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	<title>Butuca Ligada &#187; política</title>
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	<description>Informação é estar atento &#124; por Raphael Perret</description>
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		<title>Políticos no Twitter: uma dica</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2010 15:28:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Políticos migram ao Twitter, mas poucos o usam direito: notinha interessante da Folha Online revela que a ferramenta de microblogging poderá ser a grande novidade da campanha eleitoral de 2010, mas está sendo usada de forma inadequada pelos pré-candidatos a presidente, governadores, deputados e senadores. Dentre os maiores pecados, estão o fracionamento de longas mensagens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Políticos migram ao Twitter, mas poucos o usam direito" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u683533.shtml"><strong>Políticos migram ao Twitter, mas poucos o usam direito</strong></a>: notinha interessante da Folha Online revela que a ferramenta de microblogging poderá ser a grande novidade da campanha eleitoral de 2010, mas está sendo usada de forma inadequada pelos pré-candidatos a presidente, governadores, deputados e senadores. Dentre os maiores pecados, estão o fracionamento de longas mensagens em vários &#8220;tuítes&#8221;, excesso de autopropaganda e, óbvio, a falta de interação com os outros usuários.</p>
<p>Na boa, a grande dica para os políticos é que sejam apenas eles mesmos. <strong>Conversem</strong> no Twitter. Esclareçam dúvidas. Digam o que acham da vida. Repassem links que julguem interessantes. Evitem falar somente de política. Vocês poderão até não conseguir votos. Mas conseguirão <strong>respeito</strong>.</p>
<p>Hão de dizer que os políticos ainda estão aprendendo a mergulhar neste novo (novo?) mundo. Ok, pode ser. Mas é bom que aprendam depressa, pois o preço é a pagação de mico.</p>
<p>Soube pelo <a title="Twitter do Alexandre Sena" href="http://twitter.com/alexandresena">Alexandre Sena</a>.</p>
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		<title>Como você escolhe seu candidato?</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 11:54:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se cada cidadão parasse algumas horas pra definir, bem objetivamente, qual o perfil ideal para um presidente, governador ou prefeito, teríamos votos bem melhores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dentro do táxi que me levava quarta-feira ao aeroporto, fiquei imaginando a vida de um presidente da República, ou de um governador, enfim, de um chefe de poder Executivo, que viaja quase sempre, faz discursos frequentemente, participa de dezenas de reuniões semanais, recebe lobistas, políticos, empresários e cidadãos. Para dar conta de tudo isso, ele precisa estar minimamente preparado para discutir todo e qualquer assunto que seja de seu domínio administrativo. Educação, saúde, segurança, cidadania, políticas públicas, emprego, meio ambiente, política externa, esportes, economia, relações institucionais, agricultura, habitação, cultura, indústria, saneamento, infraestrutura&#8230; Preciso continuar?</p>
<p>Para cada um destes temas, é insuficiente apenas saber conceitos e definições. O fundamental é ter números em mãos, saber a opinião de outros atores políticos, acompanhar o noticiário, embasar-se nos pontos de vistas dos seus assessores. Acredito que, diariamente, com a mudança tão rápida de assunto entre uma reunião e outra, o governante tenha que estudar um pouco nos intervalos de folga entre um compromisso e outro. Ou seja, não existe folga.</p>
<p>A profunda mistura de temas, às vezes díspares, às vezes entrelaçados entre si, explica a divisão do poder pelo governante entre seus ministros/secretários e assessores. São estes os responsáveis em formular e executar as ações específicas de sua área. Mas é o presidente quem vai, em última instância, fechar as diretrizes e as linhas gerais do seu governo.</p>
<p>Ele só pode tomar essas decisões quanto mais bem preparado estiver e quanto mais ele puder apreender das informações que lhe são ditas. Não pode ser alguém arrogante, crente que pode tomar a decisão sozinho – a menos que seu acúmulo de experiência naquele assunto lhe dê esse tipo de segurança, o que não vai acontecer sempre. Ninguém é especialista em tudo.</p>
<p>Além disso, num tempo em que a figura pública é cada vez mais exposta, é essencial que ela demonstre segurança sobre um tema que é de sua responsabilidade. Porque o assessor está lá, com os dados e números, mas quem vai pro pau é o presidente, o governador, o prefeito. Seja diante da imprensa, seja na reunião com outro chefe de governo, seja com agentes políticos importantes.</p>
<p>Pensando nisso, concluí que existe um perfil que um indivíduo precisa ter para governar: ser disciplinado, ter vontade de aprender, saber ouvir e ter capacidade gerencial, o que inclui uma visão ampla e conjuntural, saber administrar conflitos e colocar as pessoas certas nos lugares certos. Se o candidato é capaz de mostrar que tem essas qualidades – e, óbvio, tiver idéias com as quais simpatizo – terá grandes chances de conseguir o meu voto. Pois pensarei que a pessoa é articuladora e está sempre renovando seus conhecimentos. Tudo isso é mais importante do que o cara falar bem e usar recursos de marketing que emolduram um discurso vazio.</p>
