalismo, o globo, rio de janeiro
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25/09/2008 - 22:52
De
reportagem do Globo:
O Detran de São Paulo apreendeu um automóvel que acumula R$ 3,4 milhões em multas. (…) Armando Clemente da Silva, 36 anos, o motorista, disse ter arrematado o veículo em um leilão em 2001. Desde então, ele levou 899 multas. E, passados sete anos da compra, ainda não transferiu o carro para o nome dele. O veículo está registrado como propriedade de uma empresa de seguros. Por isso, o motorista não tem um ponto sequer registrado em sua carteira de habilitação. (…) O motorista do Corsa alegou que não transferiu o carro para o seu nome por falta de dinheiro. Segundo o Detran, ele levou multas por excesso de velocidade, ultrapassar semáforo vermelho, transitar em horário de rodízio, entre outras.(…)
O homenzinho compra o carro em um leilão e não tem dinheiro para transferir o carro? E, por um acesso crônico de distração, cometeu quase mil multas?
O incauto rapaz é o mais recente exemplo da personificação da “malandragem” brasileira, tão exaltada e reverenciada por muitos, mas que só serve para nos afastarmos um pouco da já diminuta noção que temos de cidadania.
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Tags: cidadania, malandragem, o globo, trânsito
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13/09/2008 - 19:03
“Candidatos disputam voto de servidor com benesses” é a chamada de capa do Globo de hoje. Refere-se às propostas dos postulantes ao cargo de prefeito do Rio de Janeiro direcionadas aos funcionários públicos municipais.
A reportagem, publicada logo na página 3 do jornal (área nobre) e condensada num texto publicado no Globo Online, traça um perfil dos benefícios a que têm direito os servidores do município e apresenta as propostas dos candidatos. Na página seguinte, revela que os funcionários têm recebido spams da candidata apoiada pelo prefeito, o que é tipificado como crime pelo TRE-RJ.
O trecho das pretensões dos candidatos sobre a relação com os servidores é fraco e curto. Já a parte dos benefícios é um pouco mais precisa. Porém, algumas partes da matéria (completa) precisam ser destacadas.
(1) “As benesses já existentes incluem empréstimos para a casa própria, bolsas de estudo, auxílio-moradia e distribuição de cadeiras de rodas, próteses ósseas e aparelhos de surdez, além do fato de os aposentados daqui serem os únicos do país que não descontam para o INSS”.
Nem os servidores públicos estatutários aposentados do Rio, nem os de quase nenhuma outra cidade do país descontam para o INSS. A maioria dos municípios brasileiros conta com um regime próprio de previdência, que recebe a contribuição previdenciária dos servidores públicos do local. Com o Rio não é diferente: o Previ-Rio administra o Funprevi, para onde vão, todos os meses, 11% dos salários dos servidores, sem teto ou alíquota. Ou seja, são 11% sobre toda a remuneração. O INSS está fora disso. Mas é verdade que, no Rio, os servidores aposentados não sofrem o desconto dos 11%.
(2) “Paes e Molon têm um ponto em comum. Prometem rever o contrato assinado há dois anos entre a prefeitura e uma instituição financeira que tem a exclusividade no pagamento do salário do funcionalismo. Segundo eles, os serviços prestados poderiam ser bem melhores.”
Ué… Não entendi a timidez do Globo em revelar o nome da “instituição financeira”… Chama-se Santander. Leram bem? Banco Santander (sem link, por favor). E ambos os candidatos têm toda a razão ao afirmar que “os serviços prestados poderiam ser bem melhores”.
(3) “Maria [uma servidora entrevistada pelo jornal] disse que reconhece os benefícios da prefeitura, mas reclama que o salário ainda é baixo. Diz estar indecisa, sem saber em quem vai votar:
- Estou na dúvida porque prometem de tudo. Quem é funcionário fica inseguro para decidir quem é o melhor.”
Estes são os últimos parágrafos da reportagem. Eles expõem uma brecha pela qual a matéria poderia ganhar mais corpo e tornar-se mais interessante: o dilema do servidor municipal. Afinal, ele vota não apenas naquele que vai administrar a sua cidade nos próximos quatro anos, mas também no seu futuro patrão. Os critérios em jogo são outros e os interesses – legítimos – podem parecer bem mais individuais do que coletivos. Esta abordagem fez falta e poderia enriquecer a reportagem, que traz uma referência vacilante às propostas dos candidatos para o corpo funcional da Prefeitura do Rio.
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Tags: eleições, jornalismo, o globo, política, prefeitura
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