Top 5: Cinco gols inesquecíveis de Romário
1) Brasil 1 x 0 Suécia, Rose Bowl, Los Angeles, semifinal da Copa do Mundo dos EUA, 1994: Galvão Bueno insistia em reclamar que o lateral-direito Jorginho não parava de cruzar bolas na área em busca dos baixos Bebeto e Romário, perdidos numa alta defesa sueca. Pois bem: aos 35 minutos do segundo tempo, Jorginho cruza da direita e, num salto inacreditável, Romário sobe mais alto que os zagueiros, mete a cabeça na bola e manda-a no canto direito de Ravelli. Um jogo sofrido, chorado, tenso, retirado do caminho em que se desenhava – a prorrogação e os pênaltis – por um lance único do Baixinho.
2) Corinthians 0 x 3 Flamengo, Pacaembu, São Paulo, Torneio Rio-São Paulo, 1999: Romário dá um elástico no volante Amaral, pela esquerda corre até a linha de fundo, entra na área e dá na bola um toquinho tão sutil quanto um peteleco, encontrando um espaço não se sabe onde, de tal forma que a redonda passa entre o goleiro Nei e a trave. É o segundo gol do Flamengo.
3) Brasil 2 x 0 Uruguai, Maracanã, Rio de Janeiro, eliminatórias da Copa dos EUA, 1993: Romário é lançado em profundidade, invade a área sozinho e, quando o goleiro se aproxima, faz um movimento indescritível que desmonta o adversário. Sobram, limpos, Romário, bola e gol. Era o segundo dele, o segundo do Brasil, em seu único jogo nas eliminatórias, e que classificou a seleção. A propósito, eu diria que esta foi a atuação mais brilhante de um jogador em uma partida.
4) Flamengo 3 x 2 Botafogo, Maracanã, Rio de Janeiro, decisão da Taça Guanabara, 1995: poucos atacantes são inteligentes a ponto de prever a falha de um zagueiro. Romário, nesta partida até então empatada em 2 a 2, percebeu que Márcio Theodoro cabecearia a bola para o goleiro Vágner. Rapidamente, o Baixinho se posicionou entre o zagueiro e o goleiro. Romário estava certo em sua clarividência. Recebeu a bola de presente e marcou o gol que consolidou o título do Flamengo.
5) Palmeiras 3 x 4 Vasco, Parque Antártica, São Paulo, decisão da Copa Mercosul, 2000: o atacante já havia feito dois gols na histórica reação do Vasco, que perdia por 3 a 0. Já nos acréscimos, 3 a 3, em clima de decisão de pênaltis, Romário, sempre no lugar certo na hora certa, vê a bola sobrando na sua frente e fuzila o gol de Sérgio. Vasco 4 a 3, uma vitória impossível, com um gol de um predestinado.

