Ficar de butuca: estar esperto, observar, prestar atenção. Butuca Ligada é atenção redobrada, ler as entrelinhas, examinar o superficial e o profundo. Saiba mais
  
Blog de Raphael Perret, jornalista, carioca, rubro-negro, em constante aprendizado
  

Posts com a tag ‘top 5’

As cinco escalações mais inusitadas da história dos shows no Brasil

20/03/2009 - 0:16

Tem gente chiando sobre a escolha dos Los Hermanos para a abertura dos shows de Kraftwerk e Radiohead, neste fim de semana, no Rio e em São Paulo, e prometendo vaia. Que besteira. Se o público soubesse ou se lembrasse de outros shows de abertura já realizados no Brasil, pararia de reclamar.

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Os cinco desfiles de escola de samba que mais me marcaram

20/02/2009 - 19:18

Há cinco anos, publiquei uma lista das cinco apresentações do carnaval carioca que mais me emocionaram. Neste início de folia, reproduzo o post, com direito a vídeos dos desfiles.

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As cinco melhores cenas de “Top Secret”

20/01/2009 - 20:35

Revi hoje um dos melhores filmes dos anos 80 e o seu engraçadíssimo nonsense. O número de cenas inesquecíveis é tão grande que fiz a lista das minhas cinco preferidas. E é capaz de dar polêmica…

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Os cinco piores motivos para se odiar um dia chuvoso

06/01/2009 - 23:55

Só chove quando você decidiu ir à praia, lavou o carro ou fez escova? Tem medo de pegar um resfriado? O banco do ônibus fica todo molhado? Afinal, quais são as razões pra você detestar os dias em que chove? Eu tenho as minhas cinco.

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Top 5: Cinco coisas boas do Rio de Janeiro

18/05/2007 - 16:24

Há cerca de 50 anos, fui convidado pela Elis Marchioni a escrever cinco coisas boas sobre a minha cidade. Eis uma boa idéia, materializada neste post. Sei que meu é uma gota no oceano, mas é uma tentativa de mostrar um lado mais suave e atraente do Rio, tão sofrido com a violência e com a má imagem decorrente dos altos índices de criminalidade.

Eis, pois, as minhas dicas. Elis, espero que ainda se lembre.

PARQUE NACIONAL DA TIJUCA


Uma das possíveis vistas do Parque. Fonte: http://www.fkc.at/nobi50/Reiseber/

O charme do Rio está exatamente naquilo que ele mais produz: cartões-postais. O Parque Nacional da Tijuca oferece, devido à sua altitude e localização, uma coleção de mirantes de onde se pode admirar a cidade. O Corcovado, por exemplo, fica no Parque. Lá também estão a Vista Chinesa, o Mirante Dona Marta e a Floresta da Tijuca, de onde é possível partir para diversas trilhas que levam a morros e picos de acesso mais difícil. Do Parque Nacional da Tijuca, é possível obervar quase toda a orla do Rio (mas não de um ponto só), além da Baixada de Jacarepaguá, da Tijuca, da Zona Norte e de Niterói, numa linha de horizonte que se confunde com o relevo do Dedo de Deus, localizado em Teresópolis. Como se não bastasse, o Parque também pode ser objeto de admiração para quem está de fora. É reconfortante, sempre, respirar fundo, observar o Cristo Redentor, a Pedra da Gávea, o Pico da Tijuca e todo o recorte vegetal em torno do qual repousa uma das maiores metrópoles do mundo. O Parque Nacional da Tijuca reforça a sensação de que o Rio de Janeiro é praticamente uma maravilha por natureza.

ORLA


Leblon, Ipanema e Arpoador. E o Rio tem muitas outras praias, tão belas quanto. Fonte: Spinner Turismo

Não adianta: as praias cariocas são um marco do Rio e nem quem odeia calor pode negar. O bom é que mesmo os dias nublados não atrapalham um passeio na orla. Mas é claro que o melhor é poder aproveitar o sol. Todos os quilômetros do litoral do Rio são propícios para um banho de mar, a prática de esportes ou uma saudável caminhada. Ir a Grumari significa fazer um passeio selvagem. Barra e Recreio, pela extensão, sempre têm um lugar livre para repousar. Os quiosques de Ipanema e Leblon são muito agradáveis para um bate-papo relax. Em Copacabana, a estátua de Drummond sentado em um banco exige uma foto, cena cada vez mais tradicional. E da Praia Vermelha você tem uma visão privilegiada do Pão de Açúcar. Enfim, as praias do Rio são diversão e lazer garantidos. E não precisa nem pisar na areia.

