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	<title>Butuca Ligada &#187; universidade</title>
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	<description>Informação é estar atento &#124; por Raphael Perret</description>
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		<title>Punição aos veteranos que aplicam trotes</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 01:05:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estudantes são expulsos de faculdade no interior de SP por causa de trote violento. Já é um começo. Mas as punições não podem se restringir aos casos que aparecem na mídia. Trote é desrespeito, humilhação e perda irrecuperável de tempo. Não se esqueça: trotes nas universidades têm que acabar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Estudantes são expulsos de faculdade no interior de SP por causa de trote violento" href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1045317-5605,00-ESTUDANTES+SAO+EXPULSOS+DE+FACULDADE+NO+INTERIOR+DE+SP+POR+CAUSA+DE+TROTE+V.html">Estudantes são expulsos de faculdade no interior de SP por causa de trote violento</a>. Já é um começo. Mas as punições não podem se restringir aos casos que aparecem na mídia. Trote é desrespeito, humilhação e perda irrecuperável de tempo.</p>
<p>Não se esqueça: <a title="Trotes nas universidades têm que acabar" href="http://www.butucaligada.com.br/2009/02/19/trotes-nas-universidades-tem-que-acabar/">trotes nas universidades têm que acabar</a>.</p>
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		<title>Trotes nas universidades têm que acabar</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Feb 2009 13:16:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raphael Perret</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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		<description><![CDATA[Com tanta guerra, preconceito e violência, precisamos mesmo de humilhações, xingamentos e agressões que não servem pra nada?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os trotes universitários ficaram na berlinda neste início de ano. Dois casos graves, <a title="Suspeita de queimar estudante grávida em Santa Fé do Sul (SP) deve ser expulsa de faculdade" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u504978.shtml ">um em Santa Fé do Sul, envolvendo uma jovem grávida</a>, e <a title="Laudo confirma que estudante sofreu agressão durante trote no interior de SP" href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL998417-5605,00.html">outro com um rapaz em Leme</a>, ambas cidades do Estado de São Paulo, trouxeram à tona, mais uma vez, a discussão sobre as &#8220;brincadeiras&#8221; típicas do início dos períodos letivos das faculdades.</p>
<p>É abominável que ainda exista trote no século 21. Mesmo em um estágio avançado (ou não) de civilização, já temos intolerância demais no mundo. Aplicar trotes é uma valorosa contribuição para o aumento da violência.</p>
<p>Portanto, eu, se tivesse algum poder, seria radical: acabou o trote. De qualquer jeito. Nada de tinta, abaixo a máquina de cortar cabelo, chega de “pedágio” nas ruas. Ninguém encosta um dedo ou grita com calouro. Algumas práticas precisam ser proibidas integralmente, sem restrições. O trote é uma delas. Se uma brecha é permitida, ela rapidamente vira abuso.</p>
<p>A entrada pra universidade é um rito de passagem. É uma fase nova, de descobertas e que muda a vida de muitas pessoas, venham elas diretamente da escola, venham elas de um caminho mais longo, já amadurecidas, com trabalho e família constituída. Conheço <strong>muitos</strong> casos de vidas que se transformaram depois da faculdade. Por isso, frequentar a universidade já é um ritual em si.  O trote, logo,  fica sem função. Não tem razão de existir, a não ser os <a title="'Trote é prática sadomasoquista', afirmam especialistas" href="http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL997597-5604,00-TROTE+E+PRATICA+SADOMASOQUISTA+AFIRMAM+ESPECIALISTAS.html">instintos sadomadoquistas</a>  de um bando de indivíduos limitados.</p>
<p><strong>Os mitos do trote</strong></p>
<p>Claro que, nesta discussão, surgem algumas vozes em defesa do trote. Normalmente, levantam dois mitos claramente infundados: que “só leva trote quem quer” (1) e que “trote ajuda a integrar os alunos” (2).</p>
