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Blog de Raphael Perret, jornalista, carioca, rubro-negro, em constante aprendizado
  

Posts com a tag ‘rio de janeiro’

Segunda-feira tem boicote ao metrô. Falta agora um aos ônibus, trens e barcas

29/11/2009 - 22:33

Tá tudo dominado no transporte público do Rio de Janeiro. Difícil achar algum sistema que não mereça um protesto qualquer dos cidadãos cariocas.

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Pautei o Globo! Pautei o Globo!

29/11/2009 - 10:29

Viram o post abaixo? É de terça-feira, 24.

Vejam agora a reportagem “Pontos de ônibus sem sinalização confundem passageiros”, publicada no Globo deste domingo, 29.

Embora não tenha falado de Copacabana, a matéria revela que o problema é geral e traz declarações da Prefeitura. Ótimo, pois amplia o debate sobre o assunto e ajuda a entendê-lo. Além disso, o jornal orienta os leitores a denunciar o problema em qualquer lugar da cidade.

Tudo pra dizer: bola dentro do Globo.

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Copacabana, a princesinha dos ônibus

24/11/2009 - 23:27

A Avenida Nossa Senhora de Copacabana, localizada em cidade e bairro óbvios, é conhecida pelo grande número de lojas, pela longa extensão e pela quantidade exagerada de linhas de ônibus que passam por ela.

Para organizar um pouco esse caos viário, em cada ponto de ônibus só pode parar um determinado grupo de linhas. Se cada parada reunisse os passageiros para todos os veículos disponíveis, teríamos multidões paradas nas calçadas. Logo, a ideia, que é praticada há muito tempo, é boa e tem todo meu apoio.

Só falta agora a Prefeitura colocar placas indicando quais são as linhas que param em cada ponto. Evitaria que o passageiro (tipo eu) pagasse o mico de fazer sinal e sentir só o ventinho do desprezo do ônibus passando direto.

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Por que o preço dos imóveis na Zona Sul aumentou tanto?

23/11/2009 - 8:42
Vista aérea de Botafogo - Rio de Janeiro
Vista aérea de Botafogo, pelo jeito um sonho de consumo ampliado em mais de 50% desde o início do ano. Fonte: Flickr de Andreas Nilsson

Já estava querendo escrever sobre isso há muito tempo, e reportagem do caderno Morar Bem, do Globo de hoje, me deu o ânimo que precisava pra largar a preguiça e abrir o editor de posts do Butuca. A matéria “Queda do IGP-M não reduz aluguéis” fala sobre a resistência dos donos de imóveis em baixar o que cobram dos inquilinos, em função do acúmulo negativo do indexador.

Não vou discutir aqui exatamente o tema central da reportagem, mas sim aproveitar dois trechos para puxar outro assunto:

“- No panorama atual, quem mora numa casa ou apartamento alugado e pretende ou precisa se mudar para outro, dificilmente consegue arrumar um imóvel com o mesmo valor de aluguel. De outubro de 2008 até agora, a procura por locação cresceu 36,2%. A demanda, por sua vez, caiu 15%.” (a declaração é de Rogério Quintanilha, gerente-geral da Administradora Apsa)

“Apesar das quedas acumuladas pelo IGP-M, os aluguéis vêm registrando altas consecutivas em 2009. Botafogo, por exemplo, teve uma variação média de 54,01% de janeiro a outubro, segundo informações do Secovi-Rio [representante legal dos Condomínios, Administradoras e Imobiliárias do Rio de Janeiro]. Mas há aumentos ainda maiores, como é o caso de Ipanema (70,32%), Lagoa (69,08%) e Leblon (68,59%).”

O primeiro impulso ao ver os números é concluir: “ah, mas a gente tá falando de lugares muito valorizados”. De fato. Mas esta diferença deveria resultar em somente preços mais altos nestes bairros (falo de Ipanema, Lagoa e Leblon, bem mais caros do que Botafogo) do que em outras localidades cariocas, e não em uma duplicação de valor em menos de um ano.

Senti na pele esse aumento. Morador de Botafogo, eu tive que me mudar há três meses e, procurando imóveis em bairros como Flamengo, Catete, Copacabana e o próprio Botafogo, reparei facinho que o valor dos aluguéis cresceu demais. Conheço gente que também não está conseguindo encontrar um quarto e sala decente na mesma região. Os aluguéis estão cerca de 40% mais caros do que em 2006, quando desbravei minha última epopeia atrás de apartamento. Vale lembrar que, desde então, dificilmente um cidadão obteve um aumento desta proporção em sua renda. Logo, o impacto do preço do aluguel é muito maior no orçamento hoje do que há três anos.