CENTRO

Os moradores de uma cidade dizem muito sobre ela. Observar os cariocas revela a vocação cosmopolita, heterogênea e – acredite – pacífica do Rio. Nenhum lugar é melhor para isso do que o Centro da Cidade. Coexistem, por lá, executivos, camelôs, trabalhadores, desempregados, pedintes, turistas, vendedores de CDs e DVDs piratas, pipoqueiros, homens-sanduíche, engraxates, aristocratas, prostitutas, bêbados… Tem gente parada, gente a passos lentos e gente em ritmo acelerado. Todos em perfeita harmonia (mas nem sempre, claro). A mistura é mais evidente no Saara, conjunto de ruas que é o templo das compras de preços baixos, onde é fácil encontrar qualquer coisa de que você esteja precisando. Mas o passeio no Centro não precisa se limitar à observação das pessoas. A área reúne séculos e séculos de história e cultura. Poucos metros separam prédios e monumentos importantes, como igrejas, museus e casas culturais. Em destaque, o Teatro Municipal, o Centro Cultural Banco do Brasil, a Biblioteca Nacional, o Paço IMperial, o Mosteiro de São Bento e a Praça 15. O passeio acaba sendo longo, mas enriquecedor.

SAMBA


A Lapa à noite, onde todos se divertem, sem grandes confusões. Fonte: Canal Contemporâneo

Apesar das conexões com a África e a Bahia, o samba é, definitivamente, o estilo musical do Rio de Janeiro. E, na nossa mente, samba e Lapa moram próximos. A revitalização do bairro ajudou a disseminar o ritmo de Donga e Noel Rosa e tornou-o mais popular, com direito a programas específicos em emissoras de rádio, fato inimaginável nas últimas décadas. A Lapa oferece uma lista extensa de opções de roda de samba, sempre acompanhados de elementos indispensáveis à diversão completa, como caipirinhas e feijoadas. Aliás, quem não curte samba pode ainda conferir as atrações de casas como o Teatro Odisséia, Casarão Cultural dos Arcos e o famoso Circo Voador, mais ecléticos. Porém, minha recomendação é o Centro Cultural Carioca, que fica na Praça Tiradentes, pertinho da Lapa. A casa fica num sobrado, com uma varanda que dá para o belo prédio do Real Gabinete Português de Leitura. O interior é aconchegante, o som é ótimo, o serviço é atencioso e as criticas são poucas. Tal qual na Lapa, o público é muito interessante. As atrações musicais são, primordialmente, de samba, mas sempre cruzam a fronteira estilística e puxam muita coisa boa do choro, da MPB e da bossa nova. Aproveito e deixo mais uma dica para quem procura sambar a noite inteira: a Agenda do Samba & Choro traz notícias, reportagens e um guia com as melhores casas do Rio.

CERVANTES


Não resista aos sanduíches. Fontes: Blog Le Petit Hiboux (fachada) e blog Garfada (sanduíche)

Gosto muito de restaurantes, logo não poderia deixar de dar uma dica gastronômica. E o nome dela é Cervantes. Aberta praticamente a madrugada inteira (menos às segundas, dia de descanso dos funcionários), a casa de Copacabana é a salvação quando bate uma fome no fim da noite. O tradicional reduto de notívagos tem um bar, onde se fica em pé e se pode encontrar Fausto Fawcett batendo papo com amigos, e um restaurante, com poucas mesas. Os garçons não são, assim, simpáticos e gentis, mas são respeitosos e nunca erram seu pedido, por mais personalizado que seja. Apesar do pequeno espaço e das filas de espera na entrada apertada, não há pressão alguma para qualquer cliente ir embora. O Cervantes, em todos esses anos, jamais me decepcionou, tanto no serviço quanto no principal: a comida. Os sanduíches são o carro-chefe da cozinha. Escolha a carne (que varia de lingüiça calabresa a um delicioso pernil, passando por filé mignon, carne assada ou fiambre de peru, entre outras fontes protéicas), decida se quer abacaxi e queijo (eu recomendo que opte pelos dois) e caia de boca. Prepare-se, pois o recheio é muito generoso. Se preferir uma refeição, vá sem medo. Todas que provei são deliciosas. O pedido sempre vem muito rápido e deixa qualquer um curioso sobre o funcionamento da cozinha do Cervantes. Dá um estudo de caso interessante sobre melhor aproveitamento da relação rapidez-qualidade.

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