<p>Acho que estou sendo simplista e otimista. Mas também acho importante que todo mundo pense um pouco nos critérios de escolha de um postulante a um cargo de presidente, governador ou prefeito. Ainda mais faltando um ano para uma eleição a ser realizada num cenário propício à avalanche cada vez maior de informações.</p>
<p>Você, por exemplo: o que leva em conta na hora de votar em um candidato?</p>
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		<title>Minhas restrições ao &#8220;fora, Sarney!&#8221;</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/07/07/minhas-restricoes-ao-fora-sarney/</link>
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		<pubDate>Wed, 08 Jul 2009 01:56:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<description><![CDATA[O "movimento" que tem dominado o Twitter, à primeira vista, reflete um processo de conscientização política dos usuários de internet. Mas, se examinarmos a fundo, vemos que a campanha está longe de ser consistente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align:center"><a href="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/07/twitter_forasarney.jpg"><img class="size-full wp-image-2408" title="twitter_forasarney" src="http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-content/uploads/2009/07/twitter_forasarney.jpg" alt="Campanha &quot;#forasarney&quot; no Twitter" width="400" height="392" style="border: solid #DDDDDD 1px" /></a>
<div class="legenda">Campanha &quot;#forasarney&quot; no Twitter</div>
</div>
<p>Faz duas ou três semanas que tem rolado no Twitter uma campanha. Acompanhada de mensagens indignadas ou mesmo solitária, a expressão &#8220;<a title="#forasarney no Twitter" href="search.twitter.com/search?q=forasarney">#forasarney</a>&#8221; está sendo incluída nos posts de muita gente na rede social. Parece que os cidadãos estão começando a usar a internet para mobilizações políticas. O potencial do meio para isso é incontestável. Mas tenho minhas dúvidas se esta campanha está sendo tratada com a devida seriedade.</p>
<p>José Sarney já aprontou muito. Apoiou a ditadura militar, estendeu o congelamento de preços durante o Plano Cruzado com fins eleitorais e acabou disparando a inflação, distribuiu concessões de TV e rádio a torto e direito para compadres, tentou censurar blogs. Portanto, qualquer diminuição de poder do senador amapo-maranhense é benéfica para o Brasil. Ainda que tenham descoberto, 40 anos de vida pública depois, quem é José Sarney, a indignação é justa e necessária.</p>
<p>Porém, a maioria dos comentários adjacentes ao &#8220;#forasarney&#8221; postados no Twitter é vazia. As mensagens, quando não são virulentas ou raivosas, não têm conteúdo algum. Pouquíssimas trazem alguma informação que dê consistência ao mote da campanha.</p>
<p>O motivo essencial dessa inação travestida de mobilização é a caótica avalanche de notícias a que somos submetidos com fontes inesgotáveis de dados, números e manchetes frequentemente mal digeridas e transformadas em gritos em nome da moralidade, sem que se saiba exatamente qual o objeto da revolta. Deseja-se tirar Sarney por sua ligação com os recentes escândalos no Senado? Ou por todo o conjunto da obra? Neste caso, por que ninguém se revoltou quando Sarney foi eleito presidente do Senado? O que se ganha com a destituição de Sarney do cargo? Ou apenas deseja-se Sarney fora da presidência da Câmara Alta do Congresso porque é <em>cool</em>?</p>
<p>Por isso, o #forasarney, em muitos casos, é só uma tentativa oca de manifestar resíduos de uma falsa consciência política. Em outras situações, é apenas um esforço em emplacar a tag nos &#8220;trending topics&#8221; do Twitter &#8211; vide a<a title="Vídeo explicativo da frustrada tentativa de transformar #forasarney em um 'trending topic'" href="http://www.youtube.com/watch?v=5kNoYovrP6U"> patetice de algumas subcelebridades que deram à campanha, ridiculamente, o tom de galhofa</a>.</p>
<p><strong>Ao debate, por favor!</strong></p>
<p>A internet já provou ser uma ferramenta fabulosa para a democracia. Ela dá voz, espaço e tempo para que mais atores sociais &#8211; de indivíduos a organizações &#8211; possam expressar seus pontos de vista. O fomento à discussão, à troca de ideias, ao compartilhamento de informações e à reflexão analítica é um potente combustível para o motor da nossa realidade, rumo a patamares cada vez mais altos de justiça e cidadania. O debate permanente também é uma poderosa arma contra a transformação da mobilização popular em uma acrítica massa de manobra.</p>
<p>Saúdo estes novos indícios da participação política dos cidadãos na internet. Mas ainda fico reticente quando vejo manifestações tão superficiais. Mensagens de 140 caracteres (nos quais já inclusos os onze da expressão &#8220;#forasarney&#8221;) não são um método eficaz de ativismo político, a menos que sirvam para a disseminação de informações ou agregação de partidários numa luta em comum, para ações mais produtivas.</p>