A reportagem não fala em compra e venda, mas o problema afeta também quem pretende adquirir uma casa própria. Pesquisei o valor de imóveis nos bairros já citados e os preços estão beirando o abusivo. Tenho, ainda, pelo menos três amigas que vinham tendo muitas dificuldades em encontrar apartamentos a preços razoáveis. Uma conseguiu, depois de muita pesquisa. As outras duas simplesmente desistiram.

Enfim, o que está gerando essa inflação imobiliária na Zona Sul? Já se falou em aumento da demanda. Mas não haveria também uma decisão bem consciente dos proprietários de apartamentos?

A matéria chuta alguns possíveis motivos para essa explosão nos preços dos aluguéis – e, de quebra, dos valores de compra dos imóveis. As frases são do vice-presidente da Secovi-Rio, Manoel Maia:

“O Rio vive um bom momento, a reboque dos investimentos anunciados para a Copa e as Olimpíadas. Isso já se reflete no mercado de locação”

“Com a reativação da economia, houve uma grande valorização do aluguel. E a demanda cresceu no mesmo ritmo, ou seja, o panorama não é nada favorável à diminuição do aluguel. Hoje, há fila de espera de clientes em busca de um dois-quartos em bairros como Botafogo, Flamengo e Laranjeiras.

Até acredito na influência da reativação da economia. Melhoria na renda, mais consumo, estímulo a conseguir um imóvel melhor etc. Agora,  Copa e Olimpíada? Fala sério. Por que haveria uma movimentação tão intensa em direção à Zona Sul só porque o Brasil vai sediar Copa e Olimpíada daqui a, no mínimo, QUATRO anos? Não, não consigo acreditar nesta hipótese. É muito mais plausível crer que há um movimento de divulgar a valorização da cidade em função da escolha do Rio para sede dos dois grandes eventos e que busca justificar o aumento dos imóveis. Mas duvido que, em tão pouco tempo, tenha havido uma procura desenfreada por novos lares perto das mais famosas praias do Rio e que justifique aumentos de mais de 50% nos preços dos aluguéis e dos apartamentos.

Avento, aqui, outras possíveis razões. Eu vim de Jacarepaguá pra Zona Sul porque, tirando motivos mais pessoais e afetivos,  é mais perto do trabalho e tenho acesso mais fácil a opções culturais como cinemas e livrarias. Conversando com amigos que seguiram rotas semelhantes, as motivações são as mesmas. É evidente a melhoria da qualidade de vida (“melhoria” segundo meus padrões e dos meus amigos, é claro; tratam-se das minhas prioridades, e entendo que outras pessoas prefiram ficar longe da Zona Sul). Só não entendo por que houve este boom nos últimos meses e  por que exatamente os bairros mais caros tiveram os maiores aumentos. Todo mundo, de repente, resolveu ficar pertinho da praia?

Outro motivo razoável, específico para o caso dos aluguéis, é uma jogada dos proprietários (e que poderia muito bem ser abordada na reportagem do Globo): com o fim dos contratos, o locador pode pedir o imóvel de volta por qualquer motivo. Como os índices de reajuste estão negativos, a última malandragem é essa: o proprietário solicita a devolução do apartamento e o inquilino, desesperado, topa qualquer coisa pra continuar. Inclusive fazer um novo contrato, do zero, permitindo ao dono estipular um aluguel bem maior. Se o inquilino sair, sem problemas: o novo valor será cobrado do próximo locatário. E assim, os aluguéis aumentam numa reação em cadeia, afetando também o mercado de compra e venda.

Não fiz Economia e nunca vou entender o funcionamento deste equilíbrio de forças de oferta e demanda. Porém, custo a crer que o aumento dos preços no mercado imobiliário da Zona Sul do Rio de Janeiro tenha sido registrado somente porque há um fluxo migratório intenso em direção à orla carioca. Há algo de esperteza aí. Só não sei como comprovar e protestar.

Pergunto-lhes: também houve aumento em outras regiões do Rio? E a que vocês atribuem esta inflação maluca?

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A decadência do Centro Cultural Carioca

09/06/2009 - 10:13

Eu e Adriana mandamos uma carta à simpática casa de shows de samba, com algumas reclamações sobre a cozinha e o atendimento. O tom cuidadoso do texto não impediu que o CCC ignorasse a nossa mensagem. Portanto, resolvemos torná-la pública. (ATUALIZAÇÃO: resposta chegou em 12/06, confira)

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