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Blog de Raphael Perret, jornalista, carioca, rubro-negro, em constante aprendizado
  

Posts com a tag ‘vida louca vida’

Jornalistas bebem sim e estão vivendo

26/05/2009 - 22:49

Enfim, uma pesquisa confirma o senso comum: jornalistas são os profissionais que mais bebem, diz o britânico Guardian (via Dani Bertocchi, que soube via António Granado). Sim, o levantamento foi feito na Inglaterra. E seus resultados poderiam  ser transferidos para o Brasil sem prejuízo algum.

Sempre quis entender onde está a força magnética que tanto atrai meus colegas a um boteco ou a uma lata de cerveja. Num momento filosófico-sociológico-antropológico, elaborei um possível conjunto de teses que, combinadas, explicam por que ser jornalista, para muita gente boa, significa viver na manguaça.

1) Tradição - o pleonasmo “jornalista bêbado” é disseminado com vigor pelas ruas, pelos botecos de esquina e pelos próprios jornalistas. Parece que aos profissionais contemporâneos, movidos por uma espécie de imaginário coletivo, resta manter a sina e atender – sem nenhum sacrifício, em muitos casos – a este destino já traçado.

2) Início precoce – certa vez, nessas infovias da internet, li alguém dizer que as principais matérias da faculdade de jornalismo eram beber cerveja e pegar mulher (ou algo assim). Se esse pensamento estivesse correto, os estudantes sairiam da universidade jornalistas, alcoólatras e promíscuos, não necessariamente nessa ordem. Bem, o mercado restringe o exercício profissional e a sociedade inibe o hedonismo. Resta afogar as mágoas na bebida. Assim, a faculdade continua formando, por semestres, legiões de consumidores de Skol e Itaipava.

3) Ritmo de trabalho – ok, mas e os outros profissionais? Também não bebem? Dá pra acreditar que os engravatados que vão aos bares são todos jornalistas? Claro que não. Então por que a fama sobra pros repórteres, redatores e editores? Bem, “engravatado” tem mais chances de ser casado (são mais caretas e convencionais, montam a família mais cedo) e tem um horário mais certinho e, mesmo quando não tem, labuta em escritório. Já o trabalho do jornalista é a rua. Se você soma isso aos dois fatores anteriores, tem um prato cheio para entender porque uma visita ao bar mais próximo é tão atraente.

Claro que essas motivações são baseadas em pré-conceitos de quem faz parte de uma seleta exceção composta por jornalistas abstêmios. Portanto, coleguinhas, não fiquem bravos com casuais exageros.

Só quero saber quem vai me ajudar a desvendar este enigmático mistério: por que jornalistas bebem tanto? Isto é verdade? Ou você tem outra profissão e exige para a sua classe o título de “os mais pinguços”? Diz aí!

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Repórter é agredido durante visita do Comitê Olímpico Internacional

03/05/2009 - 9:51

Vem cá, um repórter é agredido por “seguranças” que dispersavam os passageiros comuns durante visita do grupo do Comitê Olímpico Internacional ao metrô do Rio e a repercussão é essa mesma, quase nenhuma?

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Veja tem medo de “caça aos ricos” e estimula o consumo do luxo

28/03/2009 - 20:01

Ao comentar a condenação da dona da Daslu, a revista critica uma possível perseguição aos mais abastados, o que só produziria “mais miséria moral, política, econômica e social”, e defende o comércio de artigos caros e requintados. Trata-se de uma opinião leviana e incoerente. E explico o porquê.

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E se o Twitter ficar popular… o que é que tem?

15/03/2009 - 12:35

Twitter virou capa da Época. E a capa da Época virou assunto no Twitter. Lógico. E o tema dominante no Twitter passou a ser: “caramba! E agora? O twitter vai virar uma espécie de Orkut?”.

A quem passa ao largo dessa tola discussão, não, o medo não é do Twitter virar estética ou funcionalmente um Orkut. O medo da galera é do Twitter ser “invadido” por uma centena de novos usuários que não conheciam o sistema, como ocorreu com o Orkut. O pensamento (quase) hegemônico é de que, após a popularização do Orkut e dos blogs, estas ferramentas passaram a ser utilizadas por gente que só se interessa em fazer jogos do tipo “você ficaria com a pessoa acima?”, postar textos em miguxês e procurar por fotos de acidentes aéreos e de ex-BBBs peladas.

Eu pergunto: e daí? O que tanto incomoda essa galera? A internet não é um espaço ilimitado? Não é ela que lhe permitiu a produção de conteúdo através de sites, blogs, Orkut, Twitter, Facebook e quejandos? Por que outros não podem usufruir? Por que são novatos? Por que escrevem errado? Por que fazem perguntas idiotas? Por que preferem falar de assuntos “menores”? Ah, mas quando vêm de paraquedas em seus blogs e clicam no AdSense eles são muito legais, não é?

Estas pessoas, conhecidas e anônimas, não convivem conosco diariamente? Na rua, nos ônibus, no trabalho, na faculdade, no shopping, na praia, nos elevadores?  Por que não pode ser assim na internet? Cada um tem seu blog, cada um tem sua rede no Orkut, cada um tem seus seguidos e seguidores no Twitter. As afinidades se constroem. Não gostou, não leia, não conecte, não siga. E assim vamos levando a vida.

Já leio muita tolice na internet (inclusive de queixosos da chegada dos “bárbaros”). Assim como também leio muita coisa interessante, novidades, pontos de vista inusitados e criativos. A chegada de mais gente vai continuar produzindo tanto asneiras quanto genialidades.

Assusta-me a ideia de que a internet deveria permanecer intocada,  exclusiva para seres superiores e iluminados, baluartes do “bom gosto” e representantes da “inteligência” (e desprovidos de autocrítica…). A rede é, com todos os seus problemas, um inesgotável manancial de informações e, portanto, um canal extremamente adequado para a pluralidade e para a democratização da comunicação, tão sadias para a construção de uma sociedade justa e pacífica. E rechaçar a chegada de mais adeptos ao Twitter – e à internet como um todo – está muito longe de valores como justiça e paz.

Fecho o post com uma frase do síndico Cris Dias que resume bem a história:

Se você tem medo de o Twitter “virar o orkut” você não entendeu a do Twitter. (além de ser um elitista idiota)

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Concurso público da Dataprev traz “too many erros”

17/01/2009 - 19:13

Supõe-se que o objetivo de uma prova de inglês é testar seus conhecimentos de inglês. Portanto, o texto dela deve ser perfeito, certo? Não foi o que aconteceu em em exame realizado domingo passado, 11 de janeiro…

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