<p>Participar de movimentos assim pode ser bacana, ajudar na sensação de pertencimento etc. mas a reflexão é fundamental. Sem uma dose de razão, o tom da campanha pode ficar emocional demais. O desequilíbrio descamba para mensagens autoritárias e antidemocráticas, como as que pedem o fechamento do Congresso ou aquelas repletas de palavrões.</p>
<p>Motivos para ter Sarney fora da presidência do Senado não faltam. O importante é identificá-los claramente. A desinformação aumenta o risco de se encampar um movimento a favor de quem prefere a falta de consciência política generalizada. É hora, portanto, de explorar mais o altíssimo potencial da internet para promover a troca de ideias. Quanto maior o debate, mais eficazes, contundentes e honestas serão as campanhas.</p>
<p>P.S. O <a href="http://www.memedecarbono.com.br">Meme de Carbono</a> já havia alertado para a necessidade de uma <a title="Fora Sarney, um grito desajeitado" href="http://www.memedecarbono.com.br/2009/06/30/fora-sarney-um-grito-desajeitado/">campanha mais informativa e menos desajeitada</a>.</p>
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		<title>Veja tem medo de &#8220;caça aos ricos&#8221; e estimula o consumo do luxo</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 23:01:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao comentar a condenação da dona da Daslu, a revista critica uma possível perseguição aos mais abastados, o que só produziria "mais miséria moral, política, econômica e social", e defende o comércio de artigos caros e requintados. Trata-se de uma opinião leviana e incoerente. E explico o porquê.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na época da conexão via modem de 14.400 e <a title="Winsock" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Winsock">Trumpet Winsock</a>, meu pai usou um e-mail meu para se cadastrar no site da <a title="Editora Abril" href="http://www.abril.com.br">Editora Abril</a>. O endereço eletrônico ainda existe, e de vez em quando eu o consulto.  Hoje, chegou um e-mail da <em>Veja</em>, divulgando a edição semanal da revista, cuja capa versa sobre a <a title="Dona da Daslu é condenada a 94 anos e meio de prisão por fraudes em importações de produtos" href="http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/03/26/materia.2009-03-26.4936514109/view">condenação da dona da Daslu</a>.</p>
<p>Bem, já faz tempo que a revista abandonou a pecha de imparcial. Ninguém ignora qual a <a title="Contra a esquerda, com clareza" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=456IMQ002">angulação da </a><em><a title="Contra a esquerda, com clareza" href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=456IMQ002">Veja</a> </em>sobre assuntos políticos, econômicos, sociais e culturais&#8230; quero dizer, sobre tudo, né? Logo, não era pra eu me surpreender com certos trechos do editorial da revista, publicados no tal e-mail:</p>
<blockquote><p>É preciso desestimular as tentativas de enxergar na punição da dona da Daslu uma condenação também a todos aqueles que, apenas por desfrutar uma boa situação material, parecem aos olhos do populismo rasteiro cidadãos privilegiados e inimputáveis. A caça aos ricos é uma tentação suicida que, como demonstra a história, só produz mais miséria moral, política, econômica e social.</p>
<p>Deve-se refrear também o impulso de ver no comércio de artigos caros e requintados apenas mais uma demonstração viciosa das classes abastadas.</p>
<p>As pessoas que fabricam e vendem essas mercadorias, desde que respeitem as leis, são cidadãos tão úteis à comunidade quanto quaisquer outros. Como toda indústria, a do luxo cria empregos, produz riqueza e qualifica a mão de obra – e permite que as pessoas exerçam sua liberdade individual também na maneira como dispõem de seu dinheiro.</p></blockquote>
<p>Eu não me surpreendi mesmo. Mas eu fico preocupado com a disseminação desse tipo de ponto de vista. Trata-se de uma opinião leviana, que teme o fim da impunidade e é incoerente com as ações de responsabilidade social da Abril.</p>
<p>Explicando. Diz a revista que &#8220;a caça aos ricos é uma tentação suicida que, como demonstra a história, só produz mais miséria moral, política, econômica e social&#8221;. Porém, a polícia não está caçando ricos, e sim bandidos. Gente que rouba, frauda, corrompe e se corrompe. Por coincidência, veja você, muitos destes bandidos&#8230; são ricos! E ter riqueza, <em>Veja</em>, por acaso lhes isenta da punição pelos crimes que cometeram? A condenação de Eliana Tranchesi é exemplar. Mostra que, sim, a impunidade &#8211; um dos piores males desta sociedade brasileira malandra e paternalista, a base de toda a sujeira moral dos nossos tempos &#8211; pode dar espaço à justiça. Resta-nos saber qual o temor dos editores de <em>Veja</em> diante da condenação generalizada de ricos.</p>
