06/04/2009 - 22:02
Hoje fiquei surpreso ao descer para almoçar. O Largo da Carioca estava vaziaço, sem camelôs, barracas e ambulantes. Um espaço para transitar bem maior do que o normal. Efeito da tal “choque de ordem” do alcaide Eduardo Paes.
Só uma tendinha ficou imune ao passa-fora da Prefeitura: um “gabinete móvel” da vereadora Clarissa Garotinho (sim, aquela), do PMDB, mesmo partido do prefeito.
Pena não ter tirado foto.
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01/01/2009 - 21:15
As primeiras medidas de Eduardo Paes como prefeito do Rio cumprem as promessas feitas durante a campanha. Marketing puro ou compromisso firmado? Ainda não se sabe. Mas dois fatos são evidentes: ele quer dissociar a Prefeitura de qualquer marca que lembre o ex Cesar Maia e entendeu o recado das urnas.
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13/09/2008 - 19:03
“Candidatos disputam voto de servidor com benesses” é a chamada de capa do Globo de hoje. Refere-se às propostas dos postulantes ao cargo de prefeito do Rio de Janeiro direcionadas aos funcionários públicos municipais.
A reportagem, publicada logo na página 3 do jornal (área nobre) e condensada num texto publicado no Globo Online, traça um perfil dos benefícios a que têm direito os servidores do município e apresenta as propostas dos candidatos. Na página seguinte, revela que os funcionários têm recebido spams da candidata apoiada pelo prefeito, o que é tipificado como crime pelo TRE-RJ.
O trecho das pretensões dos candidatos sobre a relação com os servidores é fraco e curto. Já a parte dos benefícios é um pouco mais precisa. Porém, algumas partes da matéria (completa) precisam ser destacadas.
(1) “As benesses já existentes incluem empréstimos para a casa própria, bolsas de estudo, auxílio-moradia e distribuição de cadeiras de rodas, próteses ósseas e aparelhos de surdez, além do fato de os aposentados daqui serem os únicos do país que não descontam para o INSS”.
Nem os servidores públicos estatutários aposentados do Rio, nem os de quase nenhuma outra cidade do país descontam para o INSS. A maioria dos municípios brasileiros conta com um regime próprio de previdência, que recebe a contribuição previdenciária dos servidores públicos do local. Com o Rio não é diferente: o Previ-Rio administra o Funprevi, para onde vão, todos os meses, 11% dos salários dos servidores, sem teto ou alíquota. Ou seja, são 11% sobre toda a remuneração. O INSS está fora disso. Mas é verdade que, no Rio, os servidores aposentados não sofrem o desconto dos 11%.
(2) “Paes e Molon têm um ponto em comum. Prometem rever o contrato assinado há dois anos entre a prefeitura e uma instituição financeira que tem a exclusividade no pagamento do salário do funcionalismo. Segundo eles, os serviços prestados poderiam ser bem melhores.”
Ué… Não entendi a timidez do Globo em revelar o nome da “instituição financeira”… Chama-se Santander. Leram bem? Banco Santander (sem link, por favor). E ambos os candidatos têm toda a razão ao afirmar que “os serviços prestados poderiam ser bem melhores”.
(3) “Maria [uma servidora entrevistada pelo jornal] disse que reconhece os benefícios da prefeitura, mas reclama que o salário ainda é baixo. Diz estar indecisa, sem saber em quem vai votar:
- Estou na dúvida porque prometem de tudo. Quem é funcionário fica inseguro para decidir quem é o melhor.”
Estes são os últimos parágrafos da reportagem. Eles expõem uma brecha pela qual a matéria poderia ganhar mais corpo e tornar-se mais interessante: o dilema do servidor municipal. Afinal, ele vota não apenas naquele que vai administrar a sua cidade nos próximos quatro anos, mas também no seu futuro patrão. Os critérios em jogo são outros e os interesses – legítimos – podem parecer bem mais individuais do que coletivos. Esta abordagem fez falta e poderia enriquecer a reportagem, que traz uma referência vacilante às propostas dos candidatos para o corpo funcional da Prefeitura do Rio.
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Tags: eleições, jornalismo, o globo, política, prefeitura
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