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Blog de Raphael Perret, jornalista, carioca, rubro-negro, em constante aprendizado
  

Posts com a tag ‘TV’

Jogos às 22h: interesse global ou interesse público?

22/04/2011 - 11:08

Apresentador do Globo Esporte defende horário atual das partidas noturnas de futebol. Para ele, o Brasil não é o país do futebol, é o país da novela. Opinião coerente e sincera. Mas traduz somente o interesse da emissora de TV. Faltou perguntar se os torcedores estão satisfeitos

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Boris Casoy, garis e redes sociais

02/01/2010 - 12:14

O ano de 2010 começou quente no mundo da mídia. Na verdade, a chama esteve acesa antes mesmo da meia-noite de 1º de janeiro: no último dia de 2009, Boris Casoy, apresentando o Jornal da Band, deixou escapar comentários ultrapreconceituosos contra garis que desejavam feliz ano novo. Veja abaixo:

O apresentador, no dia seguinte e no mesmo telejornal, pediu – tímida e rapidamente – desculpas “aos garis e aos telespectadores”, confira:

O vazamento da “brincadeirinha” de Casoy foi assunto recorrente no Twitter e em e-mails que recebi no primeiro dia de 2010. Está mais do que claro que a repercussão só foi grande porque o vídeo se espalhou depressa pela internet, via YouTube e redes sociais. Sem essa difusão, jamais o apresentador teria que passar pelo constrangimento de pedir desculpas no ar por seus comentários.

Pergunto-me se as piadinhas de Boris Casoy tivessem sido proferidas há dez anos. Elas se transformariam em mais uma dessas lendas da TV brasileira, assistidas por alguns poucos “sortudos”, que jurariam ter ouvido as frases, mas jamais poderiam confirmar que elas realmente foram ditas. Algo parecido com a lenda de que Lobão teria discutido de forma chula com Clodovil no antigo programa de entrevistas dele: muita gente diz que viu, mas as cenas nunca apareceram e Lobão já afirmou que nunca teria sido tão grosseiro (veja o final da página 20 desta entrevista do cantor à Playboy em 2000).

Enfim, tudo isso pra dizer que, se ainda não sabemos pra onde vai esse mundo com a explosão das redes sociais, a certeza é que, hoje, é impossível ser dissimulado: tudo está registrado. A responsabilidade sobre o que é dito, no ar ou não, é cada vez maior. Se os sites da WWW são as cidades onde residem os dados, as redes sociais são as estradas que fazem a informação circular e se difundir.

Atualização (03/01, às 12:05): caros visitantes, comentem à vontade, mas evitem usar palavras ofensivas ou racistas. Sou o responsável por este espaço e não quero ter problemas judiciais por conta de declarações irresponsáveis. Qualquer comentário com ofensas pessoais será excluído.

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#mussumday: bela homenagem coletiva mostra que o público pode agendar o público

31/07/2009 - 8:25
Antonio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994)

Antonio Carlos Bernardes Gomes (1941-1994)

Na quarta-feira, 29 de julho, os twitteiros brasileiros emplacaram um trending topic (os assuntos mais comentados no sistema num determinado momento): o #mussumday, em homenagem aos 15 anos de morte do famoso humorista. Durante o dia inteiro, os twitteiros reverenciaram Antonio Carlos Bernardes Gomes, bravo mangueirense e meu ex-vizinho em Jacarepaguá, relembrando piadas, fazendo brincadeiras com o “jeitis” de falar de Mussum e escrevendo qualquer coisa que lembrasse o trapalhão.

O sucesso da iniciativa me chamou a atenção em dois aspectos. Primeiro, que o assunto chegou bem mais depressa aos trending topics (inclusive no primeiro lugar, em determinados momentos) do que o já famoso #forasarney. Atribuo esta rapidez à autenticidade das homenagens ao Mussum. Todos que participaram resolveram fazê-lo mesmo sem pedidos de adesão. Por outro lado, o #forasarney, por ser um movimento – pretensamente – político, dividiu opiniões neste Fla-Flu que é a internet. Além disso, foi artificial, uma vez que havia solicitações de participação, o que ajudou a aumentar a desconfiança.

O outro aspecto se conecta diretamente com uma frase que ouvi do ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, no dia 14 de julho, no fórum sobre mídias sociais. Segundo ele, a internet quebrou o monopólio da imprensa em determinar sobre o que a sociedade deve discutir, tema-chave da hipótese da agenda setting. Franklin tem razão: embora a mídia continue pautando a sociedade, ela não é mais a única a fazê-lo. E o #mussumday é um exemplo bem evidente.

Nas redes sociais, com exceção do tema tecnologia e das fofocas limitadas à blogosfera, praticamente todos os assuntos são pautados pela mídia (e aqui, quando falo mídia, falo da imprensa e também da megaindústria do entretenimento): um filme que vai ser lançado, a celebridade que fez alguma merda, alguma notícia de seção tipo “Planeta Bizarro”.

Mas nenhum grande veículo de comunicação lembrou os 15 anos de morte do Mussum ou deu muito destaque ao aniversário. Mesmo assim, os usuários do Twitter lembraram, e espontaneamente, fizeram suas singelas, divertidas e até emocionantes homenagens ao  humorista. Tenho certeza de que a profusão das mensagens sobre o #mussumday ultrapassou os limites da internet e chegou aos ouvidos de quem estava offline, tamanho o barulho.

O episódio é interessante porque estamos falando de um humorista morto em 1994, ou seja, antes da internet chegar ao Brasil, mas que continua vivo na memória de muitos que se divertiam com as piadas dos Trapalhões (cuja longevidade foi estendida pela própria tecnologia e pelos vídeos antigos disponíveis no YouTube). Ou seja, não é nem um assunto quente. Mesmo assim, o #mussumday mostrou que a internet pode mobilizar até mesmo um grupo heterogêneo e numeroso de pessoas como os usuários do Twitter, a ponto de espalhar tão profundamente um tema não abordado pela comunicação de massa.

E alguém pode perguntar qual o impacto desta mobilização específica do #mussumday para a sociedade. Pouco, talvez nenhum. Foi só uma grande brincadeira. Mas, de tão autêntica e espontânea, virou uma bonita homenagem colaborativa.

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O que chamou a atenção na estreia de “Caminho das Índias”

19/01/2009 - 22:47

1) A maior concentração de péssimas atuações por polegada da minha TV. O novato Rodrigo Lombardi, a veterana Vera Fischer e o inacreditável Humberto Martins concorrem pau a pau pelo troféu de pior ator neste primeiro capítulo.

2) A quantidade de canções brasileiras antigas na trilha sonora. Uma regravação de Eu nasci há dez mil anos atrás, feita por Nando Reis, Puro Êxtase, do Barão Vermelho, Alma, com Zélia Duncan e Feliz, de Gonzaguinha, ambientaram algumas cenas da novela. Não fossem os celulares, a central de telemarketing indiana e a festa hi-tech da empresa Cadore (com tão poucos presentes, pareceu um fiasco), acharia que o folhetim se passava nos anos 80 ou 90.

No mais, é novela da Gloria Perez, né? Todo mundo rico, mais pobres representados por um bairro (Lapa), núcleos cômicos (identifiquei mais de um, sorry), abertura cafona, danças freqüentes e Victor Fasano.

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Foi o Olavo

29/09/2007 - 13:13

Errei. Mas passei perto. :-P

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