<p>Depois, o semanário escreve que &#8220;deve-se refrear também o impulso de ver no comércio de artigos caros e requintados apenas mais uma demonstração viciosa das classes abastadas&#8221;. É estranho ler isso numa revista de uma <a title="Planeta Sustentável" href="http://planetasustentavel.abril.com.br/">editora com iniciativas em prol da sustentabilidade</a>, da qual um dos pilares básicos é o consumo mais consciente. O mais vergonhoso é o surrado argumento da &#8220;criação de empregos, produção de riqueza e qualificação da mão de obra&#8221;, muito usado também para defender indústrias de finalidades questionáveis. A propósito, não sou contra &#8220;que as pessoas exerçam sua liberdade individual também na maneira como dispõem de seu dinheiro&#8221;. Mas indago se a revista não deveria ter outra postura, depois de <a title="&quot;Salvar a Terra&quot;, de 24 de outubro de 2007" href="http://veja.abril.com.br/241007/imagens/capa380.jpg">fazer várias capas apregoando o contrário</a>.</p>
<p><em>Veja </em>há tempos deixou de ser dirigida a um público mais amplo. Seu objetivo não é trazer informações com análise sensatas, mas sim a opinião da revista sob o tom de dogma. Personalidades com ideias contrárias são ironizadas e ridicularizadas. Aqueles que coadunam com a linha editorial ganham elogios e espaço de sobra. Essa postura afastou muitos leitores. Atualmente, quem lê a <em>Veja</em> cada vez mais é identificado com as &#8220;gracinhas&#8221; dela. A chance de seu público digerir esse editorial sem questionamentos é muito grande.</p>
<p>Uma pena. Se, há alguns anos, a revista era uma publicação importante para a sociedade, hoje virou um panfleto, que só interessa a quem com ela concordar, empobrecendo o debate.</p>
<p>Melhor ficarmos mesmo com a <em><a title="“Veja” libera o conteúdo de todas as suas edições" href="http://www.butucaligada.com.br/2008/12/15/veja-libera-o-conteudo-de-todas-as-suas-edicoes/">Veja</a></em><a title="“Veja” libera o conteúdo de todas as suas edições" href="http://www.butucaligada.com.br/2008/12/15/veja-libera-o-conteudo-de-todas-as-suas-edicoes/"> das antigas</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por uma campanha eleitoral mais livre na internet</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/03/24/por-uma-campanha-eleitoral-mais-livre-na-internet/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 02:08:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um ano antes da votação que definirá o novo presidente e os futuros governadores, começa a discussão sobre pré-candidato fazendo propaganda fora de hora. Na internet, a participação cada vez mais ativa dos cidadãos dificulta a definição do que é permitido antes e durante a campanha eleitoral. Por que não, então, liberar geral na rede?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês se lembram da confusão que foi a regulação da internet durante a campanha eleitoral municipal de 2008?</p>
<p>Em março de 2008, o TSE definiu que o <a title="Parecer do TSE restringe campanha eleitoral na internet" href="http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac148632,0.htm">uso da internet na campanha só poderia ser feito pelo site do candidato</a> e ponto. Não falava nada de blogs, redes ou similares. Ao mesmo tempo, <a title="Propaganda antecipada na internet pode gerar cassação, diz TSEE" href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL382104-5601,00-PROPAGANDA+ANTECIPADA+NA+INTERNET+PODE+GERAR+CASSACAO+DIZ+TSE.html">o órgão ameaçou de cassação os candidatos que burlassem a lei</a>. A falta de clareza, óbvio, causou confusão. Pedro Doria, por exemplo, <a title="O weblog foi censurado pela justiça" href="http://pedrodoria.com.br/2008/05/29/o-weblog-foi-censurado-pela-justica/">teve que tirar  de seu blog um selo de apoio a Fernando Gabeira</a>, postulante ao cargo de prefeito do Rio, porque a Justiça Eleitoral entendeu que era campanha, ainda que Doria não fizesse parte da equipe do Partido Verde, legenda do candidato. Em seguida, atendendo a consulta de um deputado, o TSE <a title="TSE deixa propaganda eleitoral em blogs e Orkut sem regras claras" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u411168.shtml">confirmou as regras (ou a falta delas) sobre o uso da internet na campanha, frisando que cada caso seria um caso.</a> A omissão criou algumas incoerências no Brasil todo: enquanto o <a title="TRE proíbe torpedos em campanha eleitoral, mas libera blog e Orkut" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u406848.shtml">TRE do Rio de Janeiro soltou resolução liberando a campanha em blogs e Orkut</a>, tendo proibido &#8211; sabiamente &#8211; o envio de spams e torpedos não solicitados, <a title="Conheça as regras para campanha eleitoral pela internet nos estados" href="http://g1.globo.com/Eleicoes2008/0,,MUL742288-15693,00-CONHECA+AS+REGRAS+PARA+CAMPANHA+ELEITORAL+PELA+INTERNET+NOS+ESTADOS.html">Minas Gerais multou candidatos que usaram o Orkut para promover candidaturas, e os estados do Ceará e do Rio Grande do Sul foram mais flexíveis em suas decisões</a>. O caos na rede chegou a tal ponto que <a title="Sites de jornais e revistas podem opinar sobre eleições" href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL803505-5601,00-SITES+DE+JORNAIS+E+REVISTAS+PODEM+OPINAR+SOBRE+ELEICOES.html">sites de jornais e revistas podiam opinar sobre eleições</a>, mas veículos que só existiam na internet eram proibidos de fazê-lo.</p>