<p>Duas mentiras.</p>
<p>(1) É bonitinho divulgar que <a title="'Só participa do trote quem quiser', diz Atlética da Poli-USP" href="http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL993641-5604,00-SO+PARTICIPA+DO+TROTE+QUEM+QUISER+DIZ+ATLETICA+DA+POLIUSP.html">só leva trote quem quer</a> e jogar a culpa na timidez dos calouros. Mas nos trotes que levei, ninguém deu essa opção. E ai do novato que ousasse enfrentar a selvageria reprimida dos animais. Um amigo meu da UFRJ disse que não queria tomar trote e cerca de vinte (eu disse VINTE) caras começaram a empurrá-lo contra a parede e gritar tresloucadamente. Se não fosse a intervenção de veteranos sensatos, algo pior poderia acontecer.</p>
<p>(2) É difícil de acreditar que um grupo estará integrado quando um sujeito xinga o outro, esbraveja palavras de menosprezo e lhe dá ordens estúpidas. União se constrói com naturalidade e através de afinidades, não em um ambiente repleto de hostilidade e grosserias. Na UFRJ, escapei dos trotes por questões circunstanciais. Isso não me impediu de fazer amigos tanto entre os colegas de turma quanto entre “meus” veteranos e “meus” calouros. O meu amigo citado no parágrafo acima contou que, depois das humilhações de praxe, os veteranos mal conversavam com os calouros e fingiam que não os conheciam. Outro amigo, também da UFRJ, fez um comentário preciso, que sintetiza essa falácia da “integração”:</p>
<blockquote><p>Nunca vi dois calouros falando &#8220;cara, que maneiro aquela hora que coloquei a mão na sua bunda&#8221;, &#8220;é, você é meu amigão agora&#8221;. Tudo o que ouvi foram coisas do tipo &#8220;semestre que vem os calouros tão fudidos&#8221;.</p></blockquote>
<p>Ou seja, trote não integra; apenas perpetua a selvageria.</p>
<p>(Normalmente, quem gosta de sofrer trote é exatamente quem estará liderando as agressões no semestre seguinte, auxiliado por veteranos imbecis que estão no limite da jubilação e se vinculam à faculdade somente para poder aplicar o trote. Em casos mais avançados de parvoíce, são ex-alunos já formados &#8211; e, provavelmente, vagabundos &#8211; que vão ao campus para soltar a franga reprimida por sua vida quadrada.)</p>
<p><strong>Alternativas viáveis</strong></p>
<p>Se o grande objetivo, no início do semestre, é integrar a moçada e comemorar a nova fase, há formas bem mais saudáveis do que quebrar ovo na cabeça do colega, rolar na lama ou levar saco de farinha na cara. Doação de sangue, de roupas e de alimentos são gincanas aceitáveis, desde que voluntárias e apenas incentivadas, e que em ambientes mais civilizados já são aplicadas. Mas há outras soluções criativas.</p>
<p>Um colega que fez Letras na Uerj contou que houve uma campanha de doação de livros ao diretório acadêmico, que os vendeu e, assim, conseguiu dinheiro para uma festa no início do semestre. Em outro caso, até fabricantes de cerveja patrocinavam as choppadas, por intermédio de ex-alunos da faculdade. Tenho certeza de que, nas universidades, há pujança de ideias novas para montar eventos bem mais legais.</p>
<p>O trote não contribui em nada para a sociedade. Então, por que não transformar o tempo dedicado a essa idiotice em tempo usado para uma atividade mais humana e criativa, em harmonia com o ambiente universitário?</p>
<div class="ps">P.S. Ah, e não podemos esquecer a omissão contínua das universidades na aplicação dos trotes. Apesar de a prática causar danos às salas e interromper as aulas, as faculdades lavam as mãos e raramente se posicionam. Pois lembro a elas que as instituições de ensino superior, como promotoras da educação, são regidas por diversos princípios previstos na <a title="Lei de Diretrizes e Bases (LDB)" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm">Lei de Diretrizes e Bases</a>, dentre eles o respeito à liberdade e apreço à tolerância, conceitos contraditórios à permissividade com o trote.</div>
<p><strong>Atualização (19/02, às 14:26): </strong>o boletim eletrônico da UFRJ fez <a title="Calouro humano" href="http://www.olharvirtual.ufrj.br/2006/index.php?id_edicao=238&amp;codigo=1">uma matéria sobre o trote</a>. Vale a pena ler.</p>
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