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Blog de Raphael Perret, jornalista, carioca, rubro-negro, em constante aprendizado
  

Posts com a tag ‘Pan 2007’

Sussurros de Roberto Carlos

03/12/2007 - 10:30

O tom da cobertura da imprensa sobre o show de Roberto Carlos na Arena Multiuso, no Rio, dia 1°, foi o esperado: muito oba-oba em cima dos famosos que foram à gravação do especial da Globo e muita reverência ao Rei e seus milenares hábitos, obsessões e manias. Não li uma mísera linha sobre o som de radinho de pilha da arena, que manchou a apresentação de Roberto Carlos diante de seus fãs.

Podem dizer que foi o primeiro show da Arena Multiuso, construída para competições do Pan, e que falhas eram esperadas. Até se perdoa a estrutura precária em volta do ginásio, capaz de criar um engarrafamento em uma única rua, e da falta de estacionamentos (os poucos que havia cobravam 20 reais!!!!). Mas um som baixo e péssimo como o apresentado é um erro imperdoável. Quando Roberto cantava, o público ainda conseguia reconhecer a música e acompanhava. Porém, quando o anfitrião conversava com seus convidados (Gilberto Gil, Alcione, Camila Pitanga e Roupa Nova), o que se ouvia das arquibancadas eram sussurros. A platéia, já impaciente com os 90 minutos de atraso, não cansou de gritar: “Aumenta o som!”, “Tá muito baixo!”, “Fala mais alto!”. Em vão. O problema não era apenas escutar as falas: mesmo nas canções ouviam-se mais os instrumentos do que a voz de Roberto Carlos.

Ouvir baixo um show é o mesmo que não ouvi-lo. Perdem-se a magia e a graça de se estar ali, diante do artista. Uma lástima. A ausência dessa falha nos jornais, revistas e sites mostra que, onde estava a imprensa – a poucos metros do palco – o som não apresentava problemas. Lindo. O importante é cativar os donos dos flashes e dos tipos. Quem pagou o ingresso também pagou o pato. Que se esforçasse para ouvir as músicas de Sua Majestade. E que se contente com um concerto instrumental. Tecnicamente, foi o pior show que já assisti em toda a minha vida.

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Aumentando o ritmo em doses homeopáticas

19/09/2007 - 11:43

Na sexta-feira, comecei um tratamento homeopático.

Hoje, fiz meu primeiro treino desde então. Corri 10 km em 49 minutos e 55 segundos. Meu melhor tempo.

Uma coisa tem a ver com a outra?

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Fim de festa

29/07/2007 - 23:05

O pior do Pan ficou pro final. Que cerimônia de encerramento mais chata, sô. Um monte de gente no gramado sem ter o que fazer e músicas chatas que não empolgavam ninguém. Definitivamente, fim de festa total.

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O velho cambismo

26/07/2007 - 13:30

Há milhares de anos o Maracanã sofre com os cambistas. Os ingressos são vendidos em horários doidos, as pessoas têm dificuldade em comprar, fazem filas intermináveis e sempre, eu digo SEMPRE, tem um ou dois malandros grandalhões, com voz grossa e cordão no pescoço anunciando “tenho ingresso”, com preços ridículos de tão inflacionados. Nisso, os ingressos acabam antecipadamente e, que estranho, o estádio não fica lotado na hora do evento.

Com o Pan, acreditei ingenuamente que a organização agiria pra evitar essa prática execrável do cambismo. Mas que nada: fui ao Maracanã ver Brasil x Canadá, pelo futebol feminino, e as mesmas figuras que circundam o estádio em dia de jogo dos times cariocas estavam lá.

Putzgrila. A quem interessa a existência dos cambistas? Por que as autoridades, quando questionadas, lavam as mãos e fazem que não é com elas? Por que não tomam uma atitude mínima, simbólica, que transpareça uma pequena vontade de combater esse mal?

P.S. E se você quiser saber mais sobre o que acontece nos arredores do Maracanã em dias de jogos, não perca o Fim de Jogo, comandado pela amiga Cristina Dissat e que, a cada dia que passa, arregimenta uma legião de colaboradores.

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A verdadeira geração de prata

20/07/2007 - 2:52

O que aconteceu hoje no Maracanãzinho foi a prova de que a seleção feminina de vôlei de Sheila, Paula Pequeno etc. nasceu para ser vice-campeã. É a geração de prata de blusinhas e shortinhos. Perder para Cuba com seis chances de fechar o jogo significa medo de vencer. Afinal, o que mais justifica as jogadoras experientes furarem cortadas? Ou perderem um ponto em que a cubana foi buscar a bola quase lá na arquibancada?

As rivais são realmente muito boas. No tie-break, numa mesma disputa de ponto, buscaram bolas no chão que eu juraria serem indefensáveis. Mas esta seleção brasileira de vôlei, definitivamente, gosta de amarelar em finais. Basta lembrar que ela é a atual vice-campeã mundial e perdeu as semifinais nas Olimpíadas de Atenas num jogo tristemente histórico, com direito a cinco match-points perdidos para as russas.

Continuarei torcendo, sempre, pelas meninas do Brasil. Porém, e sempre, também, com muita desconfiança e uma quase certeza de que não conseguirei no final gritar “é campeão!”.

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