<p>Em resumo, as duas questões que geraram maior dúvida nesta confusão toda foram: (1) o que pode ser considerado campanha e o que não pode? (2) o que pode ser feito na internet e o que não pode? A discussão sobre ambas as perguntas passa por um elemento que faz toda a diferença: a data que marca o início oficial da campanha eleitoral, com todos os candidatos já conhecidos e definidos pelos partidos e coligações. Ou seja, qualquer propaganda feita antes de 6 de julho de um ano eleitoral é considerada ilegal. Pois hoje, a menos de 20 meses para a próxima eleição presidencial, o debate sobre o que é permitido ou não na internet precisa esquentar.</p>
<p>A reportagem <a title="Campanha para presidente começa na internet" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u497402.shtml">Campanha para presidente começa na internet</a>, da Folha Online, já lista sites, comunidades no Orkut e vídeos no YouTube que apoiam os possíveis principais candidatos ao cargo máximo do governo federal. São, provavelmente, espaços montados por fãs, eleitores e correligionários, sem ligação nenhuma com os partidos políticos.</p>
<p>Estes, aliás, para enfatizar que desejam distância dos sites e de qualquer insinuação de que fazem campanha fora do prazo, sequer se pronunciaram sobre o tema na <a title="Campanha para presidente começa na internet" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u497402.shtml">matéria da Folha Online</a>. O medo se justifica, pois, com regras confusas, ninguém quer dar a chance de ser multado ou prejudicar uma possível candidatura.</p>
<p>O que, então, o <a title="Tribunal Superior Eleitoral" href="http://www.tse.gov.br">Tribunal Superior Eleitoral</a> pensa disso? Tentei entrar em contato com o órgão, mas o site informa que é preciso procurar o Tribunal Regional Eleitoral do meu Estado. Entrei em contato com o <a title="Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro" href="http://www.tre-rj.gov.br/">TRE-RJ</a> em 13 de fevereiro, uma sexta-feira, e obtive as respostas já na segunda-feira seguinte, 16. Troquei, então, mensagens com a assessoria do TRE-RJ ao longo desse dia. Montei, em um formato de entrevista, um resumo dessa conversa via internet com o Tribunal.</p>
<p><a title="Página 2 de &quot;Por uma campanha eleitoral mais livre na internet" href="http://www.butucaligada.com.br/2009/03/24/por-uma-campanha-eleitoral-mais-livre-na-internet/2"><strong>Veja a entrevista.</strong></a></p>
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		<title>Novos limites para a relação entre imprensa e poder</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2009/03/07/novos-limites-para-a-relacao-entre-imprensa-e-poder/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 20:29:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É mesmo necessário, com a penetração cada vez maior da internet, que detentores de cargos públicos utilizem espaço e tempo fixos em veículos de comunicação?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um país em que <a title="Donos de TVs e rádios, parlamentares desrespeitam a Constituição" href="http://www.rollingstone.com.br/edicoes/7/textos/109/">deputados e senadores detêm inúmeras concessões de rádio e TV</a>, contrariando a Constituição, a discussão sobre a relação entre imprensa e poder é urgente. Por isso, segue a minha humilde contribuição.</p>
<p>Sempre achei estranho que políticos com mandatos tivessem colunas em jornais ou programas de TV. Acho normal e democrático que os diários ofereçam espaço, de vez em quando, a artigos de deputados, vereadores, prefeitos. Mas nunca me soou bem a cessão fixa de centímetros ou minutos a agentes públicos nos veículos de comunicação. Hoje, um exemplo bem conhecido, pelo menos aqui no Rio, é o de um <a title="Wagner Montes" href="http://www.alerj.rj.gov.br/common/deputado.asp?codigo=260">deputado estadual ex-jurado do Programa Silvio Santos</a>, eleito com plataforma baseada no combate à violência e com um <a title="Balanço Geral" href="http://www.recordrio.com.br/programas.php?p=1">programa diário, sobre o tema, de 165 minutos na TV Record carioca.</a> </p>
<p>Na era da internet, alguns elementos novos atualizam o cenário. Os ocupantes de cargos públicos têm plenas condições de manterem, com recursos particulares ou com o apoio dos órgãos em que trabalham, sites e blogs para divulgarem seus trabalhos e acentuarem seu contato com os cidadãos. A intermediação da imprensa poderia se resumir a ações bem mais específicas.</p>
<p>Por isso, continuo achando muito esquisito, por exemplo, que o <a title="Cedae - Governo do Estado do Rio de Janeiro" href="http://www.governo.rj.gov.br/indice.asp?orgao=32">presidente da companhia de saneamento do Estado</a> e um <a title="Diário Oficial de 07/01/2009" href="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/besserman.jpg">assessor especial do prefeito</a> tenham blogs mantidos por um grande jornal carioca. E, para piorar, nenhum dos dois são apresentados como tais. O primeiro aparece como <a title="Blog de Wagner Victer" href="http://oglobo.globo.com/blogs/wagner/">&#8220;especialista em energia indústria naval e petróleo&#8221;</a>, enquanto o outro faz parte da &#8220;turma&#8221; da principal coluna do jornal e fala sobre &#8220;<a title="Blog do Besserman" href="http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/besserman/">Mundo, Brasil, Rio, Copacabana e aquecimento global&#8221;</a>.</p>
<p>Posso estar sendo rigoroso, não sei&#8230; O que vocês acham?</p>
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		<title>1989, vinte anos depois</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 00:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O que têm em comum as primeiras eleições diretas para presidente depois da ditadura militar, a queda do Muro de Berlim, o nascimento da web e o início da decadência da música brasileira? Tudo ocorreu em 1989. Sim, está na hora de darmos a esse ano a importância que ele merece dentro da linha do tempo da História.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="float: left; margin-right: 10px; width: 150px;" src="http://img.photobucket.com/albums/v194/rperret/305166.jpg" alt="Foto do Massacre da Praça da Paz Celestial. Fonte: Centro de Mídia Independente" /> Além dos 220 anos da Revolução Francesa, dos 120 anos da proclamação da República, dos 40 anos da chegada do homem à Lua e dos meus 30 anos de idade, 2009 chega para lembrarmos 20 anos de 1989, o ano mais importante da História pós-1968. Quiçá, mais importante que o próprio 1968.</p>
<p>Todos os anos têm suas histórias inesquecíveis. Alguns deles abrigam pelo menos um acontecimento que é suficiente para torná-los imortais. 2001, por exemplo. Em outros casos, um conjunto de eventos, concatenados ou não, é capaz de transformar um ano comum em especial. As revoltas estudantis, a efervescência cultural e o embrutecimento da ditadura no Brasil marcaram 1968. A situação de 1989 é semelhante à dos dois exemplos citados. Mas o ano guarda uma característica singular que o grifa em qualquer enciclopédia de referências históricas.</p>
<p>1989 delimita o fim de uma era e o começo de outra. O período iniciado nos anos 90 trouxe profundas mudanças estéticas, percebidas na moda, na comunicação e no comportamento, mas que permanecem quase inalteradas até hoje. Sim, 2009 é muito diferente de 1998, quando os provedores cobravam pacotes de 40 horas mensais para acesso discado à internet e os telefones celulares tinham os apelidos de &#8220;tijolões&#8221;. Mas as inovações tecnológicas, o apego à velocidade informativa e o individualismo exacerbado já apontavam, há onze anos, as matizes do período contemporâneo. São iguais às de 2009, mas bem diferentes das que coloriam os anos 70 e 80, marcadas por outros valores culturais. Não foi à toa que, em 1989, o inglês Tim Berners-Lee apresentava os primeiros conceitos daquilo que seria a World Wide Web e dava início ao desenvolvimento da maior revolução tecnológica ocorrida nos últimos 20 anos.</p>
<p>Mas ao mesmo tempo em que simboliza um divisor de eras, por si só 1989 trouxe acontecimentos que romperam paradigmas. </p>
<p><strong><a title="Marcos históricos" href="./2">Continua&#8230;</a></strong></p>
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		<title>O candidato progressista</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2008/10/27/o-candidato-progressista/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 02:46:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Então é isso: a esquerda diz que apóia Paes por ser sua candidatura &#8220;progressista&#8221;, diz que Gabeira é a opção &#8220;conservadora&#8221;, pelas alianças que fez (PSDB e PPS) e o prefeito eleito nomeia como seu primeiro secretário um quadro do&#8230; PSDB?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então é isso: a esquerda diz que apóia Paes por ser sua candidatura &#8220;progressista&#8221;, diz que Gabeira é a opção &#8220;conservadora&#8221;, pelas alianças que fez (PSDB e PPS) e o prefeito eleito <a href="http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2008/mat/2008/10/27/futuro_chefe_da_casa_civil_do_rio_pedro_paulo_diz_que_vai_rever_orcamento_de_2009-586134939.asp">nomeia como seu primeiro secretário</a> um quadro do&#8230; PSDB?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Apuração 2008 &#8211; 2º turno</title>
		<link>http://www.butucaligada.com.br/2008/10/26/apuracao-2008-2%c2%ba-turno/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Oct 2008 19:52:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É, rapaziada, acabou. Numa contagem absurdamente improvável, Eduardo Paes (PMDB) conquista o prêmio para o qual tanto se preparou (palavras dele): a prefeitura do Rio. Mas Gabeira também merece os parabéns. É, rapaziada, acabou. Numa contagem absurdamente improvável, Eduardo Paes (PMDB) conquista o prêmio para o qual tanto se preparou (palavras dele): a prefeitura do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É, rapaziada, acabou. Numa contagem absurdamente improvável, Eduardo Paes (PMDB) conquista o prêmio para o qual tanto se preparou (palavras dele): a prefeitura do Rio. Mas Gabeira também merece os parabéns.<span id="more-1444"></span></p>
<p>É, rapaziada, acabou. Numa contagem absurdamente improvável, Eduardo Paes (PMDB) conquista o prêmio para o qual tanto se preparou (palavras dele): a prefeitura do Rio.</p>
<p>Fernando Gabeira (PV), por pouco, muito pouco, não chegou. Seu resultado final tem um lado positivo. Sua campanha, sem sujar a cidade, sem atacar adversários, defendendo o Rio, apresentando uma visão holística e ampla, buscando a união de forças, e abrangendo uma quantidade de voluntários como há muito não se via no Rio de Janeiro foi um feito histórico. Sem muito tempo na TV no primeiro turno e com o apoio de partidos que, na cidade, são praticamente nanicos, chegou ao segundo turno e, fosse uma pesquisa, estaria no resultado final em empate técnico com o adversário, que teve apoio de quase todos os outros partidos, do governo estadual e do governo federal.</p>
<p>Não é hora de buscar culpados nos votos nulos, em branco e nas abstenções. Cada um sabe a escolha que faz. A influência no voto é das campanhas: da propaganda na TV e no rádio, do corpo-a-corpo, das declarações cuidadosas ou desmedidas. Se Gabeira, com seus artifícios, não conquistou mais da metade do eleitorado carioca, se não a convenceu a sair de casa e digitar 43 na urna, paciência. Tentou da forma mais honesta e humana possível. Perder é do jogo democrático.</p>
<p>Fica, na memória, uma campanha bonita. Que pregava o respeito, sem preconceitos, entre os cariocas. Um momento que pode significar alguma esperança para um futuro do Rio de Janeiro. Uma mobilização que mostrou que quase metade dos cariocas acredita num sonho possível. Mas que resultou, infelizmente, numa derrota.</p>
<p>Parabéns, Gabeira.</p>
<p>***</p>
<p>E parabéns, Paes, pela conquista. Mas não se empolgue: a partir de hoje, nós, cariocas, estamos de olho em seus passos. Na sua fidelidade partidária. Na sua participação no PMDB de Garotinho, de Moreira Franco, de Jorge Picciani. Na sua ligação com o PTB de Roberto Jefferson e com o PP de Dornelles e Bolsonar. No seu compromisso com a saúde, com a educação e com a valorização do servidor municipal. Na sua expectativa de agradar ao saco de gatos que o apoiou no segundo turno. Na sua diferenciação do estilo Cesar Maia, seu criador.</p>
<p>Estamos de olho em você.<br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(19:52)</span></p>
<p><span>Acho que o resultado todo mundo já sabe</span><span>. Alguns números, porém, são interessantes de serem avaliados.</span></p>
<p>Com 99,95% dos votos apurados, identificou-se uma abstenção de 20,25%. No primeiro turno, o não comparecimento foi de 17,9%. Um aumento de 119 mil votos que não foram computados.</p>
<p>Em compensação, a taxa de brancos e nulos diminuiu. Em 5 de outubro foi de 12,75%, hoje foi de 8,62%.</p>
<p>Muita gente viajou? Amanhã é feriado para servidores estaduais e federais aqui no Rio. Mas seguem outros dados:</p>
<p>- na 3ª zona eleitoral, Gabeira teve 74,56% de votos válidos; a abstenção foi de 26,06% (11.420 votos);<br />
- na 4ª, Gabeira teve 73,88%, e a abstenção foi de 23,01% (11.366 votos)<br />
- na 5ª, Gabeira teve 70,95%, e a abstenção foi de 28,23% (10.594 votos)<br />
- na 6ª, Gabeira teve 65,76%, e a abstenção foi de 21,55% (7.193 votos)<br />
- na 7ª, Gabeira teve 70,26%, e a abstenção foi de 22,86% (16.466 votos).</p>
<p>Não fiz o levantamento em todas as zonas. Mas os números dão o que pensar.</p>
<p><span style="font-weight: bold;">(18:37)</span></p>
<p><span>Acompanhem em <a href="http://twitter.com/rperret">http://twitter.com/rperret</a>. Por aqui está difícil!</span></p>
<p>(18:27)</p>
<p><span>79,95% dos votos -&gt; Paes 51%, Gabeira 49%</span></p>
<p>(18:18)</p>
<p><span class="entry-content">72,19% dos votos -&gt; Paes 50,94%, Gabeira 49,06%</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(18:11)</span></p>
<p><span class="entry-content">63,62% dos votos -&gt; 50,74% Paes, 49,26% Gabeira. Paes começa a abrir. Lentamente&#8230; </span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(18:05)</span></p>
<p><span class="entry-content">52,74% dos votos -&gt; Paes 50,53%, Gabeira 49,47%. Paes sobre um pouquinho, quase nada.</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:59)</span></p>
<p><span class="entry-content">40% dos votos -&gt; Paes 50,51%, Gabeira 49,49%. Nova troca de liderança.</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:53)</span></p>
<p><span class="entry-content">27,58% dos votos -&gt; Gabeira 50,65%, Paes 49,35%. Gabeira passa de novo. Detalhe para a rapidez da apuração.</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:47)</span></p>
<p><span class="entry-content">17,82% dos votos -&gt; Paes 50,08%, Gabeira 49,92%. Que doideira!</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:41)</span></p>
<p><span class="entry-content">10,75% dos votos &#8211; Gabeira 50,42%, Paes 49,58%. Esta é a verdadeira cidade partida&#8230;</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:36)</span></p>
<p><span>Mais de 4% dos votos: Gabeira 51,11%, Paes 48,89%. Um equilíbrio impressionante. As oscilações estão muito intensas.</span></p>
<p>(17:32)</p>
<p><span>1,04% dos votos apurados: Gabeira 55,55%, Paes 44,45%</span></p>
<p>(17:27)</p>
<p><span>Mesmo com poucos votos apurados, já se percebe a divisão praticamente meio a meio.</span></p>
<p>(17:23)</p>
<p><span>Primeiros números: Paes 51,55%, Gabeira 48,45%. 0,18% das seções apuradas.</span></p>
<p>(17:21)</p>
<p><span>Segundo a Globo, a apuração já começou e o primeiro boletim deve sair em 5 a 10 minutos. Aguardemos.</span></p>
<p>(17:13)</p>
<p><span class="entry-content">No primeiro turno, a boca-de-urna deu 33% para Paes, 23% para Gabeira. O resultado final foi Paes 31,9%, Gabeira 25,6%.</span><br />
<span style="font-weight: bold;"><br />
(17:00)</span></p>
<p><span>Saiu o resultado da boca-de-urna: Paes 51%, Gabeira 49%. Dois pontos na margem de erro.</span></p>
<p>(16:54)</p>
<p>Daqui a pouco começa.</p>
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		<title>No último debate, Paes 0 x 0 Gabeira</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 15:55:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Que debate chato. Se antes o confronto era considerado decisivo para conquistar os votos do indeciso, agora creio que a parcela de quem ainda não se definiu tenha aumentado. O que se viu na Globo ontem foi uma monotonia, quebrada não por ataques precisos dos candidatos, mas por falhas na argumentação de Paes ou de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que debate chato. Se antes o confronto era considerado decisivo para conquistar os votos do indeciso, agora creio que a parcela de quem ainda não se definiu tenha aumentado. O que se viu na Globo ontem foi uma monotonia, quebrada não por ataques precisos dos candidatos, mas por falhas na argumentação de Paes ou de Gabeira. O resultado foi um decepcionante zero a zero.<span id="more-1442"></span><br />
Que debate chato. Se antes o confronto era considerado decisivo para conquistar os votos do indeciso, agora creio que a parcela de quem ainda não se definiu tenha aumentado. O que se viu na Globo ontem foi uma monotonia, quebrada não por ataques precisos dos candidatos, mas por falhas na argumentação de Paes ou de Gabeira. O resultado foi um decepcionante zero a zero.</p>
<p>Vamos aos três momentos de algum destaque:</p>
<p>- Paes insistiu em colar Cesar Maia em Gabeira, que retrucou: &#8220;não posso dizer que as milícias vão entrar na prefeitura se você ganhar só porque Jorge Babu [vereador do PT acusado de ser ligado à "polícia mineira"] o apóia&#8221;. Depois disso, o peemedebista recuou e citou menos o prefeito do Rio.</p>
<p>- Paes pergunta a Gabeira qual o projeto dele para o bairro de Inhoaíba. Via-se claramente uma tentativa de &#8220;pegadinha&#8221; com o candidato do PV, apontado pelo adversário como desconhecedor do Rio. Surpreendentemente, Gabeira respondeu com precisão, comentando detalhes do bairro. E veio, então, o grande mico do debate: transtornado com a resposta positiva de Gabeira, Paes, que devia ter na ponta da língua algum comentário maldoso sobre o desconhecimento do adversário, teve que engolir, gaguejou e mal percebeu que era sua vez de falar. Gabeira, feliz da vida, deu uma saborosa risada.</p>
<p>- Paes formula uma situação imaginária: uma criança tem uma crise asmática num sábado à tarde. Como isso se resolveria na proposta política de Gabeira para a saúde? O candidato do PV, na defensiva, acreditou tratar-se de uma nova &#8220;pegadinha&#8221;, e fez um tratado sobre a asma &#8211; disse que sua filha sofre de crise asmática e que sabia lidar com o problema &#8211; sem perceber que a chave da pergunta estava no &#8220;sábado à tarde&#8221;, já que atualmente os postos de saúde não abrem nos fins de semana. Prato cheio para Paes, que ainda alfinetou o adversário, dizendo que nem todo mundo tem um nebulizador em casa e que postos não abrem nos fins de semana. Gabeira acusou Paes de não ter dito sobre o fim de semana. Mas disse, sim. Vacilou feio o candidato do PV. Dessa vez, não era pegadinha.</p>
<p>Gabeira começou o debate bem desconfortável. Um motivo era evidente: a mesa era bem alta e ele não ficou à vontade, ao contrário de Paes, privilegiado na estatura. Porém, mesmo que o mobiliário fosse o mais adequado possível, Gabeira demonstrava alguma insegurança e irritação. A agressividade serena do debate na Record foi substituída por uma expressão de enfado. Paes, no contraponto, demonstrava tranqüilidade.</p>
<p>Do segundo bloco em diante, Gabeira melhorou o astral, e Paes ficou um pouco nervoso após o mico de Inhoaíba. Poucas diferenças pontuaram o debate, e quem acompanhou os anteriores não se surpreendeu com quase nada. Enquanto Paes apresenta projetos muito específicos para cada setor social e econômico da cidade, Gabeira traz idéias com uma visão ampla e holística. Os discursos também são contrastantes: o peemedebista traz a lábia dos velhos políticos; o verde prega a união das forças, inclusive dos adversários, para reerguer o Rio. E estas roupagens vestiram as considerações finais dos dois candidatos, mais bem executadas por Gabeira.</p>
<p>Acabou, então, uma campanha diferente, marcante, por trazer candidatos que, apesar das propostas convergentes, trouxeram metodologias e discursos contrastantes. Ainda assim, o eleitorado do Rio está dividido quase que igualitariamente, e o resultado final só deverá ser conhecido mesmo no final da apuração.</p>
<p>Apuração que você acompanha aqui, neste domingo, no <span style="font-weight: bold;">Butuca Ligada</span>. <img src='http://www.butucaligada.com.br/wp/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
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